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Tulipa Ruiz lança novo disco com clima “pense e dance”

por em 06/05/2015
P
or Marcos Lauro
A cantora paulistana Tulipa Ruiz acabou de lançar seu mais recente trabalho, Dancê. O disco continua “caseiro”, assim como os anteriores: tem o irmão da cantora, Gustavo Ruiz, na guitarra, produção e parceria nas composições e o pai, Luiz Chagas, na guitarra de 8 das 11 faixas. Mas o clima mudou. Mais dançante, como o nome já sugere, Dancê traz um clima retrô ao pop produzido pela voz de Tulipa. A Billboard Brasil conversou com Tulipa Ruiz sobre o disco, a forma como as pessoas ouvem música hoje e seus desenhos. Se em Tudo Tanto, seu disco anterior, você levantou a bandeira do “se é pra baixar, baixe com qualidade” e colocou o disco pra download, Dancê está em streaming no site. Por quê essa diferença? É muito louco como o mundo mudou nesse pequeno espaço de tempo, entre um disco e outro. Naquela época [2012], a prática era o download. Então foi algo natural o disco ir pra esse formato. Agora não! Eu mesma só ouço streaming. No meu caso, uso no celular mas com um super fone de ouvido. Então, fazia mais sentido ele já ir pra esse formato. Mesmo com toda essa instabilidade, as coisas mudando tão rápido, ainda acho que o artista tem que estar em todos os lugares. Então ainda vai ter o download, o CD físico... e no site tem tudo também, inclusive a ficha técnica. E como você pensa o encarte do CD, por exemplo, nesses tempos em que tudo está no digital? Ah, o encarte é pensado como um livro. Eu gosto muito desse formato. Então, procurei artistas que trabalham com isso e achei a Tereza Bettinardi, que faz uma trabalho ótimo numa editora que eu amo, a Cosac Naify. E eu quis saber de todos os detalhes, sobre o papel... e ela fez um projeto gráfico super bonito. Tem um desenho embaixo do CD que quando você vai tirando o disco, o desenho fica animado! Bom, os livros nos contam histórias. Fazendo esse paralelo, que histórias que Dancê nos conta? A gente está vivendo um momento muito ruidoso, em que não existe diálogo, respeito... então o disco é um convite pra dançar mesmo. Mas não é vazio, não é pra se esquecer totalmente dos problemas... Algo como aquele “pense e dance” que o Barão Vermelho disse lá atrás? Exatamente! Nossa, nem tinha pensado assim. Acho que vou desenhar algo sobre isso! {risos] O disco foi apoiado pelo selo Natura Musical e gravado no Red Bull Station, estúdio no centro velho de São Paulo. Como foi a escolha desse estúdio? O estúdio é o máximo e foi uma escolha minha. É um lugar aberto, qualquer pessoa pode ir lá, propor trabalhos... e foi a primeira vez em que rolou uma imersão total no estúdio mesmo. Eu entrava 9h e saía meia-noite. Dancê tem diversas participações. Como elas rolaram? O disco vai tendo vida própria. A única certeza era os Cordeiro [Manoel e Felipe]. Fomos à casa do meu pai e rolou almoço e música. Fizemos “Virou” pra tocar no Abril pro Rock, em Recife. Tocamos e agora ela está no disco. “Expirou” pediu a participação do [guitarrista] Lanny Gordin no meio da música. Ela traz uma nostalgia de um tempo que a gente não viveu. O som pedia a guitarra do Lanny. “Tafetá” é uma música donatiana por natureza. Quando Gustavo mandou a música, era uma declaração de amor a João Donato e o convidamos. Até combinei com a banda pra todo mundo ir chique no dia da gravação. Todo mundo de camisa florida, muito chique [risos]! E “Algo Maior” pedia Metá Metá pela intensidade. Compus na praia, é uma música que vai crescendo... Aliás, você tem encerrado seus discos com músicas muito intensas. É proposital? Olha, não é... acontece! “Algo Maior” é muito intensa, cheia de camadas. Quem ouve escolhe se quer ir seguindo a guitarra, a voz... uma abstração mesmo, um amálgama sonoro. Bom, sei que agora você entra em turnê, mas e os desenhos que você faz? Tem planos pra eles? Agora estou colaborando para o jornal Le Monde Diplomatique. É um trabalho que tem periodicidade e tal... um baita exercício. Clique aqui e ouça Dancê
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Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
