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Saiba mais sobre o álbum Setevidas, repertório de Pitty no Lollapalooza

por em 25/03/2015
Pitt
y é uma das atrações nacionais mais esperadas do Lollapalooza Brasil 2015. A cantora baiana – que sobe ao palco AXE no domingo (29 de março), às 17h30 – promete uma performance baseada na tour de Setevidas, seu mais recente álbum. Para saber mais sobre o quarto disco de estúdio da cantora, você pode  conferir, abaixo, alguns trechos da entrevista que Pitty concedeu à edição 50 da Billboard Brasil. Por José Flávio Júnior Billboard Brasil: Você enxerga Setevidas como um disco difícil de ser trabalhado comercialmente, com opções não muito óbvias de singles? Pitty: Não penso nisso na hora de fazer um disco.  BB: Nem as pessoas que trabalham com você, como a gravadora, por exemplo? P: Não. No esquema que escolhi, o que importa é outra coisa. Claro que todo mundo quer que funcione comercialmente. A gente vive disso. Mas essa não é a premissa. Nem minha, nem do Rafa, meu produtor, nem da gravadora, que é independente e muito calcada em rock. Não temos esse tipo de questão. Como é que vou compor um single para tocar na rádio? Eu não consigo entender isso. Quando sai um, porra, “Obrigada, universo”. Mas, como artista, não penso nisso. E essa questão de disco difícil ou fácil depende do ponto de vista. Acho o Setevidas extremamente pop. É refrão que não acaba mais! A sonoridade é pesada, porém não é um pesado que incomoda. É um pesado redondo, sem arestas. As minhas referências me fazem ver esse disco dessa forma. Se a sua referência é death metal, vai achar que meu disco é de música infantil. BB: Mas é que “Me Adora”, o primeiro single do álbum anterior, era nitidamente mais pop, com um andamento mais lento... P: Sim, e “Me Adora” está entre as minhas músicas que mais bombaram. Mas o que importa é a galera que escuta meu som, meus amigos e eu. Estamos muito apaixonados pelo disco. Quem gosta da banda ficou louca com ele. Por outro lado, nunca tive tanta resenha positiva de um álbum. Até comentei com Rafa que estava assustada com tanto elogio da crítica. Eu estou acostumada a tomar “não”. Mas a nossa postura é a mesma desde o primeiro álbum: temos que saber qual narrativa queremos, que história contaremos com o disco. O comércio passa, o disco fica. O momento das rádios, o momento do mercado, isso é tudo passageiro. Nunca me pautei por isso, desde “Máscara”. “Me Adora” foi um puta “não” no princípio. Ninguém queria tocar. Acho Setevidas meu disco mais comercial, sinceramente. pitty setevidas BB: Quando você explodiu, criou-se uma expectativa de que outras cantoras de rock se dessem bem no mainstream. Por que isso não aconteceu? P: Sinceramente, não sei. Parecia um desdobramento natural, e eu queria muito que isso rolasse. Talvez não exista uma explicação racional para essa história do que dá certo, do que fica. Quem descobrir a fórmula ficará muito rico. Vi muitas bandas de meninas que tinham tudo para acontecer, com bem mais investimento de gravadora do que eu, e não rolou. Quem explica? BB: Você está com projetos e planos represados, que pretende ir soltando ao longo dos anos? P: Não faço planos a longo prazo, mas tenho milhões de vontades. Tenho um monte de composições. Tem uns sambas lá que eu fiz, não sei como surgiu essa porra. Quero gravar, fazer alguma coisa com isso. É muito louco, também não estou entendendo nada. Só não vou reprimir. Depois, vejo o que faço com esses bichos. Tenho um monte de delírios, sabe? Fazer um disco com alguém, fazer um disco só de versões... Ou então ligar para a Ivete e fazer um DVD no Farol da Barra, ao vivo. Estou aberta, a fim de viver aventuras. A entrevista na íntegra está na versão da revista publicada no tablet – iPads e Androids – que você pode baixar gratuitamente nos seguintes links: Ipad: https://itunes.apple.com/br/app/billboard-brasil/id480229350?mt=8 Android: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.thegoodfellas.billboard&hl=pt_BR
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1
