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The Fat of the Land: o insulto sonoro do Prodigy faz 20 anos

Disco que marcou a geração dos anos 1990 foi lançado no dia 30 de junho de 1997

por Marcos Lauro em 30/06/2017

Três ingleses que se conheceram em Essex. Um que quase não aparece, Liam Howlett, mago dos sintetizadores, samplers, efeitos e afins. Mais dois vocalistas-dançarinos: Maxim, mal-encarado, folgado e encrenqueiro (no show do Prodigy em São Paulo, em 1998, ele intercalava o dedo médio com cusparadas em quem estivesse na grade) e Keith Flint, uma espécie de Bozo que veio do inferno, com suas roupas coloridas e seu (pouco) cabelo estranho. Em 1997, esses caras resolveram revolucionar a música eletrônica e invadir o mainstream com um som sujo e pesado.

O trio já havia feito um certo barulho com seus dois discos anteriores, mas nada que saísse muito do underground. Com o terceiro disco, The Fat of the Land, eles tiraram do armário toda uma geração de ciberpunks, com suas roupas de plástico e seus óculos com armações amarelas ou verde-radioativo. O disco, só nos Estados Unidos, vendeu mais de duas milhões de cópias e estreou no topo do Billboard 200 – desbancando apenas a trilha sonora de MIB: Homens de Preto (com o astro Will Smith, que estreou na mesma semana), Spice, das Spice Girls e Middle of Nowhere, dos Hanson.

A primeira porrada já vem na abertura: “Smack my Bitch Up” teve seu clipe censurado em diversas redes de televisão do mundo inteiro. Sexo e consumo de drogas eram o que mais aparecia no vídeo. Depois “Breathe”, talvez o que tenha se tornado o principal single do disco, com seu grave de estremecer caixas torácicas na pista e um Keith Flint ensandecido.

VOCALISTA DO PRODIGY É AMEAÇADO EM VÍDEO DO ANONYMOUS

Mas não podemos nos esquecer do primeiro single, lançado ainda em 1996. Claro que o trio escolheria a faixa mais pesada, “Firestarter”, para abrir os trabalhos com os dois pés na porta. Um Keith Flint ainda mais ensandecido canta (ou vomita, se preferir) uma letra sobre um ser encrenqueiro, criador de problemas e que só quer saber de botar fogo no mundo. Isso inclui botar fogo em você.

Esse choque causou uma onda de convites para os maiores festivais do mundo. Só nesse ano, o Prodigy foi headliner do Lollapalooza e do Glastonbury. O sucesso foi tão grande que até na Rússia, país até então fechado para os sucessos do pop ocidental, eles tocaram – e o show em Moscow, na Praça Vermelha, rendeu imagens impressionantes para um especial da MTV. O grupo estão tão impactante no palco que o ingresso vinha com alertas sobre a potência do som e não recomendava as apresentações para portadores de epilepsia (por conta da iluminação estroboscópica e frenética).

Mas o disco não tem só porrada. Tem climão também. “Diesel Power” e a dobradinha “Mindfields” e “Narayan” (hipnótica, essa) garantem esse lado.

Mas o que eles querem é porrada. E o disco termina com “Fuel my Fire”, um cover de L7 mais pesado do que dois L7 tocando juntos e ao mesmo tempo.

Malucos, esses ingleses.

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The Fat of the Land: o insulto sonoro do Prodigy faz 20 anos

Disco que marcou a geração dos anos 1990 foi lançado no dia 30 de junho de 1997

por Marcos Lauro em 30/06/2017

Três ingleses que se conheceram em Essex. Um que quase não aparece, Liam Howlett, mago dos sintetizadores, samplers, efeitos e afins. Mais dois vocalistas-dançarinos: Maxim, mal-encarado, folgado e encrenqueiro (no show do Prodigy em São Paulo, em 1998, ele intercalava o dedo médio com cusparadas em quem estivesse na grade) e Keith Flint, uma espécie de Bozo que veio do inferno, com suas roupas coloridas e seu (pouco) cabelo estranho. Em 1997, esses caras resolveram revolucionar a música eletrônica e invadir o mainstream com um som sujo e pesado.

O trio já havia feito um certo barulho com seus dois discos anteriores, mas nada que saísse muito do underground. Com o terceiro disco, The Fat of the Land, eles tiraram do armário toda uma geração de ciberpunks, com suas roupas de plástico e seus óculos com armações amarelas ou verde-radioativo. O disco, só nos Estados Unidos, vendeu mais de duas milhões de cópias e estreou no topo do Billboard 200 – desbancando apenas a trilha sonora de MIB: Homens de Preto (com o astro Will Smith, que estreou na mesma semana), Spice, das Spice Girls e Middle of Nowhere, dos Hanson.

A primeira porrada já vem na abertura: “Smack my Bitch Up” teve seu clipe censurado em diversas redes de televisão do mundo inteiro. Sexo e consumo de drogas eram o que mais aparecia no vídeo. Depois “Breathe”, talvez o que tenha se tornado o principal single do disco, com seu grave de estremecer caixas torácicas na pista e um Keith Flint ensandecido.

VOCALISTA DO PRODIGY É AMEAÇADO EM VÍDEO DO ANONYMOUS

Mas não podemos nos esquecer do primeiro single, lançado ainda em 1996. Claro que o trio escolheria a faixa mais pesada, “Firestarter”, para abrir os trabalhos com os dois pés na porta. Um Keith Flint ainda mais ensandecido canta (ou vomita, se preferir) uma letra sobre um ser encrenqueiro, criador de problemas e que só quer saber de botar fogo no mundo. Isso inclui botar fogo em você.

Esse choque causou uma onda de convites para os maiores festivais do mundo. Só nesse ano, o Prodigy foi headliner do Lollapalooza e do Glastonbury. O sucesso foi tão grande que até na Rússia, país até então fechado para os sucessos do pop ocidental, eles tocaram – e o show em Moscow, na Praça Vermelha, rendeu imagens impressionantes para um especial da MTV. O grupo estão tão impactante no palco que o ingresso vinha com alertas sobre a potência do som e não recomendava as apresentações para portadores de epilepsia (por conta da iluminação estroboscópica e frenética).

Mas o disco não tem só porrada. Tem climão também. “Diesel Power” e a dobradinha “Mindfields” e “Narayan” (hipnótica, essa) garantem esse lado.

Mas o que eles querem é porrada. E o disco termina com “Fuel my Fire”, um cover de L7 mais pesado do que dois L7 tocando juntos e ao mesmo tempo.

Malucos, esses ingleses.