NOTÍCIAS

Primeiro dia de festival tem baile democrático

No ano em que completa 20 anos de existência, o festival Planeta Atlântida reuniu o que mais tem de popular no Brasil. Da regueira dos veteranos do Natiruts e dos hits pegajosos dos canadenses do Magic! ao fenômeno midiático de Wesley Safadão e do batidão do funk de Valesca e Guimê, teve espaço para todo mundo no primeiro dia de evento.

A dificuldade em lidar com tantos artistas de diferentes ritmos no primeiro dia do festival não foi um problema. No dia mais leve e festivo do evento, o reggae foi o responsável por fazer a entrada. Após a apresentação do hino rio-grandense (que ainda seria cantado outras vezes na noite), o grupo Onze:20 preparou o público para o show do Natiruts. A banda que completa 20 anos de carreira – as mesmas duas décadas do festival – e recebeu no dia um disco de ouro pelas 25 mil cópias vendidas do DVD Natiruts Reggae Brasil fez um show sem erros, cheio de sucessos, sempre acompanhado do coro do público. Para quem acha que o Magic! é um grupo de apenas dois hits, acertou. Não tem como negar que os momentos de “No Way No” e “Rude” foram os pontos altos da apresentação dos canadenses. Mas o carisma do vocalista Nasri, que chama as garotas para gritar, arrisca uma sambadinha e corre de um lado para o outro no palco, fez deste um dos shows mais animados da noite. Para esquentar a galera e compensar a falta de conhecimento do repertório do disco Don’t Kill The Magic, eles incluíram no setlist “Hotline Bling”, de Drake, “This Is Love”, de Bob Marley e até “Girls Just Wanna Have Fun”, de Cindy Lauper, numa divertida levada regueira. Pela terceira vez no Brasil em menos de três anos, o grupo tem a resposta para essa rápida conexão com o país. “A conexão está nas pessoas e não na música”, conta o guitarrista Mark Pellizzer no camarim antes do show. Outra explicação pode ser o baterista Alex Tanas, o mais brasileiro do grupo. Tanas arranha umas palavras em português e surpreende quando cita seus conhecimentos musicais: Zeca Pagodinho, Caetano Veloso e até o funk “Baile De Favela”.

atlantida-03

A chave do reggae foi virada para dar vez ao grande baile. Thiaguinho começou os trabalhos, enquanto a chuva que fazia estrago em Porto Alegre há alguns minutos dava a cara. Já no distante Palco Meca, quem entrava em cena era o rap da Flora Mattos. Passada 1 hora da manhã, os fogos estrelavam o céu para comemorar os 20 anos do Festival e anunciar Wesley Safadão. O cearense entrou enrolado na bandeira do Rio Grande do Sul e cantando o hino do estado. O jogo já estava ganho. Fazer menção ao estado, aliás, foi uma estratégia usada também por Thiaguinho.

WESLEY SAFADÃO: MENOS SHOWS E MAIS HITS PARA 2016

Enquanto Safadão botava uma multidão para dançar, outra multidão levantava a mão para cima no apertado espaço do Palco Meca. Por lá, os Racionais MC’s entraram com atraso para uma apresentação cheia de força. Já habitual nos shows do grupo paulistano de rap, Mano Brown, Edi Rock, Ice Blue e KL Jay dividiram o espaço com a banca deles de São Paulo. Intercalaram alguns clássicos como “Negro Drama”, “Vida Loka” e “Jesus Chorou” com músicas do mais recente disco, Cores E Valores. 

No momento que o baile de rap terminava, o Baile do Dennis já estava formado. O DJ, famoso por produzir muitos sucessos funkeiros, foi o responsável por manter milhares de pessoas  até às cinco horas da manhã. Não faltaram sucessos do funk do passado e atual e muito menos a música do momento “Baile De Favela”. Acompanhado do DJ, Valesca e Guimê participaram com pockets shows. A funkeira foi a mais animada, cantou seus hits de empoderamento feminino, falou de suas raízes e empunhou uma bazuca que disparava confete.

 

atlantida-02
Emmanuel Denaui / Agência Preview

 

O Festival Planeta Atlântida segue nesse sábado (30/01) com as apresentações de O Rappa, Lulu Santos, Luan Santana, Wiz Khalifa e muito mais.

