NOTÍCIAS

Rogério Flausino estreia websérie Laboratório do Som

por em 28/08/2015
P
or Marcos Lauro
O vocalista do Jota Quest, Rogério Flausino, mostra sua face “apresentador” neste sábado (29/08). É a estreia da websérie Laboratório do Som. No programa, Flausino vai conversar sobre música e a primeira temporada tem três nomes importantes da geração do anos 1980: Humberto Gessinger (que está no programa de estreia), Frejat e Leoni. Cada convidado rende quatro episódios. Quem explica melhor a ideia é o próprio Flausino, em conversa exclusiva com a Billboard Brasil no Projac, Rio de Janeiro, sede da Rede Globo e do Gshow, que produz o programa. Como essa ideia chegou até você? Fui convidado pelo Bruno Levinson, idealizador do projeto. Eu o conheço há muitos anos, desde o [festival] Humaitá Pra Peixe, Sony Music etc. Eu achei legal, mas disse que não tinha tempo. Ele insistiu, disse que tinha que ser eu porque trafego bem no meio de todo mundo e tal. E aí ele me convenceu dizendo que, como era pra internet, não tinha uma gravação fixa... poderia ser quando eu pudesse. Em um dia a gente faz um mês de programa. Isso ajudou, porque é um projeto que tem que se dedicar muito. E é um projeto sedutor, já que é pra falar de música, composição, contar histórias, passagens, influências, referências e tudo isso vai se cruzando. Nesses três primeiros episódios, eu quis começar com caras que eu conheço e sei da carreira deles... Até pra me habituar ao formato. Depois de uma baita lista, chegamos em Humberto Gessinger, Leoni e Frejat. São caras que me motivaram a entrar pra música. Eu tava muito nervoso e falei pra eles: “Manera aí, tô começando [risos]!”. E o Bruno disse que era isso mesmo que ele estava procurando, um lance mais natural, despretensioso. E são três caras que representam bem uma geração inteira da música brasileira, né? Sim, a ideia é dar panoramas. O Bruno quer convidar cantoras/compositoras na próxima temporada, por exemplo. E aí a gente vai “blocando” as coisas. Cada episódio é baseado em uma canção: o convidado fala sobre a primeira referência musical que ele teve na vida. No segundo programa é a principal influência – sempre no esquema de bate-papo e encerramento com música. No terceiro é um hit dele e o último é bem legal. A gente pediu pra eles dizerem qual música queriam muito ter composto. É o episódio “inveja branca” [risos]. Alguns artistas reclamam que têm pouco espaço pra música na TV aberta. O que você acha? A mudança de 2000 pra cá é brutal. Mas não sei se diminuiu... Mais ou menos. Nas grandes TVs a gente ainda tem espaço pra tocar. O que rolou foi que caiu a audiência, mas aí é de tudo, né? Você tem a internet e hoje não vale quantos discos você vendeu, mas sim quantas visualizações você tem no YouTube. O Jota Quest vai fazer 20 anos agora! A gente começou no final do vinil, passou por tudo isso e tem que ficar hoje atrás de como fazer as coisas, como se comunicar com os fãs. E o Laboratório do Som é sedutor porque o cara que tá vendo se sente no estúdio com a gente. E a nova geração, já teria peso e relevância pra participar do programa, já que ele é composto por histórias? Eu quero trazer a Anitta, o Luan Santana... “Senta aí, vamos conversar, trocar ideia”, sabe? São as novidades, eles têm seus pontos de vista artísticos e eu quero discutir isso, entender, me aproximar... E o Jota Quest lançou um vinil [relançamento de Funky Funky Boom Boom] há pouco tempo. Como fica esse diálogo internet x vinil na sua cabeça? Pois é, era meu sonho! Nosso primeiro vinil [risos]! E o novo disco já vai sair em vinil também. Não quero saber se vai vender, quero dar pros meus amigos. Quem tem a vitrola em casa... é diferente, cara. É outra onda. Tem cheiro, peso. É muito louco isso. E os primeiros convidados têm história, um peso. E o legal é que eu consegui levar um vinil de cada pra eles autografarem [risos]. Então no Laboratório do Som seu papel é de um fã curioso? Sim, é por aí! Não tem nada mais legal do que ser entrevistado por alguém que conhece a sua história, né? O papo flui melhor. E eu me apresento com um discípulo desses caras. O Humberto... Eu nunca tinha visto ele tão solto, o programa tá muito legal. E talvez poucas pessoas o tenham visto tão solto, tranquilo. Foto: Isabella Pinheiro/Gshow
  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
RANKING COMPLETO
NOTÍCIAS

