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Simpática e divertida, Katy Perry deixa plateia “morta” em São Paulo

por em 26/09/2015

Por Bruna Gonçalves Serur

 

Em uma sexta-feira (25/09) de trânsito ainda mais caótico do que o normal para uma véspera de final de semana paulistano, Katy Perry lotou o Allianz Parque no seu 143º show da turnê Prismatic. A chuva não prejudicou tanto quem já estava a caminho ou nas proximidades do estádio – depois das pancadas durante a tarde, ela só voltou a cair por volta das 20h, enquanto o duo britânico AlunaGeorge ainda se preparava para fazer o seu show de abertura, que, por sinal, foi um sucesso. Mas também não ajudou, claro. Antes mesmo de as primeiras gotas caírem, ambulantes anunciavam os já conhecidos preços abusivos das capas de chuva – daquelas que rasgam após 15 minutos de uso – na Avenida Francisco Matarazzo. Sorte de quem foi prevenido para comprar antes, por R$ 10, ou levou a sua própria proteção impermeável.

AlunaGeorge substitui Robyn em shows no Brasil

Dentro do estádio era possível encontrar muita gente – a maioria homens – de peruca azul, como a usada pela atração principal da noite no álbum Teenage Dream. O show, que estava programado para começar às 21h, teve um atraso de 26 minutos. Felizmente, a chuva havia cessado – mas não por muito tempo.

28 momentos da carreira de Katy Perry

Os gritos ensurdecedores quando Katy Perry entrou no palco eram mais do que esperados, mas o coro que a acompanhou em absolutamente todas as canções, nem tanto. Os fãs começaram sua participação especial em “Roar”, a primeira música da noite, e seguiram por todo o setlist, sem respirar.

One Of The Boys, de Katy Perry, completa sete anos: veja as músicas mais menosprezadas da cantora

Debaixo de um céu que ameaçava desabar a qualquer momento, a americana de 30 anos apresentou, além dos seus próprios hits, um breve cover de “Vogue”, de Madonna, a exemplo do que tem feito desde o início da turnê, em 2014. O único momento de todo o show em que a anfitriã da noite decepcionou foi durante a diferente – e entediante – versão de “Hot N Cold” (de One Of The Boys, 2008).

“Dark Horse” chega a 1 bilhão de visualizações na Vevo

A cantora cumprimentou o público, que, carente,  cantava “Katy, eu te amo”, brincou e chamou alguns fãs ao palco. “Até agora, dos 142 shows que fiz, este é o melhor. Todos deviam ser como vocês”, disse à multidão antes de buscar por um “brasileiro”. Lucas, o sorteado, subiu ao palco incrédulo e ofegante. Infelizmente, foi escanteado quando não conseguiu se comunicar com a cantora – ele não falava inglês e nem ela português. Em uma divertida (para quem assistia) interação, Katy chamou mais um fã. Desta vez a escolhida foi Débora. Usando um boné preto com a palavra “MORTA”, a carismática jovem estava tão nervosa quanto Lucas, mas conseguiu conversar com a cantora e tirar algumas das suas dúvidas. “Que porra significa ‘morta’?”, perguntouKaty, que, depois de receber a sua resposta e esbanjando simpatia, brincou por uns minutos mais com a plateia arriscando-se a repetir o português que tinha acabado de aprender. As pessoas assistiram à cena boquiabertas. “Mortas”.

Katy Perry usa controversa bandeira de Taiwan durante show no país

Foi difícil eleger o ponto alto – musical – da noite. “The One That Got Away” – misturada com “Thinking Of You”, do álbum de 2008 One Of The Boys – foi, provavelmente, um dos vários. Com o violão – coberto de brilho – em punho, Katy Perry, nitidamente comovida, cantou a música que compôs inspirada, em parte, pelo seu ex-namorado, Johnny Lewis, morto em 2012 e com quem teve um relacionamento entre 2005 e 2006. Antes de morrer, o ator assassinou uma mulher de 81 anos e o seu gato de estimação.

