NOTÍCIAS

Vivos e tocando: Artistas com mais de 79 anos ainda em atividade

Lista tem Tony Bennett, Tom Zé e Elza Soares, entre outros

por Marcos Lauro em 20/10/2016

Elza Soares: 80 (completados em 23 de junho)

Elza, aos 79 anos, foi a cantora mais experiente a aparecer na lista de artistas mais completos do Brasil. Lançou o aclamado A Mulher Do Fim Do Mundo em 2015 e tem uma concorrida agenda de shows pelo país. Ainda conseguiu tempo para gravar um tributo ao compositor Lupicínio Rodrigues, Elza Canta E Chora Lupi, lançado em 2016 em CD e DVD. Atualmente, faz campanha de financiamento coletivo para lançar o DVD da sua atual turnê. Ah, e ainda cantou na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Divulgação

Kay Starr: 95 (completados em 21 de julho)

Kay foi a primeira cantora a chegar ao topo do Hot 100 na era do rock. Ela assinou com a gravadora Capitol em 1948 e tinha hits do pré-rock como "Wheel Of Fortune" e "Side By Side". Em seguida, ela se mudou para o selo RCA e foi número 1 em fevereiro de 1956 com "Rock And Roll Waltz". Voltou para a Capitol em 1961 e fez sua última aparição no Hot 100 em 1962, com "Four Walls". Segue fazendo shows.

Divulgação

Little Richard: 85 (completados em 5 de dezembro)

Em maio, logo depois de boatos darem conta de uma suposta saúde debilitada de Little Richard, ele divulgou: “Eu ainda estou cantando. Não faço shows como costumava fazer, mas eu ainda tenho a minha voz, eu ando por aí. Fiz uma cirurgia no quadril há um tempo, mas eu sou saudável”.

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Charles Aznavour: 93 (completados em 22 de maio)

Difícil encontrar um cantor francês com uma carreira tão longa e de tanto sucesso quanto Charles Aznavour. Gravou seu primeiro álbum de estúdio em 1953 e seu trabalho mais recente é de 2015. Sua "turnê de despedida" começou em 2006 e, dez anos depois, ela segue com shows em Tóquio, Osaka, Barcelona e Marbella e tem datas ainda em Verona e na Antuérpia. Aznavour escreveu mais de 600 canções, estrelou mais de 60 filmes e gravou em oito idiomas.

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Rolando Boldrin: 81 (completados em 22 de outubro)

Com extensa experiência na TV desde os anos 1970 como ator e apresentador, é considerado até hoje um dos grandes divulgadores da cultura popular no Brasil e tem vários discos gravados. Atualmente, todo domingo, às 10 horas da manhã, está no ar na TV Cultura com o programa Senhor Brasil. Exímio contador de causos, Boldrin intercala a contação de histórias com músicas de artistas de todo o país.

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Buddy Guy: 81 (completados em 30 de julho)

Buddy Guy é considerado o último grande bluesman vivo, já que B.B. King morreu há cerca de um ano. Influenciado por Muddy Waters, começou a tocar em bares de Chicago ainda nos anos 1950 e foi boicotado no começo da carreira pela sua própria gravadora, a Chess Records, que considerava seu som muito barulhento. Depois de servir como músico de estúdio, conseguiu lançar seu álbum solo pela gravadora somente em 1967. Em 2015, lançou Born To Play Guitar e segue em turnê.

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Jon Hendricks: 96 (completados em 16 de setembro)

Famoso por ser o pioneiro do vocalese (gênero do jazz em que letras são adicionadas a músicas instrumentais), Hendricks é aclamado por seu trabalho no trio Lambert, Hendricks e Ross, bem como por sua própria carreira solo. Ele também é conhecido por seus scat singing (técnica parecida com o vocalese, mas com vocalizações que não formam palavras, mas sim onomatopeias e outros sons).

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Nelson Sargento: 93 (completados em 25 de julho)

Nelson Mattos ganhou o apelido de Sargento quando ocupou, realmente, essa patente no Exército nos anos 1940. Mas nessa época ele já fazia parte do quadro de compositores da Mangueira, demonstrando sua verdadeira aptidão: a música. Tem composições nas vozes de Paulinho da Viola, Elizeth Cardoso e Beth Carvalho, entre outros – seu primeiro disco, cantando suas composições, veio somente em 1979. Atualmente, segue fazendo shows e participando de uma série de apresentações de seus colegas sambistas.

