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Turma do Pagode comemora 15 anos com DVD e turnê

Trabalho conta com participações de Arlindo Cruz, Thiaguinho, Aviões do Forró e Netinho de Paula

por Marcos Lauro em 07/07/2016

Em 2001, o grupo que embalava a roda de samba de um bar paulistano. O pagode dos anos 1990 ainda estava forte nas paradas, mas eles davam prioridade para nomes mais clássicos, como Fundo de Quintal e Arlindo Cruz. Neste mesmo ano, Netinho de Paula, ex-Negritude Junior, acompanhava o sucesso da roda de samba e sugeriu o nome do grupo: Turma do Pagode. A partir daí, com o apoio de Netinho, o grupo de profissionalizou.

Agora, em 2016, o grupo completa 15 anos de estrada com o DVD ao vivo Turma Do Pagode XV Anos (Ao Vivo), que está repleto de participações: o padrinho Netinho de Paula, Thiaguinho, Arlindo Cruz e Aviões do Forró (na faixa “Puxa, Agarra E Beija”, já lançada como single). Conversamos com Marcelinho, da Turma do Pagode, sobre as comemorações:

Como está a repercussão de ""Puxa, Agarra E Beija"? Vocês sentem que atingem ainda um público mais jovem ou agora ele é mais adulto?
Tem sido excelente, tanto nas rádios como nos shows.  Logo de cara tivemos a ideia de convidar o Aviões e a participação deles acrescentou demais, a música cresceu muito. O público de idades variadas gosta muito da música, mas acredito que "Puxa, Agarra E Beija" atinge um público mais jovem por causa do discurso mais contemporâneo e moderno. O vocabulário usado pelos compositores é muito atual, então o público jovem se identifica bastante. A música tem cumprido o seu papel e estamos super felizes.

Como foi gravar com o Aviões do Forró? É uma tendência misturar o samba a outros ritmos?
Quando recebemos essa música, já estávamos com o repertório praticamente fechado e ela quase ficou de fora. Depois de algumas audições, tocamos algumas vezes no estúdio e ficou muito bacana. A gente achou a música a cara deles e fizemos o convite. A gente mal se conhecia e não esperávamos que fosse rolar uma química tão rápida e tão boa como foi. Foi tão fácil trabalhar com eles que até parecia que já tínhamos gravado e feito outros trabalhos juntos. E eles acrescentaram muito e a música cresceu mais ainda com a participação deles.  Foi muito legal! Sobre a mistura de ritmos, não sei dizer se é uma tendência porque o Brasil é isso. O Brasil é uma país miscigenado e a música brasileira também é miscigenada. O samba é genuinamente brasileiro e o forró também. As pessoas às vezes se espantam com as misturas, mas é normal misturar: pagode com forró, pagode com sertanejo, pagode com funk, funk com sertanejo, rock com funk. E eu acho super válido. A gente, por exemplo, toca Jota Quest no show em ritmo de pagode e é um dos momentos mais fortes do show.  O Brasil é isso e tem que misturar sim, mas sem deixar de lado suas características e sua identidade.

Vocês têm Thiaguinho e Netinho no DVD, um artista de uma geração mais nova e outro dos anos 1990. Como é pra vocês terem essas referências tão próximas, cantando junto e gravando um DVD?
Além do Thiaguinho, Netinho e Aviões, que já citamos, temos também a participação do Arlindo Cruz, que é de uma geração anterior a do Netinho. Então, na verdade, nós temos 3 gerações. E aconteceu meio sem querer. O Netinho por ser o nosso padrinho, um dos primeiros a nos apoiar, e o responsável pela mudança do nome para Turma do Pagode, que foi sugestão dele. Temos uma história muito longa e nada mais justo do que ele estar com a gente nessa celebração. Todos nós crescemos ouvindo Arlindo Cruz e ele é uma das nossas maiores referências como artista, músico e compositor, já que vários integrantes do grupo também são compositores. Ele é parte essencial no surgimento do Fundo de Quintal, uma unanimidade entre todos nós no grupo. E [convidamos] o Thiago por ser um ícone da nova geração – apesar do tempo de carreira ele é da nova geração. Nós compomos juntos e ele curte muito o nosso som. Além de ser nosso amigo pessoal, nós temos ótimo um relacionamento fora do campo artístico. Tem tudo a ver com a gente! Todas as participações tiveram uma grande importância no DVD e na nossa carreira e foi uma alegria e uma honra dividir esse momento com eles e com nosso público.

Falamos com Leandro Lehart há alguns dias e ele disse que teme que o samba se distancie do público jovem e, pra isso, o som tem que se modernizar. O que vocês acham disso? Como o samba pode se modernizar?
Eu concordo com ele e é preciso estar atento a esse distanciamento do público jovem e à necessidade de se modernizar. O que eu acredito é que existem diferentes métodos para se modernizar e cada artista vai encontrar o seu. No caso do Turma do Pagode, estamos sempre atentos e procuramos nos modernizar nas composições: na maneira de compor, na linguagem utilizada etc. Até ao trabalhar com outros compositores da nova geração. Existe uma nova geração ganhando destaque que faz um trabalho moderno e atual com o qual o público jovem se identifica. Caminhos existem e o próprio Leandro, que na minha opinião é um gênio, vai encontrar alternativas. Nós do Turma do Pagode estamos sempre atentos em busca de novidades que agradem ao nosso público, mas sem perder as nossas característica e identidade.