  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
RANKING COMPLETO
NOTÍCIAS

Primeiro dia de festival tem baile democrático

por Rodrigo Amaral da Rocha em 30/01/2016

No ano em que completa 20 anos de existência, o festival Planeta Atlântida reuniu o que mais tem de popular no Brasil. Da regueira dos veteranos do Natiruts e dos hits pegajosos dos canadenses do Magic! ao fenômeno midiático de Wesley Safadão e do batidão do funk de Valesca e Guimê, teve espaço para todo mundo no primeiro dia de evento.

A dificuldade em lidar com tantos artistas de diferentes ritmos no primeiro dia do festival não foi um problema. No dia mais leve e festivo do evento, o reggae foi o responsável por fazer a entrada. Após a apresentação do hino rio-grandense (que ainda seria cantado outras vezes na noite), o grupo Onze:20 preparou o público para o show do Natiruts. A banda que completa 20 anos de carreira – as mesmas duas décadas do festival – e recebeu no dia um disco de ouro pelas 25 mil cópias vendidas do DVD Natiruts Reggae Brasil fez um show sem erros, cheio de sucessos, sempre acompanhado do coro do público. Para quem acha que o Magic! é um grupo de apenas dois hits, acertou. Não tem como negar que os momentos de “No Way No” e “Rude” foram os pontos altos da apresentação dos canadenses. Mas o carisma do vocalista Nasri, que chama as garotas para gritar, arrisca uma sambadinha e corre de um lado para o outro no palco, fez deste um dos shows mais animados da noite. Para esquentar a galera e compensar a falta de conhecimento do repertório do disco Don’t Kill The Magic, eles incluíram no setlist “Hotline Bling”, de Drake, “This Is Love”, de Bob Marley e até “Girls Just Wanna Have Fun”, de Cindy Lauper, numa divertida levada regueira. Pela terceira vez no Brasil em menos de três anos, o grupo tem a resposta para essa rápida conexão com o país. “A conexão está nas pessoas e não na música”, conta o guitarrista Mark Pellizzer no camarim antes do show. Outra explicação pode ser o baterista Alex Tanas, o mais brasileiro do grupo. Tanas arranha umas palavras em português e surpreende quando cita seus conhecimentos musicais: Zeca Pagodinho, Caetano Veloso e até o funk “Baile De Favela”.

atlantida-03

A chave do reggae foi virada para dar vez ao grande baile. Thiaguinho começou os trabalhos, enquanto a chuva que fazia estrago em Porto Alegre há alguns minutos dava a cara. Já no distante Palco Meca, quem entrava em cena era o rap da Flora Mattos. Passada 1 hora da manhã, os fogos estrelavam o céu para comemorar os 20 anos do Festival e anunciar Wesley Safadão. O cearense entrou enrolado na bandeira do Rio Grande do Sul e cantando o hino do estado. O jogo já estava ganho. Fazer menção ao estado, aliás, foi uma estratégia usada também por Thiaguinho.

WESLEY SAFADÃO: MENOS SHOWS E MAIS HITS PARA 2016

Enquanto Safadão botava uma multidão para dançar, outra multidão levantava a mão para cima no apertado espaço do Palco Meca. Por lá, os Racionais MC’s entraram com atraso para uma apresentação cheia de força. Já habitual nos shows do grupo paulistano de rap, Mano Brown, Edi Rock, Ice Blue e KL Jay dividiram o espaço com a banca deles de São Paulo. Intercalaram alguns clássicos como “Negro Drama”, “Vida Loka” e “Jesus Chorou” com músicas do mais recente disco, Cores E Valores. 

No momento que o baile de rap terminava, o Baile do Dennis já estava formado. O DJ, famoso por produzir muitos sucessos funkeiros, foi o responsável por manter milhares de pessoas  até às cinco horas da manhã. Não faltaram sucessos do funk do passado e atual e muito menos a música do momento “Baile De Favela”. Acompanhado do DJ, Valesca e Guimê participaram com pockets shows. A funkeira foi a mais animada, cantou seus hits de empoderamento feminino, falou de suas raízes e empunhou uma bazuca que disparava confete.

 

atlantida-02
Emmanuel Denaui / Agência Preview

 

O Festival Planeta Atlântida segue nesse sábado (30/01) com as apresentações de O Rappa, Lulu Santos, Luan Santana, Wiz Khalifa e muito mais.