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Show de Aerosmith em São Paulo tem até noivado na pista; veja foto

Casal aproveitou a balada "I Don?t Want to Miss a Thing" para trocar alianças

por Edianez Parente em 25/09/2017

Depois de passarem pelo Rock in Rio na noite da última quinta-feira (21/09), Def Leppard e Aerosmith repetiram a dobradinha no Allianz Parque em São Paulo, no festival São Paulo Trip, na noite do domingo (24/09). Dois shows com muito rock, brilho e, por que não, bastante pose e atitude.

O Def Leppard abriu a noite e tocou por 1h15, repetindo o mesmo setlist que apresentou no Rio de Janeiro, mas sem dar pinta de banda coadjuvante. O grupo inglês, surgido há 40 anos, não se apresentava aqui desde 1997 e desta vez pode encarar uma plateia à altura que cantou seus hits, vibrou com os bons músicos e aplaudiu a performance incrível do lendário baterista Rick Allen – que perdeu um braço em acidente de automóvel. O Def Leppard superou ao longo da carreira tragédias envolvendo seus integrantes, como também a morte em 1991 do guitarrista Steve Clark, e também algum discos malsucedidos, mas mostrou nessa vinda ao Brasil que está muito mais em forma que muitas bandas do gênero que não superaram os anos 90.

52 ANOS DEPOIS DO PRIMEIRO ÁLBUM, THE WHO ESTREIA EM SOLO BRASILEIRO

Pelos cabelos loiros esvoaçantes, roupas de brilho e um certo exagero no palco, os ingleses Joe Elliott (vocalista), Phil Collen (guitarra), Rick Savage (baixo) e Vivian Campbell (guitarra) até poderiam ser visualmente confundidos com músicos de bandas “posers” da melhor tradição californiana, mas o som tão bem executado é o que prevalece. Petardos como “Rocket” e “Rock of Ages” são perfeitos para  trilhas de videogames de ação – como boa parte dos hits da banda – e se alternam a baladas românticas da melhor qualidade como “Love Bites” – que teve até versão em português, "Mordidas de Amor", pela boy band local Yahoo! –, “Bringin’ on the the Heartbreak”, além da belíssima “Hysteria”.  Ao final da apresentação, o vocalista já não tinha tanta voz assim, mas a boa forma da banda é muito bem representada pelo guitarrista Collen, sem camisa do começo ao fim e exibindo invejável barriga tanquinho para quem está prestes a completar 60 anos.

Aerosmith

A arena do Palmeiras já estava bem lotada – só se viam poucos lugares vazios nas cadeiras em locais de visibilidade mais prejudicada – quando o Aerosmith entrou, com meia hora de atraso. Quem esperava um Steven Tyler cansado do megashow apresentado no palco carioca quatro dias antes se surpreendeu com a disposição e boa forma do showman, inclusive com a voz em dia. Fez estripulias com as echarpes e microfone, brincou com os colegas de banda e quase beijou o colega Joe Perry – que não ficou muito à vontade – ao tentar dividir o mesmo microfone com ele. O Aerosmith também executou praticamente o mesmo setlist apresentando no Rock in rio – à exceção de “Falling in Love (Is Hard on the Knees)”, do álbum Nine Lives, e de Eat the Rich (do Get a Grip), como se fosse a primeira vez aqui. E olha que desde a primeira vinda a São Paulo, em 1994, a banda já retornou uma boa meia dúzia de vezes.

Os hits do álbum de 1993, Get a Grip, dominam o repertório do show, que tem poucos exemplares de outra fases da banda formada em 1970 e que, coisa rara na cena roqueira, se apresenta com os seus integrantes originais.

Entre tantos pontos altos, o show abriu com "Let The Music do the Thing",  do disco Done With the Mirrors (1985), e teve "Love in the Elevator", do disco Pump (1989), "Dude" (do Permanent Vacation).  No bis, Tyler assumiu os teclados – para depois subir no piano branco, colocado na passarela do palco, que ele ocupou por quase todo o tempo, cantando bem próximo do público.

