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“Sou uma feminista”, diz Ludmilla; confira a entrevista com a funkeira

por em 06/10/2014
ong>Por Maurício Amendola Ludmilla, uma das revelações do funk carioca, está em plena divulgação de seu disco de estreia, intitulado Hoje. A cantora conquistou fama em 2012, quando soltou a faixa “Fala Mal De Mim” na web, ainda com o nome artístico de MC Beyoncé (como esquecer o singelo aviso do refrão “se ficar de caôzada, a porrada come”?) Após assumir o nome de batismo, a cantora de 19 anos passou a flertar mais com o pop – inspirada por Rihanna, Chris Brown e pela própria Beyoncé – e vem alçando voos mais elevados: contrato com a Warner, camarim “tunado” e aparições regulares no programa Esquenta, comandado por Regina Casé, na Rede Globo. Billboard Brasil bateu um papo com Ludmilla, no qual ela falou sobre a nova etapa de sua vida, os desafios do funk na grande mídia e, claro, as recalcadas não ficaram de fora. Como começou a sua carreira no funk? Começou quando eu tinha 15 anos de idade, numa festa que teve na minha rua. Dois amigos meus, DJs, começaram a tocar e eu era a única cantora que sabia rimar da rua, aí eles me botaram para cantar. E eu comecei a me apresentar numas festas lá perto de casa. Meu tio, que é o meu produtor hoje, perguntou se eu queria mesmo trabalhar com funk e eu disse que sim. Ele me apresentou para um cara que trabalhava com funk lá da área. Aí eu gravei “Fala Mal De Mim”, colocamos na internet, e a música estourou... O Brasil todo conheceu. Eu tinha 17. Nessa música, você manda um recado para suas inimigas... Quem são elas e o que elas fizeram com você? Começou com uma menina que roubou minha música. Aí eu fui pensando na garota recalcada e fazendo a música na hora. Como foi essa história do roubo? Ela roubou uma música minha e gravou. Me viu cantando, a música já tava produzida, e ela pegou. E você saiu na porrada com ela? Depois disso, eu briguei com ela, mas não foi por causa da música. Foi por outra história. Como foi a troca de nome? Você chegou a cogitar outros, além de Ludmilla? E por que tirou o MC? O pessoal do programa da Regina Casé [Esquenta] chegou a cogitar outros nomes, mas eu preferi ficar com o meu mesmo. Na verdade, as pessoas que tem tirado o MC do nome, acho que por eu estar cantando pouco funk... Mas eu sou MC ainda Você teve problemas por causa do nome MC Beyoncé? Não. A gente trocou porque o meu CD é vendido no mesmo lugar que o da Beyoncé, no iTunes. E as duas são cantoras, mas pô, ela é a Beyoncé, né? Quem procurasse o nome no site, ia aparecer o dela. Não iam me encontrar, porque ela é ela. É a top das tops. Então, a gente colocou o meu nome mesmo, para criar uma identidade. Isso é tudo o que sempre sonhei: trabalhar com o meu nome, ainda que no começo tenha usado Beyoncé – porque eu sou muito fã dela. Quem são seus outros ídolos, além da Beyoncé? Eu gosto muito da Rihanna, Chris Brown, Justin Bieber, Belo, Buchecha, Ivete Sangalo, Claudia Leitte... Você tem parcerias com Belo e Buchecha no disco. Como rolou? O meu empresário é o mesmo que o deles. A gente mostrou as músicas e já aconteceu na hora. E eu já os conhecia antes disso. Como aconteceu essa proposta mais pop no novo disco? Partiu da gravadora ou de você? A gravadora me apresentou esse lado da música que eu não conhecia direito. Eles me mostraram e falaram que ficaria bom. Eu testei e pensei “Caraca! Minha voz vai ficar show aí, é o que eu sempre sonhei”. Achei parecido com o ritmo da Beyoncé. Eu amei, quis logo de cara e mergulhei de cabeça. Eu fiquei feliz e os fãs amaram, ficaram muito orgulhosos de mim. Quantos shows você tem feito por semana? Entre quatro e cinco. O que mudou na sua rotina a partir desse contrato com a Warner? Mudou tudo! Antes eu só ia fazer show à noite e não tinha hora para chegar em casa. Podia dormir a tarde toda. Nossa, agora tenho coletiva de imprensa, ensaio, aula de canto, aula de postura, coaching. Tem muita coisa para fazer, gente! Entrevista o tempo inteiro... É uma doideira. Como foi o processo de composição para o disco Hoje? Tem parcerias ou você que compõe tudo? Não tem parceria minha com alguém. Quando eu faço música, eu costumo fazer sozinha, porque a música sai assim “vruuum”, não dá tempo de ficar parando e corrigindo... Ela sai assim do nada. No disco tem música só minha e também tem de produtores e amigos compositores. Aí eles foram seguindo a minha linha musical. “Ah, a Ludmilla é feminista, ela gosta disso, ela gosta daquilo”, eles iam fazendo pensando em mim, e eu gostei para caramba. Assinei embaixo. Você se considera uma