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Resenha de Heróis da Guitarra Brasileira, de Leandro Souto Maior e Ricardo Schott

por em 06/02/2015
B
rasil, o país da guitarra
Por Lucas Borges Teixeira Você já deve ter lido algum livro sobre a música brasileira. Para quem se interessa pelo assunto, a literatura é vasta: há biografias, estudos sobre o nascimento do samba, obras sobre a popularização dos ritmos, análise das músicas na época da ditadura militar e muito mais. É raro, no entanto, um livro exclusivamente dedicado à guitarra no país. É exatamente o que propõe Heróis da Guitarra Brasileira - A História do Instrumento por seus Principais Nomes, de Leandro Souto Maior e Ricardo Schott. Como explica o subtítulo, a obra é uma espécie de compilação organizada de fichas dos principais guitarristas do país. São pequenos perfis com nome, influências, guitarra que toca, principal disco gravado e uma breve explicação da sua história e de por que cada um é tão relevante. A grande maioria dos escolhidos foi entrevistada, o que dá sabor à leitura. Tem de se deixar claro que não é uma obra sobre rock, embora seja a esse ritmo que o instrumento seja logo relacionado. Muito pelo contrário: o Brasil mostra-se um país tão interessante que os principais representantes da guitarra vêm dos mais diferentes gêneros. Tem Osmar e o filho Armandinho com sua guitarra baiana fundando o que um dia viraria a ser o axé e o novo carnaval baiano. Pepeu Gomes e a mistura rítmica dos Novos Baianos. Robertinho de Recife com uma obra que vai do metal à música clássica. E Lanny Gordin que, num mesmo ano (1969), gravou dos melhores discos de Gal Costa, Caetano Veloso e Gilberto Gil. Os exemplos são muitos, e o livro de Maior e Schott procura abordar todos eles. Alguns nomes são verdadeiras revelações para os mais leigos, como Hélio Delmiro, o homem por trás da guitarra de Elis & Tom (1974). Já outros dispensam apresentações, casos de Lulu Santos e Frejat. Pela quantidade de informações e referências, fica nítido o trabalho sério de pesquisa e apuração dos autores. Despretensioso, Heróis da Guitarra Brasileira é um livro que resgata a relevância de nomes importantes, muitas vezes deixado de lado. Se conhecer seu país é, antes de tudo, conhecer a sua cultura, está aí uma grande contribuição para a nossa história.   10501937_592612897516979_4331932327979532799_n  
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Resenha de Heróis da Guitarra Brasileira, de Leandro Souto Maior e Ricardo Schott

por em 06/02/2015
B
rasil, o país da guitarra
Por Lucas Borges Teixeira Você já deve ter lido algum livro sobre a música brasileira. Para quem se interessa pelo assunto, a literatura é vasta: há biografias, estudos sobre o nascimento do samba, obras sobre a popularização dos ritmos, análise das músicas na época da ditadura militar e muito mais. É raro, no entanto, um livro exclusivamente dedicado à guitarra no país. É exatamente o que propõe Heróis da Guitarra Brasileira - A História do Instrumento por seus Principais Nomes, de Leandro Souto Maior e Ricardo Schott. Como explica o subtítulo, a obra é uma espécie de compilação organizada de fichas dos principais guitarristas do país. São pequenos perfis com nome, influências, guitarra que toca, principal disco gravado e uma breve explicação da sua história e de por que cada um é tão relevante. A grande maioria dos escolhidos foi entrevistada, o que dá sabor à leitura. Tem de se deixar claro que não é uma obra sobre rock, embora seja a esse ritmo que o instrumento seja logo relacionado. Muito pelo contrário: o Brasil mostra-se um país tão interessante que os principais representantes da guitarra vêm dos mais diferentes gêneros. Tem Osmar e o filho Armandinho com sua guitarra baiana fundando o que um dia viraria a ser o axé e o novo carnaval baiano. Pepeu Gomes e a mistura rítmica dos Novos Baianos. Robertinho de Recife com uma obra que vai do metal à música clássica. E Lanny Gordin que, num mesmo ano (1969), gravou dos melhores discos de Gal Costa, Caetano Veloso e Gilberto Gil. Os exemplos são muitos, e o livro de Maior e Schott procura abordar todos eles. Alguns nomes são verdadeiras revelações para os mais leigos, como Hélio Delmiro, o homem por trás da guitarra de Elis & Tom (1974). Já outros dispensam apresentações, casos de Lulu Santos e Frejat. Pela quantidade de informações e referências, fica nítido o trabalho sério de pesquisa e apuração dos autores. Despretensioso, Heróis da Guitarra Brasileira é um livro que resgata a relevância de nomes importantes, muitas vezes deixado de lado. Se conhecer seu país é, antes de tudo, conhecer a sua cultura, está aí uma grande contribuição para a nossa história.   10501937_592612897516979_4331932327979532799_n