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Resenha de A Batalha Pela Alma dos Beatles, de Peter Dogget

por em 21/11/2014

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Livro de Peter Doggett expõe “lado podre” da saga dos Beatles Por Maurício Amendola No imaginário popular, a história dos Beatles é muitas vezes limitada ao período de dez anos no qual houve a consagração da maior banda de todos os tempos. Em A Batalha Pela Alma dos Beatles, Peter Doggett passa bem longe do clima de paz e amor de “All You Need Is Love” ou da atmosfera festiva de “She Loves You”. Com escrita fluída e abordagem imparcial, o autor escancara com apuração impressionante todos os imbróglios e idiossincrasias do divórcio mais dolorido da cultura pop. A história se inicia em 1967, quando os Fab Four colhiam – muito merecidamente – os frutos do inigualável Sgt Peppers, e segue até os anos 2000. Ainda que trate dos Beatles de maneira orgânica, o livro também é um precioso relato a respeito da forma com que cada um dos integrantes se comportou com o término. Paul McCartney e John Lennon – ou, pelo menos, os representantes deles – travaram uma batalha por direitos autorais. George Harrison, o beatle mais sensitivo, entrou numa crise existencial com a ressaca da fama colossal, mas também mostrou a todos que poderia ser protagonista com o disco All Things Must Pass. Ringo Starr, o beatle gente boa, reinventou sua prática comic relief e foi o único que continuou amigo de todos os comparsas. A exposição dessa tragédia cultural contemporânea é um balde de água fria no beatlemaníaco mais ingênuo. Sim, é a maior banda de todos os tempos e a mística entre seus integrantes é sui generis. Mas isso não impediu que a burocracia do mundo dos negócios atingisse a fortaleza (e a amizade) dos Beatles. O que vemos é o fim da inocência para os quatro garotos de Liverpool, e, compreensivelmente, muita gente está envolvida no processo. Das amadas Linda e Yoko às gigantes Apple e EMI, todos participaram do duelo de egos – infinitamente pior do que qualquer picuinha de estúdio. Um dos aspectos mais interessantes e sintomáticos da fase pós-rompimento é a possibilidade da reunião dos quatro, aguardada e ansiada por todo o planeta. Na década de 1970, havia uma ciranda entre os integrantes que ficavam de “mimimi”. Às vezes, Paul flertava com um reencontro e John recusava. Depois, o inverso acontecia. George, aparentemente o mais ressentido, também variava seus desejos. Ringo, quando perguntado, parecia sempre disposto a dar o braço a torcer. A Batalha – originalmente de 2009 e, agora, reeditado na esteira de várias biografias do mundo beatle – não é para amadores. É recomendável que se conheça bem o que aconteceu no período de 1961 a 1970, antes de conhecer o “lado podre” dos Beatles. Afinal, você não deve começar uma história fascinante pelo fim. https://www.youtube.com/watch?v=P-Q9D4dcYng  
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Resenha de A Batalha Pela Alma dos Beatles, de Peter Dogget

por em 21/11/2014

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Livro de Peter Doggett expõe “lado podre” da saga dos Beatles Por Maurício Amendola No imaginário popular, a história dos Beatles é muitas vezes limitada ao período de dez anos no qual houve a consagração da maior banda de todos os tempos. Em A Batalha Pela Alma dos Beatles, Peter Doggett passa bem longe do clima de paz e amor de “All You Need Is Love” ou da atmosfera festiva de “She Loves You”. Com escrita fluída e abordagem imparcial, o autor escancara com apuração impressionante todos os imbróglios e idiossincrasias do divórcio mais dolorido da cultura pop. A história se inicia em 1967, quando os Fab Four colhiam – muito merecidamente – os frutos do inigualável Sgt Peppers, e segue até os anos 2000. Ainda que trate dos Beatles de maneira orgânica, o livro também é um precioso relato a respeito da forma com que cada um dos integrantes se comportou com o término. Paul McCartney e John Lennon – ou, pelo menos, os representantes deles – travaram uma batalha por direitos autorais. George Harrison, o beatle mais sensitivo, entrou numa crise existencial com a ressaca da fama colossal, mas também mostrou a todos que poderia ser protagonista com o disco All Things Must Pass. Ringo Starr, o beatle gente boa, reinventou sua prática comic relief e foi o único que continuou amigo de todos os comparsas. A exposição dessa tragédia cultural contemporânea é um balde de água fria no beatlemaníaco mais ingênuo. Sim, é a maior banda de todos os tempos e a mística entre seus integrantes é sui generis. Mas isso não impediu que a burocracia do mundo dos negócios atingisse a fortaleza (e a amizade) dos Beatles. O que vemos é o fim da inocência para os quatro garotos de Liverpool, e, compreensivelmente, muita gente está envolvida no processo. Das amadas Linda e Yoko às gigantes Apple e EMI, todos participaram do duelo de egos – infinitamente pior do que qualquer picuinha de estúdio. Um dos aspectos mais interessantes e sintomáticos da fase pós-rompimento é a possibilidade da reunião dos quatro, aguardada e ansiada por todo o planeta. Na década de 1970, havia uma ciranda entre os integrantes que ficavam de “mimimi”. Às vezes, Paul flertava com um reencontro e John recusava. Depois, o inverso acontecia. George, aparentemente o mais ressentido, também variava seus desejos. Ringo, quando perguntado, parecia sempre disposto a dar o braço a torcer. A Batalha – originalmente de 2009 e, agora, reeditado na esteira de várias biografias do mundo beatle – não é para amadores. É recomendável que se conheça bem o que aconteceu no período de 1961 a 1970, antes de conhecer o “lado podre” dos Beatles. Afinal, você não deve começar uma história fascinante pelo fim. https://www.youtube.com/watch?v=P-Q9D4dcYng