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7 vezes em que Beyoncé provou ser uma verdadeira ativista

Seja falando de feminismo ou sobre racismo, a cantora faz questão de usar a fama para discutir assuntos importantes

por Redação em 09/01/2018

Beyoncé não gosta muito de dividir detalhes íntimos de sua vida – pelo menos antes do lançamento de Lemonade – mas quando se trata de advogar por justiça social e política, ela trabalha duro para fazer sua voz ecoar.

Um dia antes de sua performance no intervalo do Super Bowl ao lado do Coldplay e de Bruno Mars, ela lançou “Formation” de surpresa, acompanhada de um clipe poderoso. “Ela quer que a gente saiba – mais do que nunca – que ela mantém suas raízes, está prestando atenção no que está acontecendo” disse a escritora Jenna Wortham em um texto opinativo no New York Times após o lançamento do clipe.

Beyoncé mostrou seu apoio a diferentes movimentos sociais, desde a performance inspirada nos Panteras Negras para o Super Bowl até a defesa do Black Lives Matter.

Reunimos alguns momentos em que Beyoncé mostrou seu ativismo:

2014 – Performance no VMA com a palavra “Feminista” no telão
Se você já teve dúvidas sobre a opinião de Beyoncé sobre feminismo e empoderamento feminino, uma rápida visita por seu repertório revelará faixas feitas para empoderar mulheres como “Run The World (Girls)”, “Single Ladies”, “Pretty Hurts” e a lista continua. Se ainda continua em dúvida, o largo e brilhante telão com a palavra “Feminista” estampada durante a performance no VMA em 2014 te ajudará a responder seus questionamentos.

Ela apresentou um medley de 15 minutos, iniciado por “Flawless”, música que conta com trechos do texto “We Should All Be Feminists” (Todos nós deveríamos ser feministas, em tradução livre), da poeta Chimamanda Ngozi Adichie.

2015 - “Take My Hand, Precious Lord”: The Voices
Para o 57º Grammy, Beyoncé teve a tarefa de apresentar a performance de John Legend e Common para a música “Glory”, com sua própria interpretação do clássico “Take My Hand, Precious Lord”. A interpretação da emocionante e poderosa balada foi memorável porque Beyoncé estava acompanhada de um coral formado apenas por homens – alguns foram apresentados em um mini documentário lançado pela cantora sobre a performance.  

A filmagem mostra os bastidores dos ensaios da apresentação, em que Beyoncé revela que escolheu a dedo os homens que participariam. “Queria encontrar homens de verdade que viveram, batalharam, choraram, tem luz e espírito. Senti que era uma oportunidade para mostrar a força e a vulnerabilidade de homens negros”.

Durante o vídeo, os homens contam suas experiências como negros nos Estados Unidos, como serem vistos como “ameaças” e causarem medo nos outros mesmo sem terem feito nada.

2016 - Beyoncé lança “Formation”
Beyoncé relembrou suas raízes ao mostrar a cidade de Nova Orleans após a passagem do furacão Katrina em um clipe de quase cinco minutos. Logo no início, a nativa de Houston, Texas, aparece no topo de um carro de polícia que está submerso em água. Perto do fim, um jovem todo vestido de preto se posiciona em frente a um exército de policiais com as mãos para cima enquanto lemos “parem de atirar na gente” pichado em uma parede.

Em sua performance no Super Bowl, ela e seus dançarinos fizeram história ao usarem figurinos que remetiam aos Panteras Negras. Ela também fez uma homenagem a Michael Jackson ao usar um colete parecido com o que o Rei do Pop usou em 1993. A performance recebeu elogios e críticas de espectadores, mas Beyoncé sabia o que estava fazendo – ela trouxe um assunto que muitas vezes é ignorado para um dos maiores palcos do mundo e foi paga para isso.

2016 – Declarações políticas no VMA
Beyoncé fez algumas declarações claras desde a aparição no tapete vermelho da edição de 2016 do VMA. Ela convidou as mães de Trayvon Martin, Oscar Grant, Mike Brown e Eric Garner, negros vítimas de violência policial – algumas já tinham aparecido no álbum visual Lemonade – para a cerimônia. Depois, ela posou com seu grupo de amigas Negras e de todas as idades e tipo físico.

Durante a performance de “Formation”, suas dançarinas formaram o símbolo de vênus no palco para honrar as mulheres.

2016 – Beyoncé apoia Hillary Clinton
A cantora tentou conquistar votos para Hillary Clinton na eleição presidencial dos Estados Unidos. Para mobilizar jovens votantes em um show promovido por JAY-Z em Ohio, Beyoncé subiu ao palco e fez um discurso apoiando Hillary.

