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Selvagens à Procura de Lei lançam terceiro disco

por em 04/03/2016

Por Bruna Gonçalves Serur

O terceiro álbum da banda Selvagens à Procura de Lei, Praieiro, será lançado pelo quarteto, criado em 2009 por Rafael Martins (voz e guitarra), Gabriel Aragão (voz e guitarra), Caio Evangelista (voz e baixo) e Nicholas Magalhães (voz e bateria), em um show nesta sexta-feira (04/03), no Sesc Pompeia, em São Paulo. A banda de rock se mudou de Fortaleza para a capital paulista em 2013.

Billboard Brasil conversou com Gabriel e Rafael sobre as mudanças pelas quais o grupo passou nos últimos anos.

 

Como aconteceu essa transição de dois para quatro compositores? Como foi esse processo de criação conjunto?

Gabriel Aragão: Muita coisa mudou na forma como a banda funcionava depois que viemos para São Paulo, em 2013. Praieiro foi escrito e gravado nessa mudança, enquanto morávamos juntos. Isso influenciou bastante no que os quatro ouviam. Como estávamos sempre juntos, naturalmente várias músicas foram feitas pelos quatro.

Rafael Martins: Eu e Gabriel sempre compomos, e muitas vezes essas composições eram mais para botar para fora, foi assim nos dois discos anteriores. O que aconteceu no Praieiro foi que o Nicholas e o Caio chegaram junto não só dos arranjos, mas também das letras. O processo de composição foi muito natural devido a nossa convivência diária. Entre muitas conversas, viagens, estrada, escutando muita música que antes não ouvíamos e também tocando bastante, construímos um estúdio na nossa casa e Praieiro chegou naturalmente. Botamos na cabeça de fazer músicas diferentes do que já tínhamos feito e seguimos em frente.

Qual sonoridade vocês buscavam quando procuraram David Corcos para produzir o disco?

Gabriel: Passamos muito tempo tocando juntos na nossa casa em São Paulo até David aparecer. As músicas já estavam prontas e David entendeu o que a gente queria transmitir e levou aquilo além, imaginando um disco grande, com percussão, metais, teclados... Queríamos um som mais orgânico, com menos efeitos digitais, um disco com arranjos que valorizassem cada canção individualmente.

Rafael:  David conhece bem a gente desde o último disco, de 2013, então isso facilita muito na hora de decidir qual o caminho seguir na produção para que tudo soe o mais sincero possível, preservando a nossa essência. Desde a composição nós já sabíamos que tínhamos um novo terreno a ser explorado, com novos ritmos e arranjos diferentes do que fazíamos. Quando marcamos um dia na nossa casa com ele para escutar o que tínhamos preparado ele disse: “Galera, temos um disco. Precisamos entrar no estúdio e começar a gravar agora!” Gravamos na Red Bull Station e a experiência foi fantástica, tivemos total liberdade para criar na hora e principalmente para convidar grandes músicos que vieram somar à sonoridade (teclados, percussão, metais). Foram dias memoráveis.

Como foi o processo de mudança de Fortaleza para São Paulo? O que os empurrou a tomar essa decisão?

Gabriel: O Selvagens vem para São Paulo desde 2011, quando lançamos o nosso primeiro álbum. Essa decisão foi criando forma e em 2013 viemos de vez, aproveitando para promover o nosso segundo disco. Toda essa história formou as pessoas e os músicos que somos hoje. Nos tornamos mais amigos, passamos a ter uma dedicação total à banda. Temos muito orgulho de tudo o que construímos. A busca por uma identidade como banda é algo que fazemos desde o primeiro EP. Praieiro é essa identidade. É como se fosse uma bandeira que fincamos em Sampa e que vamos levar conosco daqui para frente.

Rafael: São Paulo já marcou a nossa carreira, e de forma muito positiva. Desde 2011 que Os Selvagens tiravam uns dias para fazer uma ponte aérea Fortaleza/São Paulo para divulgar o nosso som, clipes, etc. Viemos definitivamente em 2013 para lançar o nosso disco pela Universal Music e na verdade foi o último passo pra virmos morar aqui e assumir a carreira profissionalmente. Foi uma grande decisão nas nossas vidas e tudo se caminhou de forma mais profissional desde que começamos a morar aqui. São Paulo é realmente uma terra de oportunidades, na música então nem se fala. Conseguimos emplacar singles na Rádio Rock 89 FM, fizemos grandes festivais, dentre eles o Lollapalooza 2014 e muitos shows em outros estados. Hoje temos uma base de fãs que nos acompanha em todos os shows e canta as músicas do início ao fim com a gente. Esperamos que o show de lançamento do Praieiro hoje seja mais um dos shows marcantes na capital paulista.