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Marília Mendonça
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Tulipa Ruiz lança novo disco com clima “pense e dance”

por em 06/05/2015
P
or Marcos Lauro
A cantora paulistana Tulipa Ruiz acabou de lançar seu mais recente trabalho, Dancê. O disco continua “caseiro”, assim como os anteriores: tem o irmão da cantora, Gustavo Ruiz, na guitarra, produção e parceria nas composições e o pai, Luiz Chagas, na guitarra de 8 das 11 faixas. Mas o clima mudou. Mais dançante, como o nome já sugere, Dancê traz um clima retrô ao pop produzido pela voz de Tulipa. A Billboard Brasil conversou com Tulipa Ruiz sobre o disco, a forma como as pessoas ouvem música hoje e seus desenhos. Se em Tudo Tanto, seu disco anterior, você levantou a bandeira do “se é pra baixar, baixe com qualidade” e colocou o disco pra download, Dancê está em streaming no site. Por quê essa diferença? É muito louco como o mundo mudou nesse pequeno espaço de tempo, entre um disco e outro. Naquela época [2012], a prática era o download. Então foi algo natural o disco ir pra esse formato. Agora não! Eu mesma só ouço streaming. No meu caso, uso no celular mas com um super fone de ouvido. Então, fazia mais sentido ele já ir pra esse formato. Mesmo com toda essa instabilidade, as coisas mudando tão rápido, ainda acho que o artista tem que estar em todos os lugares. Então ainda vai ter o download, o CD físico... e no site tem tudo também, inclusive a ficha técnica. E como você pensa o encarte do CD, por exemplo, nesses tempos em que tudo está no digital? Ah, o encarte é pensado como um livro. Eu gosto muito desse formato. Então, procurei artistas que trabalham com isso e achei a Tereza Bettinardi, que faz uma trabalho ótimo numa editora que eu amo, a Cosac Naify. E eu quis saber de todos os detalhes, sobre o papel... e ela fez um projeto gráfico super bonito. Tem um desenho embaixo do CD que quando você vai tirando o disco, o desenho fica animado! Bom, os livros nos contam histórias. Fazendo esse paralelo, que histórias que Dancê nos conta? A gente está vivendo um momento muito ruidoso, em que não existe diálogo, respeito... então o disco é um convite pra dançar mesmo. Mas não é vazio, não é pra se esquecer totalmente dos problemas... Algo como aquele “pense e dance” que o Barão Vermelho disse lá atrás? Exatamente! Nossa, nem tinha pensado assim. Acho que vou desenhar algo sobre isso! {risos] O disco foi apoiado pelo selo Natura Musical e gravado no Red Bull Station, estúdio no centro velho de São Paulo. Como foi a escolha desse estúdio? O estúdio é o máximo e foi uma escolha minha. É um lugar aberto, qualquer pessoa pode ir lá, propor trabalhos... e foi a primeira vez em que rolou uma imersão total no estúdio mesmo. Eu entrava 9h e saía meia-noite. Dancê tem diversas participações. Como elas rolaram? O disco vai tendo vida própria. A única certeza era os Cordeiro [Manoel e Felipe]. Fomos à casa do meu pai e rolou almoço e música. Fizemos “Virou” pra tocar no Abril pro Rock, em Recife. Tocamos e agora ela está no disco. “Expirou” pediu a participação do [guitarrista] Lanny Gordin no meio da música. Ela traz uma nostalgia de um tempo que a gente não viveu. O som pedia a guitarra do Lanny. “Tafetá” é uma música donatiana por natureza. Quando Gustavo mandou a música, era uma declaração de amor a João Donato e o convidamos. Até combinei com a banda pra todo mundo ir chique no dia da gravação. Todo mundo de camisa florida, muito chique [risos]! E “Algo Maior” pedia Metá Metá pela intensidade. Compus na praia, é uma música que vai crescendo... Aliás, você tem encerrado seus discos com músicas muito intensas. É proposital? Olha, não é... acontece! “Algo Maior” é muito intensa, cheia de camadas. Quem ouve escolhe se quer ir seguindo a guitarra, a voz... uma abstração mesmo, um amálgama sonoro. Bom, sei que agora você entra em turnê, mas e os desenhos que você faz? Tem planos pra eles? Agora estou colaborando para o jornal Le Monde Diplomatique. É um trabalho que tem periodicidade e tal... um baita exercício. Clique aqui e ouça Dancê