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Ringo Starr - Protagonista, mas não muito

por em 10/04/2013
Ring
o Starr empolga pouco, mas comove fãs em show da All Starr Band na capital paulista Os fãs brasileiros de Beatles, definitivamente, não têm do que reclamar. Desde 2010, a metade viva do quarteto de Liverpool tem dado pinta frequentemente no país. Em sua segunda passagem, Ringo se apresentou para quatro mil pessoas no Credicard Hall, em São Paulo. Público bem modesto, se comparado aos seis shows esgotados de 2011. Para quem já tinha visto o veterano ao vivo, as novidades se resumiram à nova formação da flutuante All Starr Band, agora com Steve Lukather, Gregg Rolie e Todd Rundgren entre os integrantes. Com eles, o repertório ganha versões de músicas como “Rosanna”, “Afrika” e “Hold The Line”, do Toto, “Black Magic Woman” e “Oye Como Va”, famosas com Santana, e “I Saw The Light” e “Bang The Drum All Day”, da carreira solo de Rundgren, entre outras. “Ringo é o cara mais legal do mundo e, por isso, teve a generosidade de me deixar estrear uma música”, disse Richard Page antes de puxar a nova “You Are Mine”. O ex-baixista do Mr. Mister ainda colabora com “Broken Wings” e “Kyrie”, que comprovam o quanto a All Starr Band pode soar anticlimática e datada ao longo do show. O baterista é desprendido até demais do título de lenda do rock. Sai do palco duas vezes para deixar os colegas brilharem em sua ausência, e balança a cabeça quando o agradecem pela oportunidade, como se soubesse o quanto sua atitude é rara. Até quando assume o instrumento que o consagrou, o faz dividindo a cena com Gregg Bissonette. Se do repertório dos Beatles ele explora boa parte das opções possíveis, com versões de “Matchbox” e “Honey Don’t” (dois clássicos de Carl Perkins gravados pelos Fab Four), “I Wanna Be Your Man” e “Don’t Pass Me By”, sobra pouco para as faixas da carreira solo. A ótima “It Don’t Come Easy”, a versão reggae de “Wings”, “Photograph” (que teve até ensaio de homenagem coletiva com fotos do baterista erguidas pela plateia) e a melô hippie “Anthem” são as únicas lembradas por Ringo. Das 24 músicas apresentadas na noite, apenas 12 tiveram o veterano no comando. Como era de se esperar, as mais comemoradas foram “Yellow Submarine” e “With A Little Help From My Friends”, que encerrou o show em um medley com “Give Peace A Chance”, da carreira solo de John Lennon. Quem esteve no Credicard Hall com a simples intenção de prestigiar um dos Beatles, saiu realizado. Os que foram esperando ver um baterista importante em ação, ou uma performance no nível das fornecidas anualmente por Paul McCartney, tiveram que se contentar com um show da competente All Starr Band... Com a participação de Ringo Starr.
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Ringo Starr - Protagonista, mas não muito

por em 10/04/2013
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o Starr empolga pouco, mas comove fãs em show da All Starr Band na capital paulista Os fãs brasileiros de Beatles, definitivamente, não têm do que reclamar. Desde 2010, a metade viva do quarteto de Liverpool tem dado pinta frequentemente no país. Em sua segunda passagem, Ringo se apresentou para quatro mil pessoas no Credicard Hall, em São Paulo. Público bem modesto, se comparado aos seis shows esgotados de 2011. Para quem já tinha visto o veterano ao vivo, as novidades se resumiram à nova formação da flutuante All Starr Band, agora com Steve Lukather, Gregg Rolie e Todd Rundgren entre os integrantes. Com eles, o repertório ganha versões de músicas como “Rosanna”, “Afrika” e “Hold The Line”, do Toto, “Black Magic Woman” e “Oye Como Va”, famosas com Santana, e “I Saw The Light” e “Bang The Drum All Day”, da carreira solo de Rundgren, entre outras. “Ringo é o cara mais legal do mundo e, por isso, teve a generosidade de me deixar estrear uma música”, disse Richard Page antes de puxar a nova “You Are Mine”. O ex-baixista do Mr. Mister ainda colabora com “Broken Wings” e “Kyrie”, que comprovam o quanto a All Starr Band pode soar anticlimática e datada ao longo do show. O baterista é desprendido até demais do título de lenda do rock. Sai do palco duas vezes para deixar os colegas brilharem em sua ausência, e balança a cabeça quando o agradecem pela oportunidade, como se soubesse o quanto sua atitude é rara. Até quando assume o instrumento que o consagrou, o faz dividindo a cena com Gregg Bissonette. Se do repertório dos Beatles ele explora boa parte das opções possíveis, com versões de “Matchbox” e “Honey Don’t” (dois clássicos de Carl Perkins gravados pelos Fab Four), “I Wanna Be Your Man” e “Don’t Pass Me By”, sobra pouco para as faixas da carreira solo. A ótima “It Don’t Come Easy”, a versão reggae de “Wings”, “Photograph” (que teve até ensaio de homenagem coletiva com fotos do baterista erguidas pela plateia) e a melô hippie “Anthem” são as únicas lembradas por Ringo. Das 24 músicas apresentadas na noite, apenas 12 tiveram o veterano no comando. Como era de se esperar, as mais comemoradas foram “Yellow Submarine” e “With A Little Help From My Friends”, que encerrou o show em um medley com “Give Peace A Chance”, da carreira solo de John Lennon. Quem esteve no Credicard Hall com a simples intenção de prestigiar um dos Beatles, saiu realizado. Os que foram esperando ver um baterista importante em ação, ou uma performance no nível das fornecidas anualmente por Paul McCartney, tiveram que se contentar com um show da competente All Starr Band... Com a participação de Ringo Starr.