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“Acusadores de Michael Jackson merecem ser ouvidos”, diz advogado sobre documentário

‘Leaving Wonderland’ estreará este mês, em Sundance, com depoimentos de dois homens que afirmam terem sido vítimas do cantor na infância

por Redação em 11/01/2019

Um advogado que representa os dois acusadores de Michael Jackson que aparecem em novo documentário afirma que as alegações de abuso sexual não foram descreditadas, como afirma o espólio do cantor, e que as vítimas merecem ser ouvidas. 

Vince Finaldi, que representa Wade Robson e James Safechuck em processos alegando que Jackson os molestou, disse que os casos foram arquivados por tecnicalidades e não por falta de credibilidade e que, no momento, eles estão apelando da decisão. “Nunca houve qualquer determinação sobre os depoimentos. Estamos do lado de nossos clientes, acreditamos neles e esperamos que suas versões sejam confirmadas.”

As histórias de Robson e Safechuck, que declararam já adultos que tinham sido abusados sexualmente por anos por Michael quando eram crianças, serão recontadas em um documentário de quatro horas, Leaving Neverland, que será exibido pela HBO e pelo canal britânico Channel 4. A estreia do projeto será em 25 de janeiro, no festival de cinema de Sundance.  

O espólio de MJ divulgou uma declaração dizendo que o documentário é “mais uma leva de alegações datadas e descreditadas”. “Wade Robson e James Safechuck deram seus depoimentos e disseram que Michael nunca fez nada de inapropriado com eles”, diz a declaração, afirmando ainda que os dois entraram com processos que foram arquivados.

Em 2005, Michael foi liberado das acusações de molestação, que não envolviam Robson ou Safechuck. Robson deu seu depoimento no julgamento, dizendo que dormiu no quarto do cantor muitas vezes, mas que nunca foi molestado por ele. Safechuck depôs de maneira similar.

Em 2013, Robson entrou com processo afirmando que estresse e trauma o forçaram a encarar a verdade de que tinha sido abusado sexualmente por MJ, que faleceu em 2009. Safechuck abriu processo similar ano seguinte.

O diretor e produtor do documentário, Dan Reed, disse em comunicado: “Foi preciso muita coragem para esses dois homens contarem suas histórias e eu não tenho dúvidas sobre a sua veracidade. Se há algo que aprendemos nesse momento é que abuso sexual é complicado e que as vozes dos sobreviventes precisam ser ouvidas”. 

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“Acusadores de Michael Jackson merecem ser ouvidos”, diz advogado sobre documentário

‘Leaving Wonderland’ estreará este mês, em Sundance, com depoimentos de dois homens que afirmam terem sido vítimas do cantor na infância

por Redação em 11/01/2019

Um advogado que representa os dois acusadores de Michael Jackson que aparecem em novo documentário afirma que as alegações de abuso sexual não foram descreditadas, como afirma o espólio do cantor, e que as vítimas merecem ser ouvidas. 

Vince Finaldi, que representa Wade Robson e James Safechuck em processos alegando que Jackson os molestou, disse que os casos foram arquivados por tecnicalidades e não por falta de credibilidade e que, no momento, eles estão apelando da decisão. “Nunca houve qualquer determinação sobre os depoimentos. Estamos do lado de nossos clientes, acreditamos neles e esperamos que suas versões sejam confirmadas.”

As histórias de Robson e Safechuck, que declararam já adultos que tinham sido abusados sexualmente por anos por Michael quando eram crianças, serão recontadas em um documentário de quatro horas, Leaving Neverland, que será exibido pela HBO e pelo canal britânico Channel 4. A estreia do projeto será em 25 de janeiro, no festival de cinema de Sundance.  

O espólio de MJ divulgou uma declaração dizendo que o documentário é “mais uma leva de alegações datadas e descreditadas”. “Wade Robson e James Safechuck deram seus depoimentos e disseram que Michael nunca fez nada de inapropriado com eles”, diz a declaração, afirmando ainda que os dois entraram com processos que foram arquivados.

Em 2005, Michael foi liberado das acusações de molestação, que não envolviam Robson ou Safechuck. Robson deu seu depoimento no julgamento, dizendo que dormiu no quarto do cantor muitas vezes, mas que nunca foi molestado por ele. Safechuck depôs de maneira similar.

Em 2013, Robson entrou com processo afirmando que estresse e trauma o forçaram a encarar a verdade de que tinha sido abusado sexualmente por MJ, que faleceu em 2009. Safechuck abriu processo similar ano seguinte.

O diretor e produtor do documentário, Dan Reed, disse em comunicado: “Foi preciso muita coragem para esses dois homens contarem suas histórias e eu não tenho dúvidas sobre a sua veracidade. Se há algo que aprendemos nesse momento é que abuso sexual é complicado e que as vozes dos sobreviventes precisam ser ouvidas”.