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Wesley Safadão: menos shows e mais hits para 2016

por em 08/01/2016
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/b>Por Rodrigo Amaral da Rocha Ir ao encontro de Wesley Safadão em São Paulo é entrar em um táxi e ter como trilha sonora o próprio entrevistado. Pegar um táxi hoje em dia na capital paulista é ver que o taxista está preocupado com o que o passageiro está ouvindo. "Quer que desligue ou troque de rádio?", pergunta o condutor de sotaque nordestino. "Camarote" tocava em uma rádio popular, justamente o single que fez o cantor cearense ampliar o sucesso, até então "limitado" ao nordeste, para o sul do mapa. 2015 foi o ano de reconhecer que um dos caras mais populares do Brasil é do forró, tem cabelo comprido e um nome pra lá de malicioso. A Internet também se rendeu a essa carismática figura, que aproveitou muito bem essa onda e pôde falar que não tem nada a ver com uma das palavras mais marteladas nos noticiários e nas conversas de bar. Safadão não parece ser afetado nem 1% pela crise. Apesar das glórias do último ano, 2016 reserva o maior desafio para a carreira de Wesley: se manter no topo. Em entrevista exclusiva a Billboard Brasil, a estrela pop fala sobre sucesso, estratégias de carreira e próximos planos. WESLEY SAFADÃO, O MITO DAS REDES SOCIAIS Qual a sua média de shows atualmente? Faço entre 22 e 27 shows. Você não pensar em diminuir? O que eu peço é que de segunda a quarta-feira sejam só coisas realmente legais. Na segunda eu descanso, na terça começo a pensar, para na quarta começar a produzir algo, e de quinta a domingo é cair na estrada. O pensamento é dar uma maneirada, sim. Você percebe uma diferença entre tocar para o público do sul/sudeste do país? Como “Camarote” abriu muitas portas para mim nesses lugares que eu nunca toquei antes, eu penso que a galera vai conhecer essa e mais duas, três músicas, mas eu me surpreendo como a galera tá por dentro do repertório, o que facilita muito. E como é tocar uma noite em uma festa popular e no outro dia tocar em uma casa de shows para o público classe A de São Paulo [no dia da entrevista ele se apresentaria no Villa Mix São Paulo]? Pois é... Até conversando entre outros artistas, alguns me dizem que eu tenho conseguido coisas que até então ninguém do meu segmento conseguiu, que é tocar para a galerinha formadora de opinião. A procura é sempre muito grande. Você muda muito de repertório entre um show e outro... Tem gente que me diz 'cara, tu gosta de trabalhar, hein'. Porque, pra você ter uma ideia, eu já lancei umas 12,16 músicas que não está nem no DVD que eu vou lançar. Eu tenho uma forma de pensar. Eu não vou trabalhar uma música no estúdio, lançar ela na rádio e ficar um ano trabalhando ela. Por mim, eu lanço uma música toda semana, não consigo segurar. Eu chego antes do show no camarim, ensaio com minha banda, a gente toca, põe na Internet e vamos pro abraço. E você acha que esse é o segredo do seu sucesso? Hoje os artistas ganham muito com show. Eu acredito muito que quando eu lanço algo, a pessoa que adora meu trabalho vai correndo ouvir, se a for legal ela fica, se não, eu tiro. Não tenho medo de arriscar em música. Se eu lancei e não prestou, eu tiro do meu repertório. Quando o Wesley Safadão ficou maior que o Garota Safada? Se dependesse de mim, eu já teria mudado logo na primeira conversa. Quando a gente olhou na Internet para ver como as pessoas procuravam, e 9 de 10 era pelo Garota Safada. Foi um processo de dois anos mais ou menos. Primeiro colocamos o Wesley Safadão escrito no cartaz do show, depois fizemos uma logomarca. Foi tudo uma análise de mercado, como banda Eva e Ivete Sangalo. É a força do artista e não dá banda. Tem uma equipe muito grande por trás disso tudo? São dois escritórios – um para administração de venda e outro para o administração do grupo -, duas estruturas, no total a equipe tem mais de 200 pessoas. Você tem feito muitas participações, principalmente com artistas do sertanejo. Com quem você sonha fazer uma participação? Já foi um grande sonho gravar com a Ivete agora [em “Parece Que O Vento”]. Não sei se está muito distante, mas gravar um dia com o Roberto Carlos. Teve gente pedindo para você gravar o especial do ano novo no lugar do Roberto... Eu acho maior barato o jeito que a galera brinca na Internet. Sempre acompanho essas coisas, se eu não vejo me mandam no Whatsapp, quando é bom ou quando é ruim. A galera também tira uma onda pesada. Já sugeriram para você tirar o Safadão do nome? O Safadão não, mas o nome da banda na época sim. Algumas pessoas diziam, "imagina o Faustão anunciando: ‘vem aí, garota safada’". Você tem o Safadão no