feminista? Sim! Porque eu não gosto de ver minhas amigas chorando porque brigaram com namorado e nunca mais quererem fazer nada. Tem umas que perdem a vontade de viver, sabe? Gente, para! Eu sou a que levanta a autoestima das minhas amigas. E com a minha a música acho que faço isso também. Você acha que o funk que você fazia antes pode chegar até a grande mídia ou tem que ter esse flerte com o pop? Olha, o funk que eu fazia antigamente era meio caseiro. Não tinha uma grande produção. E, se você reparar, as músicas que fazem sucesso hoje em dia sempre têm uma grande produção, um arranjo, um certo produtor por trás daquilo. Por exemplo, você pega um cachorro da rua e leva para a sua casa. Ele ainda não está tratado, está sujo, não tomou banho, e tem gente preconceituosa que não vai querer chegar perto dele. Ele não tá bonito, entende? Aí você dá banho, ele fica lindo, cheiroso, maravilhoso e todo mundo quer pegar no colo, quer levar para casa. E é isso que acontece com o funk. Ninguém gosta de uma coisa bagunçada, todo mundo quer aquela coisa bonita, show de bola, bem apresentada. Você acha que o funk tem que quebrar a barreira do preconceito para, de fato, se tornar popular na grande mídia? Sim, com certeza. Tem muita gente preconceituosa, aff... Eu sinto isso agora. Antigamente, quando minha música não era tão bem produzida, o tratamento era totalmente diferente. Agora mudou tudo. Mas eu tô amando, mudou para Seu camarim mudou muito nesses últimos meses? Mudou demais! Antes, tinha dia que eu estava morta de fome e não parava para comer, porque era show atrás de show. E ficavam me enganando. “A gente vai chegar lá no camarim e vai ter um monte de comida gostosa”, diziam. Chegava lá, não tinha camarim nenhum, comida nenhuma e todo mundo me enrolando até de manhã. Agora, orra, o camarim tá regado... Tem sanduíche de metro, salgadinho, mesa de frios, suco, Gatorade, água de coco. Bebidinha também. Um monte de coisa! Ostentação? [risos] Não! É só para o artista ficar feliz. Ostentação eu deixo para o MC Guimê! Mesmo depois da mudança de nome e da grande gravadora por trás, se ficar de caôzada, a porrada come? [risos] Agora eu tô mais zen. Hoje não come mais, não. Deixo falar... http://www.youtube.com/watch?v=Rvq7R9dwJ3U
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Gusttavo LIma
2
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
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“Sou uma feminista”, diz Ludmilla; confira a entrevista com a funkeira

por em 06/10/2014
ong>Por Maurício Amendola Ludmilla, uma das revelações do funk carioca, está em plena divulgação de seu disco de estreia, intitulado Hoje. A cantora conquistou fama em 2012, quando soltou a faixa “Fala Mal De Mim” na web, ainda com o nome artístico de MC Beyoncé (como esquecer o singelo aviso do refrão “se ficar de caôzada, a porrada come”?) Após assumir o nome de batismo, a cantora de 19 anos passou a flertar mais com o pop – inspirada por Rihanna, Chris Brown e pela própria Beyoncé – e vem alçando voos mais elevados: contrato com a Warner, camarim “tunado” e aparições regulares no programa Esquenta, comandado por Regina Casé, na Rede Globo. Billboard Brasil bateu um papo com Ludmilla, no qual ela falou sobre a nova etapa de sua vida, os desafios do funk na grande mídia e, claro, as recalcadas não ficaram de fora. Como começou a sua carreira no funk? Começou quando eu tinha 15 anos de idade, numa festa que teve na minha rua. Dois amigos meus, DJs, começaram a tocar e eu era a única cantora que sabia rimar da rua, aí eles me botaram para cantar. E eu comecei a me apresentar numas festas lá perto de casa. Meu tio, que é o meu produtor hoje, perguntou se eu queria mesmo trabalhar com funk e eu disse que sim. Ele me apresentou para um cara que trabalhava com funk lá da área. Aí eu gravei “Fala Mal De Mim”, colocamos na internet, e a música estourou... O Brasil todo conheceu. Eu tinha 17. Nessa música, você manda um recado para suas inimigas... Quem são elas e o que elas fizeram com você? Começou com uma menina que roubou minha música. Aí eu fui pensando na garota recalcada e fazendo a música na hora. Como foi essa história do roubo? Ela roubou uma música minha e gravou. Me viu cantando, a música já tava produzida, e ela pegou. E você saiu na porrada com ela? Depois disso, eu briguei com ela, mas não foi por causa da música. Foi por outra história. Como foi a troca de nome? Você chegou a cogitar outros, além de Ludmilla? E por que tirou o MC? O pessoal do programa da Regina Casé [Esquenta] chegou a cogitar outros nomes, mas eu preferi ficar com o meu mesmo. Na verdade, as