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Valsa Binária lança disco com show em Porto Alegre

por em 21/08/2015

Por Bruna Gonçalves Serur

Formada em 2008, a banda mineira Valsa Binária – formada por Danilo Derick (guitarra e teclados), Leo Moraes (guitarra e voz), Rodrigo Valente (bateria) e Salomão Terra (baixo) – lançou, em julho, seu segundo álbum autoral, 10. Seu primeiro EP foi lançado em 2009, seguido pelo primeiro disco, homônimo, em 2011.

A Billboard Brasil conversou com a Valsa Binária, que se prepara para um show em Porto Alegre, no dia 25 de setembro, na Casa de Teatro de Porto Alegre, e outro no Rio de Janeiro, em outubro:

Como é o processo de composição de vocês? E de seleção de repertório?

O processo de composição é bem aberto. Em alguns casos alguém já chega com uma ideia mais formatada, mas em outros a música parte de uma pequena frase musical, de uma ideia harmônica ou de um verso poético. Às vezes parte de um assunto que queremos abordar. Não tem muita regra.  "Receita", por exemplo, nasceu de uma vontade de falar sobre o tema das pressões sofridas pelas mulheres na nossa sociedade; "Dona de Si" partiu de uma melodia pronta do Rodrigo Valente, a letra veio bem no fim do processo de arranjo. "Desinventar" foi criada a partir de uma célula harmônica trazida pelo Danilo Derick. A melodia, arranjo e o groove foram criados no estúdio, em conjunto. A letra veio depois.

Vocês lançaram o primeiro disco em 2011 e o segundo agora, em 2015. Já há planos para um terceiro ou ainda é muito cedo?

O período de quatro anos entre os dois primeiros discos se deu mais por uma questão estrutural da banda, que passou por algumas mudanças de formação no período até chegar ao atual quarteto. Demorou um pouco pra fechar numa formação que fizesse sentido. Agora que chegamos nesse ponto, acreditamos que novas músicas surgirão com mais naturalidade. Acabamos de lançar o disco, ainda estamos na pilha de mostrá-lo para as pessoas e tocá-lo no maior número possível de cidades. Mas com certeza acreditamos que essa banda ainda não disse tudo o que tem a dizer, então a possibilidade de um próximo trabalho existe.

E por onde a turnê vai passar?

Já há datas encaminhadas em diversas capitais, e também no interior de Minas, São Paulo e Rio Grande do Sul, então a expectativa é que passemos boa parte do segundo semestre na estrada. Nós gostamos muito do ambiente de estúdio, e do clima de experimentação e criatividade que envolve a produção de um álbum, mas nada se compara à troca com o público nas apresentações ao vivo.  Também queremos lançar clipes e experimentar tudo isso ao vivo. Aliás, a imagem é um lance importante para nós, pois temos projeções durante o show. 10 também trouxe um aspecto interessante, a pluralidade instrumental. Temos músicas que usam, por exemplo, o glockenspiel, um instrumento percussivo. Há uma presença forte de pianos elétricos, tipo Rhodes, e sintetizadores, que dão uma textura interessantíssima às apresentações e fazem muito sentido ao vivo.

Ouça 10:

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Gusttavo LIma
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3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
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Valsa Binária lança disco com show em Porto Alegre

por em 21/08/2015

Por Bruna Gonçalves Serur

Formada em 2008, a banda mineira Valsa Binária – formada por Danilo Derick (guitarra e teclados), Leo Moraes (guitarra e voz), Rodrigo Valente (bateria) e Salomão Terra (baixo) – lançou, em julho, seu segundo álbum autoral, 10. Seu primeiro EP foi lançado em 2009, seguido pelo primeiro disco, homônimo, em 2011.

A Billboard Brasil conversou com a Valsa Binária, que se prepara para um show em Porto Alegre, no dia 25 de setembro, na Casa de Teatro de Porto Alegre, e outro no Rio de Janeiro, em outubro:

Como é o processo de composição de vocês? E de seleção de repertório?

O processo de composição é bem aberto. Em alguns casos alguém já chega com uma ideia mais formatada, mas em outros a música parte de uma pequena frase musical, de uma ideia harmônica ou de um verso poético. Às vezes parte de um assunto que queremos abordar. Não tem muita regra.  "Receita", por exemplo, nasceu de uma vontade de falar sobre o tema das pressões sofridas pelas mulheres na nossa sociedade; "Dona de Si" partiu de uma melodia pronta do Rodrigo Valente, a letra veio bem no fim do processo de arranjo. "Desinventar" foi criada a partir de uma célula harmônica trazida pelo Danilo Derick. A melodia, arranjo e o groove foram criados no estúdio, em conjunto. A letra veio depois.

Vocês lançaram o primeiro disco em 2011 e o segundo agora, em 2015. Já há planos para um terceiro ou ainda é muito cedo?

O período de quatro anos entre os dois primeiros discos se deu mais por uma questão estrutural da banda, que passou por algumas mudanças de formação no período até chegar ao atual quarteto. Demorou um pouco pra fechar numa formação que fizesse sentido. Agora que chegamos nesse ponto, acreditamos que novas músicas surgirão com mais naturalidade. Acabamos de lançar o disco, ainda estamos na pilha de mostrá-lo para as pessoas e tocá-lo no maior número possível de cidades. Mas com certeza acreditamos que essa banda ainda não disse tudo o que tem a dizer, então a possibilidade de um próximo trabalho existe.

E por onde a turnê vai passar?

Já há datas encaminhadas em diversas capitais, e também no interior de Minas, São Paulo e Rio Grande do Sul, então a expectativa é que passemos boa parte do segundo semestre na estrada. Nós gostamos muito do ambiente de estúdio, e do clima de experimentação e criatividade que envolve a produção de um álbum, mas nada se compara à troca com o público nas apresentações ao vivo.  Também queremos lançar clipes e experimentar tudo isso ao vivo. Aliás, a imagem é um lance importante para nós, pois temos projeções durante o show. 10 também trouxe um aspecto interessante, a pluralidade instrumental. Temos músicas que usam, por exemplo, o glockenspiel, um instrumento percussivo. Há uma presença forte de pianos elétricos, tipo Rhodes, e sintetizadores, que dão uma textura interessantíssima às apresentações e fazem muito sentido ao vivo.

Ouça 10: