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Reggae alemão em espanhol? Ouça a Raggabund e entenda

por em 14/09/2015
P
or Marcos Lauro
A mistura pode parecer estranha à primeira vista: alemães fazendo reggae em espanhol. Mas é só conhecer um pouco mais a Raggabund que tudo fará mais sentido. Baseados em Munique, os irmãos Paco Mendoza e Don Caramelo, filhos de latinos, fazem parte da cena reggae da Alemanha e cantam em alemão, espanhol e inglês. “A cena alemã do gênero é uma das maiores do mundo, com milhares de festas e shows”, garantem os irmãos, que são destaque na programação do Mês da Cultura Independente e se apresentam no Centro Cultural São Paulo no próximo sábado (19/09) – a turnê conta com cinco shows pelo Brasil e 13 por toda a América do Sul. A Billboard Brasil conversou com os alemães – em espanhol – sobre o problema dos refugiados na Europa, as influências da dupla e, claro, reggae. A banda tem  uma música chamada “Refugee” [“Refugiado”], que, infelizmente, é um tema atual em toda a Europa. Como veem esse problema? Qual a solução? Don Caramelo: É um problema humanitário, por conta das leis de imigração que existem na Europa, muito restritivas. Hoje, as pessoas não veem outra possibilidade se não negociar com os coyotes [pessoas que fazem o transporte dos refugiados pelas fronteiras, de maneira ilegal]. Se essas leis mudassem e a Europa encontrasse um caminho de abrir as fronteiras, agiria na base desse problema que causa tantas mortes. A política não é tão fácil, não há uma solução rápida pra isso. https://www.youtube.com/watch?v=IiA7GpFI8b0 E como vocês avaliam a postura da Alemanha? Paco Mendoza: A Alemanha hoje recebe mais refugiados do que outros países da Europa, mas também tem mais habitantes. Há 20 anos houve, lamentavelmente, uma restrição muito grande nas leis alemãs de imigração. Depois da Segunda Guerra Mundial, o país criou leis muito boas, mas houve esse retrocesso. Estamos batalhando para voltarmos a esse posto. Por isso fazemos canções como “Refugee”. Don: Aqui se vê um movimento muito aberto para esse problema, gente que está disposta a ajudar, receber pessoas... muitos já foram recebidos de forma muito positiva, com estadia, comida etc. E quais são as principais influências do trabalho da Raggabund? Paco: São nossos olhos e orelhas. Tudo que vemos, ouvimos... Mas, obviamente, muita música genial desse planeta também nos impacta. O ritmo brasileiro nos inspira muito. Mas é difícil citar nomes. Hoje, o que nos influencia é a fusão de ritmos e por isso temos tantos gêneros diferentes no nosso trabalho. Vocês já moraram no Brasil quando crianças. Se lembram de algo desse período? Don: Sim, já moramos no Brasil. Meu pai trabalhou em Curitiba, mas eu era muito pequeno e não me lembro de muita coisa. Então, fico alegre em estar no Brasil pela “primeira vez” para conhecer as pessoas. E como é a cena do reggae na Alemanha? Paco: É uma das maiores do mundo, com milhares de festas e shows. Isso nos dá esperança, porque o reggae é uma música consciente e muita gente busca essas mensagens positivas e humanistas. Don: E também se ouve muito aqui o reggae feito em Londres e, claro, os brasileiros, como o Natiruts! Tem grupos da Itália, Espanha, Japão... E grupos alemães que cantam em espanhol. Nós! [risos] Serviço: Raggabund – Mês da Cultura Independente 19/09 - 19h Centro Cultural Vergueiro, Sala Adoniran Barbosa Entrada: livre Informações: http://www.centrocultural.sp.gov.br Outras cidades: Salvador 26/09 – 18h Museu de Arte Moderna (MAM) Informações: http://www.jamnomam.com.br Brasília 27/09 – 20h Praça dos Três Poderes Entrada franca Porto Alegre 16/10 – 19h Auditório Araújo Vianna Entrada Franca
