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Resenha de Love Me Do - 50 Fatos Marcantes dos Beatles, de Paolo Hewitt

por em 10/10/2014
class="aligncenter size-full wp-image-8363" alt="love me do" src="http://billboard.uol.com.br/wp-content/uploads/2014/10/love-me-do.jpg" width="640" height="851" />   História em pílulas jornalísticas Love Me Do – 50 Momentos Marcantes dos Beatles, de Paolo Hewitt, tenta equilibrar a mania por listas e a loucura pelos Fab Four Por Maurício Amendola Não seria exagero dizer que o jornalista britânico Paolo Hewitt – responsável por obras acerca de nomes como Oasis e The Jam, além da compilação Os 50 Fatos que Mudaram a História do Rock – reconta toda trajetória dos Beatles em Love Me Do. Estruturado a partir de 50 momentos decisivos dos Fab Four, o livro é altamente recomendável para quem deseja conhecer a história da maior banda de todos os tempos mas tem preguiça de encarar calhamaços gigantescos, do tipo que não deixa escapar nem triviais idas de Ringo ao banheiro. Com diagramação cool, comentários sagazes e capítulos em forma de reportagem de jornal - o que torna a leitura fluida e agradável -, o livro relata desde o encontro entre Paul McCartney e John Lennon no período pós-guerra em Liverpool (1957), passando pelo casamento de Ringo Starr (1981) – que promoveu a reunião dos integrantes –, até a morte de George Harrison (2001). Para um fã mais leigo, o efeito mais interessante da leitura catalogada sobre os Beatles– mais comentados, publicados e populares que Jesus Cristo, diria John – é a constatação da rapidez com que se deram os saltos criativos do grupo. Em menos de 30 páginas vamos da consagração da beatlemania para viagens oníricas de LSD. Isto é, em três anos, vamos de “Love Me Do” e “She Loves You” para “Tomorrow Never Knows” e “She Said She Said”. A história da composição desta última merecia, aliás, um lugarzinho entre os 50 momentos. A primeira bad trip de ácido de John Lennon, que teve o ator Peter Fonda como o famoso corta brisa, é um marco para a nova fase espiritual e sensitiva que caracterizaria o músico nos anos seguintes. Um beatlemaniaco mais exigente poderia dizer, com razão, que faltou ousadia a Hewitt. Há fatos, claro, que não poderiam ficar de fora, como a aparição de Yoko Ono ou a entrada de Ringo na banda. Mas há outros mais obscuros e menos romantizados ao longo dos anos, que são sintomas da aura do grupo. A composição de “A Day In The Life”, por exemplo, talvez fosse digna de capítulo exclusivo por ser considerada por muitos a última parceria efetiva da dupla Lennon-McCartney. O mesmo para o mindfuck promovido por John em “I Am The Walrus” – composta depois que o beatle percebeu que qualquer coisa dia por ele era tomada como genial –, que diz mais sobre a mística acerca do grupo do que o caso da tentativa de comprar uma ilha. O período pós-separação é dedicado apenas a brigas judiciais e, claro, às mortes de John e George. Mas não seria pedir demais que houvesse espaço para o lançamento de All Things Must Pass, em 1970 – a comprovação de que George havia, de fato, se tornado um compositor dos mais competentes – e para a música “How Do You Sleep?”, lançada por John em 1971 – aquela cutucada feroz em Paul que mostra que a convivência antes da separação estava insuportável. (Há quem diga que os dois não conversavam havia mais de oito anos quando John foi assassinado em 1980). Mas todos sabemos que, principalmente quando o tema é música, listas são sempre polêmicas e insuficientes. E não dá para dizer que a montada por Hewitt foi injusta. Além do mais, beatlemaniaco que é beatleamanico se afunda nos calhamaços. http://www.youtube.com/watch?v=7xL1ffMlzKY  
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Resenha de Love Me Do - 50 Fatos Marcantes dos Beatles, de Paolo Hewitt

por em 10/10/2014
class="aligncenter size-full wp-image-8363" alt="love me do" src="http://billboard.uol.com.br/wp-content/uploads/2014/10/love-me-do.jpg" width="640" height="851" />   História em pílulas jornalísticas Love Me Do – 50 Momentos Marcantes dos Beatles, de Paolo Hewitt, tenta equilibrar a mania por listas e a loucura pelos Fab Four Por Maurício Amendola Não seria exagero dizer que o jornalista britânico Paolo Hewitt – responsável por obras acerca de nomes como Oasis e The Jam, além da compilação Os 50 Fatos que Mudaram a História do Rock – reconta toda trajetória dos Beatles em Love Me Do. Estruturado a partir de 50 momentos decisivos dos Fab Four, o livro é altamente recomendável para quem deseja conhecer a história da maior banda de todos os tempos mas tem preguiça de encarar calhamaços gigantescos, do tipo que não deixa escapar nem triviais idas de Ringo ao banheiro. Com diagramação cool, comentários sagazes e capítulos em forma de reportagem de jornal - o que torna a leitura fluida e agradável -, o livro relata desde o encontro entre Paul McCartney e John Lennon no período pós-guerra em Liverpool (1957), passando pelo casamento de Ringo Starr (1981) – que promoveu a reunião dos integrantes –, até a morte de George Harrison (2001). Para um fã mais leigo, o efeito mais interessante da leitura catalogada sobre os Beatles– mais comentados, publicados e populares que Jesus Cristo, diria John – é a constatação da rapidez com que se deram os saltos criativos do grupo. Em menos de 30 páginas vamos da consagração da beatlemania para viagens oníricas de LSD. Isto é, em três anos, vamos de “Love Me Do” e “She Loves You” para “Tomorrow Never Knows” e “She Said She Said”. A história da composição desta última merecia, aliás, um lugarzinho entre os 50 momentos. A primeira bad trip de ácido de John Lennon, que teve o ator Peter Fonda como o famoso corta brisa, é um marco para a nova fase espiritual e sensitiva que caracterizaria o músico nos anos seguintes. Um beatlemaniaco mais exigente poderia dizer, com razão, que faltou ousadia a Hewitt. Há fatos, claro, que não poderiam ficar de fora, como a aparição de Yoko Ono ou a entrada de Ringo na banda. Mas há outros mais obscuros e menos romantizados ao longo dos anos, que são sintomas da aura do grupo. A composição de “A Day In The Life”, por exemplo, talvez fosse digna de capítulo exclusivo por ser considerada por muitos a última parceria efetiva da dupla Lennon-McCartney. O mesmo para o mindfuck promovido por John em “I Am The Walrus” – composta depois que o beatle percebeu que qualquer coisa dia por ele era tomada como genial –, que diz mais sobre a mística acerca do grupo do que o caso da tentativa de comprar uma ilha. O período pós-separação é dedicado apenas a brigas judiciais e, claro, às mortes de John e George. Mas não seria pedir demais que houvesse espaço para o lançamento de All Things Must Pass, em 1970 – a comprovação de que George havia, de fato, se tornado um compositor dos mais competentes – e para a música “How Do You Sleep?”, lançada por John em 1971 – aquela cutucada feroz em Paul que mostra que a convivência antes da separação estava insuportável. (Há quem diga que os dois não conversavam havia mais de oito anos quando John foi assassinado em 1980). Mas todos sabemos que, principalmente quando o tema é música, listas são sempre polêmicas e insuficientes. E não dá para dizer que a montada por Hewitt foi injusta. Além do mais, beatlemaniaco que é beatleamanico se afunda nos calhamaços. http://www.youtube.com/watch?v=7xL1ffMlzKY