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Varejo - O vinil compensa

por em 09/04/2013
Marc
Weinstein, coproprietário e fundador da Amoeba Music, conta o segredo da sobrevivência da megastore de discos californiana que é referência mundial No que você acordou pensando hoje de manhã? Parece bobagem, mas eu estava pensando no que deveria mostrar nesta entrevista. Muita gente mostra discos de ouro. Mas, para mim, este negócio tem a ver com pessoas. No começo da Amoeba, colocávamos nomes de artistas nos cartões das gôndolas, não cartões alfabéticos, como as outras lojas faziam. Nós queríamos facilitar para que as pessoas encontrassem artistas, não apenas grandes artistas. Descreva uma lição que você aprendeu com um fracasso. Durante um curto período, tivemos nossa própria gravadora. Nós relançamos um álbum de Gram Parsons, que vendeu muito bem. E tentamos lançar um novo artista, Brandi Shearer. Os artistas colocam tudo nas nossas mãos. Para nós, desenvolver a carreira de alguém não era algo natural. Mas aquilo nos proporcionou muitos insights. O que irá de?nir sucesso para você no ano que vem? Nossos números em comparação com os números de todas as outras lojas de discos. O declínio em CDs tem sido mais do que compensado pelo crescimento do vinil. Nossas vendas têm sido estáveis nos últimos dez anos, enquanto todo mundo tem decaído. Nós também acrescentamos muito mais mercadorias. Há uma década, era difícil vender uma camiseta de US$ 15. Hoje, nós não temos problema em cobrar o dobro disso por uma camiseta com um artista obscuro. É estranho, mas DVDs também vendem bastante bem. Estamos numa área [Sunset Blvd., em Los Angeles] que tem cinco mil estúdios de cinema em 20 quarteirões.  Quem é um exemplo pra você? Sun Ra [o tecladista e compositor americano Herman Poole Blount, 1914-1993, ícone do free jazz e de ideias vanguardistas]. Ele era tão importante para mim! Representa tudo o que a Amoeba é. Era um artista de coração e alma puros, e não era motivado por dinheiro ou carreira. Existe futuro na música para varejo físico? Nestes últimos dois anos, pelo menos dez lojas de discos abriram em L.A., a maioria de vinil. Este é o futuro – um lugar onde alguém possa ir e se sentir confortável. Os clientes não querem uma abordagem de venda direta. Eles querem uma educação e um caminho para se elevar espiritualmente – não algo genérico. Diga um álbum que você levaria para uma ilha deserta. Nefertiti, de Miles Davis. É tão ousado e experimental, mas ao mesmo tempo é tão romântico e “de raiz” – tudo ao mesmo tempo. Sun Ra abriu o caminho, mas Miles o refinou tanto...
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Varejo - O vinil compensa

por em 09/04/2013
Marc
Weinstein, coproprietário e fundador da Amoeba Music, conta o segredo da sobrevivência da megastore de discos californiana que é referência mundial No que você acordou pensando hoje de manhã? Parece bobagem, mas eu estava pensando no que deveria mostrar nesta entrevista. Muita gente mostra discos de ouro. Mas, para mim, este negócio tem a ver com pessoas. No começo da Amoeba, colocávamos nomes de artistas nos cartões das gôndolas, não cartões alfabéticos, como as outras lojas faziam. Nós queríamos facilitar para que as pessoas encontrassem artistas, não apenas grandes artistas. Descreva uma lição que você aprendeu com um fracasso. Durante um curto período, tivemos nossa própria gravadora. Nós relançamos um álbum de Gram Parsons, que vendeu muito bem. E tentamos lançar um novo artista, Brandi Shearer. Os artistas colocam tudo nas nossas mãos. Para nós, desenvolver a carreira de alguém não era algo natural. Mas aquilo nos proporcionou muitos insights. O que irá de?nir sucesso para você no ano que vem? Nossos números em comparação com os números de todas as outras lojas de discos. O declínio em CDs tem sido mais do que compensado pelo crescimento do vinil. Nossas vendas têm sido estáveis nos últimos dez anos, enquanto todo mundo tem decaído. Nós também acrescentamos muito mais mercadorias. Há uma década, era difícil vender uma camiseta de US$ 15. Hoje, nós não temos problema em cobrar o dobro disso por uma camiseta com um artista obscuro. É estranho, mas DVDs também vendem bastante bem. Estamos numa área [Sunset Blvd., em Los Angeles] que tem cinco mil estúdios de cinema em 20 quarteirões.  Quem é um exemplo pra você? Sun Ra [o tecladista e compositor americano Herman Poole Blount, 1914-1993, ícone do free jazz e de ideias vanguardistas]. Ele era tão importante para mim! Representa tudo o que a Amoeba é. Era um artista de coração e alma puros, e não era motivado por dinheiro ou carreira. Existe futuro na música para varejo físico? Nestes últimos dois anos, pelo menos dez lojas de discos abriram em L.A., a maioria de vinil. Este é o futuro – um lugar onde alguém possa ir e se sentir confortável. Os clientes não querem uma abordagem de venda direta. Eles querem uma educação e um caminho para se elevar espiritualmente – não algo genérico. Diga um álbum que você levaria para uma ilha deserta. Nefertiti, de Miles Davis. É tão ousado e experimental, mas ao mesmo tempo é tão romântico e “de raiz” – tudo ao mesmo tempo. Sun Ra abriu o caminho, mas Miles o refinou tanto...