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Reggae alemão em espanhol? Ouça a Raggabund e entenda

por em 14/09/2015
P
or Marcos Lauro
A mistura pode parecer estranha à primeira vista: alemães fazendo reggae em espanhol. Mas é só conhecer um pouco mais a Raggabund que tudo fará mais sentido. Baseados em Munique, os irmãos Paco Mendoza e Don Caramelo, filhos de latinos, fazem parte da cena reggae da Alemanha e cantam em alemão, espanhol e inglês. “A cena alemã do gênero é uma das maiores do mundo, com milhares de festas e shows”, garantem os irmãos, que são destaque na programação do Mês da Cultura Independente e se apresentam no Centro Cultural São Paulo no próximo sábado (19/09) – a turnê conta com cinco shows pelo Brasil e 13 por toda a América do Sul. A Billboard Brasil conversou com os alemães – em espanhol – sobre o problema dos refugiados na Europa, as influências da dupla e, claro, reggae. A banda tem  uma música chamada “Refugee” [“Refugiado”], que, infelizmente, é um tema atual em toda a Europa. Como veem esse problema? Qual a solução? Don Caramelo: É um problema humanitário, por conta das leis de imigração que existem na Europa, muito restritivas. Hoje, as pessoas não veem outra possibilidade se não negociar com os coyotes [pessoas que fazem o transporte dos refugiados pelas fronteiras, de maneira ilegal]. Se essas leis mudassem e a Europa encontrasse um caminho de abrir as fronteiras, agiria na base desse problema que causa tantas mortes. A política não é tão fácil, não há uma solução rápida pra isso. https://www.youtube.com/watch?v=IiA7GpFI8b0 E como vocês avaliam a postura da Alemanha? Paco Mendoza: A Alemanha hoje recebe mais refugiados do que outros países da Europa, mas também tem mais habitantes. Há 20 anos houve, lamentavelmente, uma restrição muito grande nas leis alemãs de imigração. Depois da Segunda Guerra Mundial, o país criou leis muito boas, mas houve esse retrocesso. Estamos batalhando para voltarmos a esse posto. Por isso fazemos canções como “Refugee”. Don: Aqui se vê um movimento muito aberto para esse problema, gente que está disposta a ajudar, receber pessoas... muitos já foram recebidos de forma muito positiva, com estadia, comida etc. E quais são as principais influências do trabalho da Raggabund? Paco: São nossos olhos e orelhas. Tudo que vemos, ouvimos... Mas, obviamente, muita música genial desse planeta também nos impacta. O ritmo brasileiro nos inspira muito. Mas é difícil citar nomes. Hoje, o que nos influencia é a fusão de ritmos e por isso temos tantos gêneros diferentes no nosso trabalho. Vocês já moraram no Brasil quando crianças. Se lembram de algo desse período? Don: Sim, já moramos no Brasil. Meu pai trabalhou em Curitiba, mas eu era muito pequeno e não me lembro de muita coisa. Então, fico alegre em estar no Brasil pela “primeira vez” para conhecer as pessoas. E como é a cena do reggae na Alemanha? Paco: É uma das maiores do mundo, com milhares de festas e shows. Isso nos dá esperança, porque o reggae é uma música consciente e muita gente busca essas mensagens positivas e humanistas. Don: E também se ouve muito aqui o reggae feito em Londres e, claro, os brasileiros, como o Natiruts! Tem grupos da Itália, Espanha, Japão... E grupos alemães que cantam em espanhol. Nós! [risos] Serviço: Raggabund – Mês da Cultura Independente 19/09 - 19h Centro Cultural Vergueiro, Sala Adoniran Barbosa Entrada: livre Informações: http://www.centrocultural.sp.gov.br Outras cidades: Salvador 26/09 – 18h Museu de Arte Moderna (MAM) Informações: http://www.jamnomam.com.br Brasília 27/09 – 20h Praça dos Três Poderes Entrada franca Porto Alegre 16/10 – 19h Auditório Araújo Vianna Entrada Franca