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Tem espaço até para Itaquaquecetuba em novo álbum dos Paralamas

Banda lança Sinais do Sim, seu 13º álbum de estúdio; conversamos com Bi Ribeiro sobre a nova fase

por Marcos Lauro em 15/08/2017

Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone, Os Paralamas do Sucesso, voltaram ao estúdio depois de oito anos para Sinais do Sim, 13º álbum de estúdio do trio.

A Billboard Brasil conversou com o baixista Bi Ribeiro sobre o álbum, lançamento no Fantástico e também sobre Itaquaquecetuba (!).

Ouça o álbum e leia o papo abaixo:

Sinais do Sim chega oito anos depois do último álbum de inéditas. Como foi chegar no estúdio pro novo álbum? Alguma diferença em relação ao álbum anterior?
Claro que faz diferença, são oito anos... a idade vai chegando. Hoje em dia eu tenho muito mais segurança no que eu tô fazendo, onde eu quero chegar. Em relação ao trabalho, a gente está muito mais maduro. Mas não tem nenhum impacto muito maior não, além da alegria de mostrar que ainda estamos vivos artisticamente. A gente não tá só fazendo shows com músicas antigas. Claro que é um prazer enorme isso também, mas estamos, de novo, começando um trabalho novo.

Todas as músicas são novas ou tem coisas resgatadas?
Tem uma coisa ou outra que foi resgatada sim, tem música de 2007 que a gente retomou. Mas quase todas são de dois anos pra cá, que foram aparecendo no meio da turnê comemorativa de 30 anos.

O clipe da faixa título foi feito pelo Ennio Torresan, da DreamWorks. Como foi esse processo?
A gente conhece o Ennio há um tempo já, o Herbert já fez uma trilha pra um curta dele que ganhou Gramado e tudo mais [El Macho]. E aí resolvemos convida-lo pra fazer o clipe e ficamos muito felizes com o resultado. Acho que ele entendeu bem a música e conseguiu colocar o sentimento no vídeo. Ele é um barato, a gente gosta muito dele.

Um nome que chamou muito a atenção no álbum foi a faixa “Itaquaquecetuba”. Provavelmente, vocês vão ganhar o título de cidadão itaquaquecetubenses em breve. Qual a história dessa música?
[risos] Ah, é um desses nomes que a gente vê na estrada, entrando e saindo das cidades, sabe? A gente nem sabem mais onde está, só vê os nomes passando. E o Herbert conseguiu encaixar uma palavra desse tamanho na música [risos]

A turnê comemorativa segue ou começa um novo ciclo com o álbum?
Tava tão bom de fazer a turnê que não dava pra parar. Durou dois anos além do previsto. Mas agora é show novo, com cenário e tudo. Vamos começar com Curitiba, depois tem São Paulo em outubro e por aí vai.

Vocês lançaram o álbum no Fantástico. Na semana anterior, os Tribalistas lançaram músicas direto no Facebook. Vocês têm várias formas de fazer as músicas chegarem até o público. Como vê esse cenário?
Olha, como chega ao público eu não tenho certeza, mas as possibilidades estão abertas. No nosso caso, depois do Fantástico, quem não sabia agora sabe que tem disco novo. O esquema no Facebook com os Tribalistas foi muito legal.

E o Fantástico já serviu como plataforma pra lançar clipes...
Sim! Antes de existir clipe, a gente chamava de "musical", e geralmente era muito ruim [risos]. Porque era um outro jeito de ver a música, botavam lá um diretor qualquer de novela pra fazer, aí botavam umas coisas de humor em cima, forçadas... era bem desagradável [risos]. Mas era batata, no dia seguinte o telefone não parava. E dessa última vez foi ótimo, ao vivo, com estrutura bacana.

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por Marcos Lauro em 15/08/2017

Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone, Os Paralamas do Sucesso, voltaram ao estúdio depois de oito anos para Sinais do Sim, 13º álbum de estúdio do trio.

A Billboard Brasil conversou com o baixista Bi Ribeiro sobre o álbum, lançamento no Fantástico e também sobre Itaquaquecetuba (!).

Ouça o álbum e leia o papo abaixo:

Sinais do Sim chega oito anos depois do último álbum de inéditas. Como foi chegar no estúdio pro novo álbum? Alguma diferença em relação ao álbum anterior?
Claro que faz diferença, são oito anos... a idade vai chegando. Hoje em dia eu tenho muito mais segurança no que eu tô fazendo, onde eu quero chegar. Em relação ao trabalho, a gente está muito mais maduro. Mas não tem nenhum impacto muito maior não, além da alegria de mostrar que ainda estamos vivos artisticamente. A gente não tá só fazendo shows com músicas antigas. Claro que é um prazer enorme isso também, mas estamos, de novo, começando um trabalho novo.

Todas as músicas são novas ou tem coisas resgatadas?
Tem uma coisa ou outra que foi resgatada sim, tem música de 2007 que a gente retomou. Mas quase todas são de dois anos pra cá, que foram aparecendo no meio da turnê comemorativa de 30 anos.

O clipe da faixa título foi feito pelo Ennio Torresan, da DreamWorks. Como foi esse processo?
A gente conhece o Ennio há um tempo já, o Herbert já fez uma trilha pra um curta dele que ganhou Gramado e tudo mais [El Macho]. E aí resolvemos convida-lo pra fazer o clipe e ficamos muito felizes com o resultado. Acho que ele entendeu bem a música e conseguiu colocar o sentimento no vídeo. Ele é um barato, a gente gosta muito dele.

Um nome que chamou muito a atenção no álbum foi a faixa “Itaquaquecetuba”. Provavelmente, vocês vão ganhar o título de cidadão itaquaquecetubenses em breve. Qual a história dessa música?
[risos] Ah, é um desses nomes que a gente vê na estrada, entrando e saindo das cidades, sabe? A gente nem sabem mais onde está, só vê os nomes passando. E o Herbert conseguiu encaixar uma palavra desse tamanho na música [risos]

A turnê comemorativa segue ou começa um novo ciclo com o álbum?
Tava tão bom de fazer a turnê que não dava pra parar. Durou dois anos além do previsto. Mas agora é show novo, com cenário e tudo. Vamos começar com Curitiba, depois tem São Paulo em outubro e por aí vai.

Vocês lançaram o álbum no Fantástico. Na semana anterior, os Tribalistas lançaram músicas direto no Facebook. Vocês têm várias formas de fazer as músicas chegarem até o público. Como vê esse cenário?
Olha, como chega ao público eu não tenho certeza, mas as possibilidades estão abertas. No nosso caso, depois do Fantástico, quem não sabia agora sabe que tem disco novo. O esquema no Facebook com os Tribalistas foi muito legal.

E o Fantástico já serviu como plataforma pra lançar clipes...
Sim! Antes de existir clipe, a gente chamava de "musical", e geralmente era muito ruim [risos]. Porque era um outro jeito de ver a música, botavam lá um diretor qualquer de novela pra fazer, aí botavam umas coisas de humor em cima, forçadas... era bem desagradável [risos]. Mas era batata, no dia seguinte o telefone não parava. E dessa última vez foi ótimo, ao vivo, com estrutura bacana.