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Veja a coleção de arte de David Bowie antes de leilão

Mais de 400 itens serão vendidos, incluindo 200 peças da impressionante coleção de arte britânica moderna e contemporânea de Bowie

por Redação em 20/07/2016

Na manhã desta quarta-feira (20/07), mais de duas dúzias de trabalhos da coleção de arte particular de David Bowie foram divulgadas pela Sotheby’s, em Londres, Inglaterra – a primeira parada de uma turnê pelo mundo que passará por Los Angeles, Nova York e Hong Kong antes de retornar para a capital britânica para uma exposição pública de 10 dias. O leilão será dividido em três partes, entre os dias 10 e 11 de novembro.

Nesses dois dias, mais de 400 itens serão vendidos, incluindo 200 peças da impressionante coleção de arte britânica moderna e contemporânea de Bowie, com arte de nomes como Frank Auerbach, Damien Hirst, Henry Moore e Graham Sutherland. Entre as peças mais notáveis está um quadro do Americano Jean-Michel Basquiat, de 1984, “Air Power”. A estimativa é de que a peça seja leiloada por um valor entre US$ 3.3 milhões e US$ 4.6 milhões.

basquiatbowie

Raramente uma audição recebe um tratamento tão especial, de acordo com o especialista em arte moderna britânica, Simon Hucker. “A exposição principal durará 10 dias, em vez dos usuais três. Bowie tinha uma grande base de fãs e queríamos que o maior número de pessoas tivesse a oportunidade de ver essas peças”.

Fischer-Meine-Richtige-Mutter-in-Jungen-Jahren-1985-Bowie-auction-billboard-1240

David Bowie, que faleceu em 10 de janeiro deste ano aos 69 anos depois de uma batalha contra um câncer, era um ávido, mas discreto colecionador de artes. Ele costumava frequentar leilões, mas atraía tanta atenção que preferiu fazer suas compras de forma mais secreta.

Marianne Ihlen, musa de Leonard Cohen e que inspirou músicas como “So Long, Marianne” e “Bird On The Wire”, morreu em 29 de julho de 2016. Poucos dias antes, o compositor escreveu uma carta de despedida para Marianne. Um trecho diz: “Acho que vou seguir pelo mesmo caminho muito em breve. Saiba que estou logo atrás de você e que, se esticar sua mão, poderá me encontrar”. Cohen e Marianne viveram um romance de sete anos após se conhecerem na ilha grega de Hidra nos anos 1960 e o músico morreu quatro meses depois dessa carta.

Divulgação

Blackstar é o último disco da vida de Bowie. E isso não é uma força de expressão. Ele pensou em tudo: desde o nome e a capa (a “estrela preta”, usada para informar a data de um nascimento, sempre ao lado da cruz preta, que indica a morte), os clipes, as letras, as citações (“Lazarus” se refere à Lázaro, ressuscitado por Jesus na Bíblia)...

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O disco Don’t Worry About Me, de Joey Ramone, é póstumo. A última faixa, homônima, traz o seguinte trecho: “Agora eu estou sentado aqui, triste/Penso sobre tudo que já vimos/Tenho que sair daqui”. Joey estava deprimido por conta do longo tempo de tratamento de um câncer.

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Nick Drake foi encontrado morto em casa, em 1974, depois de uma overdose de antidepressivo. Seu disco anterior, de 1972, é Pink Moon, que evidencia a sua depressão e traz letras tristes. Um trecho de “Parasite”: “Estou tirando a máscara de palhaço, me sentindo para baixo como ele”.

divulgação

O último disco da Legião Urbana com Renato Russo nos vocais foi A Tempestade Ou O Livro Dos Dias, de 1996. As letras tristes e as músicas mais introspectivas dominam. Mesmo a faixa “Dezesseis”, que tem mais pegada e um belo riff, fala sobre morte (João Roberto morre num acidente durante um racha).

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O cenário do acústico do Nirvana foi escolhido pelo próprio Kurt Cobain: um velório. Muito veludo e flores estavam em volta da banda na gravação, marcada para 18 de novembro de 1994. Kurt Cobain cometeria o suicídio apenas cinco meses depois.

Divulgação

No último disco do Charlie Brown Jr., La Família 013, há diversos “recados” de Chorão. Abre com “Um Dia A Gente Se Encontra” (nomeada após a morte, mas que tem esse verso no refrão) e segue com “Meu Novo Mundo” (“A vontade de te ver já é maior que tudo/E não existem distâncias no meu novo mundo”).

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O álbum Burguesia foi gravado com um Cazuza já bastante debilitado. Em “Eu Agradeço”, ele é bem direto: “Se eu vejo a luz e vivo a escuridão/E não estou pronto pro grande momento (...) Agradeço mas não me lamento/Por negar também a tua presença/ (...) Eu, eu agradeço, Senhor”.

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Já em estágio avançado de tuberculose, doença incurável na época, Noel Rosa escreveu “Último Desejo” em 1937 em homenagem a Ceci, seu grande amor: “Nosso amor que eu não esqueço (...) Morre hoje sem foguete/Sem retrato e sem bilhete/Sem luar, sem violão”.

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Johnny Cash fez o improvável: pegou “Hurt”, do Nine Inch Nails, e regravou. Mas regravou de uma forma tão competente que o próprio compositor, Trent Reznor, já afirmou que “perdeu” a música. Ela passou a ser de Cash, que morreu meses depois do lançamento.

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“The Show Must Go On” (“O Show Tem Que Continuar”, em tradução livre) foi o último single do Queen. Freddie Mercury já não aguentava as longas sessões de estúdio, mas seguia firme com seu trabalho. Escrita por Brian May, a música é uma homenagem à obstinação do cantor.