Mas a plateia ama as românticas. "Crying" e "Crazy", ambas do Get a Grip! Fizeram com que todos levantassem os telefones celulares iluminando o estádio. E o momento mais inusitado da noite foi flagrado pela reportagem em plena pista, durante a execução do tema do filme Armageddon, "I Don’t Want to Miss a Thing". Foi a hora ideal para Rafael Teixeira, 28, se ajoelhar no meio da pista, tirar a aliança do bolso e pedir a mão da namorada Isabela Balbino, 21. “Eu já tinha planejado isso desde que comparamos os ingressos. É a música favorita dela, e esperei tocar para fazer o pedido”, disse o moço apaixonado. A noiva ficou emocionadíssima e com novo anel no dedo anular da mão direita.

aerosmith-show-saopaulo-casalO casal Rafael Teixeira e Isabela Balbino. Noivos com as bênçãos do Aerosmith - Foto: Edianez Parente

SETLISTS

DEF LEPPARD

1. Let's Go
2. Animal
3. Let It Go
4. Love Bites
5. Armageddon It
6. Man Enough
7. Rocket
8. Bringin' on the Heartbreak
9. Switch 625
10. Hysteria
11. Let's Get Rocked
12. Pour Some Sugar On Me
13. Rock of Ages
14. Photograph

AEROSMITH

1. Let the Music Do the Talking
2. Love in an Elevator
3. Cryin'
4. Livin' on the Edge
5. Rag Doll
6. Stop Messin' Around 
7. Oh Well 
8. Crazy
9. I Don't Want to Miss a Thing
10. Mama Kin
11. Come Together
12. Sweet Emotion (com ''Hole In My Soul'' de introdução)
13. Dude (Looks Like a Lady)

Bis:

14. Dream On
15. Walk This Way (''Mother Popcorn'', cover de James Brown, de introdução)

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2
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3
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Eduardo Costa
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Casal aproveitou a balada "I Don?t Want to Miss a Thing" para trocar alianças

por Edianez Parente em 25/09/2017

Depois de passarem pelo Rock in Rio na noite da última quinta-feira (21/09), Def Leppard e Aerosmith repetiram a dobradinha no Allianz Parque em São Paulo, no festival São Paulo Trip, na noite do domingo (24/09). Dois shows com muito rock, brilho e, por que não, bastante pose e atitude.

O Def Leppard abriu a noite e tocou por 1h15, repetindo o mesmo setlist que apresentou no Rio de Janeiro, mas sem dar pinta de banda coadjuvante. O grupo inglês, surgido há 40 anos, não se apresentava aqui desde 1997 e desta vez pode encarar uma plateia à altura que cantou seus hits, vibrou com os bons músicos e aplaudiu a performance incrível do lendário baterista Rick Allen – que perdeu um braço em acidente de automóvel. O Def Leppard superou ao longo da carreira tragédias envolvendo seus integrantes, como também a morte em 1991 do guitarrista Steve Clark, e também algum discos malsucedidos, mas mostrou nessa vinda ao Brasil que está muito mais em forma que muitas bandas do gênero que não superaram os anos 90.

52 ANOS DEPOIS DO PRIMEIRO ÁLBUM, THE WHO ESTREIA EM SOLO BRASILEIRO

Pelos cabelos loiros esvoaçantes, roupas de brilho e um certo exagero no palco, os ingleses Joe Elliott (vocalista), Phil Collen (guitarra), Rick Savage (baixo) e Vivian Campbell (guitarra) até poderiam ser visualmente confundidos com músicos de bandas “posers” da melhor tradição californiana, mas o som tão bem executado é o que prevalece. Petardos como “Rocket” e “Rock of Ages” são perfeitos para  trilhas de videogames de ação – como boa parte dos hits da banda – e se alternam a baladas românticas da melhor qualidade como “Love Bites” – que teve até versão em português, "Mordidas de Amor", pela boy band local Yahoo! –, “Bringin’ on the the Heartbreak”, além da belíssima “Hysteria”.  Ao final da apresentação, o vocalista já não tinha tanta voz assim, mas a boa forma da banda é muito bem representada pelo guitarrista Collen, sem camisa do começo ao fim e exibindo invejável barriga tanquinho para quem está prestes a completar 60 anos.

