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Resenha de Bruce, de Peter Ames Carlin

por em 14/11/2014
class="aligncenter size-full wp-image-10186" alt="Capa_Bruce_26jun2013.indd" src="http://billboard.uol.com.br/wp-content/uploads/2014/11/capa_bruce_.jpg" width="1704" height="2736" /> Bruce: o ídolo e o homem Por Lucas Borges Teixeira Todos sabem quem é Bruce Springsteen. Você pode não saber cantar, mas sem dúvida reconhece a guitarra potente de “Born In The USA” ou o ritmo dançante de “Dancing In The Dark”. Embora não seja sucesso absoluto no Brasil, visto que não chegou a lotar um dia de apresentação no Espaço das Américas, em São Paulo, o cantor é um dos maiores nomes da música popular americana e seu rosto é reconhecido no mundo inteiro. Mas quem, de fato, é Bruce Springsteen, o famoso Boss? É o que jornalista Peter Ames Carlin propõe-se a desvendar na biografia Bruce (Ed. Nossa Cultura), lançada no final do ano passado. Carlin, autor de biografias de astros como Paul McCartney, assume que iniciou o projeto com olhos de fã e assim o tocou até o fim. “Sigo-o desde 1978, quando vi um show em Seattle, na turnê do Darkness In The Edge Of Town. Eu tinha ideia de que o cara era bom ao vivo, mas só então tive noção de que aquilo era realmente algo especial”, contou o jornalista, ex-People, em uma entrevista a um blog americano. Mas ser um fã declarado não compromete o material desenvolvido. Muito pelo contrário. É graças à sua quase devoção que, sem ter programado, Carlin conseguiu que o próprio Springsteen colaborasse pessoalmente pela primeira vez com um biógrafo. Este envolvimento é fulcral para a proposta de humanização do ídolo, em especial quando é relatada a relação de Bruce com a terapia, iniciada em 2003. Cai o véu do homem viril – que se aproxima de um super-herói imbatível no palco – e nota-se um ídolo frágil como qualquer ser humano. Ele passou por antidepressivos e, desde então, recorre à prática sempre que julga necessário. A vida de Bruce Springsteen, no entanto, parece um tanto comum se comparada à de outros astros da música internacional. Segundo sua biografia, o cantor nunca usou drogas (inclusive, chegou a proibir que os membros de sua banda o fizessem), não destrói quartos de hotéis ou mete-se em polêmicas com satanismo. Nem o popular álcool está entre as prioridades da sua vida, apesar de ter sido preso por dirigir embriagado nos anos 70. Bruce vai além de uma análise de sua obra ou de uma mera cobertura dos acontecimentos de sua vida. A biografia de Carlin é uma tentativa – e daí a força do nome – de mostrar o humano por trás do ídolo. Não é o Chefe, não é o autor de “Streets Of Philadelphia” (música que lhe rendeu um Oscar), não é o astro que vendeu milhões de discos. É o Bruce, o homem, a pessoa: uma mistura de tudo isso e de nada disso ao mesmo tempo. Com suas milhares de contradições, Springsteen é uma figura fascinante, extrema e quase – quase – tão interessante quanto o clássico álbum Born To Run (1975). https://www.youtube.com/watch?v=129kuDCQtHs
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Resenha de Bruce, de Peter Ames Carlin

por em 14/11/2014
class="aligncenter size-full wp-image-10186" alt="Capa_Bruce_26jun2013.indd" src="http://billboard.uol.com.br/wp-content/uploads/2014/11/capa_bruce_.jpg" width="1704" height="2736" /> Bruce: o ídolo e o homem Por Lucas Borges Teixeira Todos sabem quem é Bruce Springsteen. Você pode não saber cantar, mas sem dúvida reconhece a guitarra potente de “Born In The USA” ou o ritmo dançante de “Dancing In The Dark”. Embora não seja sucesso absoluto no Brasil, visto que não chegou a lotar um dia de apresentação no Espaço das Américas, em São Paulo, o cantor é um dos maiores nomes da música popular americana e seu rosto é reconhecido no mundo inteiro. Mas quem, de fato, é Bruce Springsteen, o famoso Boss? É o que jornalista Peter Ames Carlin propõe-se a desvendar na biografia Bruce (Ed. Nossa Cultura), lançada no final do ano passado. Carlin, autor de biografias de astros como Paul McCartney, assume que iniciou o projeto com olhos de fã e assim o tocou até o fim. “Sigo-o desde 1978, quando vi um show em Seattle, na turnê do Darkness In The Edge Of Town. Eu tinha ideia de que o cara era bom ao vivo, mas só então tive noção de que aquilo era realmente algo especial”, contou o jornalista, ex-People, em uma entrevista a um blog americano. Mas ser um fã declarado não compromete o material desenvolvido. Muito pelo contrário. É graças à sua quase devoção que, sem ter programado, Carlin conseguiu que o próprio Springsteen colaborasse pessoalmente pela primeira vez com um biógrafo. Este envolvimento é fulcral para a proposta de humanização do ídolo, em especial quando é relatada a relação de Bruce com a terapia, iniciada em 2003. Cai o véu do homem viril – que se aproxima de um super-herói imbatível no palco – e nota-se um ídolo frágil como qualquer ser humano. Ele passou por antidepressivos e, desde então, recorre à prática sempre que julga necessário. A vida de Bruce Springsteen, no entanto, parece um tanto comum se comparada à de outros astros da música internacional. Segundo sua biografia, o cantor nunca usou drogas (inclusive, chegou a proibir que os membros de sua banda o fizessem), não destrói quartos de hotéis ou mete-se em polêmicas com satanismo. Nem o popular álcool está entre as prioridades da sua vida, apesar de ter sido preso por dirigir embriagado nos anos 70. Bruce vai além de uma análise de sua obra ou de uma mera cobertura dos acontecimentos de sua vida. A biografia de Carlin é uma tentativa – e daí a força do nome – de mostrar o humano por trás do ídolo. Não é o Chefe, não é o autor de “Streets Of Philadelphia” (música que lhe rendeu um Oscar), não é o astro que vendeu milhões de discos. É o Bruce, o homem, a pessoa: uma mistura de tudo isso e de nada disso ao mesmo tempo. Com suas milhares de contradições, Springsteen é uma figura fascinante, extrema e quase – quase – tão interessante quanto o clássico álbum Born To Run (1975). https://www.youtube.com/watch?v=129kuDCQtHs