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Sozinho, Lobão se prepara para lançar álbum e toca em SP

por em 01/07/2015
P
or Marcos Lauro
Lobão está só. Seja no palco do Teatro Bradesco, onde se apresenta no próximo sábado (11/07), seja no estúdio, onde está gravando seu novo disco, O Rigor E A Misericórdia, o cantor e compositor abre mão da companhia de uma banda e transmite a sua mensagem. “Compus todo o repertório (músicas e letras), arranjei, toquei, gravei, mixei e masterizei tudo completamente sozinho”, garantiu Lobão. A Billboard Brasil conversou com o músico sobre essa nova fase totalmente independente e sobre a cena rock and roll dos anos 1980 versus a de hoje. O financiamento coletivo já é uma realidade não só para artistas mas para vários outros tipos de projetos. Por que optou por ele? Porque tenho obrigação de experimentar novas alternativas de comercialização do meu trabalho, uma vez que as vias "tradicionais" estão muito decadentes e a Lei Roaunet está "dragando" todo mundo, o que é ainda pior. Na sua página, você diz que O Rigor E A Misericórdia é o projeto mais audacioso da sua carreira. Por quê? Porque eu estou fazendo tudo sozinho: Compus todo o repertório (músicas e letras), arranjei, toquei, gravei, mixei e masterizei tudo completamente sozinho. E qual o motivo de fazer tudo sozinho? Eu sempre sonhei em fazer isso desde que soube que o Paul McCartney e o Stevie Wonder gravavam todos os instrumentos [de alguns de seus discos]. Além disso, voltei a tocar bateria, aprendi a tocar guitarra direito e adoro tocar baixo. Também compus muita coisa nos teclados, violões e viola caipira. O disco será mixado e masterizado no Abbey Road? Qual a expectativa? Na verdade eu percebi que devo mixar e masterizar aqui em casa também, o que torna a empreitada mais... emocionante! [risos] Já pensa na turnê pós-disco? Será no formato voz e violão ou vai ter banda? Sim. Para sair  em turnê deverei formar um quinteto: Bateria, baixo, teclados, mais uma guitarra e eu. Seu acústico é um dos que mais se destacaram na MTV por conta da produção cuidadosa e, claro, do resultado final. Tem vontade de fazer outro trabalho do tipo? Eu estou focado em suplantar todos os meus discos anteriores, não só em repertório mas também em qualidade de produção. Esse é o meu desafio. E essa onda revival, com bandas fazendo turnês tocando um único disco na íntegra... tocaria algum seu? Qual? Eu nem consigo pensar nisso agora. Estou mergulhado no universo de O Rigor E A Misericórdia. Esse sim me daria vontade de tocar inteiro. Você teve sua própria revista, a OutraCoisa, por alguns anos. O que achou da experiência? Excelente por um lado e péssima por outro. Foi bom porque lançamos mais de 50 CDs inéditos de artistas fora do mainstream. E péssimo porque isso me custou mais de 4 anos sem poder focar no meu trabalho. O que tinha na cena do rock nos anos 1980/1990 e não tem hoje? Sente falta de algo? Era um momento em que as gravadoras investiram no rock achando que era uma nova jovem guarda. Quando eles perceberam que não era bem aquilo, largaram de mão. Agora acho muito pouco provável que isso aconteça outra vez. O Brasil, definitivamente, não tem cacoete pra produzir rock como cultura própria. Temos grandes artistas que são verdadeiros gênios no segmento, mas não temos segmento cultural nem mentalidade e nem índole para chegar a ter uma cena cultural estabelecida. Serviço: Lobão - Sem Filtro Teatro Bradesco 11/7 - 21h Ingressos de R$ 50 a R$ 150. Mais informações: www.teatrobradescorio.com.br
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Gusttavo LIma
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Saudade
Eduardo Costa
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De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
Aquela Pessoa
Henrique & Juliano
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Sozinho, Lobão se prepara para lançar álbum e toca em SP

por em 01/07/2015
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or Marcos Lauro
Lobão está só. Seja no palco do Teatro Bradesco, onde se apresenta no próximo sábado (11/07), seja no estúdio, onde está gravando seu novo disco, O Rigor E A Misericórdia, o cantor e compositor abre mão da companhia de uma banda e transmite a sua mensagem. “Compus todo o repertório (músicas e letras), arranjei, toquei, gravei, mixei e masterizei tudo completamente sozinho”, garantiu Lobão. A Billboard Brasil conversou com o músico sobre essa nova fase totalmente independente e sobre a cena rock and roll dos anos 1980 versus a de hoje. O financiamento coletivo já é uma realidade não só para artistas mas para vários outros tipos de projetos. Por que optou por ele? Porque tenho obrigação de experimentar novas alternativas de comercialização do meu trabalho, uma vez que as vias "tradicionais" estão muito decadentes e a Lei Roaunet está "dragando" todo mundo, o que é ainda pior. Na sua página, você diz que O Rigor E A Misericórdia é o projeto mais audacioso da sua carreira. Por quê? Porque eu estou fazendo tudo sozinho: Compus todo o repertório (músicas e letras), arranjei, toquei, gravei, mixei e masterizei tudo completamente sozinho. E qual o motivo de fazer tudo sozinho? Eu sempre sonhei em fazer isso desde que soube que o Paul McCartney e o Stevie Wonder gravavam todos os instrumentos [de alguns de seus discos]. Além disso, voltei a tocar bateria, aprendi a tocar guitarra direito e adoro tocar baixo. Também compus muita coisa nos teclados, violões e viola caipira. O disco será mixado e masterizado no Abbey Road? Qual a expectativa? Na verdade eu percebi que devo mixar e masterizar aqui em casa também, o que torna a empreitada mais... emocionante! [risos] Já pensa na turnê pós-disco? Será no formato voz e violão ou vai ter banda? Sim. Para sair  em turnê deverei formar um quinteto: Bateria, baixo, teclados, mais uma guitarra e eu. Seu acústico é um dos que mais se destacaram na MTV por conta da produção cuidadosa e, claro, do resultado final. Tem vontade de fazer outro trabalho do tipo? Eu estou focado em suplantar todos os meus discos anteriores, não só em repertório mas também em qualidade de produção. Esse é o meu desafio. E essa onda revival, com bandas fazendo turnês tocando um único disco na íntegra... tocaria algum seu? Qual? Eu nem consigo pensar nisso agora. Estou mergulhado no universo de O Rigor E A Misericórdia. Esse sim me daria vontade de tocar inteiro. Você teve sua própria revista, a OutraCoisa, por alguns anos. O que achou da experiência? Excelente por um lado e péssima por outro. Foi bom porque lançamos mais de 50 CDs inéditos de artistas fora do mainstream. E péssimo porque isso me custou mais de 4 anos sem poder focar no meu trabalho. O que tinha na cena do rock nos anos 1980/1990 e não tem hoje? Sente falta de algo? Era um momento em que as gravadoras investiram no rock achando que era uma nova jovem guarda. Quando eles perceberam que não era bem aquilo, largaram de mão. Agora acho muito pouco provável que isso aconteça outra vez. O Brasil, definitivamente, não tem cacoete pra produzir rock como cultura própria. Temos grandes artistas que são verdadeiros gênios no segmento, mas não temos segmento cultural nem mentalidade e nem índole para chegar a ter uma cena cultural estabelecida. Serviço: Lobão - Sem Filtro Teatro Bradesco 11/7 - 21h Ingressos de R$ 50 a R$ 150. Mais informações: www.teatrobradescorio.com.br