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Roger Waters fala sobre fim de carreira e turnês

Artista aproveitou para descartar a possibilidade de se reunir com David Gilmour

por Redação em 05/06/2017

Roger Waters não tem certeza de até quando vai fazer turnês ou se a atual será sua última. Mas tem uma coisa que o cofundador do Pink Floyd tem certeza – se você é veterano de Guerra, você tem um lugar especial nos shows dele.

Por causa do pai morto na Segunda Guerra Mundial, veteranos têm um lugar especial no coração do artista. É por isso que em cada show, ele separa um número de ingressos para eles.

ROGER WATERS PEDE PARA CAETANO E GIL CANCELAREM SHOW EM ISRAEL 

"Quando comecei a turnê de The Wall, comecei a convidar veteranos em cada cidade que tinha show, farei o mesmo nesta turnê. Vamos reservar um número de lugares no auditório para veteranos se eles quiserem vir”, disse Waters.

Recentemente, o roqueiro de 73 anos falou com a Associated Press sobre seu disco mais recente, Is This The Life We Really Want? e seu posicionamento político.

NO BRASIL, DAVID GILMOUR FALA SOBRE ROGER WATERS

Você apoia os veteranos. Por quê? 

Talvez tenha algo a ver com meu pai. Tem um pouco a ver com Bob e Lee Woodruff. Eles têm uma fundação porque ele era um jornalista que teve metade da cabeça estourada e sobreviveu. Eles têm a Stand Up For Heroes e arrecadam dinheiro todos os anos para veteranos. Se eles pedissem, eu me apresentaria para eles.

Mas não parou por aí…

Tive uma ideia de fazer uma banda com homens machucados. Então fui até o Centro Médico Militar Nacional e conheci um cara chamado Arthur Bloom. Criamos a banda. Nos apresentamos por uns anos e eles se tornaram meus irmãos, sou próximo de muitos deles. As conexões que fiz tocando música com eles fizeram com que eu tivesse o desejo de saber mais deles.

O álbum parece ter ido inspirado na péssima harmonia do mundo de hoje. É sobre medo? 

Sim, é o medo do fato de que tudo está correndo de nós e ninguém é a criança que fala “mas o imperador não está usando roupas”.

Nos conte sobre a turnê.

O show se chama Us And Them, que é o título de uma música de Dark Side Of The Moon, que saiu em 1973 ou 1974, mas é extremamente apropriado para hoje. Essa música significa tanto hoje quanto significava em 1973. E as faixas novas desse álbum são essencialmente sobre nosso dilema quanto humanos de encontrar formas de acomodar os cuidados de cada um e descobrir nosso potencial de ter empatia pelos outros, incluindo refugiados.

Você sempre falou sobre política e foi atacado por apoiar o boicote a Israel. Alguns te chamaram de antissemita por isso. Você é?

Não tenho nada contra Israel e certamente não tenho nada contra judeus ou Judaísmo. Mas sou fundamentalmente contra pessoas sendo subjugadas e perdendo seus direitos. Então fiz meu discurso, mas as pessoas sugeriram que eu era antissemita, o que claramente não sou... Morrerei defendendo os direitos das pessoas comuns.

Até quando você vai aguentar fazer turnês?

Provavelmente, não muito. Essa pode ser a última. Se continuar por alguns anos, eu devo encerrar as atividades. Vamos ver. Nunca digo nunca. Tento me manter em forma. Estou em forma, caso contrário não conseguiria. Então vamos ver.

É possível que antes de se aposentar, você se junte a David Gilmour para uma série de shows?
É muito improvável.

 

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por Redação em 05/06/2017

Roger Waters não tem certeza de até quando vai fazer turnês ou se a atual será sua última. Mas tem uma coisa que o cofundador do Pink Floyd tem certeza – se você é veterano de Guerra, você tem um lugar especial nos shows dele.

Por causa do pai morto na Segunda Guerra Mundial, veteranos têm um lugar especial no coração do artista. É por isso que em cada show, ele separa um número de ingressos para eles.

ROGER WATERS PEDE PARA CAETANO E GIL CANCELAREM SHOW EM ISRAEL 

"Quando comecei a turnê de The Wall, comecei a convidar veteranos em cada cidade que tinha show, farei o mesmo nesta turnê. Vamos reservar um número de lugares no auditório para veteranos se eles quiserem vir”, disse Waters.

Recentemente, o roqueiro de 73 anos falou com a Associated Press sobre seu disco mais recente, Is This The Life We Really Want? e seu posicionamento político.

NO BRASIL, DAVID GILMOUR FALA SOBRE ROGER WATERS

Você apoia os veteranos. Por quê? 

Talvez tenha algo a ver com meu pai. Tem um pouco a ver com Bob e Lee Woodruff. Eles têm uma fundação porque ele era um jornalista que teve metade da cabeça estourada e sobreviveu. Eles têm a Stand Up For Heroes e arrecadam dinheiro todos os anos para veteranos. Se eles pedissem, eu me apresentaria para eles.

Mas não parou por aí…

Tive uma ideia de fazer uma banda com homens machucados. Então fui até o Centro Médico Militar Nacional e conheci um cara chamado Arthur Bloom. Criamos a banda. Nos apresentamos por uns anos e eles se tornaram meus irmãos, sou próximo de muitos deles. As conexões que fiz tocando música com eles fizeram com que eu tivesse o desejo de saber mais deles.

O álbum parece ter ido inspirado na péssima harmonia do mundo de hoje. É sobre medo? 

Sim, é o medo do fato de que tudo está correndo de nós e ninguém é a criança que fala “mas o imperador não está usando roupas”.

Nos conte sobre a turnê.

O show se chama Us And Them, que é o título de uma música de Dark Side Of The Moon, que saiu em 1973 ou 1974, mas é extremamente apropriado para hoje. Essa música significa tanto hoje quanto significava em 1973. E as faixas novas desse álbum são essencialmente sobre nosso dilema quanto humanos de encontrar formas de acomodar os cuidados de cada um e descobrir nosso potencial de ter empatia pelos outros, incluindo refugiados.

Você sempre falou sobre política e foi atacado por apoiar o boicote a Israel. Alguns te chamaram de antissemita por isso. Você é?

Não tenho nada contra Israel e certamente não tenho nada contra judeus ou Judaísmo. Mas sou fundamentalmente contra pessoas sendo subjugadas e perdendo seus direitos. Então fiz meu discurso, mas as pessoas sugeriram que eu era antissemita, o que claramente não sou... Morrerei defendendo os direitos das pessoas comuns.

Até quando você vai aguentar fazer turnês?

Provavelmente, não muito. Essa pode ser a última. Se continuar por alguns anos, eu devo encerrar as atividades. Vamos ver. Nunca digo nunca. Tento me manter em forma. Estou em forma, caso contrário não conseguiria. Então vamos ver.

É possível que antes de se aposentar, você se junte a David Gilmour para uma série de shows?
É muito improvável.