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Tocando em casa, O Terno dá clima paulistano ao Lolla

por em 29/03/2015
Por
Rodrigo Amaral da Rocha “Nasce mais uma manhã nublada em SP”. O trecho da música “O Cinza” seria ainda mais adequado para abrir o show se não fosse 14h30. Sob uma garoa fina, típica da “terra da garoa”, o trio paulistano formado pelo vocalista e multi-instrumentista Tim Bernardes, o baixista Guilherme D’Almeida e o baterista Biel Basile, recém-chegado no lugar de Victor Chaves, entrou no palco vestindo capas de chuva amarelas. Da guitarra, Tim Bernardes passou para o teclado na pegada psicodélica que muito lembra Os Mutantes em “Bote Ao Contrário”. A toada paulistana continuou com “Preciso de ninguém”, composição do paulistaníssimo Maurício Pereira (pai de Tim Bernardes) e “Papa Francisco Perdoa Tom Zé”. Programado ou não, o show foi de homenagens e brincadeiras durante a tarde, que a essa hora já não tinha mais água vinda do céu.

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Carismático, Tim soltou os acordes tradicionais das manhãs de Fórmula 1 quando um brasileiro sai vitorioso. Afinal, o Autódromo é o palco do festival e a curva S do Senna estava ali, bem próxima do palco AXE. Aproveitando a descontração, ainda sobrou para Robert Plant e Jack White, principais atrações de ontem no Lolla. “Uma honra para gente eles tocarem antes de nós, abrindo nosso show”. Sorrisos na plateia. Única canção em inglês do repertório, “Brazil” não tem nada de engraçada. É, sim, uma crítica aos estereótipos brasileiros. Macacos nas praias? Leões nas avenidas? Aqui só música de qualidade. Com a garoa voltando a tomar conta do Autódromo, os paulistanos se despediram com “Tic Tac”. Com rock do bom, O Terno deixou sua marca na “terra da garoa”, inclusive trazendo-a de volta para ficar.
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Tocando em casa, O Terno dá clima paulistano ao Lolla

por em 29/03/2015
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Rodrigo Amaral da Rocha “Nasce mais uma manhã nublada em SP”. O trecho da música “O Cinza” seria ainda mais adequado para abrir o show se não fosse 14h30. Sob uma garoa fina, típica da “terra da garoa”, o trio paulistano formado pelo vocalista e multi-instrumentista Tim Bernardes, o baixista Guilherme D’Almeida e o baterista Biel Basile, recém-chegado no lugar de Victor Chaves, entrou no palco vestindo capas de chuva amarelas. Da guitarra, Tim Bernardes passou para o teclado na pegada psicodélica que muito lembra Os Mutantes em “Bote Ao Contrário”. A toada paulistana continuou com “Preciso de ninguém”, composição do paulistaníssimo Maurício Pereira (pai de Tim Bernardes) e “Papa Francisco Perdoa Tom Zé”. Programado ou não, o show foi de homenagens e brincadeiras durante a tarde, que a essa hora já não tinha mais água vinda do céu.

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Carismático, Tim soltou os acordes tradicionais das manhãs de Fórmula 1 quando um brasileiro sai vitorioso. Afinal, o Autódromo é o palco do festival e a curva S do Senna estava ali, bem próxima do palco AXE. Aproveitando a descontração, ainda sobrou para Robert Plant e Jack White, principais atrações de ontem no Lolla. “Uma honra para gente eles tocarem antes de nós, abrindo nosso show”. Sorrisos na plateia. Única canção em inglês do repertório, “Brazil” não tem nada de engraçada. É, sim, uma crítica aos estereótipos brasileiros. Macacos nas praias? Leões nas avenidas? Aqui só música de qualidade. Com a garoa voltando a tomar conta do Autódromo, os paulistanos se despediram com “Tic Tac”. Com rock do bom, O Terno deixou sua marca na “terra da garoa”, inclusive trazendo-a de volta para ficar.