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
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Saiba mais sobre o álbum Setevidas, repertório de Pitty no Lollapalooza

por em 25/03/2015
Pitt
y é uma das atrações nacionais mais esperadas do Lollapalooza Brasil 2015. A cantora baiana – que sobe ao palco AXE no domingo (29 de março), às 17h30 – promete uma performance baseada na tour de Setevidas, seu mais recente álbum. Para saber mais sobre o quarto disco de estúdio da cantora, você pode  conferir, abaixo, alguns trechos da entrevista que Pitty concedeu à edição 50 da Billboard Brasil. Por José Flávio Júnior Billboard Brasil: Você enxerga Setevidas como um disco difícil de ser trabalhado comercialmente, com opções não muito óbvias de singles? Pitty: Não penso nisso na hora de fazer um disco.  BB: Nem as pessoas que trabalham com você, como a gravadora, por exemplo? P: Não. No esquema que escolhi, o que importa é outra coisa. Claro que todo mundo quer que funcione comercialmente. A gente vive disso. Mas essa não é a premissa. Nem minha, nem do Rafa, meu produtor, nem da gravadora, que é independente e muito calcada em rock. Não temos esse tipo de questão. Como é que vou compor um single para tocar na rádio? Eu não consigo entender isso. Quando sai um, porra, “Obrigada, universo”. Mas, como artista, não penso nisso. E essa questão de disco difícil ou fácil depende do ponto de vista. Acho o Setevidas extremamente pop. É refrão que não acaba mais! A sonoridade é pesada, porém não é um pesado que incomoda. É um pesado redondo, sem arestas. As minhas referências me fazem ver esse disco dessa forma. Se a sua referência é death metal, vai achar que meu disco é de música infantil. BB: Mas é que “Me Adora”, o primeiro single do álbum anterior, era nitidamente mais pop, com um andamento mais lento... P: Sim, e “Me Adora” está entre as minhas músicas que mais bombaram. Mas o que importa é a galera que escuta meu som, meus amigos e eu. Estamos muito apaixonados pelo disco. Quem gosta da banda ficou louca com ele. Por outro lado, nunca tive tanta resenha positiva de um álbum. Até comentei com Rafa que estava assustada com tanto elogio da crítica. Eu estou acostumada a tomar “não”. Mas a nossa postura é a mesma desde o primeiro álbum: temos que saber qual narrativa queremos, que história contaremos com o disco. O comércio passa, o disco fica. O momento das rádios, o momento do mercado, isso é tudo passageiro. Nunca me pautei por isso, desde “Máscara”. “Me Adora” foi um puta “não” no princípio. Ninguém queria tocar. Acho Setevidas meu disco mais comercial, sinceramente. pitty setevidas BB: Quando você explodiu, criou-se uma expectativa de que outras cantoras de rock se dessem bem no mainstream. Por que isso não aconteceu? P: Sinceramente, não sei. Parecia um desdobramento natural, e eu queria muito que isso rolasse. Talvez não exista uma explicação racional para essa história do que dá certo, do que fica. Quem descobrir a fórmula ficará muito rico. Vi muitas bandas de meninas que tinham tudo para acontecer, com bem mais investimento de gravadora do que eu, e não rolou. Quem explica? BB: Você está com projetos e planos represados, que pretende ir soltando ao longo dos anos? P: Não faço planos a longo prazo, mas tenho milhões de vontades. Tenho um monte de composições. Tem uns sambas lá que eu fiz, não sei como surgiu essa porra. Quero gravar, fazer alguma coisa com isso. É muito louco, também não estou entendendo nada. Só não vou reprimir. Depois, vejo o que faço com esses bichos. Tenho um monte de delírios, sabe? Fazer um disco com alguém, fazer um disco só de versões... Ou então ligar para a Ivete e fazer um DVD no Farol da Barra, ao vivo. Estou aberta, a fim de viver aventuras. A entrevista na íntegra está na versão da revista publicada no tablet – iPads e Androids – que você pode baixar gratuitamente nos seguintes links: Ipad: https://itunes.apple.com/br/app/billboard-brasil/id480229350?mt=8 Android: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.thegoodfellas.billboard&hl=pt_BR