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The Script chega para o Rock in Rio. Depois, férias...

por em 18/09/2015

Por Bruna Gonçalves Serur

Formado em 2001, o grupo irlandês The Script ganhou fama em 2008 quando lançou o seu primeiro e homônimo álbum, que estreou na 1ª posição dos rankings britânicos – e eventualmente se tornaria o disco mais vendido do ano no Reino Unido. Seu primeiro single, “We Cry”, lançado em abril do mesmo ano, chegou à 15ª posição nos rankings britânicos, mas foi com “The Man Who Can’t Be Moved” e “Breakeven”, os seguintes, que The Script chegou aos Estados Unidos – tendo, o primeiro, chegado à 86ª posição e o segundo à 19ª no Hot 100 e à 1ª no ranking Adult Contemporary.

Talvez o grupo tenha tido uma certa dificuldade para emplacar um single Top 20 no Hot 100, mas quando se trata de álbuns, eles estão bem, obrigada. The Script, o primeiro, chegou à 64ª posição do Billboard 200, mas os seguintes, Science & Faith, #3 e No Sound Without Silence chegaram, respectivamente, à 3ª, 13ª e 10ª posição.

Em 2010, eles venderam 60 mil ingressos de um show na Irlanda em menos de 40 minutos. Até Paul McCartney já pediu – pessoalmente – que o trio abrisse três shows seus em Nova York.

Com um álbum a cada dois anos, os irlandeses Danny O’Donoghue (vocalista e tecladista), Mark Sheehan (guitarrista e vocalista) e Glen Power (baterista) estão finalizando a turnê do seu quarto disco, No Sound Without Silence, lançado em julho de 2014, com um último show. Local? Palco Mundo, no primeiro dia do Rock in Rio 2015, às 21h. Dia de inícios e fins. Fim de turnê, início de festival.

Se você não está familiarizado com a discografia do grupo – ou se estiver e apenas quiser curtir um rock legal –, ouça a playlist que preparamos com as nossas músicas favoritas abaixo:

Billboard Brasil conversou pelo telefone com Mark Sheehan, guitarrista da banda, sobre a sua primeira vez no Brasil, sobre o seu medo de derreter "como bonecos de neve no inferno” no Rio de Janeiro – um medo com fundamento – e sobre... bem, música.

Qual a pressão ao tocar em um tradicional festival de rock como o Rock in Rio? Eu acho que a única pressão que estamos sentindo é que esse é o nosso primeiro show no Brasil e também o último da nossa turnê. Então é uma grande ocasião para nós. Acabamos a turnê No Sound Without Silence, que durou um ano e meio, e o show no Brasil é o nosso último. É uma mistura de emoções. Estamos ansiosos para tocar para um público novo. Nós também não sabemos quais músicas eles saberão ou se a nossa banda é grande no Brasil. Simplesmente não sabemos.

E isso [tocar no Rock in Rio] era algo que vocês desejavam antes ou simplesmente aconteceu? O que é estranho é quando você faz música é ela que viaja pelo mundo. Então, você só verá a reação da plateia quando chegar ao país. Nós simplesmente recebemos uma ligação dizendo que tocaríamos no Rock in Rio e para nós – que sempre ouvimos falar do festival, pois é reconhecido mundialmente – fazer isso é uma grande honra. E, claro, é uma grande honra apenas vir ao Brasil no geral. Nenhum de nós havia vindo para cá antes e alguns dos caras vão passar um tempo aqui, de férias.

E o que vocês esperam do público brasileiro? Nós ouvimos muitas coisas boas: que o povo brasileiro é muito apaixonado por música, gosta de cantar bem alto e coisas do tipo. Eu acho que as nossas músicas são do tipo para se cantar junto, então essa é a resposta que geralmente gostamos de ter, fazer as pessoas cantarem. É como quando estamos nos pubs na Irlanda, é isso o que fazemos. Gostamos de tomar uma e cantar, e esse é o feedback que queremos ter. Nós queremos apenas que tudo corra bem, que seja um bom dia e que não morramos de exaustão pelo calor. Sendo da Irlanda, derreteremos como bonecos de neve no inferno [risos].

