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The Lumineers e a pressão do segundo álbum

Cleopatra é o sucessor de disco homônimo que recebeu indicações ao Grammy e rendeu um super hit

por Rebecca Silva em 12/08/2016

Com certeza você ficou com o grudento (e repetitivo) refrão de “Ho Hey”, da banda The Lumineers, na cabeça por um bom tempo lá em 2012. Após quatro anos, o grupo lançou em abril seu segundo disco, Cleopatra, e driblou a pressão de ter um novo super hit para não cair no ostracismo das famosas one hit wonders. A Billboard Brasil conversou com a única mulher do grupo, a violoncelista Neyla Pekarek.

Apesar do tempo entre os projetos parecer longo, principalmente em uma época em que o consumo de música se torna cada vez mais instantâneo, Neyla afirma que, para a banda, ele foi curto. “Na verdade, não demoramos todo esse tempo trabalhando no disco. Ficamos em turnê por um extenso período. Cleopatra demorou seis meses para ser escrito e foi gravado em seis semanas”, contou.

Por causa do sucesso do disco anterior, homônimo – indicado a dois prêmios Grammy (Artista Revelação e Melhor Disco de Folk) e 2º lugar no Billboard 200 – a artista confessou que todos os integrantes tiveram que lidar com um novo tipo de pressão, mas que as experiências que viveram durante os primeiros anos do sucesso ajudaram no processo de composição. “Com o primeiro disco, a pressão era não ter dinheiro para pagar o aluguel. Nossos amigos nos chamavam de loucos. Mas experimentamos tanta coisa diferente nesses quatro anos que isso acabou influenciando na criação.”

E deu certo. Cleopatra pode não ter revelado um grande hit chiclete para o público como seu antecessor (ainda), mas garantiu o 1º lugar do Billboard 200, logo que foi lançado. “Recebemos a notícia durante uma turnê muito cansativa. Foi incrível perceber que todo o trabalho tinha valido a pena. Fazemos música para nós, do jeito que nos faz feliz, então é bom saber que estamos agradando. Ficamos lisonjeados por cair no gosto das massas.” Do álbum, as faixas “Ophelia” e “Cleopatra” já foram lançadas como single. O último faz parte de uma série de clipes interligados com os mesmos personagens.

Para Neyla, o mundo e, em especial, os Estados Unidos, passa por um momento muito interessante de divisão. E ela aprova a reação de músicos de se posicionarem a favor de sua arte, defendendo o uso de suas criações somente mediante aprovação por candidatos à Presidência (em especial, o polêmico Donald Trump). “Provavelmente entraríamos para o time dos que pediram para ele não usar as músicas”, disse a artista sobre o candidato republicano. A banda chegou a ter uma das faixas do álbum anterior, “Stubborn Love”, escolhida por Obama para uma playlist feita pelo presidente americano no Spotify.

Sobre o Brasil, a simpática Neyla só tem elogios. Ela se lembrou dos dias em que passou no país e afirmou que a banda já está conversando para voltar com mais shows em 2017. “Nos divertimos muito aí. O país é muito lindo, passamos o feriado de Ação de Graças na praia, bem diferente do frio e da neve que costumamos ter nos Estados Unidos. Sempre que postamos algo nas redes sociais, vemos vocês nos pedindo para ir ao Brasil e queremos muito ir!”, garantiu.

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The Lumineers e a pressão do segundo álbum

Cleopatra é o sucessor de disco homônimo que recebeu indicações ao Grammy e rendeu um super hit

por Rebecca Silva em 12/08/2016

Com certeza você ficou com o grudento (e repetitivo) refrão de “Ho Hey”, da banda The Lumineers, na cabeça por um bom tempo lá em 2012. Após quatro anos, o grupo lançou em abril seu segundo disco, Cleopatra, e driblou a pressão de ter um novo super hit para não cair no ostracismo das famosas one hit wonders. A Billboard Brasil conversou com a única mulher do grupo, a violoncelista Neyla Pekarek.

Apesar do tempo entre os projetos parecer longo, principalmente em uma época em que o consumo de música se torna cada vez mais instantâneo, Neyla afirma que, para a banda, ele foi curto. “Na verdade, não demoramos todo esse tempo trabalhando no disco. Ficamos em turnê por um extenso período. Cleopatra demorou seis meses para ser escrito e foi gravado em seis semanas”, contou.

Por causa do sucesso do disco anterior, homônimo – indicado a dois prêmios Grammy (Artista Revelação e Melhor Disco de Folk) e 2º lugar no Billboard 200 – a artista confessou que todos os integrantes tiveram que lidar com um novo tipo de pressão, mas que as experiências que viveram durante os primeiros anos do sucesso ajudaram no processo de composição. “Com o primeiro disco, a pressão era não ter dinheiro para pagar o aluguel. Nossos amigos nos chamavam de loucos. Mas experimentamos tanta coisa diferente nesses quatro anos que isso acabou influenciando na criação.”

E deu certo. Cleopatra pode não ter revelado um grande hit chiclete para o público como seu antecessor (ainda), mas garantiu o 1º lugar do Billboard 200, logo que foi lançado. “Recebemos a notícia durante uma turnê muito cansativa. Foi incrível perceber que todo o trabalho tinha valido a pena. Fazemos música para nós, do jeito que nos faz feliz, então é bom saber que estamos agradando. Ficamos lisonjeados por cair no gosto das massas.” Do álbum, as faixas “Ophelia” e “Cleopatra” já foram lançadas como single. O último faz parte de uma série de clipes interligados com os mesmos personagens.

Para Neyla, o mundo e, em especial, os Estados Unidos, passa por um momento muito interessante de divisão. E ela aprova a reação de músicos de se posicionarem a favor de sua arte, defendendo o uso de suas criações somente mediante aprovação por candidatos à Presidência (em especial, o polêmico Donald Trump). “Provavelmente entraríamos para o time dos que pediram para ele não usar as músicas”, disse a artista sobre o candidato republicano. A banda chegou a ter uma das faixas do álbum anterior, “Stubborn Love”, escolhida por Obama para uma playlist feita pelo presidente americano no Spotify.

Sobre o Brasil, a simpática Neyla só tem elogios. Ela se lembrou dos dias em que passou no país e afirmou que a banda já está conversando para voltar com mais shows em 2017. “Nos divertimos muito aí. O país é muito lindo, passamos o feriado de Ação de Graças na praia, bem diferente do frio e da neve que costumamos ter nos Estados Unidos. Sempre que postamos algo nas redes sociais, vemos vocês nos pedindo para ir ao Brasil e queremos muito ir!”, garantiu.