“Houve um tempo em que a opinião de uma mulher não importava. Se você era negra, branca, Mexicana, asiática, muçulmana, educada, pobre ou rica, se você era mulher, nada mais importava. Menos de 100 anos atrás, as mulheres não tinham direito ao voto. Vejam quão longe chegamos, prestes a fazer história novamente ao eleger a primeira mulher presidente. Mas precisamos votar. O mundo nos vê como um país progressista que lidera a mudança”, disse na ocasião.

2017 – Beyoncé visita a cidade natal de Houston após o desastre do furacão Harvey
O furacão Harvey passou pelo Sul dos Estados Unidos em agosto, destruindo casas no Texas e em Louisiana. Beyoncé, nascida em Houston, divulgou um comunicado ao jornal Houston Cronicle anunciando que ajudaria com recursos. Várias celebridades anunciaram doações, mas Beyoncé foi um pouco mais longe e viajou até a cidade para conhecer algumas das famílias afetadas.

“Hoje é o dia de celebrar a sobrevivência. Vocês são a minha família. Houston é a minha casa. Agradeço a Deus por vocês estarem bem, por seus filhos estarem bem. Acho que o que realmente importa é a saúde de vocês e de suas famílias”, disse em um discurso em uma Igreja local. “Só quero dizer que amo vocês. Tenho a bênção de poder abençoar outras pessoas e peço a Deus para continuar a fazer isso pelos outros”.

A cantora, acompanhada por sua mãe e a ex-Destiny’s Child Michelle Williams também distribuíram comida para as vítimas do desastre.

2017 – Beyoncé entrega o prêmio Muhammad Ali Legacy ao jogador Colin Kaepernick
O jogador Colin Kaepernick – que chamou atenção ao protestar durante o hino nacional americano e foi tão criticado quanto elogiado – teve um ano movimentado, mas recebeu o prêmio Muhammad Ali Legacy em cerimônia realizada pela revista Sports Illustrated. Para surpresa do público, o prêmio foi entregue por Beyoncé, que agradeceu o jogador por seu ato.

“Obrigada por seu sacrifício pessoal. Colin tomou uma atitude sem medo das consequências ou da repercussão, apenas querendo mudar o mundo para melhor; para mudar a percepção, o jeito que tratamos uns aos outros, especialmente pessoas de cor”.

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7 vezes em que Beyoncé provou ser uma verdadeira ativista

Seja falando de feminismo ou sobre racismo, a cantora faz questão de usar a fama para discutir assuntos importantes

por Redação em 09/01/2018

Beyoncé não gosta muito de dividir detalhes íntimos de sua vida – pelo menos antes do lançamento de Lemonade – mas quando se trata de advogar por justiça social e política, ela trabalha duro para fazer sua voz ecoar.

Um dia antes de sua performance no intervalo do Super Bowl ao lado do Coldplay e de Bruno Mars, ela lançou “Formation” de surpresa, acompanhada de um clipe poderoso. “Ela quer que a gente saiba – mais do que nunca – que ela mantém suas raízes, está prestando atenção no que está acontecendo” disse a escritora Jenna Wortham em um texto opinativo no New York Times após o lançamento do clipe.

Beyoncé mostrou seu apoio a diferentes movimentos sociais, desde a performance inspirada nos Panteras Negras para o Super Bowl até a defesa do Black Lives Matter.

Reunimos alguns momentos em que Beyoncé mostrou seu ativismo:

2014 – Performance no VMA com a palavra “Feminista” no telão
Se você já teve dúvidas sobre a opinião de Beyoncé sobre feminismo e empoderamento feminino, uma rápida visita por seu repertório revelará faixas feitas para empoderar mulheres como “Run The World (Girls)”, “Single Ladies”, “Pretty Hurts” e a lista continua. Se ainda continua em dúvida, o largo e brilhante telão com a palavra “Feminista” estampada durante a performance no VMA em 2014 te ajudará a responder seus questionamentos.

Ela apresentou um medley de 15 minutos, iniciado por “Flawless”, música que conta com trechos do texto “We Should All Be Feminists” (Todos nós deveríamos ser feministas, em tradução livre), da poeta Chimamanda Ngozi Adichie.

2015 - “Take My Hand, Precious Lord”: The Voices
Para o 57º Grammy, Beyoncé teve a tarefa de apresentar a performance de John Legend e Common para a música “Glory”, com sua própria interpretação do clássico “Take My Hand, Precious Lord”. A interpretação da emocionante e poderosa balada foi memorável porque Beyoncé estava acompanhada de um coral formado apenas por homens – alguns foram apresentados em um mini documentário lançado pela cantora sobre a performance.  