Ouça Praieiro:

Serviço Selvagens à Procura de Lei Sesc Pompeia 04/03 – 21h30 Ingressos: de R$ 6,00 a R$ 20,00

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Selvagens à Procura de Lei lançam terceiro disco

por em 04/03/2016

Por Bruna Gonçalves Serur

O terceiro álbum da banda Selvagens à Procura de Lei, Praieiro, será lançado pelo quarteto, criado em 2009 por Rafael Martins (voz e guitarra), Gabriel Aragão (voz e guitarra), Caio Evangelista (voz e baixo) e Nicholas Magalhães (voz e bateria), em um show nesta sexta-feira (04/03), no Sesc Pompeia, em São Paulo. A banda de rock se mudou de Fortaleza para a capital paulista em 2013.

Billboard Brasil conversou com Gabriel e Rafael sobre as mudanças pelas quais o grupo passou nos últimos anos.

 

Como aconteceu essa transição de dois para quatro compositores? Como foi esse processo de criação conjunto?

Gabriel Aragão: Muita coisa mudou na forma como a banda funcionava depois que viemos para São Paulo, em 2013. Praieiro foi escrito e gravado nessa mudança, enquanto morávamos juntos. Isso influenciou bastante no que os quatro ouviam. Como estávamos sempre juntos, naturalmente várias músicas foram feitas pelos quatro.

Rafael Martins: Eu e Gabriel sempre compomos, e muitas vezes essas composições eram mais para botar para fora, foi assim nos dois discos anteriores. O que aconteceu no Praieiro foi que o Nicholas e o Caio chegaram junto não só dos arranjos, mas também das letras. O processo de composição foi muito natural devido a nossa convivência diária. Entre muitas conversas, viagens, estrada, escutando muita música que antes não ouvíamos e também tocando bastante, construímos um estúdio na nossa casa e Praieiro chegou naturalmente. Botamos na cabeça de fazer músicas diferentes do que já tínhamos feito e seguimos em frente.

Qual sonoridade vocês buscavam quando procuraram David Corcos para produzir o disco?

Gabriel: Passamos muito tempo tocando juntos na nossa casa em São Paulo até David aparecer. As músicas já estavam prontas e David entendeu o que a gente queria transmitir e levou aquilo além, imaginando um disco grande, com percussão, metais, teclados... Queríamos um som mais orgânico, com menos efeitos digitais, um disco com arranjos que valorizassem cada canção individualmente.

Rafael:  David conhece bem a gente desde o último disco, de 2013, então isso facilita muito na hora de decidir qual o caminho seguir na produção para que tudo soe o mais sincero possível, preservando a nossa essência. Desde a composição nós já sabíamos que tínhamos um novo terreno a ser explorado, com novos ritmos e arranjos diferentes do que fazíamos. Quando marcamos um dia na nossa casa com ele para escutar o que tínhamos preparado ele disse: “Galera, temos um disco. Precisamos entrar no estúdio e começar a gravar agora!” Gravamos na Red Bull Station e a experiência foi fantástica, tivemos total liberdade para criar na hora e principalmente para convidar grandes músicos que vieram somar à sonoridade (teclados, percussão, metais). Foram dias memoráveis.

Como foi o processo de mudança de Fortaleza para São Paulo? O que os empurrou a tomar essa decisão?

Gabriel: O Selvagens vem para São Paulo desde 2011, quando lançamos o nosso primeiro álbum. Essa decisão foi criando forma e em 2013 viemos de vez, aproveitando para promover o nosso segundo disco. Toda essa história formou as pessoas e os músicos que somos hoje. Nos tornamos mais amigos, passamos a ter uma dedicação total à banda. Temos muito orgulho de tudo o que construímos. A busca por uma identidade como banda é algo que fazemos desde o primeiro EP. Praieiro é essa identidade. É como se fosse uma bandeira que fincamos em Sampa e que vamos levar conosco daqui para frente.

Rafael: São Paulo já marcou a nossa carreira, e de forma muito positiva. Desde 2011 que Os Selvagens tiravam uns dias para fazer uma ponte aérea Fortaleza/São Paulo para divulgar o nosso som, clipes, etc. Viemos definitivamente em 2013 para lançar o nosso disco pela Universal Music e na verdade foi o último passo pra virmos morar aqui e assumir a carreira profissionalmente. Foi uma grande decisão nas nossas vidas e tudo se caminhou de forma mais profissional desde que começamos a morar aqui. São Paulo é realmente uma terra de oportunidades, na música então nem se fala. Conseguimos emplacar singles na Rádio Rock 89 FM, fizemos grandes festivais, dentre eles o Lollapalooza 2014 e muitos shows em outros estados. Hoje temos uma base de fãs que nos acompanha em todos os shows e canta as músicas do início ao fim com a gente. Esperamos que o show de lançamento do Praieiro hoje seja mais um dos shows marcantes na capital paulista.

Ouça Praieiro:

Serviço Selvagens à Procura de Lei Sesc Pompeia 04/03 – 21h30 Ingressos: de R$ 6,00 a R$ 20,00