Se você tiver a oportunidade, quem está animado para ver? Vocês fizeram uma turnê com OneRepublic no ano passado. Como foi isso? Nós os vemos por toda parte do mundo. De vez em quando nos esbarramos em algum aeroporto ou em alguma casa de eventos. Eles são bons amigos, então sempre que os encontramos fazemos uma sessão de bebida com eles.

Há muitas bandas irlandesas recebendo atenção hoje [Kodaline, Hozier]. Você concordaria que está havendo uma espécie de novo “boom” da música irlandesa? Sim. Acho que o que está acontecendo é que os irlandeses não estão tocando instrumentos irlandeses tradicionais – a música irlandesa tradicional ainda está bem e está viva. Mas os jovens querem tocar pop, rock, R&B, hip hop, coisas do tipo. Então eu diria que é uma época muito interessante. A Irlanda abriu as portas para muitas culturas diferentes, agora há muitos africanos, muitos poloneses, e, junto a essas influências dos povos, vem a música. Tem uma banda na Irlanda chamada AfroCelt que mistura música africana com instrumentos irlandeses. É uma mistura muito interessante. Nós tentamos ao máximo oferecer ajuda às bandas novas que estão saindo de lá. Então sim, eu diria que há um boom.

Em todos esses anos de carreira vocês fizeram poucas colaborações – uma delas foi “Hall Of Fame”, com will.i.am, que foi jurado do The Voice UK com Danny O’Donoghue entre 2012 e 2013. Vocês pensam em trabalhar com outros artistas de novo? É estranho, porque hoje em dia muitos artistas começam a trabalhar juntos pela internet. Eles nunca se conheceram de verdade. Nós meio que acreditamos que é algo que deve acontecer organicamente. Nós trabalhos com will.i.am porque Danny ficou amigo dele no The Voice UK. Então foi algo que progrediu naturalmente. Will nos ouviu tocando a música um dia e disse ‘”Eu quero fazer essa música com vocês” e terminamos gravando juntos. Foi algo muito real, muito orgânico. Muitas pessoas estão gravando vídeos hoje sem nem ter se conhecido. Nós preferimos ter a chance de conhecer o artista. Não diremos “não” a colaborações, mas preferimos que aconteça organicamente, é apenas isso.

A música de vocês é um rock bem global. No entanto, a faixa “Paint The Town” (No Sound Without Silence, 2014) tem um som bem celta. Quão influenciados vocês são pela música tradicional irlandesa? É algo que sempre esteve presente nas nossas vidas e eu acho que tínhamos a tendência de ignorar porque nos parecia algo velho, algo para pessoas mais velhas. Nós sempre quisemos ir atrás da música da nova geração, mas quanto mais você viaja pelo mundo, mais você passa a sentir saudade de casa e conhece outros irlandeses que também têm saudades de casa. Então essa música nós escrevemos para as pessoas irlandesas do redor do mundo. Se elas estão sentindo falta do lar, é gostoso ouvir uma música e por três ou quatro minutos ou quanto tempo ela durar, é gostoso sentir que se está entre o seu povo de novo por um segundo. E é por isso que compusemos essa música. Geralmente não buscamos os arranjos tradicionais irlandeses, mas gostamos de utilizar todos os gêneros, porque não nos consideramos um gênero. Nos consideramos sem gênero, gostamos de pular por todos eles e fazer o que quisermos. Acho que todos deveriam poder fazer isso.

Vocês têm lançado álbuns a cada dois anos. Isso significa que podemos esperar um quinto em 2016? Nós fazemos um álbum, fazemos a turnê do álbum, que dura mais ou menos um ano e meio, e depois temos um ano ou menos para fazer o próximo disco, e é neste estágio em que estamos. Vamos fazer o Rock in Rio e, no final do mês, vamos direto para o estúdio para tentar começar a gravar um álbum em nove ou dez meses. Esperançosamente, até outubro do próximo ano nós teremos o quinto álbum, mas não podemos prever isso. Podemos apenas dizer que gostaríamos de fazer isso. E nós ainda não temos nem uma música escrita, então...

