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Raul Seixas, o baiano que misturou Elvis com Luiz Gonzaga

Cantor ficou na 9ª posição na eleição do artista mais completo do Brasil

por Marcos Lauro em 13/09/2016

Para entender a importância da obra de Raul Seixas, basta conhecer a sua origem: baiano do bairro da Graça, ficou amigo de filhos de norte-americanos que trabalhavam no consulado dos Estados Unidos e, por intermédio deles, teve contato com o rock de Elvis, Little Richard e Fats Domino.

VEJA O PERFIL DE MARIA BETHÂNIA, 10ª COLOCADA NA ELEIÇÃO DE ARTISTA MAIS COMPLETO DO BRASIL 

Seu pai trabalhava na manutenção da rede ferroviária e viajava por todo o interior do estado. Raul ia junto e conheceu sons regionais, especialmente o baião de Luiz Gonzaga.

Agora some esses dados e você tem Raul Seixas, que misturou essas informações e se tornou o patrono do rock nacional (e a faixa “Blue Moon Of Kentucky”, presente na playlist abaixo, representa essa mistura perfeitamente). Antes de se formar como artista solo, trabalhou como produtor da gravadora CBS e foi responsável pela sonoridade de artistas como Jerry Adriani e Sergio Sampaio – e isso só levou mais bagagem para seu trabalho.

A parceria com Paulo Coelho, claro, é determinante para o tamanho da imagem de Raul Seixas. As letras criadas pelos dois ficaram no imaginário de qualquer roqueiro do Brasil.

Veja abaixo cinco álbuns indispensáveis da carreira de Raul Seixas:

Raulzito e os Panteras (1968) – Primeira tentativa de Raul na música profissional, o disco foi ignorado na época do seu lançamento e redescoberto nos anos 2000. A faixa “Você Ainda Pode Sonhar (Lucy in the Sky with Diamonds)”, versão da canção dos Beatles, se tornou um hit tardio e chegou a ser regravada pelo Ira!.

 

Reprodução

Krig-ha, Bandolo! (1973) – Agora solo, Raul Seixas mostra a mistura da sua formação como músico. Se na introdução temos “Good Rockin’ Tonight”, a segunda faixa é “Mosca Na Sopa”, um som cheio de atabaques e, porque não, baianidade.

 

Reprodução

Gita (1974) – Com a dupla com Paulo Coelho a todo vapor, Raul canta “Gita”, que se tornou um dos hinos da sua carreira. Outro hino, “Sociedade Alternativa”, abre o lado b do vinil.

 

Reprodução

Raul Seixas (1983) – Depois de uma má fase, sem sucessos e sem gravadora, Raul é resgatado pelo especial de televisão Plunct, Plact, Zuuum, da Rede Globo. A música-tema, “Carimbador Maluco”, está nesse álbum, que mostrou que Raul ainda tinha lenha pra queimar.

 

Reprodução

A Panela do Diabo (1989) – Último álbum de Raul Seixas em vida, produzido totalmente em parceria com Marcelo Nova, divide opiniões. Já bastante doente (Raul morreria dois dias depois do lançamento desse trabalho), o estado do cantor é notoriamente ruim em algumas faixas. Mesmo assim, contém pérolas como "Carpinteiro do Universo", "Pastor João e a Igreja Invisível" e "Você Roubou Meu Videocassete".

 

Reprodução

Ouça 20 clássicos obrigatórios (e alguns lados b) de Raul Seixas:

Sobre a eleição: 12 críticos e profissionais da música deram notas de zero a 10 para sete quesitos de cada artista, como voz, presença de palco, capacidade de reinvenção na carreira, carisma, quantidade de hits, versatilidade e relevância da obra. O resultado, com os 50 artistas mais bem votados, será divulgado no próximo dia 21 de setembro.

VOTARAM: Bruna Serur, Lucas Borges Teixeira, Marcos Lauro, Marcos Sergio Silva, Marcos Xi, Mauricio Amendola, Monica Herculano, Patrícia Palumbo, Roberto Maia, Rodrigo Amaral, Wagner Gueller e Yasmin Muller.

