NOTÍCIAS

Saiba como foi um dos últimos shows de B. B. King no Brasil

por em 15/05/2015
(fot
o: Luciano Oliveira) A lenda do blues B.B. King morreu ontem (15/05), aos 89 anos. Sua última aparição em palcos brasileiros ocorreu em 2012 em uma série de shows em Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo. Abaixo você lê a resenha do show realizado no Rio de Janeiro, publicada na edição nº 36, do mês de novembro, da Billboard Brasil.   A emoção não acabou Aos 87 Anos, monstro sagrado mostra que ainda tem café no blues Por Pedro Só Aos 87 anos, Riley Ben King é amparado até a beira do palco, onde é solto para dar os próprios passos, como quem pega impulso para um voo de asa-delta. Há 2,6 mil pessoas na casa, ávidas para, mais do que ouvir, testemunhar a presença daquele senhor bonachão, olhar vívido e sorriso fácil que está na história como o Rei do Blues. Alguns pagaram até R$600 para estar ali, mas não acredito que alguém tenha saído insatisfeito 90 minutos depois. Não tendo ouvido “3 O’Clock Blues”, canção de Lowell Fulson que há 60 anos deu a B.B. seu primeiro hit, e que rolou como adição inesperada no bis, em versão instrumental. Claro, nesse tipo de show, souvenirs físicos são mais do que apreciados, e, já no número de encerramento, a tradicionalmente longa versão de “When The Saints Go Marchin’ In”, rola um estouro da boiada em direção à beira do palco. Palhetas são atiradas e autógrafos distribuídos nos mais variados itens – CDs, LPs, camisas. Não faltaram modelos caros de guitarra brandidos desesperadamente aos pés do mito... B.B. King fala muito, bate palmas para os admiráveis colegas de palco, e toca sua Lucille comedidamente. Mas ninguém espera que ele faça muito mais do que aquilo. A essa altura da carreira, já não são poucos os que o apreciam mais pela incrível voz do que pelo estilo à guitarra – embora a combinação das duas, que ele confessa não conseguir “operar” simultaneamente, seja sua real assinatura como intérprete. E a voz está lá, prodigiosamente quase intacta. Quando ataca “Rock Me Baby”, o preço do ingresso já está pago. Com “The Thrill Is Gone”, se mais fosse cobrado, também não faltariam mãos na carteira. O B.B. King que a idade permite ainda é imenso, mágico. Está no pacote também a parte dos beijos no microfone, exortações a amassos entre casais, cantadinhas e todo um talk show temático sobre mulheres brasileiras. Pode não ser a coisa mais divertida do mundo, mas ninguém reclama. Afinal, há algo “de salão” nos comentários daquele velho supostamente assanhado. Na interação com a banda, o B.B. King moleque faz do baterista Tony Coleman seu “pele” preferido, reservando carinho especial a Charlie Dennis, um ótimo guitarrista. Houve até desavisados que o confundiram com o mito, no começo do show – piada mais engraçada que todas as do MC da noite. Morre, aos 89 anos, a lenda do blues B.B. King De catador de algodão a lenda do Blues; conheça a trajetória de B. B. King “Perdi aquele tio mais chegado, sabe?”, diz André Christovam sobre B.B. King “Eu sempre pensei que B.B. King fosse morrer no palco. O palco cura”, diz Nuno Mindelis
  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
RANKING COMPLETO
NOTÍCIAS

Saiba como foi um dos últimos shows de B. B. King no Brasil

por em 15/05/2015
(fot
o: Luciano Oliveira) A lenda do blues B.B. King morreu ontem (15/05), aos 89 anos. Sua última aparição em palcos brasileiros ocorreu em 2012 em uma série de shows em Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo. Abaixo você lê a resenha do show realizado no Rio de Janeiro, publicada na edição nº 36, do mês de novembro, da Billboard Brasil.   A emoção não acabou Aos 87 Anos, monstro sagrado mostra que ainda tem café no blues Por Pedro Só Aos 87 anos, Riley Ben King é amparado até a beira do palco, onde é solto para dar os próprios passos, como quem pega impulso para um voo de asa-delta. Há 2,6 mil pessoas na casa, ávidas para, mais do que ouvir, testemunhar a presença daquele senhor bonachão, olhar vívido e sorriso fácil que está na história como o Rei do Blues. Alguns pagaram até R$600 para estar ali, mas não acredito que alguém tenha saído insatisfeito 90 minutos depois. Não tendo ouvido “3 O’Clock Blues”, canção de Lowell Fulson que há 60 anos deu a B.B. seu primeiro hit, e que rolou como adição inesperada no bis, em versão instrumental. Claro, nesse tipo de show, souvenirs físicos são mais do que apreciados, e, já no número de encerramento, a tradicionalmente longa versão de “When The Saints Go Marchin’ In”, rola um estouro da boiada em direção à beira do palco. Palhetas são atiradas e autógrafos distribuídos nos mais variados itens – CDs, LPs, camisas. Não faltaram modelos caros de guitarra brandidos desesperadamente aos pés do mito... B.B. King fala muito, bate palmas para os admiráveis colegas de palco, e toca sua Lucille comedidamente. Mas ninguém espera que ele faça muito mais do que aquilo. A essa altura da carreira, já não são poucos os que o apreciam mais pela incrível voz do que pelo estilo à guitarra – embora a combinação das duas, que ele confessa não conseguir “operar” simultaneamente, seja sua real assinatura como intérprete. E a voz está lá, prodigiosamente quase intacta. Quando ataca “Rock Me Baby”, o preço do ingresso já está pago. Com “The Thrill Is Gone”, se mais fosse cobrado, também não faltariam mãos na carteira. O B.B. King que a idade permite ainda é imenso, mágico. Está no pacote também a parte dos beijos no microfone, exortações a amassos entre casais, cantadinhas e todo um talk show temático sobre mulheres brasileiras. Pode não ser a coisa mais divertida do mundo, mas ninguém reclama. Afinal, há algo “de salão” nos comentários daquele velho supostamente assanhado. Na interação com a banda, o B.B. King moleque faz do baterista Tony Coleman seu “pele” preferido, reservando carinho especial a Charlie Dennis, um ótimo guitarrista. Houve até desavisados que o confundiram com o mito, no começo do show – piada mais engraçada que todas as do MC da noite. Morre, aos 89 anos, a lenda do blues B.B. King De catador de algodão a lenda do Blues; conheça a trajetória de B. B. King “Perdi aquele tio mais chegado, sabe?”, diz André Christovam sobre B.B. King “Eu sempre pensei que B.B. King fosse morrer no palco. O palco cura”, diz Nuno Mindelis