Rogério Flausino estreia websérie Laboratório do Som

por em 28/08/2015
P
or Marcos Lauro
O vocalista do Jota Quest, Rogério Flausino, mostra sua face “apresentador” neste sábado (29/08). É a estreia da websérie Laboratório do Som. No programa, Flausino vai conversar sobre música e a primeira temporada tem três nomes importantes da geração do anos 1980: Humberto Gessinger (que está no programa de estreia), Frejat e Leoni. Cada convidado rende quatro episódios. Quem explica melhor a ideia é o próprio Flausino, em conversa exclusiva com a Billboard Brasil no Projac, Rio de Janeiro, sede da Rede Globo e do Gshow, que produz o programa. Como essa ideia chegou até você? Fui convidado pelo Bruno Levinson, idealizador do projeto. Eu o conheço há muitos anos, desde o [festival] Humaitá Pra Peixe, Sony Music etc. Eu achei legal, mas disse que não tinha tempo. Ele insistiu, disse que tinha que ser eu porque trafego bem no meio de todo mundo e tal. E aí ele me convenceu dizendo que, como era pra internet, não tinha uma gravação fixa... poderia ser quando eu pudesse. Em um dia a gente faz um mês de programa. Isso ajudou, porque é um projeto que tem que se dedicar muito. E é um projeto sedutor, já que é pra falar de música, composição, contar histórias, passagens, influências, referências e tudo isso vai se cruzando. Nesses três primeiros episódios, eu quis começar com caras que eu conheço e sei da carreira deles... Até pra me habituar ao formato. Depois de uma baita lista, chegamos em Humberto Gessinger, Leoni e Frejat. São caras que me motivaram a entrar pra música. Eu tava muito nervoso e falei pra eles: “Manera aí, tô começando [risos]!”. E o Bruno disse que era isso mesmo que ele estava procurando, um lance mais natural, despretensioso. E são três caras que representam bem uma geração inteira da música brasileira, né? Sim, a ideia é dar panoramas. O Bruno quer convidar cantoras/compositoras na próxima temporada, por exemplo. E aí a gente vai “blocando” as coisas. Cada episódio é baseado em uma canção: o convidado fala sobre a primeira referência musical que ele teve na vida. No segundo programa é a principal influência – sempre no esquema de bate-papo e encerramento com música. No terceiro é um hit dele e o último é bem legal. A gente pediu pra eles dizerem qual música queriam muito ter composto. É o episódio “inveja branca” [risos]. Alguns artistas reclamam que têm pouco espaço pra música na TV aberta. O que você acha? A mudança de 2000 pra cá é brutal. Mas não sei se diminuiu... Mais ou menos. Nas grandes TVs a gente ainda tem espaço pra tocar. O que rolou foi que caiu a audiência, mas aí é de tudo, né? Você tem a internet e hoje não vale quantos discos você vendeu, mas sim quantas visualizações você tem no YouTube. O Jota Quest vai fazer 20 anos agora! A gente começou no final do vinil, passou por tudo isso e tem que ficar hoje atrás de como fazer as coisas, como se comunicar com os fãs. E o Laboratório do Som é sedutor porque o cara que tá vendo se sente no estúdio com a gente. E a nova geração, já teria peso e relevância pra participar do programa, já que ele é composto por histórias? Eu quero trazer a Anitta, o Luan Santana... “Senta aí, vamos conversar, trocar ideia”, sabe? São as novidades, eles têm seus pontos de vista artísticos e eu quero discutir isso, entender, me aproximar... E o Jota Quest lançou um vinil [relançamento de Funky Funky Boom Boom] há pouco tempo. Como fica esse diálogo internet x vinil na sua cabeça? Pois é, era meu sonho! Nosso primeiro vinil [risos]! E o novo disco já vai sair em vinil também. Não quero saber se vai vender, quero dar pros meus amigos. Quem tem a vitrola em casa... é diferente, cara. É outra onda. Tem cheiro, peso. É muito louco isso. E os primeiros convidados têm história, um peso. E o legal é que eu consegui levar um vinil de cada pra eles autografarem [risos]. Então no Laboratório do Som seu papel é de um fã curioso? Sim, é por aí! Não tem nada mais legal do que ser entrevistado por alguém que conhece a sua história, né? O papo flui melhor. E eu me apresento com um discípulo desses caras. O Humberto... Eu nunca tinha visto ele tão solto, o programa tá muito legal. E talvez poucas pessoas o tenham visto tão solto, tranquilo. Foto: Isabella Pinheiro/Gshow