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Raul Seixas, o baiano que misturou Elvis com Luiz Gonzaga

Cantor ficou na 9ª posição na eleição do artista mais completo do Brasil

por Marcos Lauro em 13/09/2016

Para entender a importância da obra de Raul Seixas, basta conhecer a sua origem: baiano do bairro da Graça, ficou amigo de filhos de norte-americanos que trabalhavam no consulado dos Estados Unidos e, por intermédio deles, teve contato com o rock de Elvis, Little Richard e Fats Domino.

VEJA O PERFIL DE MARIA BETHÂNIA, 10ª COLOCADA NA ELEIÇÃO DE ARTISTA MAIS COMPLETO DO BRASIL 

Seu pai trabalhava na manutenção da rede ferroviária e viajava por todo o interior do estado. Raul ia junto e conheceu sons regionais, especialmente o baião de Luiz Gonzaga.

Agora some esses dados e você tem Raul Seixas, que misturou essas informações e se tornou o patrono do rock nacional (e a faixa “Blue Moon Of Kentucky”, presente na playlist abaixo, representa essa mistura perfeitamente). Antes de se formar como artista solo, trabalhou como produtor da gravadora CBS e foi responsável pela sonoridade de artistas como Jerry Adriani e Sergio Sampaio – e isso só levou mais bagagem para seu trabalho.

A parceria com Paulo Coelho, claro, é determinante para o tamanho da imagem de Raul Seixas. As letras criadas pelos dois ficaram no imaginário de qualquer roqueiro do Brasil.

Veja abaixo cinco álbuns indispensáveis da carreira de Raul Seixas:

Raulzito e os Panteras (1968) – Primeira tentativa de Raul na música profissional, o disco foi ignorado na época do seu lançamento e redescoberto nos anos 2000. A faixa “Você Ainda Pode Sonhar (Lucy in the Sky with Diamonds)”, versão da canção dos Beatles, se tornou um hit tardio e chegou a ser regravada pelo Ira!.

 

Reprodução

Krig-ha, Bandolo! (1973) – Agora solo, Raul Seixas mostra a mistura da sua formação como músico. Se na introdução temos “Good Rockin’ Tonight”, a segunda faixa é “Mosca Na Sopa”, um som cheio de atabaques e, porque não, baianidade.

 

Reprodução

Gita (1974) – Com a dupla com Paulo Coelho a todo vapor, Raul canta “Gita”, que se tornou um dos hinos da sua carreira. Outro hino, “Sociedade Alternativa”, abre o lado b do vinil.

 

Reprodução

Raul Seixas (1983) – Depois de uma má fase, sem sucessos e sem gravadora, Raul é resgatado pelo especial de televisão Plunct, Plact, Zuuum, da Rede Globo. A música-tema, “Carimbador Maluco”, está nesse álbum, que mostrou que Raul ainda tinha lenha pra queimar.

 

Reprodução

A Panela do Diabo (1989) – Último álbum de Raul Seixas em vida, produzido totalmente em parceria com Marcelo Nova, divide opiniões. Já bastante doente (Raul morreria dois dias depois do lançamento desse trabalho), o estado do cantor é notoriamente ruim em algumas faixas. Mesmo assim, contém pérolas como "Carpinteiro do Universo", "Pastor João e a Igreja Invisível" e "Você Roubou Meu Videocassete".

 

Reprodução

Ouça 20 clássicos obrigatórios (e alguns lados b) de Raul Seixas:

Sobre a eleição: 12 críticos e profissionais da música deram notas de zero a 10 para sete quesitos de cada artista, como voz, presença de palco, capacidade de reinvenção na carreira, carisma, quantidade de hits, versatilidade e relevância da obra. O resultado, com os 50 artistas mais bem votados, será divulgado no próximo dia 21 de setembro.

VOTARAM: Bruna Serur, Lucas Borges Teixeira, Marcos Lauro, Marcos Sergio Silva, Marcos Xi, Mauricio Amendola, Monica Herculano, Patrícia Palumbo, Roberto Maia, Rodrigo Amaral, Wagner Gueller e Yasmin Muller.