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Tony Bennett: 91 (completados em 3 de agosto)

Bennett está na ativa e é o artista mais velho a liderar o Billboard 200 – isso aconteceu em 2014, quando lançou o álbum Cheek To Cheek com Lady Gaga. Atualmente está em turnê e o canal americano NBC prepara um especial de duas horas sobre seus nove séculos de vida. O programa vai ao ar no dia 20 de dezembro.

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Roberto Menescal: 80 (completados em 25 de outubro)

Nascido em Vitória, no Espírito Santo, mas criado em Copacabana, no Rio de Janeiro, Menescal é um dos nomes fundamentais da bossa nova – é compositor de “O Barquinho”, um dos hinos do gênero. Tocou com Vinicius de Moraes, Dorival Caymmi, Maysa e Aracy de Almeida. Foi um dos músicos a participar, em 1962, do Festival da Bossa Nova no Carnegie Hall, em Nova York, o evento que impulsionou a música brasileira para fora do país.

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Monarco: 84 (completados em 17 de agosto)

Integrante da ala de compositores da Portela desde 1950, Monarco, 20 anos depois, já gravava ao lado da velha guarda da mesma escola. Como é comum entre os compositores do samba, lançou seu primeiro álbum como cantor tardiamente, somente em 1974. Seu álbum mais recente é o premiado Passado de Glória – Monarco 80 anos, lançado em 2014 com apoio Natura Musical.

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Tony Campelo: 81 (completados em 24 de fevereiro)

Irmão de Celly Campelo, foi um dos pioneiros do rock and roll no Brasil. Juntos, lançaram o compacto com “Perdoa-Me” e “Belo Rapaz” em 1958. Celly faleceu em 2003, bem longe dos holofotes – seu último trabalho foi lançado em 1979 e ela optou por uma vida mais pacata no interior de São Paulo –, mas Tony segue sua carreira fazendo shows e sendo reverenciado pela nova geração

Reprodução

Angela Maria: 88 (completados em 15 de maio)

Uma das primeiras divas da música brasileira, começou sua carreira em 1948 cantando em boates do Rio de Janeiro e foi figura importante da Era do Rádio (anos 1950). Participou de diversos filmes no final da mesma década e conquistou um grande público com seus boleros, marchas e sambas. Lançou recentemente um CD de duetos com Cauby Peixoto, artista com quem começou a fazer parcerias em 1977 e que faleceu em maio de 2016.

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Harry Belafonte: 90 anos (01 de março)

O cantor, ator e ativista político (chegou a marchar ao lado de Martin Luther King Jr.) de ascendência jamaicana continua em atividade. Ele lançará um álbum em comemoração aos seus 90 anos, When Colors Come Together: The Legacy of Harry Belafonte, uma celebração da luta do seu trabalho como artista: a harmonia racial. “As diferenças que existem entre nós deveriam nos atrair e não nos alienar um do outro”.

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Jerry Lee Lewis: 81 (completados em 29 de setembro)

Jerry Lee Lewis colocou fogo no rock nos anos 1960 com seu estilo peculiar de tocar piano: rápido, violento e, literalmente, incendiário. Atualmente, segue em turnê num ritmo mais lento, o que é completamente compreensível. Veio ao Brasil em 2009 e fez shows de uma hora de duração, considerado pouco tempo se comparado às apresentações de outros grupos internacionais que pintam por aqui. Mas em uma hora, The Killer, como é chamado, mostrou seus hits e sua vitalidade.

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Tom Zé: 80 (completados em 11 de outubro)

O cantor e compositor Tom Zé é o nome mais experiente da lista de artistas mais completos do Brasil. Depois da sua volta triunfante nos anos 1990 pelas mãos de David Byrne, que divulgou seu trabalho pelo mundo e evitou que Tom Zé virasse frentista de um posto de gasolina na sua terra natal na Bahia, o cantor não parou mais. Está em turnê e, no dia do seu aniversário, anunciou mais um álbum.

