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Xê pensa dentro da caixa em disco de estreia

por em 25/02/2016
P
or Rodrigo Amaral da Rocha
Alessandro Fontanari Casanova, ou apenas Xê, começou sua carreira musical na década de 1990 com a banda Tribo Brasil. Mais de duas décadas depois, o cantor e compositor, hoje com 43 anos, está se lançando em carreira solo. Para lançar um trabalho de estreia tanto tempo após se lançar na música profissional, Xê escolheu o músico Marcelo Yuka como produtor. Depois de gravar voz e violão, Yuka foi colocando beats, efeitos e arranjos “tudo isso sem mexer nas estruturas das canções, mantendo a essência, deixando assim mais modernas e contemporâneas”. Caixa De Música é o nome escolhido para sua estreia e tem a ver “com a ideia de você abrir seu peito, seu coração, ser mais flexível nas atitudes, decisões, no dia a dia, se cobrar menos, levar as coisas com mais leveza”, explica ele. O disco foi concebido em volta de um tema ou com a intenção de passar uma mensagem? No começo não tinha ideia, nem tema, nada disso. Tudo foi se formando naturalmente. Eu tinha as músicas e a certeza de que o Yuka faria algo interessante. Então, foi acontecendo. Nas conversas que rolavam antes e durante as gravações, a coisa foi criando forma, ficando delicada, sutil, minimalista, fomos percebendo que ali tinha uma ideia, que tinha uma mensagem, e essa, por mais piegas que possa parecer era AMOR. Não apenas o AMOR romântico e sim o amor num todo, pelos animais, pelo trabalho, pelo simples acordar. O AMOR na sua forma maior, transformador, revolucionário. Como foi trabalhar com Marcelo Yuka? O que ele agregou ao seu som? Trabalhar com o Yuka foi de tudo um pouco. Divertido, diferente, intuitivo, mas, acima de tudo, o que pude perceber nesse "nosso" disco, foi a entrega e a dedicação. O quanto a parada é lúdica, mas séria, ele respira arte, movimenta as coisas ao seu redor, faz a "roda girar". Quando entrávamos no estúdio eram horas a fio. Com o Yuka não tem corpo mole. Foi uma gestação longa, porém prazerosa, foi uma faculdade pra mim. Emocionante e sem dúvidas, um divisor na minha carreira. Minhas canções ficaram mais modernas e contemporâneas. O Yuka foi extremamente generoso comigo, me fez sentir renovado com minha arte, com a minha música, mais que isso, renovado comigo mesmo. O que você carregaria dentro de sua caixa de música? Loka samasta sukinu bavantu, que é um mantra em sânscrito que tem como entendimento "que todos os seres, em todas as partes, encontrem a felicidade", esse entendimento é o que quero carregar em minha "caixa de música". A fé de que o bem ainda é MAIOR, e o AMOR, salvador. Ouça:
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Eu Vou Te Buscar (Cha La La La La) (part. Hungria Hip Hop)
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Amor Da Sua Cama
Felipe Araújo
3
Saudade
Eduardo Costa
4
Bengala E Crochê
Maiara & Maraisa
5
De Quem É A Culpa?
Marília Mendonça
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Xê pensa dentro da caixa em disco de estreia

por em 25/02/2016
P
or Rodrigo Amaral da Rocha
Alessandro Fontanari Casanova, ou apenas Xê, começou sua carreira musical na década de 1990 com a banda Tribo Brasil. Mais de duas décadas depois, o cantor e compositor, hoje com 43 anos, está se lançando em carreira solo. Para lançar um trabalho de estreia tanto tempo após se lançar na música profissional, Xê escolheu o músico Marcelo Yuka como produtor. Depois de gravar voz e violão, Yuka foi colocando beats, efeitos e arranjos “tudo isso sem mexer nas estruturas das canções, mantendo a essência, deixando assim mais modernas e contemporâneas”. Caixa De Música é o nome escolhido para sua estreia e tem a ver “com a ideia de você abrir seu peito, seu coração, ser mais flexível nas atitudes, decisões, no dia a dia, se cobrar menos, levar as coisas com mais leveza”, explica ele. O disco foi concebido em volta de um tema ou com a intenção de passar uma mensagem? No começo não tinha ideia, nem tema, nada disso. Tudo foi se formando naturalmente. Eu tinha as músicas e a certeza de que o Yuka faria algo interessante. Então, foi acontecendo. Nas conversas que rolavam antes e durante as gravações, a coisa foi criando forma, ficando delicada, sutil, minimalista, fomos percebendo que ali tinha uma ideia, que tinha uma mensagem, e essa, por mais piegas que possa parecer era AMOR. Não apenas o AMOR romântico e sim o amor num todo, pelos animais, pelo trabalho, pelo simples acordar. O AMOR na sua forma maior, transformador, revolucionário. Como foi trabalhar com Marcelo Yuka? O que ele agregou ao seu som? Trabalhar com o Yuka foi de tudo um pouco. Divertido, diferente, intuitivo, mas, acima de tudo, o que pude perceber nesse "nosso" disco, foi a entrega e a dedicação. O quanto a parada é lúdica, mas séria, ele respira arte, movimenta as coisas ao seu redor, faz a "roda girar". Quando entrávamos no estúdio eram horas a fio. Com o Yuka não tem corpo mole. Foi uma gestação longa, porém prazerosa, foi uma faculdade pra mim. Emocionante e sem dúvidas, um divisor na minha carreira. Minhas canções ficaram mais modernas e contemporâneas. O Yuka foi extremamente generoso comigo, me fez sentir renovado com minha arte, com a minha música, mais que isso, renovado comigo mesmo. O que você carregaria dentro de sua caixa de música? Loka samasta sukinu bavantu, que é um mantra em sânscrito que tem como entendimento "que todos os seres, em todas as partes, encontrem a felicidade", esse entendimento é o que quero carregar em minha "caixa de música". A fé de que o bem ainda é MAIOR, e o AMOR, salvador. Ouça: