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Rolling Stones deixam São Paulo com mais um show memorável

por em 28/02/2016
(fot
o: Katia Nishida) The Rolling Stones - 27 de fevereiro - Estádio do Morumbi/São Paulo  Por Rodrigo Amaral da Rocha Privilegiado por ser um dos poucos públicos a receber os Rolling Stones em mais de uma data na turnê Olé – ao lado dos moradores de Buenos Aires e da Cidade do México – o paulistano presenciou, assim como na quarta-feira, mais um grande show. Cerca de trinta minutos antes de começar, enquanto muitos se acotovelavam por uma cerveja (ou seria pelo copo feito exclusivamente para este show?) na Pista Premium, o coro de “Fora, Dilma” se engrossava nas arquibancadas do Estádio do Morumbi. Quando a bandeira do Brasil apareceu no telão, durante o vídeo de abertura, o coro voltou, dessa vez com palavrões. Quando os relógios marcaram exatas 21 horas, as luzes se apagaram e o vídeo da turnê Olé começou a passar no telão. “Os caras são ingleses mesmo”, notou um espectador à pontualidade britânica dos Stones. Diferente do show no Rio e do primeiro em São Paulo, mas igual ao último na Argentina, o grupo trocou “Start Me Up” pela potente "Jumpin' Jack Flash" como faixa de abertura, mas manteve "It's Only Rock N' Roll" na sequência. “Hoje é sábado. Vamos quebrar tudo” Alguns ficam maravilhados com o repertório de frases em português de Mick Jagger, outros acham que o vocalista poderia se esforçar mais para melhorar o idioma, já que tem um filho por estas terras. O fato é: quem ensina as frases ditas por Jagger nos shows? Depois de lançar um “beijinho no ombro” no show anterior, Jagger voltou com outras pérolas. Em um momento, antes de enfileirar “Wild Horses”, “Painted In Back” e “Honky Tonk Women”, ele disse se sentir devagar por ter “comido muitas coxinhas”. Jagger usa pequenas colas no palco para não se perder no idioma. Jagger também se inteirou sobre o futebol local. “Vocês torcem para o Corinthians? Para o São Paulo? Palmeiras? Ou Santos? É a primeira vez que temos os quatro no Morumbi”. Até para apresentar os integrantes da banda, Jagger deu um jeito de encaixar uma citação, chamando Ron Woods de "o Rogério Ceni do rock" e o baterista Charlie Watts de "a rainha da bossa nova". Watts fez uma cara como se quisesse dizer: “Ok, se é você que está dizendo...!”. Apenas um momento non sense da noite. E não foi dessa vez que o público brasileiro viu um show dos Stones sem chuva. Se no Rio, uma tempestade caiu antes do show, no dia do primeiro show em São Paulo a cidade viveu um dia de caos depois de uma chuva igualmente forte. Neste sábado, o público chegou ao Morumbi com o céu aberto e poucas nuvens. O tempo foi ficando nublado e em “Gimme Shelter” começou a cair uma chuva fraca que durou cerca de 15 minutos, o suficiente para muitas pessoas tirarem suas capas de chuva do bolso. Veremos se Porto Alegre seguirá essa tradição. VEJA COMO FOI O PRIMEIRO SHOW EM SÃO PAULO E quem disse que todo show é igual? A segunda apresentação em São Paulo coube uma novidade até aqui na turnê Olé: “All Down The Line”entrou pela primeira vez no setlist. Recurso muito bem usado nesta série de shows, os Stones, a cada apresentação, toca uma música escolhida pelos fãs na internet. A da vez foi "She's A Rainbow”. O semblante de satisfação de Mick Jagger ao final da música entregou o alívio por não errar esse clássico do longínquo ano de 1967 – a música entrou também no repertório do show do Chile, mas não era tocada ao vivo há 18 anos. Passadas duas horas de show, nem o público e muito menos Jagger e companhia se cansam, mas a introdução de “You Can’t Always Get What You Want” junto com o Sampa Coral dá o anúncio de que o show está acabando. Vem “(I Can't Get No) Satisfaction” e só depois, a caminho de casa, a ficha vai caindo. Os septuagenários Stones passaram diante dos nossos olhos com o gás de garotões. A turnê brasileira dos Stones se encerra dia 02 de março, em Porto Alegre. VEJA COMO FOI O SHOW DOS STONES NO RIO DE JANEIRO
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Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
