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Silva: “Cantar Marisa Monte me tirou do nicho”

Cantor é destaque na nova programação da Rádio Globo e fala sobre seu momento da carreira

por Marcos Lauro em 10/08/2017

O cantor, compositor e multi-instrumentista Silva chegou cedo aos ouvidos dos fãs. Em 2011, com 22 anos, lançou seu primeiro EP depois de uma experiência fora do Brasil, na Irlanda. De uma geração conectada à internet, alcançou os fãs online com seu jeito natural nas mídias sociais. Agora, em 2017, ele não imaginava que seria destaque numa das mídias mais antigas e tradicionais do Brasil: o rádio.

“QUERO LEVAR ARTISTAS DO ONLINE PRO OFFLINE”, DIZ HENRIQUE PORTUGAL SOBRE PROGRAMA DE RÁDIO

Nessa nova fase da Rádio Globo, mais jovem e mais pop, Silva inaugura o projeto Aposta Rádio Globo, em que a emissora se debruça sobre a obra de um nome jovem da música brasileira e faz um tour com ele em seus programas. A estreia foi na última segunda-feira (07/08), no programa No Ar, apresentado por Otaviano Costa. As participações ficam também no site da emissora.

“Eu adorei! É um espaço raro pra mim, em rádio e tal, pra quem não faz um som mais popular. Conversei com vários apresentadores, vários horários diferentes”, conta Silva sobre a experiência.

silvaReprodução/Facebook

Na nova grade da Rádio Globo, muitos músicos acabaram ganhando programas. Um deles foi o baterista Charles Gavin, ex-Titãs, com quem Silva também gravou: “Com o Gavin foi maravilhoso. Acabou que a gente tem gostos musicais parecidos, falamos muito sobre música brasileira, sobre discos clássicos. Quando a entrevista é com que não é músico, o papo acaba ficando mais no lance da carreira... mas é sempre bom”, conta o cantor.

Silva Canta Marisa é o trabalho mais recente do artista, lançado em 2016. E o retorno tem sido interessante, como avalia Silva: “Foi um momento em que consegui ampliar um pouco mais o meu público porque me tirou de um nicho. Surgi na internet e caí nas graças da galera do jornalismo cultural, gente da área. Tinha essa coisa, mas agora foi ampliando”, conta o cantor, que também mudou o seu modo de pensar a música: “Eu era completamente indie, mas fui deixando minha música mais acessível. Vi que queria comunicar e me comunicar bem com as pessoas”.

Ao gravar esse álbum e seguir em turnê com ele, Silva foi um pouco na contramão de artistas que têm a mesma idade que ele e chegam num público parecido. Os tributos, especialmente, são mais direcionados a artistas dos anos 1960, 1970. Silva surpreendeu ao escolher uma artista contemporânea e com a carreira ainda em pleno vapor: “Muita gente do meio musical veio me perguntar ‘por que Marisa?’ e eu respondia ‘por que não?’. A MPB de hoje optou hoje por fazer músicas difíceis e eu não concordo com isso. A canção tem que ser bonita, comunicar. As pessoas se emocionam no show. E é isso que eu quero, me comunicar”.

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por Marcos Lauro em 10/08/2017

O cantor, compositor e multi-instrumentista Silva chegou cedo aos ouvidos dos fãs. Em 2011, com 22 anos, lançou seu primeiro EP depois de uma experiência fora do Brasil, na Irlanda. De uma geração conectada à internet, alcançou os fãs online com seu jeito natural nas mídias sociais. Agora, em 2017, ele não imaginava que seria destaque numa das mídias mais antigas e tradicionais do Brasil: o rádio.

“QUERO LEVAR ARTISTAS DO ONLINE PRO OFFLINE”, DIZ HENRIQUE PORTUGAL SOBRE PROGRAMA DE RÁDIO

Nessa nova fase da Rádio Globo, mais jovem e mais pop, Silva inaugura o projeto Aposta Rádio Globo, em que a emissora se debruça sobre a obra de um nome jovem da música brasileira e faz um tour com ele em seus programas. A estreia foi na última segunda-feira (07/08), no programa No Ar, apresentado por Otaviano Costa. As participações ficam também no site da emissora.

“Eu adorei! É um espaço raro pra mim, em rádio e tal, pra quem não faz um som mais popular. Conversei com vários apresentadores, vários horários diferentes”, conta Silva sobre a experiência.

silvaReprodução/Facebook

Na nova grade da Rádio Globo, muitos músicos acabaram ganhando programas. Um deles foi o baterista Charles Gavin, ex-Titãs, com quem Silva também gravou: “Com o Gavin foi maravilhoso. Acabou que a gente tem gostos musicais parecidos, falamos muito sobre música brasileira, sobre discos clássicos. Quando a entrevista é com que não é músico, o papo acaba ficando mais no lance da carreira... mas é sempre bom”, conta o cantor.

Silva Canta Marisa é o trabalho mais recente do artista, lançado em 2016. E o retorno tem sido interessante, como avalia Silva: “Foi um momento em que consegui ampliar um pouco mais o meu público porque me tirou de um nicho. Surgi na internet e caí nas graças da galera do jornalismo cultural, gente da área. Tinha essa coisa, mas agora foi ampliando”, conta o cantor, que também mudou o seu modo de pensar a música: “Eu era completamente indie, mas fui deixando minha música mais acessível. Vi que queria comunicar e me comunicar bem com as pessoas”.

Ao gravar esse álbum e seguir em turnê com ele, Silva foi um pouco na contramão de artistas que têm a mesma idade que ele e chegam num público parecido. Os tributos, especialmente, são mais direcionados a artistas dos anos 1960, 1970. Silva surpreendeu ao escolher uma artista contemporânea e com a carreira ainda em pleno vapor: “Muita gente do meio musical veio me perguntar ‘por que Marisa?’ e eu respondia ‘por que não?’. A MPB de hoje optou hoje por fazer músicas difíceis e eu não concordo com isso. A canção tem que ser bonita, comunicar. As pessoas se emocionam no show. E é isso que eu quero, me comunicar”.