nome, canta sobre bebedeira e pegação. Como é essa relação? Pois é. Compositor meu quando me manda música é sempre sobre cachaça. “Se a música fala um pouquinho de safadeza, essa daí é do Safadão”. Eu tenho muito cuidado com as palavras que vão nas minhas músicas. Eu tenho que saber usar legal o nome Safadão, porque eu tenho um público de todas as faixas etárias e todas as classes. Antes eu não me preocupava tanto. Hoje, se eu pego uma música de um compositor que eu gosto e as vezes tem “raparigueiro” na letra, eu peço para tentar trocar. Mas faz parte do seu universo sair para tomar uma no bar? Cara, inclusive nesse momento, estou há pouco mais de um mês sem beber. Eu bebia, mas nunca demais, até porque minha mãe sempre me dizia que se eu fizer alguma besteira em cima do palco ou sair uma matéria por causa de bebida ia ser o maior desgosto da vida dela. Em Fortaleza mesmo tem vários lugares legais para ir, mas eu gosto mesmo das bagaceiras. Um dia por lá eu comecei a beber e na saída do bar, quando e já estava legalzinho, alguém fez um vídeo e aí eu vi que tinha que tomar cuidado. Você fala muito da sua mãe, ela continua cuidando da sua carreira? Junto com meu irmão e meu primo, eles vivem no escritório cuidando da administração em Fortaleza. O que é a fama para você? Pra ser sincero, eu não me enxergo como um cara famoso. Talvez a ficha ainda não tenha caído e nem quero que caia. É uma coisa que eu busco, eu trabalho e quero que o trabalho seja reconhecido, mas eu nunca deixei de fazer minhas coisas por conta de foto ou da fama. Não consigo te responder porque eu ainda não estou vivendo esse lado. E e se daqui uns meses o Wesley Safadão caísse no esquecimento, você estaria preparado? Eu sei que isso é passageiro. Muitos artistas têm o seu momento e logo passa. Eu trabalho para o que eu faço hoje nunca seja esquecido, mas um dia o sucesso vai abaixar. A minha preocupação é que dure o máximo de tempo e que eu construa uma coisa legal para olha para trás e ver que eu vivi um grande momento. Para dar continuidade, quais são os planos? Como eu falei, eu gosto de lançar muito. No começo do ano já quero gravar um CD e outro DVD, sem deixar um espaço muito grande entre um trabalho e o outro.
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Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
Gusttavo LIma
2
Saudade
Eduardo Costa
3
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
Aquela Pessoa
Henrique & Juliano
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Wesley Safadão: menos shows e mais hits para 2016

por em 08/01/2016
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/b>Por Rodrigo Amaral da Rocha Ir ao encontro de Wesley Safadão em São Paulo é entrar em um táxi e ter como trilha sonora o próprio entrevistado. Pegar um táxi hoje em dia na capital paulista é ver que o taxista está preocupado com o que o passageiro está ouvindo. "Quer que desligue ou troque de rádio?", pergunta o condutor de sotaque nordestino. "Camarote" tocava em uma rádio popular, justamente o single que fez o cantor cearense ampliar o sucesso, até então "limitado" ao nordeste, para o sul do mapa. 2015 foi o ano de reconhecer que um dos caras mais populares do Brasil é do forró, tem cabelo comprido e um nome pra lá de malicioso. A Internet também se rendeu a essa carismática figura, que aproveitou muito bem essa onda e pôde falar que não tem nada a ver com uma das palavras mais marteladas nos noticiários e nas conversas de bar. Safadão não parece ser afetado nem 1% pela crise. Apesar das glórias do último ano, 2016 reserva o maior desafio para a carreira de Wesley: se manter no topo. Em entrevista exclusiva a Billboard Brasil, a estrela pop fala sobre sucesso, estratégias de carreira e próximos planos. WESLEY SAFADÃO, O MITO DAS REDES SOCIAIS Qual a sua média de shows atualmente? Faço entre 22 e 27 shows. Você não pensar em diminuir? O que eu peço é que de segunda a quarta-feira sejam só coisas realmente legais. Na segunda eu descanso, na terça começo a pensar, para na quarta começar a produzir algo, e de quinta a domingo é cair na estrada. O pensamento é dar uma maneirada, sim. Você percebe uma diferença entre tocar para o público do sul/sudeste do país? Como “Camarote” abriu muitas portas para mim nesses lugares que eu nunca toquei antes, eu penso que a galera vai conhecer essa e mais duas, três músicas, mas eu me surpreendo como a galera tá por dentro do repertório, o que facilita muito. E como é tocar uma noite em uma festa popular e no outro dia tocar em uma casa de shows para o público classe A de São Paulo [no dia da entrevista ele se apresentaria no Villa Mix São Paulo]? Pois é... Até conversando entre