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Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
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Rolling Stones deixam São Paulo com mais um show memorável

por em 28/02/2016
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o: Katia Nishida) The Rolling Stones - 27 de fevereiro - Estádio do Morumbi/São Paulo  Por Rodrigo Amaral da Rocha Privilegiado por ser um dos poucos públicos a receber os Rolling Stones em mais de uma data na turnê Olé – ao lado dos moradores de Buenos Aires e da Cidade do México – o paulistano presenciou, assim como na quarta-feira, mais um grande show. Cerca de trinta minutos antes de começar, enquanto muitos se acotovelavam por uma cerveja (ou seria pelo copo feito exclusivamente para este show?) na Pista Premium, o coro de “Fora, Dilma” se engrossava nas arquibancadas do Estádio do Morumbi. Quando a bandeira do Brasil apareceu no telão, durante o vídeo de abertura, o coro voltou, dessa vez com palavrões. Quando os relógios marcaram exatas 21 horas, as luzes se apagaram e o vídeo da turnê Olé começou a passar no telão. “Os caras são ingleses mesmo”, notou um espectador à pontualidade britânica dos Stones. Diferente do show no Rio e do primeiro em São Paulo, mas igual ao último na Argentina, o grupo trocou “Start Me Up” pela potente "Jumpin' Jack Flash" como faixa de abertura, mas manteve "It's Only Rock N' Roll" na sequência. “Hoje é sábado. Vamos quebrar tudo” Alguns ficam maravilhados com o repertório de frases em português de Mick Jagger, outros acham que o vocalista poderia se esforçar mais para melhorar o idioma, já que tem um filho por estas terras. O fato é: quem ensina as frases ditas por Jagger nos shows? Depois de lançar um “beijinho no ombro” no show anterior, Jagger voltou com outras pérolas. Em um momento, antes de enfileirar “Wild Horses”, “Painted In Back” e “Honky Tonk Women”, ele disse se sentir devagar por ter “comido muitas coxinhas”. Jagger usa pequenas colas no palco para não se perder no idioma. Jagger também se inteirou sobre o futebol local. “Vocês torcem para o Corinthians? Para o São Paulo? Palmeiras? Ou Santos? É a primeira vez que temos os quatro no Morumbi”. Até para apresentar os integrantes da banda, Jagger deu um jeito de encaixar uma citação, chamando Ron Woods de "o Rogério Ceni do rock" e o baterista Charlie Watts de "a rainha da bossa nova". Watts fez uma cara como se quisesse dizer: “Ok, se é você que está dizendo...!”. Apenas um momento non sense da noite. E não foi dessa vez que o público brasileiro viu um show dos Stones sem chuva. Se no Rio, uma tempestade caiu antes do show, no dia do primeiro show em São Paulo a cidade viveu um dia de caos depois de uma chuva igualmente forte. Neste sábado, o público chegou ao Morumbi com o céu aberto e poucas nuvens. O tempo foi ficando nublado e em “Gimme Shelter” começou a cair uma chuva fraca que durou cerca de 15 minutos, o suficiente para muitas pessoas tirarem suas capas de chuva do bolso. Veremos se Porto Alegre seguirá essa tradição. VEJA COMO FOI O PRIMEIRO SHOW EM SÃO PAULO E quem disse que todo show é igual? A segunda apresentação em São Paulo coube uma novidade até aqui na turnê Olé: “All Down The Line”entrou pela primeira vez no setlist. Recurso muito bem usado nesta série de shows, os Stones, a cada apresentação, toca uma música escolhida pelos fãs na internet. A da vez foi "She's A Rainbow”. O semblante de satisfação de Mick Jagger ao final da música entregou o alívio por não errar esse clássico do longínquo ano de 1967 – a música entrou também no repertório do show do Chile, mas não era tocada ao vivo há 18 anos. Passadas duas horas de show, nem o público e muito menos Jagger e companhia se cansam, mas a introdução de “You Can’t Always Get What You Want” junto com o Sampa Coral dá o anúncio de que o show está acabando. Vem “(I Can't Get No) Satisfaction” e só depois, a caminho de casa, a ficha vai caindo. Os septuagenários Stones passaram diante dos nossos olhos com o gás de garotões. A turnê brasileira dos Stones se encerra dia 02 de março, em Porto Alegre. VEJA COMO FOI O SHOW DOS STONES NO RIO DE JANEIRO