NOTÍCIAS

Três motivos que revelam a importância do Tidal para o mundo da música

por em 01/04/2015
Por
Glen Peoples O mundo dos negócios da música recebeu uma sacudida na última segunda-feira (30/08), quando vários nomes de peso da música apareceram para o lançamento do serviço de streaming Tidal, de Jay Z. Madonna, Daft Punk e Kanye West, entre 16 nomes,escolheram a plataforma para abrigar suas músicas. Mesmo com grandes estrelas confirmadas e conteúdo exclusivo, o novo serviçopode não vingar, já que concorre com os gigantes Apple e Spotify. Mas, ainda assim, a novidade trará um impacto positivo ao mercado. Entenda o por quê em três tópicos. "SE VOCÊ TRABALHOU, VOCÊ TEM QUE SER PAGO. ISSO É COMÉRCIO JUSTO", DIZ JAY Z 1.       O mercado americano precisa de um pontapé na bunda O gasto dos consumidores com assinaturas pagas cresceu 25% em 2014, já o número de assinantes pagos aumentou 25,6%. Ambos os números foram menores do que as taxas de crescimento apresentadas pelas receitas do SoundExchange (31% e do streaming baseado em publicidade (34%). Dada a dependência do negócio pelas assinaturas pagas nos próximos anos, esses números soaram como um alarme. 2.       Quanto mais competição melhor Mais jogadores no mercado de assinaturas vão fazer com que ele evolua mais rapidamente. Por um lado, a consciência do consumidor pode aumentar, ajudando assim os serviços de assinaturas a educar países inteiros sobre o novo modelo de negócio. Não só o Tidal ajuda a atrair a atenção para estes serviços, mas o lançamento da Apple no fim do ano também deve espalhar a mensagem. Quanto mais concorrência, mais inovação. Por exemplo: se o catálogo de mais de 75 mil vídeos de alta definição do Tidal responder com sucesso, outros serviços poderiam seguir o mesmo modelo, como o YouTube e o Music Key. Se mais empresas entrarem no negócio, teremos uma variação maior de preços, de conteúdo e de experiências. 3.       A indústria resolverá os problemas com royalties mais rápido O pagamento de royalties de streaming precisa ser endereçado. Algumas tentativas para uma conversa amigável falharam. Reuniões feitas com artistas do Spotify em Nova York, Los Angeles e Nashville realizadas em outubro não conseguiram chegar a um acordo. O Tidal tem sido comparado com o estúdio de cinema United Artists, criado em 1919 por Mary Pickford, Charlie Chaplin, Douglas Fairbanks e D. W. Griffith. Assim como os artistas ligados ao Tidal, os astros do cinema queriam ter mais poder sobre suas carreiras. A United Artists acabou também se tornando uma distribuidora para outros produtores de cinema. O Tidal precisa de muito mais que o lançamento de conteúdo exclusivo para funcionar. Sucesso em streaming requer uma experiência de usuário de alto nível, funcionários de nível superior e parcerias de telecomunicações, entre outras coisas. O Tidal precisa reconhecer que poucos consumidores se preocupam com esse novo modelo de negócio. Mas há uma chance de o serviço ter um impacto importante, sendo bem-sucedido ou não. O poder voltou a ser do artista.
  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
RANKING COMPLETO
NOTÍCIAS

Três motivos que revelam a importância do Tidal para o mundo da música

por em 01/04/2015
Por
Glen Peoples O mundo dos negócios da música recebeu uma sacudida na última segunda-feira (30/08), quando vários nomes de peso da música apareceram para o lançamento do serviço de streaming Tidal, de Jay Z. Madonna, Daft Punk e Kanye West, entre 16 nomes,escolheram a plataforma para abrigar suas músicas. Mesmo com grandes estrelas confirmadas e conteúdo exclusivo, o novo serviçopode não vingar, já que concorre com os gigantes Apple e Spotify. Mas, ainda assim, a novidade trará um impacto positivo ao mercado. Entenda o por quê em três tópicos. "SE VOCÊ TRABALHOU, VOCÊ TEM QUE SER PAGO. ISSO É COMÉRCIO JUSTO", DIZ JAY Z 1.       O mercado americano precisa de um pontapé na bunda O gasto dos consumidores com assinaturas pagas cresceu 25% em 2014, já o número de assinantes pagos aumentou 25,6%. Ambos os números foram menores do que as taxas de crescimento apresentadas pelas receitas do SoundExchange (31% e do streaming baseado em publicidade (34%). Dada a dependência do negócio pelas assinaturas pagas nos próximos anos, esses números soaram como um alarme. 2.       Quanto mais competição melhor Mais jogadores no mercado de assinaturas vão fazer com que ele evolua mais rapidamente. Por um lado, a consciência do consumidor pode aumentar, ajudando assim os serviços de assinaturas a educar países inteiros sobre o novo modelo de negócio. Não só o Tidal ajuda a atrair a atenção para estes serviços, mas o lançamento da Apple no fim do ano também deve espalhar a mensagem. Quanto mais concorrência, mais inovação. Por exemplo: se o catálogo de mais de 75 mil vídeos de alta definição do Tidal responder com sucesso, outros serviços poderiam seguir o mesmo modelo, como o YouTube e o Music Key. Se mais empresas entrarem no negócio, teremos uma variação maior de preços, de conteúdo e de experiências. 3.       A indústria resolverá os problemas com royalties mais rápido O pagamento de royalties de streaming precisa ser endereçado. Algumas tentativas para uma conversa amigável falharam. Reuniões feitas com artistas do Spotify em Nova York, Los Angeles e Nashville realizadas em outubro não conseguiram chegar a um acordo. O Tidal tem sido comparado com o estúdio de cinema United Artists, criado em 1919 por Mary Pickford, Charlie Chaplin, Douglas Fairbanks e D. W. Griffith. Assim como os artistas ligados ao Tidal, os astros do cinema queriam ter mais poder sobre suas carreiras. A United Artists acabou também se tornando uma distribuidora para outros produtores de cinema. O Tidal precisa de muito mais que o lançamento de conteúdo exclusivo para funcionar. Sucesso em streaming requer uma experiência de usuário de alto nível, funcionários de nível superior e parcerias de telecomunicações, entre outras coisas. O Tidal precisa reconhecer que poucos consumidores se preocupam com esse novo modelo de negócio. Mas há uma chance de o serviço ter um impacto importante, sendo bem-sucedido ou não. O poder voltou a ser do artista.