outros artistas, alguns me dizem que eu tenho conseguido coisas que até então ninguém do meu segmento conseguiu, que é tocar para a galerinha formadora de opinião. A procura é sempre muito grande. Você muda muito de repertório entre um show e outro... Tem gente que me diz 'cara, tu gosta de trabalhar, hein'. Porque, pra você ter uma ideia, eu já lancei umas 12,16 músicas que não está nem no DVD que eu vou lançar. Eu tenho uma forma de pensar. Eu não vou trabalhar uma música no estúdio, lançar ela na rádio e ficar um ano trabalhando ela. Por mim, eu lanço uma música toda semana, não consigo segurar. Eu chego antes do show no camarim, ensaio com minha banda, a gente toca, põe na Internet e vamos pro abraço. E você acha que esse é o segredo do seu sucesso? Hoje os artistas ganham muito com show. Eu acredito muito que quando eu lanço algo, a pessoa que adora meu trabalho vai correndo ouvir, se a for legal ela fica, se não, eu tiro. Não tenho medo de arriscar em música. Se eu lancei e não prestou, eu tiro do meu repertório. Quando o Wesley Safadão ficou maior que o Garota Safada? Se dependesse de mim, eu já teria mudado logo na primeira conversa. Quando a gente olhou na Internet para ver como as pessoas procuravam, e 9 de 10 era pelo Garota Safada. Foi um processo de dois anos mais ou menos. Primeiro colocamos o Wesley Safadão escrito no cartaz do show, depois fizemos uma logomarca. Foi tudo uma análise de mercado, como banda Eva e Ivete Sangalo. É a força do artista e não dá banda. Tem uma equipe muito grande por trás disso tudo? São dois escritórios – um para administração de venda e outro para o administração do grupo -, duas estruturas, no total a equipe tem mais de 200 pessoas. Você tem feito muitas participações, principalmente com artistas do sertanejo. Com quem você sonha fazer uma participação? Já foi um grande sonho gravar com a Ivete agora [em “Parece Que O Vento”]. Não sei se está muito distante, mas gravar um dia com o Roberto Carlos. Teve gente pedindo para você gravar o especial do ano novo no lugar do Roberto... Eu acho maior barato o jeito que a galera brinca na Internet. Sempre acompanho essas coisas, se eu não vejo me mandam no Whatsapp, quando é bom ou quando é ruim. A galera também tira uma onda pesada. Já sugeriram para você tirar o Safadão do nome? O Safadão não, mas o nome da banda na época sim. Algumas pessoas diziam, "imagina o Faustão anunciando: ‘vem aí, garota safada’". Você tem o Safadão no nome, canta sobre bebedeira e pegação. Como é essa relação? Pois é. Compositor meu quando me manda música é sempre sobre cachaça. “Se a música fala um pouquinho de safadeza, essa daí é do Safadão”. Eu tenho muito cuidado com as palavras que vão nas minhas músicas. Eu tenho que saber usar legal o nome Safadão, porque eu tenho um público de todas as faixas etárias e todas as classes. Antes eu não me preocupava tanto. Hoje, se eu pego uma música de um compositor que eu gosto e as vezes tem “raparigueiro” na letra, eu peço para tentar trocar. Mas faz parte do seu universo sair para tomar uma no bar? Cara, inclusive nesse momento, estou há pouco mais de um mês sem beber. Eu bebia, mas nunca demais, até porque minha mãe sempre me dizia que se eu fizer alguma besteira em cima do palco ou sair uma matéria por causa de bebida ia ser o maior desgosto da vida dela. Em Fortaleza mesmo tem vários lugares legais para ir, mas eu gosto mesmo das bagaceiras. Um dia por lá eu comecei a beber e na saída do bar, quando e já estava legalzinho, alguém fez um vídeo e aí eu vi que tinha que tomar cuidado. Você fala muito da sua mãe, ela continua cuidando da sua carreira? Junto com meu irmão e meu primo, eles vivem no escritório cuidando da administração em Fortaleza. O que é a fama para você? Pra ser sincero, eu não me enxergo como um cara famoso. Talvez a ficha ainda não tenha caído e nem quero que caia. É uma coisa que eu busco, eu trabalho e quero que o trabalho seja reconhecido, mas eu nunca deixei de fazer minhas coisas por conta de foto ou da fama. Não consigo te responder porque eu ainda não estou vivendo esse lado. E e se daqui uns meses o Wesley Safadão caísse no esquecimento, você estaria preparado? Eu sei que isso é passageiro. Muitos artistas têm o seu momento e logo passa. Eu trabalho para o que eu faço hoje nunca seja esquecido, mas um dia o sucesso vai abaixar. A minha preocupação é que dure o máximo de tempo e que eu construa uma coisa legal para olha para trás e ver que eu vivi um grande momento. Para dar continuidade, quais são os planos? Como eu falei, eu gosto de lançar muito. No começo do ano já quero gravar um CD e outro DVD, sem deixar um espaço muito grande entre um trabalho e o outro.