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“Vai surpreender as pessoas”, diz Bruno Martini sobre trabalho solo

Depois de estourar com a parceria "Hear Me Now", produtor trilha seu caminho

por Rebecca Silva em 07/04/2017

Se você acompanhava o cenário teen por volta de 2010, com certeza já ouviu falar do College 11. A dupla, formada por Bruno e Mayra tocou como show de abertura de vários nomes gringos como Demi Lovato, Selena Gomez, All Time Low e 3OH!3 e chegou a ter a própria série no Disney Channel. A banda acabou e, anos depois, Bruno apareceu novamente no mainstream, mas dessa vez tocando música eletrônica.

ALOK BATE RECORDE COM “HEAR ME NOW” NO SPOTIFY

Ele se juntou com Alok e Zeeba na faixa “Hear Me Now”, que estourou em todo o mundo e ultrapassou a marca de 100 milhões de plays no Spotify. Nesta sexta-feira (07/04), o produtor lança seu single solo “Living On The Outside”.

A Billboard Brasil conversou com Bruno Martini. Leia abaixo:

Você começou a se envolver com música ainda criança, tocando violão e frequentando o estúdio do seu pai [Gino Martini, guitarrista e produtor do Double You, famoso grupo nos anos 1980]. Como foi a decisão de seguir a música profissionalmente?

Meu pai tem estúdio em São Paulo há 20 anos, eu praticamente nasci lá dentro. Ele produziu muitos artistas, de música eletrônica principalmente. Quando eu tinha 15 anos, conheci a Mayra, uma menina muito talentosa.  O pai dela também trabalhava com música. Formamos o College 11. Antes disso, eu tive banda de rock. Eu me juntei com a Mayra, escrevemos umas músicas e levamos pra Miami. Assinamos com a Disney. Foram cinco anos trabalhando com eles. Quando acabou o contrato, nós terminamos a banda. Foi natural. Eu não paro de compor nunca, sempre fui fã de música eletrônica, frequentava festivais desde novo. Decidi investir nisso, tocar como DJ. Meu primeiro set foi no Tomorrowland.

Como foi esse período com o College 11? Vocês abriram shows para artistas internacionais aqui, como Selena Gomez, Demi Lovato, All Time Low, e até participaram de programas de televisão da Disney, né?

Tudo que sei e aprendi, eu devo a eles. Não sabia nem como funcionava um programa de televisão antes deles. Eu só queria tocar guitarra e fazer meu som. Por causa do programa, fiz aula de teatro por uns dois anos. Foi uma puta responsabilidade por ser a primeira série gravada no Brasil.

Como veio a vontade de sair da frente dos holofotes e focar na produção?

Sempre quis ter meu projeto solo e eletrônico. Eu sempre gostei disso. Agora tenho entre 15 e 20 músicas para lançar pela Universal. Várias delas são com a Mayra cantando, continuamos amigos. Na época do College 11, já produzia tudo com ela. Mas agora é meu projeto para o mundo.

brunomartini

E o que você pode contar sobre essas músicas e seu projeto solo?

Tentei fazer diferente de tudo no mercado, vai surpreender as pessoas. Não é algo que estão esperando. Nessa faixa, vou cantar e tocar, mas a maioria não sou eu cantando, não. Nunca fui um bom cantor, sabe [risos]? Sou muito honesto comigo, sei meus limites. Sei o tom e o estilo que minha voz fica boa. Estudei muito canto. Ainda não sei como será o lançamento. É muito difícil lançar álbum hoje. Pode ser que eu lance só singles. Ainda não escolhi, tá difícil.

“Hear Me Now” estourou e vocês receberam certificado de 100 milhões de execuções no Spotify. Como surgiu essa parceria com o Alok? Esperavam esse sucesso todo?

Primeiro eu conheci o Zeeba, trabalhando mesmo, em estúdio. Ele pediu para eu produzir o disco dele e começamos a compor juntos. Depois, conheci o Alok e apresentei meu projeto solo e acabei mostrando “Hear Me Now”, que eu estava fazendo com o Zeeba. Ele adorou e quis produzir. Com o Zeeba foi muito orgânico, com o Alok rolou química, sinergia. Até hoje, quando ouço a música, me arrepia. Tem coração por trás. Eu sou muito de momento, faço música. Tem que ser natural e de verdade. Não esperava um sucesso desse tamanho, é absurdo. Não tinha noção da dimensão. Trabalhamos de novo juntos, a nova música deve sair daqui uns dois meses. Estamos empolgados.

Em quais produtores você se inspira?

Escuto todos os tipos possíveis de música, mas os que eu mais estudei foram Timbaland e Pharrell. Gosto muito do jeito que eles colocam a voz na música. Também gosto bastante de Calvin Harris, Daft Punk.

SÉRIE PRODUTORES: CONHEÇA O TRABALHO DE TIMBALAND

Se pudesse chamar qualquer artista para cantar em uma faixa sua, quem seria?

