NOTÍCIAS

“Skank inacabado” é revelado em nova compilação de raridades do grupo mineiro

por em 15/08/2012
Imagem: Divulgação

Passaram-se mais de 20 anos até o Skank resolver compartilhar com o público o que menos de 40 pessoas já conheciam: alguns dos futuros clássicos do grupo em fase de desenvolvimento e covers que sumiram do repertório. O ato seminal da banda mineira foi compilado em Skank 91, já nas lojas.

Com título autoexplicativo, as gravações foram registradas antes da estreia discográfica oficial do grupo, que ocorreu em 1992. Entre as 17 faixas listadas constam nove que entraram em Skank. Elas mostram um quarteto inexperiente, porém promissor.

Em entrevista à Billboard Brasil, Samuel Rosa defende a decisão de mostrar o “rascunho do Skank” (maneira como se refere ao projeto) apoiado pela longa trajetória de um grupo que se segura confortavelmente no mainstream brasileiro desde seu segundo álbum.

“O Skank já está encostado em muitos anos de carreira e tem um suporte de vários discos para temer tornar público algo que era de cunho pessoal, íntimo”, diz o vocalista e guitarrista. “A gente ficou impressionado com qualidade relativamente boa dessas gravações tão antigas. Então, não pensamos duas vezes em lançá-las. Até porque hoje a gente é conhecedor da diversidade de interesses ou do tipo de fã que o Skank tem.” 

Samuel classifica a coleção de músicas - que inclui o registro do primeiro show da banda e outras gravações caseiras de estúdio - como um item de colecionador, chegando a comparar o material com o editado na série Anthology, dos Beatles. “O Skank não precisa tentar falar com a torcida do Flamengo o tempo inteiro”, acrescenta, reconhecendo a despretensão do lançamento, que deve mobilizar só os fãs mais xiitas.

Curiosamente, Samuel afirma que Skank 91 não faz parte de qualquer tipo de comemoração pelos 20 anos de carreira do grupo, completados no ano passado. “Os fãs podem esperar alguma coisa relativa a isso para breve”, faz mistério, ainda que citando o relançamento comemorativo de Calango (1994), em 2010, como um exemplo de item comemorativo.

O músico é incisivo quando questionado se o álbum pode ser um indício de retorno às raízes da banda, antes tão influenciada pelo reggae e pelo ska. “A intenção não é lembrar que o Skank foi diferente. Para isso, nossos discos antigos estão no iTunes”, dispara. “Este álbum é uma referência a nossa história, que é muito boa de contar.”

  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
2
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
RANKING COMPLETO
NOTÍCIAS

“Skank inacabado” é revelado em nova compilação de raridades do grupo mineiro

por em 15/08/2012
Imagem: Divulgação

Passaram-se mais de 20 anos até o Skank resolver compartilhar com o público o que menos de 40 pessoas já conheciam: alguns dos futuros clássicos do grupo em fase de desenvolvimento e covers que sumiram do repertório. O ato seminal da banda mineira foi compilado em Skank 91, já nas lojas.

Com título autoexplicativo, as gravações foram registradas antes da estreia discográfica oficial do grupo, que ocorreu em 1992. Entre as 17 faixas listadas constam nove que entraram em Skank. Elas mostram um quarteto inexperiente, porém promissor.

Em entrevista à Billboard Brasil, Samuel Rosa defende a decisão de mostrar o “rascunho do Skank” (maneira como se refere ao projeto) apoiado pela longa trajetória de um grupo que se segura confortavelmente no mainstream brasileiro desde seu segundo álbum.

“O Skank já está encostado em muitos anos de carreira e tem um suporte de vários discos para temer tornar público algo que era de cunho pessoal, íntimo”, diz o vocalista e guitarrista. “A gente ficou impressionado com qualidade relativamente boa dessas gravações tão antigas. Então, não pensamos duas vezes em lançá-las. Até porque hoje a gente é conhecedor da diversidade de interesses ou do tipo de fã que o Skank tem.” 

Samuel classifica a coleção de músicas - que inclui o registro do primeiro show da banda e outras gravações caseiras de estúdio - como um item de colecionador, chegando a comparar o material com o editado na série Anthology, dos Beatles. “O Skank não precisa tentar falar com a torcida do Flamengo o tempo inteiro”, acrescenta, reconhecendo a despretensão do lançamento, que deve mobilizar só os fãs mais xiitas.

Curiosamente, Samuel afirma que Skank 91 não faz parte de qualquer tipo de comemoração pelos 20 anos de carreira do grupo, completados no ano passado. “Os fãs podem esperar alguma coisa relativa a isso para breve”, faz mistério, ainda que citando o relançamento comemorativo de Calango (1994), em 2010, como um exemplo de item comemorativo.

O músico é incisivo quando questionado se o álbum pode ser um indício de retorno às raízes da banda, antes tão influenciada pelo reggae e pelo ska. “A intenção não é lembrar que o Skank foi diferente. Para isso, nossos discos antigos estão no iTunes”, dispara. “Este álbum é uma referência a nossa história, que é muito boa de contar.”