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Público paulistano sai quase sem fôlego de show do System of a Down

por em 26/09/2015
P
or Rodrigo Amaral da Rocha
A chuva não parou de cair um segundo sequer na noite desta sexta-feira (25/09) na Arena Anhembi, em São Paulo. Os prevenidos com capa, os desleixados sem capa, os adeptos do bate-cabeça: diante do System of a Down, ninguém se importou com a água que caia do céu após vários dias de secura em São Paulo. Se na zona oeste milhares de pessoas pulavam e berravam ao som da cantora pop Katy Perry, os fãs de rock não deixaram por menos na zona norte paulistana. O grupo americano-armênio subiu no palco poucos minutos antes da meia-noite, logo após a apresentação da banda Deftones. Os trabalhos começaram com "I-E-A-I-A-I-O" (de Steal This Album!, 2002). Com um rock pesado que varia entre o reggae, o hip hop, o funk e a música folclórica armênia, o carismático quarteto mobiliza tanto os marmanjos fãs de heavy metal quanto a molecada, todos unidos num pula pula que durou quase todos os 90 minutos do show. Sem lançar um álbum inédito desde Hypnotize, de 2005, o repertório de 29 músicas foi um ótimo apanhado de toda a trajetória do grupo. Por ele passaram os cinco álbuns de estúdio, com prioridade para o mais  conhecido Toxicity (2001)dos hits “Chop Suey”, “Aerials” e “ATWA” – este último a única exceção no setlist do show da noite anterior no Rock in Rio. Houve espaço também para os lados B do disco-homônimo de estreia (1998), e para a faixa “Temper”, não executada ao vivo desde 1999, quando entrou para o repertório dos shows brasileiros. Em tom mais sóbrio, o vocalista/guitarrista Serj Tankian abusava das expressões faciais, enquanto o guitarrista/vocalista Daron Malakian rodopiava e animava a galera com os seus agudos. Em dado momento, chegaram a emendar “Physical”, de Olivia Newton-John, deixando todo mundo com cara de “que porra é essa?”. Tudo para tocar “Psycho” (Toxicity) logo em seguida. É até estranho pensar no engajamento político que as letras do System carregam e ver o jeito debochado, sem se levar muito a sério, da banda em cima do palco.
Depois desta noite de sexta-feira, duas coisas ficaram na cabeça de quem viu o show do SOAD: eles precisam lançar material novo. E voltar logo para o Brasil.  
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Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
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Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
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Público paulistano sai quase sem fôlego de show do System of a Down

por em 26/09/2015
P
or Rodrigo Amaral da Rocha
A chuva não parou de cair um segundo sequer na noite desta sexta-feira (25/09) na Arena Anhembi, em São Paulo. Os prevenidos com capa, os desleixados sem capa, os adeptos do bate-cabeça: diante do System of a Down, ninguém se importou com a água que caia do céu após vários dias de secura em São Paulo. Se na zona oeste milhares de pessoas pulavam e berravam ao som da cantora pop Katy Perry, os fãs de rock não deixaram por menos na zona norte paulistana. O grupo americano-armênio subiu no palco poucos minutos antes da meia-noite, logo após a apresentação da banda Deftones. Os trabalhos começaram com "I-E-A-I-A-I-O" (de Steal This Album!, 2002). Com um rock pesado que varia entre o reggae, o hip hop, o funk e a música folclórica armênia, o carismático quarteto mobiliza tanto os marmanjos fãs de heavy metal quanto a molecada, todos unidos num pula pula que durou quase todos os 90 minutos do show. Sem lançar um álbum inédito desde Hypnotize, de 2005, o repertório de 29 músicas foi um ótimo apanhado de toda a trajetória do grupo. Por ele passaram os cinco álbuns de estúdio, com prioridade para o mais  conhecido Toxicity (2001)dos hits “Chop Suey”, “Aerials” e “ATWA” – este último a única exceção no setlist do show da noite anterior no Rock in Rio. Houve espaço também para os lados B do disco-homônimo de estreia (1998), e para a faixa “Temper”, não executada ao vivo desde 1999, quando entrou para o repertório dos shows brasileiros. Em tom mais sóbrio, o vocalista/guitarrista Serj Tankian abusava das expressões faciais, enquanto o guitarrista/vocalista Daron Malakian rodopiava e animava a galera com os seus agudos. Em dado momento, chegaram a emendar “Physical”, de Olivia Newton-John, deixando todo mundo com cara de “que porra é essa?”. Tudo para tocar “Psycho” (Toxicity) logo em seguida. É até estranho pensar no engajamento político que as letras do System carregam e ver o jeito debochado, sem se levar muito a sério, da banda em cima do palco.
Depois desta noite de sexta-feira, duas coisas ficaram na cabeça de quem viu o show do SOAD: eles precisam lançar material novo. E voltar logo para o Brasil.