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Turma do Pagode comemora 15 anos com DVD e turnê

Trabalho conta com participações de Arlindo Cruz, Thiaguinho, Aviões do Forró e Netinho de Paula

por Marcos Lauro em 07/07/2016

Em 2001, o grupo que embalava a roda de samba de um bar paulistano. O pagode dos anos 1990 ainda estava forte nas paradas, mas eles davam prioridade para nomes mais clássicos, como Fundo de Quintal e Arlindo Cruz. Neste mesmo ano, Netinho de Paula, ex-Negritude Junior, acompanhava o sucesso da roda de samba e sugeriu o nome do grupo: Turma do Pagode. A partir daí, com o apoio de Netinho, o grupo de profissionalizou.

Agora, em 2016, o grupo completa 15 anos de estrada com o DVD ao vivo Turma Do Pagode XV Anos (Ao Vivo), que está repleto de participações: o padrinho Netinho de Paula, Thiaguinho, Arlindo Cruz e Aviões do Forró (na faixa “Puxa, Agarra E Beija”, já lançada como single). Conversamos com Marcelinho, da Turma do Pagode, sobre as comemorações:

Como está a repercussão de ""Puxa, Agarra E Beija"? Vocês sentem que atingem ainda um público mais jovem ou agora ele é mais adulto?
Tem sido excelente, tanto nas rádios como nos shows.  Logo de cara tivemos a ideia de convidar o Aviões e a participação deles acrescentou demais, a música cresceu muito. O público de idades variadas gosta muito da música, mas acredito que "Puxa, Agarra E Beija" atinge um público mais jovem por causa do discurso mais contemporâneo e moderno. O vocabulário usado pelos compositores é muito atual, então o público jovem se identifica bastante. A música tem cumprido o seu papel e estamos super felizes.

Como foi gravar com o Aviões do Forró? É uma tendência misturar o samba a outros ritmos?
Quando recebemos essa música, já estávamos com o repertório praticamente fechado e ela quase ficou de fora. Depois de algumas audições, tocamos algumas vezes no estúdio e ficou muito bacana. A gente achou a música a cara deles e fizemos o convite. A gente mal se conhecia e não esperávamos que fosse rolar uma química tão rápida e tão boa como foi. Foi tão fácil trabalhar com eles que até parecia que já tínhamos gravado e feito outros trabalhos juntos. E eles acrescentaram muito e a música cresceu mais ainda com a participação deles.  Foi muito legal! Sobre a mistura de ritmos, não sei dizer se é uma tendência porque o Brasil é isso. O Brasil é uma país miscigenado e a música brasileira também é miscigenada. O samba é genuinamente brasileiro e o forró também. As pessoas às vezes se espantam com as misturas, mas é normal misturar: pagode com forró, pagode com sertanejo, pagode com funk, funk com sertanejo, rock com funk. E eu acho super válido. A gente, por exemplo, toca Jota Quest no show em ritmo de pagode e é um dos momentos mais fortes do show.  O Brasil é isso e tem que misturar sim, mas sem deixar de lado suas características e sua identidade.

Vocês têm Thiaguinho e Netinho no DVD, um artista de uma geração mais nova e outro dos anos 1990. Como é pra vocês terem essas referências tão próximas, cantando junto e gravando um DVD?
Além do Thiaguinho, Netinho e Aviões, que já citamos, temos também a participação do Arlindo Cruz, que é de uma geração anterior a do Netinho. Então, na verdade, nós temos 3 gerações. E aconteceu meio sem querer. O Netinho por ser o nosso padrinho, um dos primeiros a nos apoiar, e o responsável pela mudança do nome para Turma do Pagode, que foi sugestão dele. Temos uma história muito longa e nada mais justo do que ele estar com a gente nessa celebração. Todos nós crescemos ouvindo Arlindo Cruz e ele é uma das nossas maiores referências como artista, músico e compositor, já que vários integrantes do grupo também são compositores. Ele é parte essencial no surgimento do Fundo de Quintal, uma unanimidade entre todos nós no grupo. E [convidamos] o Thiago por ser um ícone da nova geração – apesar do tempo de carreira ele é da nova geração. Nós compomos juntos e ele curte muito o nosso som. Além de ser nosso amigo pessoal, nós temos ótimo um relacionamento fora do campo artístico. Tem tudo a ver com a gente! Todas as participações tiveram uma grande importância no DVD e na nossa carreira e foi uma alegria e uma honra dividir esse momento com eles e com nosso público.

Falamos com Leandro Lehart há alguns dias e ele disse que teme que o samba se distancie do público jovem e, pra isso, o som tem que se modernizar. O que vocês acham disso? Como o samba pode se modernizar?
Eu concordo com ele e é preciso estar atento a esse distanciamento do público jovem e à necessidade de se modernizar. O que eu acredito é que existem diferentes métodos para se modernizar e cada artista vai encontrar o seu. No caso do Turma do Pagode, estamos sempre atentos e procuramos nos modernizar nas composições: na maneira de compor, na linguagem utilizada etc. Até ao trabalhar com outros compositores da nova geração. Existe uma nova geração ganhando destaque que faz um trabalho moderno e atual com o qual o público jovem se identifica. Caminhos existem e o próprio Leandro, que na minha opinião é um gênio, vai encontrar alternativas. Nós do Turma do Pagode estamos sempre atentos em busca de novidades que agradem ao nosso público, mas sem perder as nossas característica e identidade.