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U2 surpreende ao lançar Songs Of Innocence, 13º álbum de estúdio

por em 10/09/2014
Por
Kenneth Partridge Em um movimento ousado, que apenas um nome do porte do U2 pode fazer, Bono e banda roubaram os holofotes da Apple ao tornar público seu 13º álbum de estúdio no mesmo dia em que os gigantes da tecnologia lançaram o iPhone 6, na terça-feira (09/09). Intitulado Songs Of Innocence, o disco, que demorou cinco anos para ser concebido, tem 11 faixas e está disponível gratuitamente para os 500 milhões de usuários do iTunes. Songs Of Innocence é um trabalho colossal e uma rápida ouvida revela porque nenhuma outra estratégia de marketing teria funcionado.  Em entrevistas sobre o lançamento, Bono e o guitarrista the Edge citaram alguns de seus heróis de infância como as maiores influências do álbum. A música de abertura, intitulada “The Miracle (of Joey Ramone)” é um tributo bem humorado aos Ramones. Já “This Is Where You Can Reach Me” é uma espécie de disco-punk que homenageia The Clash. Se as mentes e corações dos integrantes do U2 estão nos anos 1970, seus instrumentos estão plugados nas frequências eletrônicas repisadas por discípulos modernos (Imagine Dragons, Coldplay, the Killers, etc), o que confere atmosfera e clima atemporais ao trabalho. Não que alguém que acompanhe a trajetória do U2 nos últimos 30 anos estivesse esperando um retorno ao pós-punk de álbuns como Boy (1980) e October (1981). Entretanto, o quarteto guardou a nostalgia para as letras. “California (There Is No End To Love)”, versão mais tempestuosa do rock que o produtor Brian “Danger Mouse” Burton fez no Broken Bells, seu projeto paralelo, trata da primeira viagem da banda à Los Angeles. Quem escuta “Cedarwood Road” - também do Broken Bells, e cujos falsetes no backing vocal podem muito bem pertencer ao cantor do duo, James Mercer - fala sobre as ruas onde Bono cresceu, em Dublin. O U2 mais intimista aparece nas letras sentimentais de “Iris (Hold Me Close)”, escrita para a mãe de Bono, que morreu quando o cantor tinha 14 anos. Nela, os riffs oitentistas característicos de The Edge, sem mencionar o baixo e o piano que se assemelham com “New Year’s Day”, canção de 1983, resultam em boas linhas harmônicas, o que também acontece em “Hold Me Close And Don’t Let Me Go”- canção a que Bono se entrega com gosto. “Are we ready to be swept off our feet?” (Estamos prontos para ser varridos de nossos próprios pés?) pergunta Bono em “Every Breaking Wave”. É uma faixa que talvez remeta a “I Still Haven’t Found What I’m Looking For”. E a não ser que Apple tenha grandiosos novos aplicativos na manga, é provável que Songs Of Innocence seja forte o suficiente para manter os fãs com pouco tempo para brincar em seus iPhones Três melhores músicas: “Volcano”, “This Is Where You Can Reach”, “Iris (Hold Me Close)” U2 Songs Of Innocence Produtores: Danger Mouse, Declan Gaffney, Paul Epworth, Ryan Tedder, Flood.
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U2 surpreende ao lançar Songs Of Innocence, 13º álbum de estúdio

por em 10/09/2014
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Kenneth Partridge Em um movimento ousado, que apenas um nome do porte do U2 pode fazer, Bono e banda roubaram os holofotes da Apple ao tornar público seu 13º álbum de estúdio no mesmo dia em que os gigantes da tecnologia lançaram o iPhone 6, na terça-feira (09/09). Intitulado Songs Of Innocence, o disco, que demorou cinco anos para ser concebido, tem 11 faixas e está disponível gratuitamente para os 500 milhões de usuários do iTunes. Songs Of Innocence é um trabalho colossal e uma rápida ouvida revela porque nenhuma outra estratégia de marketing teria funcionado.  Em entrevistas sobre o lançamento, Bono e o guitarrista the Edge citaram alguns de seus heróis de infância como as maiores influências do álbum. A música de abertura, intitulada “The Miracle (of Joey Ramone)” é um tributo bem humorado aos Ramones. Já “This Is Where You Can Reach Me” é uma espécie de disco-punk que homenageia The Clash. Se as mentes e corações dos integrantes do U2 estão nos anos 1970, seus instrumentos estão plugados nas frequências eletrônicas repisadas por discípulos modernos (Imagine Dragons, Coldplay, the Killers, etc), o que confere atmosfera e clima atemporais ao trabalho. Não que alguém que acompanhe a trajetória do U2 nos últimos 30 anos estivesse esperando um retorno ao pós-punk de álbuns como Boy (1980) e October (1981). Entretanto, o quarteto guardou a nostalgia para as letras. “California (There Is No End To Love)”, versão mais tempestuosa do rock que o produtor Brian “Danger Mouse” Burton fez no Broken Bells, seu projeto paralelo, trata da primeira viagem da banda à Los Angeles. Quem escuta “Cedarwood Road” - também do Broken Bells, e cujos falsetes no backing vocal podem muito bem pertencer ao cantor do duo, James Mercer - fala sobre as ruas onde Bono cresceu, em Dublin. O U2 mais intimista aparece nas letras sentimentais de “Iris (Hold Me Close)”, escrita para a mãe de Bono, que morreu quando o cantor tinha 14 anos. Nela, os riffs oitentistas característicos de The Edge, sem mencionar o baixo e o piano que se assemelham com “New Year’s Day”, canção de 1983, resultam em boas linhas harmônicas, o que também acontece em “Hold Me Close And Don’t Let Me Go”- canção a que Bono se entrega com gosto. “Are we ready to be swept off our feet?” (Estamos prontos para ser varridos de nossos próprios pés?) pergunta Bono em “Every Breaking Wave”. É uma faixa que talvez remeta a “I Still Haven’t Found What I’m Looking For”. E a não ser que Apple tenha grandiosos novos aplicativos na manga, é provável que Songs Of Innocence seja forte o suficiente para manter os fãs com pouco tempo para brincar em seus iPhones Três melhores músicas: “Volcano”, “This Is Where You Can Reach”, “Iris (Hold Me Close)” U2 Songs Of Innocence Produtores: Danger Mouse, Declan Gaffney, Paul Epworth, Ryan Tedder, Flood.