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Mais de 400 itens serão vendidos, incluindo 200 peças da impressionante coleção de arte britânica moderna e contemporânea de Bowie

por Redação em 20/07/2016

Na manhã desta quarta-feira (20/07), mais de duas dúzias de trabalhos da coleção de arte particular de David Bowie foram divulgadas pela Sotheby’s, em Londres, Inglaterra – a primeira parada de uma turnê pelo mundo que passará por Los Angeles, Nova York e Hong Kong antes de retornar para a capital britânica para uma exposição pública de 10 dias. O leilão será dividido em três partes, entre os dias 10 e 11 de novembro.

Nesses dois dias, mais de 400 itens serão vendidos, incluindo 200 peças da impressionante coleção de arte britânica moderna e contemporânea de Bowie, com arte de nomes como Frank Auerbach, Damien Hirst, Henry Moore e Graham Sutherland. Entre as peças mais notáveis está um quadro do Americano Jean-Michel Basquiat, de 1984, “Air Power”. A estimativa é de que a peça seja leiloada por um valor entre US$ 3.3 milhões e US$ 4.6 milhões.

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Raramente uma audição recebe um tratamento tão especial, de acordo com o especialista em arte moderna britânica, Simon Hucker. “A exposição principal durará 10 dias, em vez dos usuais três. Bowie tinha uma grande base de fãs e queríamos que o maior número de pessoas tivesse a oportunidade de ver essas peças”.

Fischer-Meine-Richtige-Mutter-in-Jungen-Jahren-1985-Bowie-auction-billboard-1240

David Bowie, que faleceu em 10 de janeiro deste ano aos 69 anos depois de uma batalha contra um câncer, era um ávido, mas discreto colecionador de artes. Ele costumava frequentar leilões, mas atraía tanta atenção que preferiu fazer suas compras de forma mais secreta.

Marianne Ihlen, musa de Leonard Cohen e que inspirou músicas como “So Long, Marianne” e “Bird On The Wire”, morreu em 29 de julho de 2016. Poucos dias antes, o compositor escreveu uma carta de despedida para Marianne. Um trecho diz: “Acho que vou seguir pelo mesmo caminho muito em breve. Saiba que estou logo atrás de você e que, se esticar sua mão, poderá me encontrar”. Cohen e Marianne viveram um romance de sete anos após se conhecerem na ilha grega de Hidra nos anos 1960 e o músico morreu quatro meses depois dessa carta.

Divulgação

Blackstar é o último disco da vida de Bowie. E isso não é uma força de expressão. Ele pensou em tudo: desde o nome e a capa (a “estrela preta”, usada para informar a data de um nascimento, sempre ao lado da cruz preta, que indica a morte), os clipes, as letras, as citações (“Lazarus” se refere à Lázaro, ressuscitado por Jesus na Bíblia)...

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O disco Don’t Worry About Me, de Joey Ramone, é póstumo. A última faixa, homônima, traz o seguinte trecho: “Agora eu estou sentado aqui, triste/Penso sobre tudo que já vimos/Tenho que sair daqui”. Joey estava deprimido por conta do longo tempo de tratamento de um câncer.

Divulgação

Nick Drake foi encontrado morto em casa, em 1974, depois de uma overdose de antidepressivo. Seu disco anterior, de 1972, é Pink Moon, que evidencia a sua depressão e traz letras tristes. Um trecho de “Parasite”: “Estou tirando a máscara de palhaço, me sentindo para baixo como ele”.

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O último disco da Legião Urbana com Renato Russo nos vocais foi A Tempestade Ou O Livro Dos Dias, de 1996. As letras tristes e as músicas mais introspectivas dominam. Mesmo a faixa “Dezesseis”, que tem mais pegada e um belo riff, fala sobre morte (João Roberto morre num acidente durante um racha).

Divulgação

O cenário do acústico do Nirvana foi escolhido pelo próprio Kurt Cobain: um velório. Muito veludo e flores estavam em volta da banda na gravação, marcada para 18 de novembro de 1994. Kurt Cobain cometeria o suicídio apenas cinco meses depois.

Divulgação

No último disco do Charlie Brown Jr., La Família 013, há diversos “recados” de Chorão. Abre com “Um Dia A Gente Se Encontra” (nomeada após a morte, mas que tem esse verso no refrão) e segue com “Meu Novo Mundo” (“A vontade de te ver já é maior que tudo/E não existem distâncias no meu novo mundo”).

Divulgação

O álbum Burguesia foi gravado com um Cazuza já bastante debilitado. Em “Eu Agradeço”, ele é bem direto: “Se eu vejo a luz e vivo a escuridão/E não estou pronto pro grande momento (...) Agradeço mas não me lamento/Por negar também a tua presença/ (...) Eu, eu agradeço, Senhor”.

Divulgação

Já em estágio avançado de tuberculose, doença incurável na época, Noel Rosa escreveu “Último Desejo” em 1937 em homenagem a Ceci, seu grande amor: “Nosso amor que eu não esqueço (...) Morre hoje sem foguete/Sem retrato e sem bilhete/Sem luar, sem violão”.

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Johnny Cash fez o improvável: pegou “Hurt”, do Nine Inch Nails, e regravou. Mas regravou de uma forma tão competente que o próprio compositor, Trent Reznor, já afirmou que “perdeu” a música. Ela passou a ser de Cash, que morreu meses depois do lançamento.

Divulgação

“The Show Must Go On” (“O Show Tem Que Continuar”, em tradução livre) foi o último single do Queen. Freddie Mercury já não aguentava as longas sessões de estúdio, mas seguia firme com seu trabalho. Escrita por Brian May, a música é uma homenagem à obstinação do cantor.

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