Aerosmith

A arena do Palmeiras já estava bem lotada – só se viam poucos lugares vazios nas cadeiras em locais de visibilidade mais prejudicada – quando o Aerosmith entrou, com meia hora de atraso. Quem esperava um Steven Tyler cansado do megashow apresentado no palco carioca quatro dias antes se surpreendeu com a disposição e boa forma do showman, inclusive com a voz em dia. Fez estripulias com as echarpes e microfone, brincou com os colegas de banda e quase beijou o colega Joe Perry – que não ficou muito à vontade – ao tentar dividir o mesmo microfone com ele. O Aerosmith também executou praticamente o mesmo setlist apresentando no Rock in rio – à exceção de “Falling in Love (Is Hard on the Knees)”, do álbum Nine Lives, e de Eat the Rich (do Get a Grip), como se fosse a primeira vez aqui. E olha que desde a primeira vinda a São Paulo, em 1994, a banda já retornou uma boa meia dúzia de vezes.

Os hits do álbum de 1993, Get a Grip, dominam o repertório do show, que tem poucos exemplares de outra fases da banda formada em 1970 e que, coisa rara na cena roqueira, se apresenta com os seus integrantes originais.

Entre tantos pontos altos, o show abriu com "Let The Music do the Thing",  do disco Done With the Mirrors (1985), e teve "Love in the Elevator", do disco Pump (1989), "Dude" (do Permanent Vacation).  No bis, Tyler assumiu os teclados – para depois subir no piano branco, colocado na passarela do palco, que ele ocupou por quase todo o tempo, cantando bem próximo do público.

Mas a plateia ama as românticas. "Crying" e "Crazy", ambas do Get a Grip! Fizeram com que todos levantassem os telefones celulares iluminando o estádio. E o momento mais inusitado da noite foi flagrado pela reportagem em plena pista, durante a execução do tema do filme Armageddon, "I Don’t Want to Miss a Thing". Foi a hora ideal para Rafael Teixeira, 28, se ajoelhar no meio da pista, tirar a aliança do bolso e pedir a mão da namorada Isabela Balbino, 21. “Eu já tinha planejado isso desde que comparamos os ingressos. É a música favorita dela, e esperei tocar para fazer o pedido”, disse o moço apaixonado. A noiva ficou emocionadíssima e com novo anel no dedo anular da mão direita.

aerosmith-show-saopaulo-casalO casal Rafael Teixeira e Isabela Balbino. Noivos com as bênçãos do Aerosmith - Foto: Edianez Parente

SETLISTS

DEF LEPPARD

1. Let's Go
2. Animal
3. Let It Go
4. Love Bites
5. Armageddon It
6. Man Enough
7. Rocket
8. Bringin' on the Heartbreak
9. Switch 625
10. Hysteria
11. Let's Get Rocked
12. Pour Some Sugar On Me
13. Rock of Ages
14. Photograph

AEROSMITH

1. Let the Music Do the Talking
2. Love in an Elevator
3. Cryin'
4. Livin' on the Edge
5. Rag Doll
6. Stop Messin' Around 
7. Oh Well 
8. Crazy
9. I Don't Want to Miss a Thing
10. Mama Kin
11. Come Together
12. Sweet Emotion (com ''Hole In My Soul'' de introdução)
13. Dude (Looks Like a Lady)

Bis:

14. Dream On
15. Walk This Way (''Mother Popcorn'', cover de James Brown, de introdução)