  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
RANKING COMPLETO
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The Script chega para o Rock in Rio. Depois, férias...

por em 18/09/2015

Por Bruna Gonçalves Serur

Formado em 2001, o grupo irlandês The Script ganhou fama em 2008 quando lançou o seu primeiro e homônimo álbum, que estreou na 1ª posição dos rankings britânicos – e eventualmente se tornaria o disco mais vendido do ano no Reino Unido. Seu primeiro single, “We Cry”, lançado em abril do mesmo ano, chegou à 15ª posição nos rankings britânicos, mas foi com “The Man Who Can’t Be Moved” e “Breakeven”, os seguintes, que The Script chegou aos Estados Unidos – tendo, o primeiro, chegado à 86ª posição e o segundo à 19ª no Hot 100 e à 1ª no ranking Adult Contemporary.

Talvez o grupo tenha tido uma certa dificuldade para emplacar um single Top 20 no Hot 100, mas quando se trata de álbuns, eles estão bem, obrigada. The Script, o primeiro, chegou à 64ª posição do Billboard 200, mas os seguintes, Science & Faith, #3 e No Sound Without Silence chegaram, respectivamente, à 3ª, 13ª e 10ª posição.

Em 2010, eles venderam 60 mil ingressos de um show na Irlanda em menos de 40 minutos. Até Paul McCartney já pediu – pessoalmente – que o trio abrisse três shows seus em Nova York.

Com um álbum a cada dois anos, os irlandeses Danny O’Donoghue (vocalista e tecladista), Mark Sheehan (guitarrista e vocalista) e Glen Power (baterista) estão finalizando a turnê do seu quarto disco, No Sound Without Silence, lançado em julho de 2014, com um último show. Local? Palco Mundo, no primeiro dia do Rock in Rio 2015, às 21h. Dia de inícios e fins. Fim de turnê, início de festival.

Se você não está familiarizado com a discografia do grupo – ou se estiver e apenas quiser curtir um rock legal –, ouça a playlist que preparamos com as nossas músicas favoritas abaixo:

Billboard Brasil conversou pelo telefone com Mark Sheehan, guitarrista da banda, sobre a sua primeira vez no Brasil, sobre o seu medo de derreter "como bonecos de neve no inferno” no Rio de Janeiro – um medo com fundamento – e sobre... bem, música.

Qual a pressão ao tocar em um tradicional festival de rock como o Rock in Rio? Eu acho que a única pressão que estamos sentindo é que esse é o nosso primeiro show no Brasil e também o último da nossa turnê. Então é uma grande ocasião para nós. Acabamos a turnê No Sound Without Silence, que durou um ano e meio, e o show no Brasil é o nosso último. É uma mistura de emoções. Estamos ansiosos para tocar para um público novo. Nós também não sabemos quais músicas eles saberão ou se a nossa banda é grande no Brasil. Simplesmente não sabemos.

E isso [tocar no Rock in Rio] era algo que vocês desejavam antes ou simplesmente aconteceu? O que é estranho é quando você faz música é ela que viaja pelo mundo. Então, você só verá a reação da plateia quando chegar ao país. Nós simplesmente recebemos uma ligação dizendo que tocaríamos no Rock in Rio e para nós – que sempre ouvimos falar do festival, pois é reconhecido mundialmente – fazer isso é uma grande honra. E, claro, é uma grande honra apenas vir ao Brasil no geral. Nenhum de nós havia vindo para cá antes e alguns dos caras vão passar um tempo aqui, de férias.

E o que vocês esperam do público brasileiro? Nós ouvimos muitas coisas boas: que o povo brasileiro é muito apaixonado por música, gosta de cantar bem alto e coisas do tipo. Eu acho que as nossas músicas são do tipo para se cantar junto, então essa é a resposta que geralmente gostamos de ter, fazer as pessoas cantarem. É como quando estamos nos pubs na Irlanda, é isso o que fazemos. Gostamos de tomar uma e cantar, e esse é o feedback que queremos ter. Nós queremos apenas que tudo corra bem, que seja um bom dia e que não morramos de exaustão pelo calor. Sendo da Irlanda, derreteremos como bonecos de neve no inferno [risos].

