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“Queremos fazer o Brasil dançar”, diz Lellêzinha, do Dream Team do Passinho

Grupo lançou nesta quarta-feira, 22, o clipe do novo single, “Oi Sumido”

por Rebecca Silva em 22/11/2017

O Dream Team do Passinho lançou nesta quarta-feira (22/11), o clipe de seu novo single, “Oi Sumido”. Com uma sonoridade menos pautada pelo funk, mesclando elementos do zouk e do pop, o grupo se repagina sem perder a identidade divertida e animada.

Com letras que falam sobre o cotidiano da juventude, com inúmeras citações aos “contatinhos” e a aplicativos da moda, o Dream Team foi convidado para se apresentar duas vezes na edição deste ano do Rock in Rio: uma por Fernanda Abreu e outra, por ninguém menos que Alicia Keys.

Conversamos com a integrante Lellêzinha, vocalista, sobre a fase atual do grupo e a cultura da favela carioca:

Vocês são um grupo muito para cima e animado e transmitem isso não apenas nas músicas, mas também nos clipes e nos figurinos. Como é o planejamento da direção criativa do grupo?

A gente sempre teve essa preocupação de estar feliz, para cima e quisemos passar isso no figurino, com as cores, misturando estampas. É também uma característica da favela, de querer estar diferente, chamando a atenção. As pessoas não combinam as roupas, não se ligam muito nisso. É algo que já é da nossa personalidade, que já estávamos acostumados.

O clipe de “Oi Sumido” foi gravado no Vidigal, com uma festa e muita coreografia nas ruas da comunidade. Como surgiu a ideia?

Gostamos muito da vibe do Vidigal. Temos muitos fãs e amigos que moram lá, sempre somos bem-recebidos. As pessoas de lá também tem um visual maneiro, de estar sempre diferente. Gravamos em uma sexta-feira, entre as rodinhas de pagode, funk que estavam realmente rolando por lá. A vibe é muito boa.

Alguns comentários na internet criticam a nova sonoridade dos singles lançados neste ano, dizendo que vocês se afastaram das raízes do funk. Como veem isso?

Nós somos da música, eu posso fazer um rock e não vou me importar com o que vão falar, porque faço música. No disco, Aperte O Play, já tem mistura, não é só funk. Esses singles misturam zouk, pop, dancehall. Tem música que escolhe o ritmo por si só, sabe? Fomos muito cautelosos para escolher “Oi Sumido” como single. Queremos fazer o Brasil dançar. Desde o início, o foco é esse.

Mesmo mudando a sonoridade, vocês ainda focam na coreografia durante o clipe, né?

A gente tem a dança muito forte, mas é importante lembrar que somos um grupo musical, não somos apenas dançarinos fazendo uma coreografia. Tem CD e tudo! [risos]. Trouxemos a coreografia para esse single também, pensamos em algo fácil e, dessa vez, é dançado a dois, que é novo para gente. Então tivemos a mudança na sonoridade e também nisso da dança.

Em poucos anos de carreira, voltando aos primeiros trabalhos, é possível notar a evolução visual e sonora do grupo. Como foi esse processo de amadurecimento?

Se você parar para pensar, realmente, foi pouco tempo. Mas tivemos tantas experiências nesses dois anos, que o que importa é o quanto você pega para si para aprender, não cometer os mesmos erros. Estamos sempre nos desafiando, buscando coisas novas. Estamos mais maduros. Temos uma preocupação grande em estudar dança, canto, identidade, buscamos referências.

Vocês foram convidados pela Alicia Keys para se apresentarem ao lado dela no Rock in Rio deste ano. Como surgiu o convite e como foi a experiência?

Estou com isso no coração até hoje! Sempre dizemos que trabalhar com foco e de coração aberto, dá certo. Isso da Alicia no Rock in Rio aconteceu do nada. Eu trabalhei pelo Multishow, como apresentadora e repórter, e o Dream Team se apresentou no palco Sunset com a Fernanda Abreu, que foi demais. Acho que estávamos em Brasília, fazendo outro show, e disseram que ela queria a gente no palco com ela. De madrugada, aquela correria para encontrar figurino e arrumar tudo. Ela é uma mulher e artista incrível. Trocamos ideia depois e ela disse para continuarmos fazendo o que fazemos, que é muito original. Ela se informou sobre o que estava rolando no país e aproveitou o palco para falar sobre.

Você participou do documentário A Batalha do Passinho, de 2013, que mostra a origem do passinho nas comunidades do Rio e a força da internet nessa disseminação. Como foi essa experiência?

O documentário foi importante para mostrar o passinho na favela, que deu muita oportunidade para dançarinos. Hoje, tem muitos grupos que ganham a vida com o passinho e o funk. Mudou até a vida dos pais dos dançarinos, que passaram a trabalhar com isso também. Conseguimos transformar aquela caricatura que tinham de que o funk era ruim.

Nessa sexta-feira, 24, vocês vão apresentar um tributo ao Jackson 5 no Shell Open Air, em São Paulo. Como surgiu essa ideia?

Sou maluca de inventar esse espetáculo [risos]. O Jackson 5 tem uma história parecida com a nossa, de irmãos em busca desse sonho, de fazer música. Queremos fazer mais que uma homenagem, queremos reproduzir no palco. A música deles não fez parte direta da minha vida, sou a mais nova do grupo, mas fez parte dos outros integrantes, cresceram ouvindo. Eu vim ouvir eles e Michael Jackson depois. Então, queremos mostrar que não existe só o influenciado, no caso, nós, que fazemos música hoje, mas de onde nosso trabalho evoluiu. Trazer essa memória. Vamos misturar e dar a nossa cara.