Tove Lo e Lana Del Rey.

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2
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Maiara & Maraisa
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por Rebecca Silva em 07/04/2017

Se você acompanhava o cenário teen por volta de 2010, com certeza já ouviu falar do College 11. A dupla, formada por Bruno e Mayra tocou como show de abertura de vários nomes gringos como Demi Lovato, Selena Gomez, All Time Low e 3OH!3 e chegou a ter a própria série no Disney Channel. A banda acabou e, anos depois, Bruno apareceu novamente no mainstream, mas dessa vez tocando música eletrônica.

ALOK BATE RECORDE COM “HEAR ME NOW” NO SPOTIFY

Ele se juntou com Alok e Zeeba na faixa “Hear Me Now”, que estourou em todo o mundo e ultrapassou a marca de 100 milhões de plays no Spotify. Nesta sexta-feira (07/04), o produtor lança seu single solo “Living On The Outside”.

A Billboard Brasil conversou com Bruno Martini. Leia abaixo:

Você começou a se envolver com música ainda criança, tocando violão e frequentando o estúdio do seu pai [Gino Martini, guitarrista e produtor do Double You, famoso grupo nos anos 1980]. Como foi a decisão de seguir a música profissionalmente?

Meu pai tem estúdio em São Paulo há 20 anos, eu praticamente nasci lá dentro. Ele produziu muitos artistas, de música eletrônica principalmente. Quando eu tinha 15 anos, conheci a Mayra, uma menina muito talentosa.  O pai dela também trabalhava com música. Formamos o College 11. Antes disso, eu tive banda de rock. Eu me juntei com a Mayra, escrevemos umas músicas e levamos pra Miami. Assinamos com a Disney. Foram cinco anos trabalhando com eles. Quando acabou o contrato, nós terminamos a banda. Foi natural. Eu não paro de compor nunca, sempre fui fã de música eletrônica, frequentava festivais desde novo. Decidi investir nisso, tocar como DJ. Meu primeiro set foi no Tomorrowland.

Como foi esse período com o College 11? Vocês abriram shows para artistas internacionais aqui, como Selena Gomez, Demi Lovato, All Time Low, e até participaram de programas de televisão da Disney, né?

Tudo que sei e aprendi, eu devo a eles. Não sabia nem como funcionava um programa de televisão antes deles. Eu só queria tocar guitarra e fazer meu som. Por causa do programa, fiz aula de teatro por uns dois anos. Foi uma puta responsabilidade por ser a primeira série gravada no Brasil.

Como veio a vontade de sair da frente dos holofotes e focar na produção?

Sempre quis ter meu projeto solo e eletrônico. Eu sempre gostei disso. Agora tenho entre 15 e 20 músicas para lançar pela Universal. Várias delas são com a Mayra cantando, continuamos amigos. Na época do College 11, já produzia tudo com ela. Mas agora é meu projeto para o mundo.

brunomartini

E o que você pode contar sobre essas músicas e seu projeto solo?

Tentei fazer diferente de tudo no mercado, vai surpreender as pessoas. Não é algo que estão esperando. Nessa faixa, vou cantar e tocar, mas a maioria não sou eu cantando, não. Nunca fui um bom cantor, sabe [risos]? Sou muito honesto comigo, sei meus limites. Sei o tom e o estilo que minha voz fica boa. Estudei muito canto. Ainda não sei como será o lançamento. É muito difícil lançar álbum hoje. Pode ser que eu lance só singles. Ainda não escolhi, tá difícil.

“Hear Me Now” estourou e vocês receberam certificado de 100 milhões de execuções no Spotify. Como surgiu essa parceria com o Alok? Esperavam esse sucesso todo?

Primeiro eu conheci o Zeeba, trabalhando mesmo, em estúdio. Ele pediu para eu produzir o disco dele e começamos a compor juntos. Depois, conheci o Alok e apresentei meu projeto solo e acabei mostrando “Hear Me Now”, que eu estava fazendo com o Zeeba. Ele adorou e quis produzir. Com o Zeeba foi muito orgânico, com o Alok rolou química, sinergia. Até hoje, quando ouço a música, me arrepia. Tem coração por trás. Eu sou muito de momento, faço música. Tem que ser natural e de verdade. Não esperava um sucesso desse tamanho, é absurdo. Não tinha noção da dimensão. Trabalhamos de novo juntos, a nova música deve sair daqui uns dois meses. Estamos empolgados.

Em quais produtores você se inspira?

Escuto todos os tipos possíveis de música, mas os que eu mais estudei foram Timbaland e Pharrell. Gosto muito do jeito que eles colocam a voz na música. Também gosto bastante de Calvin Harris, Daft Punk.

SÉRIE PRODUTORES: CONHEÇA O TRABALHO DE TIMBALAND

Se pudesse chamar qualquer artista para cantar em uma faixa sua, quem seria?

Tove Lo e Lana Del Rey.