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Leia o bate papo com o Vivendo do Ócio no Viber

por em 23/05/2015
A banda Vivendo Do Ócio, formada por Jajá, Luca, Davide e Dieguito, está finalizando a produção do novo álbum, Selva Mundo, o primeiro deles a ser lançado por financiamento coletivo, que paga produção e distribuição.

A banda nasceu em 2006 no centro histórico de Salvador, com Luca e Jaja. “Os caras tinham acabado de terminar o colegial e estavam no ócio, aproveitando o tempo livre. Não tinha coisa melhor a fazer do que uma banda de rock”, contou o grupo na entrevista cedida à Billboard Brasil pelo Viber na tarde de sexta-feira (22/05).

Veja como foi a conversa:

Os quatro são baianos?

Sim, nos quatro somos soteropolitanos. Davide, Luca e Jaja do centro histórico e Dieguito da cidade baixa, mais precisamente do bairro do Uruguai.

 

Mas era hobby ou vocês já pensavam em levar para frente?

Era, aproveitar o nosso tempo livre fazendo algo que gostávamos.

O que os fãs podem esperar de Selva Mundo?

Estamos muito felizes com a forma de lançamento desse trabalho, pois nos aproxima ainda mais dos nossos patcharas (nossos fãs). Para a gente, patchara é o rei da tribo, como em nossa tribo todos são reis, todos são patcharas. Selva Mundo é um mescla de todas as influências que pegamos nos três anos de turnê do O Pensamento É Um Ímã. Reflete muito do que vivemos nesses últimos anos. Nossas amizades, tudo... É uma viagem pela música brasileira sem perder o peso do rock. Por isso chamamos o Fernando Sanches, irmão do [produtor Daniel] Ganjaman, que também é um mestre na arte do som e gosta de uma guitarra distorcida.

Ainda sobre o crowdfunding... Vocês estavam sentindo a necessidade de serem 100% independentes?

Atualmente estamos em uma correria muito boa, finalizando os trabalhos do O Pensamento É Um Ímã [segundo disco da banda, lançado em 2012] com um clipe que será lançado segunda feira (25/05). Provavelmente esse será o ultimo lançamento antes de Selva Mundo. Mesmo quando estávamos com gravadora, sempre trabalhamos de maneira independente. A nossa fase na gravadora foi muito boa, mas a nossa cara é mais para o lado da filosofia punk "faça você mesmo".

E musicalmente, quais as influências da banda?

É, sem dúvida, o álbum mais coletivo da Vivendo Do Ócio. Tem muita gente que admiramos que contribuiu de alguma forma, seja participando, tocando ou compondo. Nossas influências são bem variadas, vai do baião do Luiz Gonzaga ao grindcore do Test. Como moramos juntos, acabamos nos influenciando uns nos outros. Ultimamente estamos ouvindo muito Ave Sangria, Novos Baianos, Nomade Orquestra, Homeshake, Ederaldo Gentil, Tame Impala, Tinariwen e uma pá de banda.

Pensam em voltar ou a saudade de Salvador é só nostalgia?

Viemos para São Paulo passar apenas quatro meses, e já temos seis anos. Sempre estamos indo em Salvador para colocar um pouco mais de dendê no sangue. Inclusive estamos indo agora, no início de junho, para fazer uma audição ao vivo exclusiva tocando músicas do novo álbum.

Onde vai ser essa audição?

Em uma casa pequena para 300 pessoas, no Rio Vermelho. Os ingressos serão vendidos apenas por meio do nosso projeto no Kickante.

Vocês não vieram para SP com o objetivo de ficar, então?

Isso. Quando chegamos, iríamos alugar um flat e passar quatro meses, mas aí fomos pra MTV apresentar o nosso som e depois de dois meses nos convidaram pra tocar ao vivo no VMB 2009. Fomos bem recebidos, não tinha como ficar pouco tempo.

Vocês têm sonho de gravar com alguma banda ou artista? Chamar para participações?

Sim! E alguns desses sonhos estão sendo realizados no nosso novo álbum. Não vemos a hora de poder anunciar alguns nomes pra vocês. Só vamos revelar um: Tadeu Meneghini.

O disco está sendo produzido pelo Curumin, baterista que flerta muito com a MPB, com a black music. Como ele influencia na sonoridade do próximo disco?

Somos muito fãs do Curumin. Ele tem uma sensibilidade muito grande com a música brasileira, era o que estávamos procurando, pois as composições, já no violão, transitam muito pela diversidade da música brasileira. Um dos nossos sonhos era trabalhar com esse mestre. Juntá-lo com Fernando Sanches foi uma dádiva de Jah. Ouvimos o disco do Russo Passapusso, que ele produziu. Ficou ótimo e foi a chave para chamarmos ele.

