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Stevie Wonder fala sobre justiça (social e na música)

por em 16/02/2015
O tr
ibuto que o Grammy Awards fez para Stevie Wonder foi exatamente como ele queria, com vários artistas de diferentes estilos e gêneros apresentando sua obra, refletindo a variedade de músicas que criou durante sua notável carreira. Em entrevista à Associated Press antes do concerto, na última terça-feira (10/02), o cantor falou sobre justiça social e também para os artistas, além de seus planos de lançar o álbum Through The Eyes Of Wonder em setembro. O que o tributo do Grammy significou para você depois de tantos outros prêmios? Em primeiro lugar, sinto-me grato a Deus por me permitir apreciar esse tipo de coisa. Tudo o que eu sempre quis era fazer música e tudo o que sempre pedi, conforme fui conhecendo e descobrindo o mundo, era que Deus me usasse de alguma forma para encorajar e inspirar amor, e inspirar pessoas a trazer e dar amor aos outros... Sempre pedi para ser capaz de falar e escrever sobre injustiça e fazer isso de uma forma que encorajasse as pessoas a tornar as coisas melhores para todos. Diante dos protestos que seguiram os tiroteios em Ferguson, no Missouri, e em outras cidades, você vê progresso? Nós estamos presos ao medo e a não querer compreender que somos mais parecidos. Todos nós choramos, todos nós rimos... Sabemos o que não é bom e o que é certo. Essas coisas que sabemos que são erradas, precisamos corrigi-las. O que é esse medo ao qual você se refere? Viver na zona do “tenho de ter certeza de que tenho mais”. Temos de querer a mesma coisa. Tenho de querer a mesma coisa para seu filho ou filha que eu iria querer para os meus. Tenho de garantir que seu filho seja tão educado quanto os meus, e vice-versa. Temos de garantir que vivemos em uma comunidade segura. Temos de sentir que não existe discriminação racial. Nós queremos ver igualdade. As músicas do seu novo álbum abordam essas questões? Desde o último álbum que fiz, cerca de dez anos atrás, muita coisa aconteceu. Estou esperando para mostrar o que vi e espero que isso encorage as pessoas a passar para o próximo nível, pois isso nos levará a um lugar de positividade. Há quanto tempo temos falado sobre o planeta e o que precisamos fazer? O fato de que tivemos essa tragédia (tiroteio em uma escola primária em Newton, Connecticut) é um alerta. Apenas acho que estamos em uma época em que temos que agir. Você não parece alguém que está satisfeito com o que fez até o momento e não tem mais nada a fazer. Não, não posso fazer isso. Tenho crianças para alimentar – brincadeira. Mas tenho filhos e eles estão sempre me inspirando com músicas e ideias novas. Então, vou continuar fazendo isso por muito tempo. Eu amo isso. Eu amo música. Existem novas formas de distribuir música, como os serviços de streaming, que sejam justas para os artistas? Os dias de barateamento de música e a música sendo um tipo de fonte secundária são inaceitáveis. Meu desejo é ver a ênfase ser colocada na qualidade do som da música e na experiência musical. Vários artistas estão falando sobre as leis que existem e como elas precisam ser corrigidas para que a compensação aconteça em um nível mais justo. E concordo com isso. Você ouve pessoas dizendo o tempo todo: “nos casamos com essa música”, “essa é a música da nossa primeira dança”. As pessoas amam ouvir música em seus próprios dispositivos, mas a questão é: se você consegue fazer o download de música, você deveria saber que isso e sua qualidade será a maior, e que isso tem um valor.
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Stevie Wonder fala sobre justiça (social e na música)

por em 16/02/2015
O tr
ibuto que o Grammy Awards fez para Stevie Wonder foi exatamente como ele queria, com vários artistas de diferentes estilos e gêneros apresentando sua obra, refletindo a variedade de músicas que criou durante sua notável carreira. Em entrevista à Associated Press antes do concerto, na última terça-feira (10/02), o cantor falou sobre justiça social e também para os artistas, além de seus planos de lançar o álbum Through The Eyes Of Wonder em setembro. O que o tributo do Grammy significou para você depois de tantos outros prêmios? Em primeiro lugar, sinto-me grato a Deus por me permitir apreciar esse tipo de coisa. Tudo o que eu sempre quis era fazer música e tudo o que sempre pedi, conforme fui conhecendo e descobrindo o mundo, era que Deus me usasse de alguma forma para encorajar e inspirar amor, e inspirar pessoas a trazer e dar amor aos outros... Sempre pedi para ser capaz de falar e escrever sobre injustiça e fazer isso de uma forma que encorajasse as pessoas a tornar as coisas melhores para todos. Diante dos protestos que seguiram os tiroteios em Ferguson, no Missouri, e em outras cidades, você vê progresso? Nós estamos presos ao medo e a não querer compreender que somos mais parecidos. Todos nós choramos, todos nós rimos... Sabemos o que não é bom e o que é certo. Essas coisas que sabemos que são erradas, precisamos corrigi-las. O que é esse medo ao qual você se refere? Viver na zona do “tenho de ter certeza de que tenho mais”. Temos de querer a mesma coisa. Tenho de querer a mesma coisa para seu filho ou filha que eu iria querer para os meus. Tenho de garantir que seu filho seja tão educado quanto os meus, e vice-versa. Temos de garantir que vivemos em uma comunidade segura. Temos de sentir que não existe discriminação racial. Nós queremos ver igualdade. As músicas do seu novo álbum abordam essas questões? Desde o último álbum que fiz, cerca de dez anos atrás, muita coisa aconteceu. Estou esperando para mostrar o que vi e espero que isso encorage as pessoas a passar para o próximo nível, pois isso nos levará a um lugar de positividade. Há quanto tempo temos falado sobre o planeta e o que precisamos fazer? O fato de que tivemos essa tragédia (tiroteio em uma escola primária em Newton, Connecticut) é um alerta. Apenas acho que estamos em uma época em que temos que agir. Você não parece alguém que está satisfeito com o que fez até o momento e não tem mais nada a fazer. Não, não posso fazer isso. Tenho crianças para alimentar – brincadeira. Mas tenho filhos e eles estão sempre me inspirando com músicas e ideias novas. Então, vou continuar fazendo isso por muito tempo. Eu amo isso. Eu amo música. Existem novas formas de distribuir música, como os serviços de streaming, que sejam justas para os artistas? Os dias de barateamento de música e a música sendo um tipo de fonte secundária são inaceitáveis. Meu desejo é ver a ênfase ser colocada na qualidade do som da música e na experiência musical. Vários artistas estão falando sobre as leis que existem e como elas precisam ser corrigidas para que a compensação aconteça em um nível mais justo. E concordo com isso. Você ouve pessoas dizendo o tempo todo: “nos casamos com essa música”, “essa é a música da nossa primeira dança”. As pessoas amam ouvir música em seus próprios dispositivos, mas a questão é: se você consegue fazer o download de música, você deveria saber que isso e sua qualidade será a maior, e que isso tem um valor.