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  • HOT 100
    BRASIL
  • BILLBOARD
    200
  • HOT 100
    EUA
1
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
2
Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
RANKING COMPLETO
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Vivos e tocando: Artistas com mais de 79 anos ainda em atividade

Lista tem Tony Bennett, Tom Zé e Elza Soares, entre outros

por Marcos Lauro em 20/10/2016

Elza Soares: 80 (completados em 23 de junho)

Elza, aos 79 anos, foi a cantora mais experiente a aparecer na lista de artistas mais completos do Brasil. Lançou o aclamado A Mulher Do Fim Do Mundo em 2015 e tem uma concorrida agenda de shows pelo país. Ainda conseguiu tempo para gravar um tributo ao compositor Lupicínio Rodrigues, Elza Canta E Chora Lupi, lançado em 2016 em CD e DVD. Atualmente, faz campanha de financiamento coletivo para lançar o DVD da sua atual turnê. Ah, e ainda cantou na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

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Kay Starr: 95 (completados em 21 de julho)

Kay foi a primeira cantora a chegar ao topo do Hot 100 na era do rock. Ela assinou com a gravadora Capitol em 1948 e tinha hits do pré-rock como "Wheel Of Fortune" e "Side By Side". Em seguida, ela se mudou para o selo RCA e foi número 1 em fevereiro de 1956 com "Rock And Roll Waltz". Voltou para a Capitol em 1961 e fez sua última aparição no Hot 100 em 1962, com "Four Walls". Segue fazendo shows.

Divulgação

Little Richard: 85 (completados em 5 de dezembro)

Em maio, logo depois de boatos darem conta de uma suposta saúde debilitada de Little Richard, ele divulgou: “Eu ainda estou cantando. Não faço shows como costumava fazer, mas eu ainda tenho a minha voz, eu ando por aí. Fiz uma cirurgia no quadril há um tempo, mas eu sou saudável”.

Divulgação

Charles Aznavour: 93 (completados em 22 de maio)

Difícil encontrar um cantor francês com uma carreira tão longa e de tanto sucesso quanto Charles Aznavour. Gravou seu primeiro álbum de estúdio em 1953 e seu trabalho mais recente é de 2015. Sua "turnê de despedida" começou em 2006 e, dez anos depois, ela segue com shows em Tóquio, Osaka, Barcelona e Marbella e tem datas ainda em Verona e na Antuérpia. Aznavour escreveu mais de 600 canções, estrelou mais de 60 filmes e gravou em oito idiomas.

Divulgação

Rolando Boldrin: 81 (completados em 22 de outubro)

Com extensa experiência na TV desde os anos 1970 como ator e apresentador, é considerado até hoje um dos grandes divulgadores da cultura popular no Brasil e tem vários discos gravados. Atualmente, todo domingo, às 10 horas da manhã, está no ar na TV Cultura com o programa Senhor Brasil. Exímio contador de causos, Boldrin intercala a contação de histórias com músicas de artistas de todo o país.

Divulgação

Buddy Guy: 81 (completados em 30 de julho)

Buddy Guy é considerado o último grande bluesman vivo, já que B.B. King morreu há cerca de um ano. Influenciado por Muddy Waters, começou a tocar em bares de Chicago ainda nos anos 1950 e foi boicotado no começo da carreira pela sua própria gravadora, a Chess Records, que considerava seu som muito barulhento. Depois de servir como músico de estúdio, conseguiu lançar seu álbum solo pela gravadora somente em 1967. Em 2015, lançou Born To Play Guitar e segue em turnê.

Divulgação

Jon Hendricks: 96 (completados em 16 de setembro)

Famoso por ser o pioneiro do vocalese (gênero do jazz em que letras são adicionadas a músicas instrumentais), Hendricks é aclamado por seu trabalho no trio Lambert, Hendricks e Ross, bem como por sua própria carreira solo. Ele também é conhecido por seus scat singing (técnica parecida com o vocalese, mas com vocalizações que não formam palavras, mas sim onomatopeias e outros sons).

Divulgação

Nelson Sargento: 93 (completados em 25 de julho)

Nelson Mattos ganhou o apelido de Sargento quando ocupou, realmente, essa patente no Exército nos anos 1940. Mas nessa época ele já fazia parte do quadro de compositores da Mangueira, demonstrando sua verdadeira aptidão: a música. Tem composições nas vozes de Paulinho da Viola, Elizeth Cardoso e Beth Carvalho, entre outros – seu primeiro disco, cantando suas composições, veio somente em 1979. Atualmente, segue fazendo shows e participando de uma série de apresentações de seus colegas sambistas.