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Gusttavo LIma
2
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Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
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Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
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por em 23/05/2015
A banda Vivendo Do Ócio, formada por Jajá, Luca, Davide e Dieguito, está finalizando a produção do novo álbum, Selva Mundo, o primeiro deles a ser lançado por financiamento coletivo, que paga produção e distribuição.

A banda nasceu em 2006 no centro histórico de Salvador, com Luca e Jaja. “Os caras tinham acabado de terminar o colegial e estavam no ócio, aproveitando o tempo livre. Não tinha coisa melhor a fazer do que uma banda de rock”, contou o grupo na entrevista cedida à Billboard Brasil pelo Viber na tarde de sexta-feira (22/05).

Veja como foi a conversa:

Os quatro são baianos?

Sim, nos quatro somos soteropolitanos. Davide, Luca e Jaja do centro histórico e Dieguito da cidade baixa, mais precisamente do bairro do Uruguai.

 

Mas era hobby ou vocês já pensavam em levar para frente?

Era, aproveitar o nosso tempo livre fazendo algo que gostávamos.

O que os fãs podem esperar de Selva Mundo?

Estamos muito felizes com a forma de lançamento desse trabalho, pois nos aproxima ainda mais dos nossos patcharas (nossos fãs). Para a gente, patchara é o rei da tribo, como em nossa tribo todos são reis, todos são patcharas. Selva Mundo é um mescla de todas as influências que pegamos nos três anos de turnê do O Pensamento É Um Ímã. Reflete muito do que vivemos nesses últimos anos. Nossas amizades, tudo... É uma viagem pela música brasileira sem perder o peso do rock. Por isso chamamos o Fernando Sanches, irmão do [produtor Daniel] Ganjaman, que também é um mestre na arte do som e gosta de uma guitarra distorcida.

Ainda sobre o crowdfunding... Vocês estavam sentindo a necessidade de serem 100% independentes?

Atualmente estamos em uma correria muito boa, finalizando os trabalhos do O Pensamento É Um Ímã [segundo disco da banda, lançado em 2012] com um clipe que será lançado segunda feira (25/05). Provavelmente esse será o ultimo lançamento antes de Selva Mundo. Mesmo quando estávamos com gravadora, sempre trabalhamos de maneira independente. A nossa fase na gravadora foi muito boa, mas a nossa cara é mais para o lado da filosofia punk "faça você mesmo".

E musicalmente, quais as influências da banda?

É, sem dúvida, o álbum mais coletivo da Vivendo Do Ócio. Tem muita gente que admiramos que contribuiu de alguma forma, seja participando, tocando ou compondo. Nossas influências são bem variadas, vai do baião do Luiz Gonzaga ao grindcore do Test. Como moramos juntos, acabamos nos influenciando uns nos outros. Ultimamente estamos ouvindo muito Ave Sangria, Novos Baianos, Nomade Orquestra, Homeshake, Ederaldo Gentil, Tame Impala, Tinariwen e uma pá de banda.

Pensam em voltar ou a saudade de Salvador é só nostalgia?

Viemos para São Paulo passar apenas quatro meses, e já temos seis anos. Sempre estamos indo em Salvador para colocar um pouco mais de dendê no sangue. Inclusive estamos indo agora, no início de junho, para fazer uma audição ao vivo exclusiva tocando músicas do novo álbum.

Onde vai ser essa audição?

Em uma casa pequena para 300 pessoas, no Rio Vermelho. Os ingressos serão vendidos apenas por meio do nosso projeto no Kickante.

Vocês não vieram para SP com o objetivo de ficar, então?

Isso. Quando chegamos, iríamos alugar um flat e passar quatro meses, mas aí fomos pra MTV apresentar o nosso som e depois de dois meses nos convidaram pra tocar ao vivo no VMB 2009. Fomos bem recebidos, não tinha como ficar pouco tempo.

Vocês têm sonho de gravar com alguma banda ou artista? Chamar para participações?

Sim! E alguns desses sonhos estão sendo realizados no nosso novo álbum. Não vemos a hora de poder anunciar alguns nomes pra vocês. Só vamos revelar um: Tadeu Meneghini.

O disco está sendo produzido pelo Curumin, baterista que flerta muito com a MPB, com a black music. Como ele influencia na sonoridade do próximo disco?

Somos muito fãs do Curumin. Ele tem uma sensibilidade muito grande com a música brasileira, era o que estávamos procurando, pois as composições, já no violão, transitam muito pela diversidade da música brasileira. Um dos nossos sonhos era trabalhar com esse mestre. Juntá-lo com Fernando Sanches foi uma dádiva de Jah. Ouvimos o disco do Russo Passapusso, que ele produziu. Ficou ótimo e foi a chave para chamarmos ele.