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Teresa Cristina recoloca Cartola na roda com novo disco

por em 21/01/2016
Por Rodrigo Amaral da Rocha
Não foi nada fácil para a portelense Teresa Cristina cantar os versos de "Sala De Recepção", composição de Cartola em uma clara exaltação à sua querida Estação Primeira de Mangueira. A canção é uma das 18 faixas que fazem parte do novo projeto da intérprete que revisita a obra do sambista mangueirense. Teresa, no entanto, se reconforta com os versos "aqui se abraça o inimigo como se fosse o irmão". "Essa amizade entre Cartola e a Portela sempre existiu. Não podia deixar essa música de fora, porque é linda, mas dá vontade de deixar para a galera cantar nesse verso”, brinca Teresa, citando “eu digo e afirmo que a felicidade aqui mora/ e as outras escolas até choram/ invejando a tua posição”. Em Teresa Canta Cartola, a cantora junta-se ao violonista Carlinhos 7 Cordas para um projeto único em sua carreira: voz, violão e público, tudo captado ao vivo em uma apresentação no Theatro Net, no Rio de Janeiro. A ideia de cantar a obra de Cartola surgiu meio que por acaso. Convidada para um show de 30 minutos de duração no Real Gabinete Português de Leitura, na capital carioca, Teresa tinha que escolher um compositor para homenagear. Na ocasião, a apresentação já era acompanhada de Carlinhos. "O violão de Carlinhos não é um violão qualquer. A todo o tempo ele segue uma levada, cada show é um show diferente", conta ela. "E esse formato aumenta muito a minha responsabilidade, eu tenho que cantar melhor. Foi um grande desafio." Teresa fala com humildade ao assumir que não está agregando nada à obra de Cartola, revisitada por tantas outras intérpretes do quilate de Dona Ivone Lara e Beth Carvalho, mas acha importante “trazê-lo como assunto” aos dias de hoje. Num momento em que o samba chega ao centenário, a cantora tem uma missão nada fácil. “Tenho muitas coisas a conquistar ainda, e uma delas é colocar o gênero na lista dos mais tocados ou dos álbuns mais vendidos. Dá a impressão, nos dias de hoje, que o povo só ouve sertanejo, mas não é não”. Nem por isso Teresa gostaria de ter vivido épocas passadas e douradas do samba. “Claro, adoraria ter conhecido a Clara Nunes, Nelson Cavaquinho, Cyro Monteiro, mas estou gostando da época de agora porque é a minha época e esse momento me favorece.”
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Não foi nada fácil para a portelense Teresa Cristina cantar os versos de "Sala De Recepção", composição de Cartola em uma clara exaltação à sua querida Estação Primeira de Mangueira. A canção é uma das 18 faixas que fazem parte do novo projeto da intérprete que revisita a obra do sambista mangueirense. Teresa, no entanto, se reconforta com os versos "aqui se abraça o inimigo como se fosse o irmão". "Essa amizade entre Cartola e a Portela sempre existiu. Não podia deixar essa música de fora, porque é linda, mas dá vontade de deixar para a galera cantar nesse verso”, brinca Teresa, citando “eu digo e afirmo que a felicidade aqui mora/ e as outras escolas até choram/ invejando a tua posição”. Em Teresa Canta Cartola, a cantora junta-se ao violonista Carlinhos 7 Cordas para um projeto único em sua carreira: voz, violão e público, tudo captado ao vivo em uma apresentação no Theatro Net, no Rio de Janeiro. A ideia de cantar a obra de Cartola surgiu meio que por acaso. Convidada para um show de 30 minutos de duração no Real Gabinete Português de Leitura, na capital carioca, Teresa tinha que escolher um compositor para homenagear. Na ocasião, a apresentação já era acompanhada de Carlinhos. "O violão de Carlinhos não é um violão qualquer. A todo o tempo ele segue uma levada, cada show é um show diferente", conta ela. "E esse formato aumenta muito a minha responsabilidade, eu tenho que cantar melhor. Foi um grande desafio." Teresa fala com humildade ao assumir que não está agregando nada à obra de Cartola, revisitada por tantas outras intérpretes do quilate de Dona Ivone Lara e Beth Carvalho, mas acha importante “trazê-lo como assunto” aos dias de hoje. Num momento em que o samba chega ao centenário, a cantora tem uma missão nada fácil. “Tenho muitas coisas a conquistar ainda, e uma delas é colocar o gênero na lista dos mais tocados ou dos álbuns mais vendidos. Dá a impressão, nos dias de hoje, que o povo só ouve sertanejo, mas não é não”. Nem por isso Teresa gostaria de ter vivido épocas passadas e douradas do samba. “Claro, adoraria ter conhecido a Clara Nunes, Nelson Cavaquinho, Cyro Monteiro, mas estou gostando da época de agora porque é a minha época e esse momento me favorece.”