Mulheres gostam mais de Beyoncé, enquanto homens preferem Katy Perry, identifica Spotify

“Apesar de não falarmos o mesmo idioma, falamos a língua da música. Te amo incondicionalmente, São Paulo!”, declarou-se ao amarrar a bandeira do Brasil na cintura e pedir que todos acendessem as luzes docelular. O estádio então iluminou-se completamente para a execução de “Unconditionally” (de Prism, 2013).

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Por que a era Prism é mais impressionante do que você pensa

A única falha foi mesmo da previsão do tempo. O pé d’água, previsto – com 100% de certeza – para começar a partir das 23h, deu as caras um pouco antes, às 22h47, e não parou mais. O restante da apresentação foi debaixo de chuva, mas ninguém se importou, já que o estádio estava dominado pelos hits  “Teenage Dream” e “California Gurls” (ambos de Teenage Dream, 2010). Aos pulos e gritos, com as mãos para o alto, o público queria mais. Mais o quê? Katy deixou o palco do Allianz Parque após “Firework”. Foi uma das raras noites em que a chuva não fez São Paulo parar.

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Dentro do estádio era possível encontrar muita gente – a maioria homens – de peruca azul, como a usada pela atração principal da noite no álbum Teenage Dream. O show, que estava programado para começar às 21h, teve um atraso de 26 minutos. Felizmente, a chuva havia cessado – mas não por muito tempo.

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Os gritos ensurdecedores quando Katy Perry entrou no palco eram mais do que esperados, mas o coro que a acompanhou em absolutamente todas as canções, nem tanto. Os fãs começaram sua participação especial em “Roar”, a primeira música da noite, e seguiram por todo o setlist, sem respirar.

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Debaixo de um céu que ameaçava desabar a qualquer momento, a americana de 30 anos apresentou, além dos seus próprios hits, um breve cover de “Vogue”, de Madonna, a exemplo do que tem feito desde o início da turnê, em 2014. O único momento de todo o show em que a anfitriã da noite decepcionou foi durante a diferente – e entediante – versão de “Hot N Cold” (de One Of The Boys, 2008).

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A cantora cumprimentou o público, que, carente,  cantava “Katy, eu te amo”, brincou e chamou alguns fãs ao palco. “Até agora, dos 142 shows que fiz, este é o melhor. Todos deviam ser como vocês”, disse à multidão antes de buscar por um “brasileiro”. Lucas, o sorteado, subiu ao palco incrédulo e ofegante. Infelizmente, foi escanteado quando não conseguiu se comunicar com a cantora – ele não falava inglês e nem ela português. Em uma divertida (para quem assistia) interação, Katy chamou mais um fã. Desta vez a escolhida foi Débora. Usando um boné preto com a palavra “MORTA”, a carismática jovem estava tão nervosa quanto Lucas, mas conseguiu conversar com a cantora e tirar algumas das suas dúvidas. “Que porra significa ‘morta’?”, perguntouKaty, que, depois de receber a sua resposta e esbanjando simpatia, brincou por uns minutos mais com a plateia arriscando-se a repetir o português que tinha acabado de aprender. As pessoas assistiram à cena boquiabertas. “Mortas”.

Katy Perry usa controversa bandeira de Taiwan durante show no país

Foi difícil eleger o ponto alto – musical – da noite. “The One That Got Away” – misturada com “Thinking Of You”, do álbum de 2008 One Of The Boys – foi, provavelmente, um dos vários. Com o violão – coberto de brilho – em punho, Katy Perry, nitidamente comovida, cantou a música que compôs inspirada, em parte, pelo seu ex-namorado, Johnny Lewis, morto em 2012 e com quem teve um relacionamento entre 2005 e 2006. Antes de morrer, o ator assassinou uma mulher de 81 anos e o seu gato de estimação.

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A única falha foi mesmo da previsão do tempo. O pé d’água, previsto – com 100% de certeza – para começar a partir das 23h, deu as caras um pouco antes, às 22h47, e não parou mais. O restante da apresentação foi debaixo de chuva, mas ninguém se importou, já que o estádio estava dominado pelos hits  “Teenage Dream” e “California Gurls” (ambos de Teenage Dream, 2010). Aos pulos e gritos, com as mãos para o alto, o público queria mais. Mais o quê? Katy deixou o palco do Allianz Parque após “Firework”. Foi uma das raras noites em que a chuva não fez São Paulo parar.