Se você tiver a oportunidade, quem está animado para ver? Vocês fizeram uma turnê com OneRepublic no ano passado. Como foi isso? Nós os vemos por toda parte do mundo. De vez em quando nos esbarramos em algum aeroporto ou em alguma casa de eventos. Eles são bons amigos, então sempre que os encontramos fazemos uma sessão de bebida com eles.

Há muitas bandas irlandesas recebendo atenção hoje [Kodaline, Hozier]. Você concordaria que está havendo uma espécie de novo “boom” da música irlandesa? Sim. Acho que o que está acontecendo é que os irlandeses não estão tocando instrumentos irlandeses tradicionais – a música irlandesa tradicional ainda está bem e está viva. Mas os jovens querem tocar pop, rock, R&B, hip hop, coisas do tipo. Então eu diria que é uma época muito interessante. A Irlanda abriu as portas para muitas culturas diferentes, agora há muitos africanos, muitos poloneses, e, junto a essas influências dos povos, vem a música. Tem uma banda na Irlanda chamada AfroCelt que mistura música africana com instrumentos irlandeses. É uma mistura muito interessante. Nós tentamos ao máximo oferecer ajuda às bandas novas que estão saindo de lá. Então sim, eu diria que há um boom.

Em todos esses anos de carreira vocês fizeram poucas colaborações – uma delas foi “Hall Of Fame”, com will.i.am, que foi jurado do The Voice UK com Danny O’Donoghue entre 2012 e 2013. Vocês pensam em trabalhar com outros artistas de novo? É estranho, porque hoje em dia muitos artistas começam a trabalhar juntos pela internet. Eles nunca se conheceram de verdade. Nós meio que acreditamos que é algo que deve acontecer organicamente. Nós trabalhos com will.i.am porque Danny ficou amigo dele no The Voice UK. Então foi algo que progrediu naturalmente. Will nos ouviu tocando a música um dia e disse ‘”Eu quero fazer essa música com vocês” e terminamos gravando juntos. Foi algo muito real, muito orgânico. Muitas pessoas estão gravando vídeos hoje sem nem ter se conhecido. Nós preferimos ter a chance de conhecer o artista. Não diremos “não” a colaborações, mas preferimos que aconteça organicamente, é apenas isso.

A música de vocês é um rock bem global. No entanto, a faixa “Paint The Town” (No Sound Without Silence, 2014) tem um som bem celta. Quão influenciados vocês são pela música tradicional irlandesa? É algo que sempre esteve presente nas nossas vidas e eu acho que tínhamos a tendência de ignorar porque nos parecia algo velho, algo para pessoas mais velhas. Nós sempre quisemos ir atrás da música da nova geração, mas quanto mais você viaja pelo mundo, mais você passa a sentir saudade de casa e conhece outros irlandeses que também têm saudades de casa. Então essa música nós escrevemos para as pessoas irlandesas do redor do mundo. Se elas estão sentindo falta do lar, é gostoso ouvir uma música e por três ou quatro minutos ou quanto tempo ela durar, é gostoso sentir que se está entre o seu povo de novo por um segundo. E é por isso que compusemos essa música. Geralmente não buscamos os arranjos tradicionais irlandeses, mas gostamos de utilizar todos os gêneros, porque não nos consideramos um gênero. Nos consideramos sem gênero, gostamos de pular por todos eles e fazer o que quisermos. Acho que todos deveriam poder fazer isso.

Vocês têm lançado álbuns a cada dois anos. Isso significa que podemos esperar um quinto em 2016? Nós fazemos um álbum, fazemos a turnê do álbum, que dura mais ou menos um ano e meio, e depois temos um ano ou menos para fazer o próximo disco, e é neste estágio em que estamos. Vamos fazer o Rock in Rio e, no final do mês, vamos direto para o estúdio para tentar começar a gravar um álbum em nove ou dez meses. Esperançosamente, até outubro do próximo ano nós teremos o quinto álbum, mas não podemos prever isso. Podemos apenas dizer que gostaríamos de fazer isso. E nós ainda não temos nem uma música escrita, então...