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Roupa Nova narra sua história com música e literatura

por em 21/01/2016
Por Lucas Borges Teixeira

Brasil, anos 60. Ele é adolescente, namora, usa drogas, tem o sonho de montar uma banda, participa de brigas, enfrenta problemas em um país sitiado pela Ditadura Militar... Este pode ser o roteiro da vida de qualquer jovem brasileiro que cresceu nos anos 60 e 70, mas é o alterego da banda Roupa Nova, exposto em seu mais novo trabalho, "Todo Amor do Mundo", projeto que mistura literatura e música.

Escrito pelo baixista Nando, "Todo Amor do Mundo" é um livro que narra, em 19 capítulos, histórias pessoais dos integrantes da banda, que, neste ano, completa 36 anos com a mesma formação. "As histórias aconteceram, mas não é uma autobiografia, é uma narrativa poética", explica o autor. "Não tem obrigação de ser real."
A história ilustrada é acompanhada de um álbum duplo com 19 músicas da época. Com apenas uma inédita, há versões de Guess Who, The Monkeys, Marvin Gaye, entre outros artistas que marcaram os músicos e, consequentemente, o personagem. "Algumas são bandas românticas que, hoje, ninguém liga muito, mas são boas pra caramba", argumenta Nando. As versões, todas em português, foram criadas para interagir com a narrativa do disco. A banda convidou artistas nacionais para participar do projeto. São nomes, no mínimo, diversificados: de Angélica a Alexandre Pires, de Ed Motta a Tico Santa Cruz.
Feghali, responsável por teclados e violão, conta que o elaborado projeto levou cerca de quatro anos para ser montado. Nando vê como um amadurecimento da banda. "Para mim, não faz mais sentido gravarmos outro DVD ao vivo", explica. Aos 62 anos, ele acredita que está na hora de mostrar um novo lado do grupo. "Este disco fala de política, religião, como ser músico nos anos 60... Não tinha método nenhum, íamos para os lugares mais perigosos do mundo, era tudo na marra. São coisas a gente nunca tratou. Não sou Bob Dylan ou Renato Russo, mas esse trabalho tem opinião."

O próximo passo é um DVD, já gravado, que deve ser lançado ainda no primeiro semestre, para, depois, saírem em turnê. "Ficou muito legal, gravado em um palco hexagonal, as ilustrações do livro passam em três camadas ao nosso redor, como uma animação 3D", adianta Nando. Antes de um pequeno período de férias, o Roupa Nova toca ainda em São Paulo, nesta sexta-feira (22/01) e no Rio de Janeiro (29/01 e 30/01) para encerrar a média anual de 120 apresentações.

Serviço Roupa Nova Espaço das Américas - São Paulo 22/01 22h30 Ingressos: de R$ 160 a R$ 200 em https://www.ticket360.com.br/evento/4917/roupa-nova
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Roupa Nova narra sua história com música e literatura

por em 21/01/2016
Por Lucas Borges Teixeira

Brasil, anos 60. Ele é adolescente, namora, usa drogas, tem o sonho de montar uma banda, participa de brigas, enfrenta problemas em um país sitiado pela Ditadura Militar... Este pode ser o roteiro da vida de qualquer jovem brasileiro que cresceu nos anos 60 e 70, mas é o alterego da banda Roupa Nova, exposto em seu mais novo trabalho, "Todo Amor do Mundo", projeto que mistura literatura e música.

Escrito pelo baixista Nando, "Todo Amor do Mundo" é um livro que narra, em 19 capítulos, histórias pessoais dos integrantes da banda, que, neste ano, completa 36 anos com a mesma formação. "As histórias aconteceram, mas não é uma autobiografia, é uma narrativa poética", explica o autor. "Não tem obrigação de ser real."
A história ilustrada é acompanhada de um álbum duplo com 19 músicas da época. Com apenas uma inédita, há versões de Guess Who, The Monkeys, Marvin Gaye, entre outros artistas que marcaram os músicos e, consequentemente, o personagem. "Algumas são bandas românticas que, hoje, ninguém liga muito, mas são boas pra caramba", argumenta Nando. As versões, todas em português, foram criadas para interagir com a narrativa do disco. A banda convidou artistas nacionais para participar do projeto. São nomes, no mínimo, diversificados: de Angélica a Alexandre Pires, de Ed Motta a Tico Santa Cruz.
Feghali, responsável por teclados e violão, conta que o elaborado projeto levou cerca de quatro anos para ser montado. Nando vê como um amadurecimento da banda. "Para mim, não faz mais sentido gravarmos outro DVD ao vivo", explica. Aos 62 anos, ele acredita que está na hora de mostrar um novo lado do grupo. "Este disco fala de política, religião, como ser músico nos anos 60... Não tinha método nenhum, íamos para os lugares mais perigosos do mundo, era tudo na marra. São coisas a gente nunca tratou. Não sou Bob Dylan ou Renato Russo, mas esse trabalho tem opinião."

O próximo passo é um DVD, já gravado, que deve ser lançado ainda no primeiro semestre, para, depois, saírem em turnê. "Ficou muito legal, gravado em um palco hexagonal, as ilustrações do livro passam em três camadas ao nosso redor, como uma animação 3D", adianta Nando. Antes de um pequeno período de férias, o Roupa Nova toca ainda em São Paulo, nesta sexta-feira (22/01) e no Rio de Janeiro (29/01 e 30/01) para encerrar a média anual de 120 apresentações.

Serviço Roupa Nova Espaço das Américas - São Paulo 22/01 22h30 Ingressos: de R$ 160 a R$ 200 em https://www.ticket360.com.br/evento/4917/roupa-nova