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Psicodelia e intimismo marcam o primeiro dia do Popload Festival

por em 29/11/2014
ong>Por Maurício Amendola O primeiro dia da segunda edição do Popload Festival trouxe nomes como Tame Impala, Cat Power e Icona Pop para um tipo de evento que não estamos acostumados a ver por aí. Pelo menos, não em festivais de música. Com dois palcos, além de proporcionar proximidade rara entre artista e público, o Popload tem uma proposta refinada, que zela por outras possibilidades de entretenimento além da música. Foodtrucks que iam de nhoque a sorvete instalados numa espécie de refeitório tomado por bancos (capacidade para três pessoas por banco, dizia o aviso); um cubo de som, luz, espelhos e vidros para uma trip sensorial; variados drinks e chope do bom foram algumas das atrações disponíveis para o público que, ainda tímido, assistiu aos australianos do Pond e à explosão goiana do Boogarins. Talvez pelo preço salgado, é difícil dizer que o ambiente chegou perto de algo parecido com uma lotação. Mas, de qualquer maneira, até os espaços vazios espalhados contribuíram para a atmosfera confortável e acolhedora do festival. ti01 Quando Rodrigo Amarante subiu ao palco para apresentar o intimista Cavalo , disco de estreia de sua carreira solo, houve até quem sentasse no chão no meio do público do ex-hermano. A plateia se inflamou um pouco mais com a lembrança de “Evaporar”, do álbum do Little Joy, e a versão de “Errare Humanum Est”, de Jorge Ben Jor. O período entre os shows de Amarante e Cat Power foi propício para uma boquinha nos foodtrucks, o que fez com que muita gente não percebesse a subida da americana ao palco. Se Amarante fez um show intimista, o de Cat Power – como é de costume – foi quase contemplativo. Alguns, próximos ao palco, agitavam as mãos, mas a grande maioria apenas se espalhava pelo local para aguardar o Tame Impala. Guitarra e voz, e piano e voz se alternavam na apresentação anestésica da americana. Na provável última música do setlist de Cat Power, que se apresenta novamente hoje, um acontecimento, no mínimo, constrangedor: alguém da plateia, sabe-se lá por que, teria gritado “fuck you” em direção ao palco. A cantora se sentiu ofendida, interrompeu a toada e saiu de maneira elegante do palco depois de soltar algumas frases em direção ao suposto boca-suja. Foi aplaudida. Enquanto os australianos do Tame Impala subiam ao palco e a casa presenciava, com sobras, seu momento mais cheio, o Icona Pop botava, chutando alto, umas 100 pessoas para dançar. A psicodelia da Oceania engoliu a dupla sueca, que talvez seja até mais popular ao redor do globo. Com cores, piscadas de luzes de doer a retina e uma penumbra no palco que impossibilitava a visão dos rostos dos integrantes, o show do Tame Impala fez jus ao título de o mais aguardado da noite. Alternando canções dos discos Lonerism (2012) e Innerspeaker (2010), os australianos mostraram que já têm fãs fervorosos no Brasil, com direito a pulos animados e cantos a plenos pulmões. Com destaque para a enfiada final de “Feels Like We Only Go Backwards” e “Nothing That Has Happened So Far Has Been Anything We Could Control”. A psicodelia está na moda. ti03 Hoje, o evento recebe Metronomy, The Lumineers, Cat Power e Marcelo Jeneci. Talvez o nome mais procedente para o Popload em vez de festival fosse festa, tamanho o tom lúdico que envolve o evento. Bandas que têm público, mas não são das que lotam estádios, inseridas num conceito que passa longe dos perrengues de festivais. A todo instante, o ambiente estava limpo, não havia filas e a organização foi irretocável. Uma proposta diferente, com público menor, que seria muito frutífera se virasse moda por aqui. Diversão e música sem stress é o lema.
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Psicodelia e intimismo marcam o primeiro dia do Popload Festival

por em 29/11/2014
ong>Por Maurício Amendola O primeiro dia da segunda edição do Popload Festival trouxe nomes como Tame Impala, Cat Power e Icona Pop para um tipo de evento que não estamos acostumados a ver por aí. Pelo menos, não em festivais de música. Com dois palcos, além de proporcionar proximidade rara entre artista e público, o Popload tem uma proposta refinada, que zela por outras possibilidades de entretenimento além da música. Foodtrucks que iam de nhoque a sorvete instalados numa espécie de refeitório tomado por bancos (capacidade para três pessoas por banco, dizia o aviso); um cubo de som, luz, espelhos e vidros para uma trip sensorial; variados drinks e chope do bom foram algumas das atrações disponíveis para o público que, ainda tímido, assistiu aos australianos do Pond e à explosão goiana do Boogarins. Talvez pelo preço salgado, é difícil dizer que o ambiente chegou perto de algo parecido com uma lotação. Mas, de qualquer maneira, até os espaços vazios espalhados contribuíram para a atmosfera confortável e acolhedora do festival. ti01 Quando Rodrigo Amarante subiu ao palco para apresentar o intimista Cavalo , disco de estreia de sua carreira solo, houve até quem sentasse no chão no meio do público do ex-hermano. A plateia se inflamou um pouco mais com a lembrança de “Evaporar”, do álbum do Little Joy, e a versão de “Errare Humanum Est”, de Jorge Ben Jor. O período entre os shows de Amarante e Cat Power foi propício para uma boquinha nos foodtrucks, o que fez com que muita gente não percebesse a subida da americana ao palco. Se Amarante fez um show intimista, o de Cat Power – como é de costume – foi quase contemplativo. Alguns, próximos ao palco, agitavam as mãos, mas a grande maioria apenas se espalhava pelo local para aguardar o Tame Impala. Guitarra e voz, e piano e voz se alternavam na apresentação anestésica da americana. Na provável última música do setlist de Cat Power, que se apresenta novamente hoje, um acontecimento, no mínimo, constrangedor: alguém da plateia, sabe-se lá por que, teria gritado “fuck you” em direção ao palco. A cantora se sentiu ofendida, interrompeu a toada e saiu de maneira elegante do palco depois de soltar algumas frases em direção ao suposto boca-suja. Foi aplaudida. Enquanto os australianos do Tame Impala subiam ao palco e a casa presenciava, com sobras, seu momento mais cheio, o Icona Pop botava, chutando alto, umas 100 pessoas para dançar. A psicodelia da Oceania engoliu a dupla sueca, que talvez seja até mais popular ao redor do globo. Com cores, piscadas de luzes de doer a retina e uma penumbra no palco que impossibilitava a visão dos rostos dos integrantes, o show do Tame Impala fez jus ao título de o mais aguardado da noite. Alternando canções dos discos Lonerism (2012) e Innerspeaker (2010), os australianos mostraram que já têm fãs fervorosos no Brasil, com direito a pulos animados e cantos a plenos pulmões. Com destaque para a enfiada final de “Feels Like We Only Go Backwards” e “Nothing That Has Happened So Far Has Been Anything We Could Control”. A psicodelia está na moda. ti03 Hoje, o evento recebe Metronomy, The Lumineers, Cat Power e Marcelo Jeneci. Talvez o nome mais procedente para o Popload em vez de festival fosse festa, tamanho o tom lúdico que envolve o evento. Bandas que têm público, mas não são das que lotam estádios, inseridas num conceito que passa longe dos perrengues de festivais. A todo instante, o ambiente estava limpo, não havia filas e a organização foi irretocável. Uma proposta diferente, com público menor, que seria muito frutífera se virasse moda por aqui. Diversão e música sem stress é o lema.