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Grupo lançou nesta quarta-feira, 22, o clipe do novo single, “Oi Sumido”

por Rebecca Silva em 22/11/2017

O Dream Team do Passinho lançou nesta quarta-feira (22/11), o clipe de seu novo single, “Oi Sumido”. Com uma sonoridade menos pautada pelo funk, mesclando elementos do zouk e do pop, o grupo se repagina sem perder a identidade divertida e animada.

Com letras que falam sobre o cotidiano da juventude, com inúmeras citações aos “contatinhos” e a aplicativos da moda, o Dream Team foi convidado para se apresentar duas vezes na edição deste ano do Rock in Rio: uma por Fernanda Abreu e outra, por ninguém menos que Alicia Keys.

Conversamos com a integrante Lellêzinha, vocalista, sobre a fase atual do grupo e a cultura da favela carioca:

Vocês são um grupo muito para cima e animado e transmitem isso não apenas nas músicas, mas também nos clipes e nos figurinos. Como é o planejamento da direção criativa do grupo?

A gente sempre teve essa preocupação de estar feliz, para cima e quisemos passar isso no figurino, com as cores, misturando estampas. É também uma característica da favela, de querer estar diferente, chamando a atenção. As pessoas não combinam as roupas, não se ligam muito nisso. É algo que já é da nossa personalidade, que já estávamos acostumados.

O clipe de “Oi Sumido” foi gravado no Vidigal, com uma festa e muita coreografia nas ruas da comunidade. Como surgiu a ideia?

Gostamos muito da vibe do Vidigal. Temos muitos fãs e amigos que moram lá, sempre somos bem-recebidos. As pessoas de lá também tem um visual maneiro, de estar sempre diferente. Gravamos em uma sexta-feira, entre as rodinhas de pagode, funk que estavam realmente rolando por lá. A vibe é muito boa.

Alguns comentários na internet criticam a nova sonoridade dos singles lançados neste ano, dizendo que vocês se afastaram das raízes do funk. Como veem isso?

Nós somos da música, eu posso fazer um rock e não vou me importar com o que vão falar, porque faço música. No disco, Aperte O Play, já tem mistura, não é só funk. Esses singles misturam zouk, pop, dancehall. Tem música que escolhe o ritmo por si só, sabe? Fomos muito cautelosos para escolher “Oi Sumido” como single. Queremos fazer o Brasil dançar. Desde o início, o foco é esse.

Mesmo mudando a sonoridade, vocês ainda focam na coreografia durante o clipe, né?

A gente tem a dança muito forte, mas é importante lembrar que somos um grupo musical, não somos apenas dançarinos fazendo uma coreografia. Tem CD e tudo! [risos]. Trouxemos a coreografia para esse single também, pensamos em algo fácil e, dessa vez, é dançado a dois, que é novo para gente. Então tivemos a mudança na sonoridade e também nisso da dança.

Em poucos anos de carreira, voltando aos primeiros trabalhos, é possível notar a evolução visual e sonora do grupo. Como foi esse processo de amadurecimento?

Se você parar para pensar, realmente, foi pouco tempo. Mas tivemos tantas experiências nesses dois anos, que o que importa é o quanto você pega para si para aprender, não cometer os mesmos erros. Estamos sempre nos desafiando, buscando coisas novas. Estamos mais maduros. Temos uma preocupação grande em estudar dança, canto, identidade, buscamos referências.

Vocês foram convidados pela Alicia Keys para se apresentarem ao lado dela no Rock in Rio deste ano. Como surgiu o convite e como foi a experiência?

Estou com isso no coração até hoje! Sempre dizemos que trabalhar com foco e de coração aberto, dá certo. Isso da Alicia no Rock in Rio aconteceu do nada. Eu trabalhei pelo Multishow, como apresentadora e repórter, e o Dream Team se apresentou no palco Sunset com a Fernanda Abreu, que foi demais. Acho que estávamos em Brasília, fazendo outro show, e disseram que ela queria a gente no palco com ela. De madrugada, aquela correria para encontrar figurino e arrumar tudo. Ela é uma mulher e artista incrível. Trocamos ideia depois e ela disse para continuarmos fazendo o que fazemos, que é muito original. Ela se informou sobre o que estava rolando no país e aproveitou o palco para falar sobre.

Você participou do documentário A Batalha do Passinho, de 2013, que mostra a origem do passinho nas comunidades do Rio e a força da internet nessa disseminação. Como foi essa experiência?

O documentário foi importante para mostrar o passinho na favela, que deu muita oportunidade para dançarinos. Hoje, tem muitos grupos que ganham a vida com o passinho e o funk. Mudou até a vida dos pais dos dançarinos, que passaram a trabalhar com isso também. Conseguimos transformar aquela caricatura que tinham de que o funk era ruim.

Nessa sexta-feira, 24, vocês vão apresentar um tributo ao Jackson 5 no Shell Open Air, em São Paulo. Como surgiu essa ideia?

Sou maluca de inventar esse espetáculo [risos]. O Jackson 5 tem uma história parecida com a nossa, de irmãos em busca desse sonho, de fazer música. Queremos fazer mais que uma homenagem, queremos reproduzir no palco. A música deles não fez parte direta da minha vida, sou a mais nova do grupo, mas fez parte dos outros integrantes, cresceram ouvindo. Eu vim ouvir eles e Michael Jackson depois. Então, queremos mostrar que não existe só o influenciado, no caso, nós, que fazemos música hoje, mas de onde nosso trabalho evoluiu. Trazer essa memória. Vamos misturar e dar a nossa cara.