pessoas que tem tirado o MC do nome, acho que por eu estar cantando pouco funk... Mas eu sou MC ainda Você teve problemas por causa do nome MC Beyoncé? Não. A gente trocou porque o meu CD é vendido no mesmo lugar que o da Beyoncé, no iTunes. E as duas são cantoras, mas pô, ela é a Beyoncé, né? Quem procurasse o nome no site, ia aparecer o dela. Não iam me encontrar, porque ela é ela. É a top das tops. Então, a gente colocou o meu nome mesmo, para criar uma identidade. Isso é tudo o que sempre sonhei: trabalhar com o meu nome, ainda que no começo tenha usado Beyoncé – porque eu sou muito fã dela. Quem são seus outros ídolos, além da Beyoncé? Eu gosto muito da Rihanna, Chris Brown, Justin Bieber, Belo, Buchecha, Ivete Sangalo, Claudia Leitte... Você tem parcerias com Belo e Buchecha no disco. Como rolou? O meu empresário é o mesmo que o deles. A gente mostrou as músicas e já aconteceu na hora. E eu já os conhecia antes disso. Como aconteceu essa proposta mais pop no novo disco? Partiu da gravadora ou de você? A gravadora me apresentou esse lado da música que eu não conhecia direito. Eles me mostraram e falaram que ficaria bom. Eu testei e pensei “Caraca! Minha voz vai ficar show aí, é o que eu sempre sonhei”. Achei parecido com o ritmo da Beyoncé. Eu amei, quis logo de cara e mergulhei de cabeça. Eu fiquei feliz e os fãs amaram, ficaram muito orgulhosos de mim. Quantos shows você tem feito por semana? Entre quatro e cinco. O que mudou na sua rotina a partir desse contrato com a Warner? Mudou tudo! Antes eu só ia fazer show à noite e não tinha hora para chegar em casa. Podia dormir a tarde toda. Nossa, agora tenho coletiva de imprensa, ensaio, aula de canto, aula de postura, coaching. Tem muita coisa para fazer, gente! Entrevista o tempo inteiro... É uma doideira. Como foi o processo de composição para o disco Hoje? Tem parcerias ou você que compõe tudo? Não tem parceria minha com alguém. Quando eu faço música, eu costumo fazer sozinha, porque a música sai assim “vruuum”, não dá tempo de ficar parando e corrigindo... Ela sai assim do nada. No disco tem música só minha e também tem de produtores e amigos compositores. Aí eles foram seguindo a minha linha musical. “Ah, a Ludmilla é feminista, ela gosta disso, ela gosta daquilo”, eles iam fazendo pensando em mim, e eu gostei para caramba. Assinei embaixo. Você se considera uma feminista? Sim! Porque eu não gosto de ver minhas amigas chorando porque brigaram com namorado e nunca mais quererem fazer nada. Tem umas que perdem a vontade de viver, sabe? Gente, para! Eu sou a que levanta a autoestima das minhas amigas. E com a minha a música acho que faço isso também. Você acha que o funk que você fazia antes pode chegar até a grande mídia ou tem que ter esse flerte com o pop? Olha, o funk que eu fazia antigamente era meio caseiro. Não tinha uma grande produção. E, se você reparar, as músicas que fazem sucesso hoje em dia sempre têm uma grande produção, um arranjo, um certo produtor por trás daquilo. Por exemplo, você pega um cachorro da rua e leva para a sua casa. Ele ainda não está tratado, está sujo, não tomou banho, e tem gente preconceituosa que não vai querer chegar perto dele. Ele não tá bonito, entende? Aí você dá banho, ele fica lindo, cheiroso, maravilhoso e todo mundo quer pegar no colo, quer levar para casa. E é isso que acontece com o funk. Ninguém gosta de uma coisa bagunçada, todo mundo quer aquela coisa bonita, show de bola, bem apresentada. Você acha que o funk tem que quebrar a barreira do preconceito para, de fato, se tornar popular na grande mídia? Sim, com certeza. Tem muita gente preconceituosa, aff... Eu sinto isso agora. Antigamente, quando minha música não era tão bem produzida, o tratamento era totalmente diferente. Agora mudou tudo. Mas eu tô amando, mudou para Seu camarim mudou muito nesses últimos meses? Mudou demais! Antes, tinha dia que eu estava morta de fome e não parava para comer, porque era show atrás de show. E ficavam me enganando. “A gente vai chegar lá no camarim e vai ter um monte de comida gostosa”, diziam. Chegava lá, não tinha camarim nenhum, comida nenhuma e todo mundo me enrolando até de manhã. Agora, orra, o camarim tá regado... Tem sanduíche de metro, salgadinho, mesa de frios, suco, Gatorade, água de coco. Bebidinha também. Um monte de coisa! Ostentação? [risos] Não! É só para o artista ficar feliz. Ostentação eu deixo para o MC Guimê! Mesmo depois da mudança de nome e da grande gravadora por trás, se ficar de caôzada, a porrada come? [risos] Agora eu tô mais zen. Hoje não come mais, não. Deixo falar... http://www.youtube.com/watch?v=Rvq7R9dwJ3U