Divulgação

Tony Bennett: 91 (completados em 3 de agosto)

Bennett está na ativa e é o artista mais velho a liderar o Billboard 200 – isso aconteceu em 2014, quando lançou o álbum Cheek To Cheek com Lady Gaga. Atualmente está em turnê e o canal americano NBC prepara um especial de duas horas sobre seus nove séculos de vida. O programa vai ao ar no dia 20 de dezembro.

Divulgação

Roberto Menescal: 80 (completados em 25 de outubro)

Nascido em Vitória, no Espírito Santo, mas criado em Copacabana, no Rio de Janeiro, Menescal é um dos nomes fundamentais da bossa nova – é compositor de “O Barquinho”, um dos hinos do gênero. Tocou com Vinicius de Moraes, Dorival Caymmi, Maysa e Aracy de Almeida. Foi um dos músicos a participar, em 1962, do Festival da Bossa Nova no Carnegie Hall, em Nova York, o evento que impulsionou a música brasileira para fora do país.

Divulgação

Monarco: 84 (completados em 17 de agosto)

Integrante da ala de compositores da Portela desde 1950, Monarco, 20 anos depois, já gravava ao lado da velha guarda da mesma escola. Como é comum entre os compositores do samba, lançou seu primeiro álbum como cantor tardiamente, somente em 1974. Seu álbum mais recente é o premiado Passado de Glória – Monarco 80 anos, lançado em 2014 com apoio Natura Musical.

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Tony Campelo: 81 (completados em 24 de fevereiro)

Irmão de Celly Campelo, foi um dos pioneiros do rock and roll no Brasil. Juntos, lançaram o compacto com “Perdoa-Me” e “Belo Rapaz” em 1958. Celly faleceu em 2003, bem longe dos holofotes – seu último trabalho foi lançado em 1979 e ela optou por uma vida mais pacata no interior de São Paulo –, mas Tony segue sua carreira fazendo shows e sendo reverenciado pela nova geração

Reprodução

Angela Maria: 88 (completados em 15 de maio)

Uma das primeiras divas da música brasileira, começou sua carreira em 1948 cantando em boates do Rio de Janeiro e foi figura importante da Era do Rádio (anos 1950). Participou de diversos filmes no final da mesma década e conquistou um grande público com seus boleros, marchas e sambas. Lançou recentemente um CD de duetos com Cauby Peixoto, artista com quem começou a fazer parcerias em 1977 e que faleceu em maio de 2016.

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Harry Belafonte: 90 anos (01 de março)

O cantor, ator e ativista político (chegou a marchar ao lado de Martin Luther King Jr.) de ascendência jamaicana continua em atividade. Ele lançará um álbum em comemoração aos seus 90 anos, When Colors Come Together: The Legacy of Harry Belafonte, uma celebração da luta do seu trabalho como artista: a harmonia racial. “As diferenças que existem entre nós deveriam nos atrair e não nos alienar um do outro”.

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Jerry Lee Lewis: 81 (completados em 29 de setembro)

Jerry Lee Lewis colocou fogo no rock nos anos 1960 com seu estilo peculiar de tocar piano: rápido, violento e, literalmente, incendiário. Atualmente, segue em turnê num ritmo mais lento, o que é completamente compreensível. Veio ao Brasil em 2009 e fez shows de uma hora de duração, considerado pouco tempo se comparado às apresentações de outros grupos internacionais que pintam por aqui. Mas em uma hora, The Killer, como é chamado, mostrou seus hits e sua vitalidade.

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Tom Zé: 80 (completados em 11 de outubro)

O cantor e compositor Tom Zé é o nome mais experiente da lista de artistas mais completos do Brasil. Depois da sua volta triunfante nos anos 1990 pelas mãos de David Byrne, que divulgou seu trabalho pelo mundo e evitou que Tom Zé virasse frentista de um posto de gasolina na sua terra natal na Bahia, o cantor não parou mais. Está em turnê e, no dia do seu aniversário, anunciou mais um álbum.

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