A filmagem mostra os bastidores dos ensaios da apresentação, em que Beyoncé revela que escolheu a dedo os homens que participariam. “Queria encontrar homens de verdade que viveram, batalharam, choraram, tem luz e espírito. Senti que era uma oportunidade para mostrar a força e a vulnerabilidade de homens negros”.

Durante o vídeo, os homens contam suas experiências como negros nos Estados Unidos, como serem vistos como “ameaças” e causarem medo nos outros mesmo sem terem feito nada.

2016 - Beyoncé lança “Formation”
Beyoncé relembrou suas raízes ao mostrar a cidade de Nova Orleans após a passagem do furacão Katrina em um clipe de quase cinco minutos. Logo no início, a nativa de Houston, Texas, aparece no topo de um carro de polícia que está submerso em água. Perto do fim, um jovem todo vestido de preto se posiciona em frente a um exército de policiais com as mãos para cima enquanto lemos “parem de atirar na gente” pichado em uma parede.

Em sua performance no Super Bowl, ela e seus dançarinos fizeram história ao usarem figurinos que remetiam aos Panteras Negras. Ela também fez uma homenagem a Michael Jackson ao usar um colete parecido com o que o Rei do Pop usou em 1993. A performance recebeu elogios e críticas de espectadores, mas Beyoncé sabia o que estava fazendo – ela trouxe um assunto que muitas vezes é ignorado para um dos maiores palcos do mundo e foi paga para isso.

2016 – Declarações políticas no VMA
Beyoncé fez algumas declarações claras desde a aparição no tapete vermelho da edição de 2016 do VMA. Ela convidou as mães de Trayvon Martin, Oscar Grant, Mike Brown e Eric Garner, negros vítimas de violência policial – algumas já tinham aparecido no álbum visual Lemonade – para a cerimônia. Depois, ela posou com seu grupo de amigas Negras e de todas as idades e tipo físico.

Durante a performance de “Formation”, suas dançarinas formaram o símbolo de vênus no palco para honrar as mulheres.

2016 – Beyoncé apoia Hillary Clinton
A cantora tentou conquistar votos para Hillary Clinton na eleição presidencial dos Estados Unidos. Para mobilizar jovens votantes em um show promovido por JAY-Z em Ohio, Beyoncé subiu ao palco e fez um discurso apoiando Hillary.

“Houve um tempo em que a opinião de uma mulher não importava. Se você era negra, branca, Mexicana, asiática, muçulmana, educada, pobre ou rica, se você era mulher, nada mais importava. Menos de 100 anos atrás, as mulheres não tinham direito ao voto. Vejam quão longe chegamos, prestes a fazer história novamente ao eleger a primeira mulher presidente. Mas precisamos votar. O mundo nos vê como um país progressista que lidera a mudança”, disse na ocasião.

2017 – Beyoncé visita a cidade natal de Houston após o desastre do furacão Harvey
O furacão Harvey passou pelo Sul dos Estados Unidos em agosto, destruindo casas no Texas e em Louisiana. Beyoncé, nascida em Houston, divulgou um comunicado ao jornal Houston Cronicle anunciando que ajudaria com recursos. Várias celebridades anunciaram doações, mas Beyoncé foi um pouco mais longe e viajou até a cidade para conhecer algumas das famílias afetadas.

“Hoje é o dia de celebrar a sobrevivência. Vocês são a minha família. Houston é a minha casa. Agradeço a Deus por vocês estarem bem, por seus filhos estarem bem. Acho que o que realmente importa é a saúde de vocês e de suas famílias”, disse em um discurso em uma Igreja local. “Só quero dizer que amo vocês. Tenho a bênção de poder abençoar outras pessoas e peço a Deus para continuar a fazer isso pelos outros”.

A cantora, acompanhada por sua mãe e a ex-Destiny’s Child Michelle Williams também distribuíram comida para as vítimas do desastre.

2017 – Beyoncé entrega o prêmio Muhammad Ali Legacy ao jogador Colin Kaepernick
O jogador Colin Kaepernick – que chamou atenção ao protestar durante o hino nacional americano e foi tão criticado quanto elogiado – teve um ano movimentado, mas recebeu o prêmio Muhammad Ali Legacy em cerimônia realizada pela revista Sports Illustrated. Para surpresa do público, o prêmio foi entregue por Beyoncé, que agradeceu o jogador por seu ato.

“Obrigada por seu sacrifício pessoal. Colin tomou uma atitude sem medo das consequências ou da repercussão, apenas querendo mudar o mundo para melhor; para mudar a percepção, o jeito que tratamos uns aos outros, especialmente pessoas de cor”.