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Quem leva Canção do Ano no Grammy? Leia nossa análise

por em 05/02/2015
Lord
e, Adele, John Mayer, Bruce Springsteen, Amy Winehouse e U2 são alguns dos artistas que foram agraciados com o prêmio de Canção do Ano no Grammy. No próximo domingo (8/2), músicas de Hozier, Meghan Trainor, Taylor Swift, Sia e Sam Smith disputam o desejado gramofone na cerimônia em Los Angeles. Diferentemente da categoria Gravação do Ano, essa premia – principalmente – a habilidade de composição do artista. A inspiração, a melodia, a letra e, claro, o resultado final têm mais peso do que a produção, os arranjos e os timbres. Apenas os compositores são premiados. Em 2015, as temáticas das letras vão de suplícios amorosos ao “orgulho gordo” de uma nova estrela. As indicadas têm dois aspectos principais em comum: todas são de artistas solos e se tornaram grandes hits. Para ajudar a embasar a sua torcida – e para que ela seja a mais justa possível –, Billboard Brasil separou motivos que fazem de cada canção merecedora ou não do prêmio.   "Take Me To Church”, de Hozier Por que merece ganhar: O single de estreia do Hozier foi um arrasa-quarteirão. Com melodia hipnótica e letra cheia de metáforas que relacionam paixão e religião, “Take Me To Church” é uma estreia ousada e certeira do cantor irlandês. A analogia com a igreja, que já vem logo no título, não é por acaso. Levando em conta a visão retrógrada predominante no Vaticano sobre orientação sexual, Hozier fez uma música sobre recuperar sua humanidade por meio de um ato de amor. Além de ganhar um clipe zeloso com a estética, que conta a história trágica de um casal gay, a faixa é hit e chegou ao 2º lugar do Hot 100. Ponto desfavorável: É zebra. Nos últimos trinta anos, apenas duas vezes o Grammy deu o prêmio de Canção do Ano para um single de estreia de um artista: em 2002, “Fallin’”, de Alicia Keys, foi a vencedora, e, no ano passado, “Royals”, de Lorde, arrebatou o desejado gramofone.   "All About That Bass", de Meghan Trainor Por que merece ganhar: Em matéria de criatividade, é difícil bater a estreia de Meghan Trainor. “All About That Bass” é um recado motivacional bem dado às garotas que não estão satisfeitas com seus corpos. Com frases como “está bem claro, não visto 38” e “cada pedacinho de você é perfeito, lá de baixo até o topo” – além de uma cutucada nas skinny bitches –, a canção se destacou entre os outros hits do ano por abordar um tema sério de maneira leve e até divertida. E virou um mega hit: nada menos do que oito semanas no topo do Hot 100, inclusive destronando “Shake It Off”, de Taylor Swift. Ponto desfavorável: Além de ser zebra pelo mesmo motivo que “Take Me To Church”, “All About That Bass” recebeu críticas por, supostamente, tratar a obesidade – quase uma epidemia nos Estados Unidos – como brincadeira. Outro problema para Meghan pode ser o fato de ela ter lançado seu primeiro disco há duas semanas. Seria surpresa se o Grammy laureasse alguém que até outro dia só tinha um single.   "Shake It Off", de Taylor Swift Por que merece ganhar: A música que consolidou a nova fase de Taylor Swift tem o charme de ser um desabafo desencanado. Direcionado para a mídia, seus ex-namorados, os haters e os quebradores de coração, “Shake It Off” é um recado claro da ex-princesinha do country, inclusive sobre sua guinada musical: ela não tá nem aí. A canção tem boas chances de levar o prêmio, porque, além de ter sido um hit (acumulou quatro semanas no topo do Hot 100), vem de uma artista queridíssima dos jurados do Grammy. Taylor já ganhou sete gramofones, incluindo Álbum do Ano porFearless, em 2010. Não será surpresa se o Grammy coroar a fase impressionante da loirinha. Ponto desfavorável: Ainda que tenha sido indicada ao prêmio, “Shake It Off” pode não agradar tanto os entusiastas da Taylor “raiz”, das antigas. Se os jurados do Grammy tiverem o mesmo pensamento daqueles que acham que a cantora “traiu o country truezão” nessa nova fase, podem castigá-la com a derrota nessa que é uma das categorias mais importantes da premiação.   "Stay With Me", de Sam Smith Por que merece ganhar: “Acho que é verdade, não sou bom em casos de uma noite só/ Mas ainda preciso de amor, pois sou apenas um homem”, dizem os primeiros versos da canção do britânico. O tom melancólico e emotivo é nutrido por uma pegada gospel, cheia de coros e linhas lentas de piano. Inspirada num ex-namorado de Sam Smith, “Stay With Me” é uma legítima representante do blue-eyed soul e possui uma letra forte, que, embora traduza sofrimento, não cai na pieguice da autocomiseração. Além de amealhar o respeito de veteranos como Mary J. Blige, Sam Smith levou a faixa ao 2º lugar do Hot 100. Os americanos curtiram essa “sofrência”. Ponto desfavorável: Há uma semana, “Stay With Me” foi acusada de ser um plágio de “I Won’t Back Down”, de Tom Petty & The Heartbreakers. Sem demonstrar resistência, o que fortalece a ideia de que as faixas são realmente semelhantes, Sam Smith confirmou que vai pagar diretos autorais a Petty. Resta saber o que o Grammy achou dessa polêmica.   "Chandelier", de Sia Por que merece ganhar: Com letra que estende a mão para garotas que só querem encher a cara e se divertir, “Chandelier” mostra todo o talento como compositora da reclusa Sia. Ainda que a temática seja essa, a faixa está muito longe de ser uma “Tik Tok” ou uma “Get The Party Started”. Trechos como “vou sentir minhas lágrimas enquanto elas secam” e “lá vem a vergonha” mostram que Sia não está falando sobre festinhas frívolas, mas, sim, sobre o desejo de se libertar dos olhos autoritários e moralistas da sociedade.  Simplesmente tomar um porre, enquanto o lustre chacoalha. Com clipe fantástico, a faixa é a mais bem sucedida da cantora australiana nos rankings e conquistou um honroso 8º lugar no Hot 100. Ponto desfavorável: Apesar de ter feito sucesso, “Chandelier” teve um desempenho nas paradas inferior aos das outras concorrentes. E todos sabemos que o Grammy dificilmente desconsidera a voz do mercado.
  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
RANKING COMPLETO
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Quem leva Canção do Ano no Grammy? Leia nossa análise

por em 05/02/2015
Lord
e, Adele, John Mayer, Bruce Springsteen, Amy Winehouse e U2 são alguns dos artistas que foram agraciados com o prêmio de Canção do Ano no Grammy. No próximo domingo (8/2), músicas de Hozier, Meghan Trainor, Taylor Swift, Sia e Sam Smith disputam o desejado gramofone na cerimônia em Los Angeles. Diferentemente da categoria Gravação do Ano, essa premia – principalmente – a habilidade de composição do artista. A inspiração, a melodia, a letra e, claro, o resultado final têm mais peso do que a produção, os arranjos e os timbres. Apenas os compositores são premiados. Em 2015, as temáticas das letras vão de suplícios amorosos ao “orgulho gordo” de uma nova estrela. As indicadas têm dois aspectos principais em comum: todas são de artistas solos e se tornaram grandes hits. Para ajudar a embasar a sua torcida – e para que ela seja a mais justa possível –, Billboard Brasil separou motivos que fazem de cada canção merecedora ou não do prêmio.   "Take Me To Church”, de Hozier Por que merece ganhar: O single de estreia do Hozier foi um arrasa-quarteirão. Com melodia hipnótica e letra cheia de metáforas que relacionam paixão e religião, “Take Me To Church” é uma estreia ousada e certeira do cantor irlandês. A analogia com a igreja, que já vem logo no título, não é por acaso. Levando em conta a visão retrógrada predominante no Vaticano sobre orientação sexual, Hozier fez uma música sobre recuperar sua humanidade por meio de um ato de amor. Além de ganhar um clipe zeloso com a estética, que conta a história trágica de um casal gay, a faixa é hit e chegou ao 2º lugar do Hot 100. Ponto desfavorável: É zebra. Nos últimos trinta anos, apenas duas vezes o Grammy deu o prêmio de Canção do Ano para um single de estreia de um artista: em 2002, “Fallin’”, de Alicia Keys, foi a vencedora, e, no ano passado, “Royals”, de Lorde, arrebatou o desejado gramofone.   "All About That Bass", de Meghan Trainor Por que merece ganhar: Em matéria de criatividade, é difícil bater a estreia de Meghan Trainor. “All About That Bass” é um recado motivacional bem dado às garotas que não estão satisfeitas com seus corpos. Com frases como “está bem claro, não visto 38” e “cada pedacinho de você é perfeito, lá de baixo até o topo” – além de uma cutucada nas skinny bitches –, a canção se destacou entre os outros hits do ano por abordar um tema sério de maneira leve e até divertida. E virou um mega hit: nada menos do que oito semanas no topo do Hot 100, inclusive destronando “Shake It Off”, de Taylor Swift. Ponto desfavorável: Além de ser zebra pelo mesmo motivo que “Take Me To Church”, “All About That Bass” recebeu críticas por, supostamente, tratar a obesidade – quase uma epidemia nos Estados Unidos – como brincadeira. Outro problema para Meghan pode ser o fato de ela ter lançado seu primeiro disco há duas semanas. Seria surpresa se o Grammy laureasse alguém que até outro dia só tinha um single.   "Shake It Off", de Taylor Swift Por que merece ganhar: A música que consolidou a nova fase de Taylor Swift tem o charme de ser um desabafo desencanado. Direcionado para a mídia, seus ex-namorados, os haters e os quebradores de coração, “Shake It Off” é um recado claro da ex-princesinha do country, inclusive sobre sua guinada musical: ela não tá nem aí. A canção tem boas chances de levar o prêmio, porque, além de ter sido um hit (acumulou quatro semanas no topo do Hot 100), vem de uma artista queridíssima dos jurados do Grammy. Taylor já ganhou sete gramofones, incluindo Álbum do Ano porFearless, em 2010. Não será surpresa se o Grammy coroar a fase impressionante da loirinha. Ponto desfavorável: Ainda que tenha sido indicada ao prêmio, “Shake It Off” pode não agradar tanto os entusiastas da Taylor “raiz”, das antigas. Se os jurados do Grammy tiverem o mesmo pensamento daqueles que acham que a cantora “traiu o country truezão” nessa nova fase, podem castigá-la com a derrota nessa que é uma das categorias mais importantes da premiação.   "Stay With Me", de Sam Smith Por que merece ganhar: “Acho que é verdade, não sou bom em casos de uma noite só/ Mas ainda preciso de amor, pois sou apenas um homem”, dizem os primeiros versos da canção do britânico. O tom melancólico e emotivo é nutrido por uma pegada gospel, cheia de coros e linhas lentas de piano. Inspirada num ex-namorado de Sam Smith, “Stay With Me” é uma legítima representante do blue-eyed soul e possui uma letra forte, que, embora traduza sofrimento, não cai na pieguice da autocomiseração. Além de amealhar o respeito de veteranos como Mary J. Blige, Sam Smith levou a faixa ao 2º lugar do Hot 100. Os americanos curtiram essa “sofrência”. Ponto desfavorável: Há uma semana, “Stay With Me” foi acusada de ser um plágio de “I Won’t Back Down”, de Tom Petty & The Heartbreakers. Sem demonstrar resistência, o que fortalece a ideia de que as faixas são realmente semelhantes, Sam Smith confirmou que vai pagar diretos autorais a Petty. Resta saber o que o Grammy achou dessa polêmica.   "Chandelier", de Sia Por que merece ganhar: Com letra que estende a mão para garotas que só querem encher a cara e se divertir, “Chandelier” mostra todo o talento como compositora da reclusa Sia. Ainda que a temática seja essa, a faixa está muito longe de ser uma “Tik Tok” ou uma “Get The Party Started”. Trechos como “vou sentir minhas lágrimas enquanto elas secam” e “lá vem a vergonha” mostram que Sia não está falando sobre festinhas frívolas, mas, sim, sobre o desejo de se libertar dos olhos autoritários e moralistas da sociedade.  Simplesmente tomar um porre, enquanto o lustre chacoalha. Com clipe fantástico, a faixa é a mais bem sucedida da cantora australiana nos rankings e conquistou um honroso 8º lugar no Hot 100. Ponto desfavorável: Apesar de ter feito sucesso, “Chandelier” teve um desempenho nas paradas inferior aos das outras concorrentes. E todos sabemos que o Grammy dificilmente desconsidera a voz do mercado.