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Camila Cabello esbanja carisma em primeiro show solo em SP

Jovem cantora foi a atração principal do Z Festival, realizado neste domingo (14)

por Rebecca Silva em 15/10/2018

Esta não foi a primeira passagem de Camila Cabello por um palco paulistano. Mas a apresentação deste domingo (14/10), no Z Festival, teve um gostinho especial: foi o seu primeiro show solo na cidade.

Essa experiência prévia em terras brasileiras se mostrou necessária. Os anos que passou no Fifth Harmony não prepararam Camila somente para ter segurança para iniciar carreira solo, mas também para conhecer o público brasileiro como poucos artistas.

Isso já era demonstrado desde a época em que Camila fazia parte do grupo e se destacava no palco. Agora, solo, atingiu o ápice. O carisma da jovem é tamanho que ela conseguiu com que os que já eram seus fãs se apaixonassem mais e ainda conquistou os pais e convidados que estavam no Allianz Parque, até então como meros acompanhantes. Apesar de seguir o roteiro básico de artistas internacionais que vêm ao Brasil – que consiste em falar algumas frases em português e pegar a bandeira do país em algum momento do show – a diferença de Camila é a forma como ela o segue.

camilashow2
Divulgação/Stephan Solon

O português rolou durante todo o show, desde os primeiros segundos da primeira música da setlist, “Never Be The Same”, que dá nome à turnê. Camila, inclusive, brinca que é “secretamente meia brasileira”. Também diz que brasileiros são “fofos e gostosas”, com a concordância típica e divertida dos estrangeiros. Sua espontaneidade e jeito desprendido de ser geram conexão com as pessoas. E, em um momento em que os artistas estão cada vez mais descendo de seus pedestais, ela se destaca por ser “gente como a gente”. Os fãs, é claro, piram. “Estou passando mal” e “meu coração está muito acelerado” foram algumas das frases ouvidas na pista, em meio a muitos gritos e, é claro, lágrimas. Em dado momento, ela pede para que os fãs cantem até perder a voz, dancem até sentir dor no corpo, façam amizade com quem está ao lado e se sintam livres para serem eles mesmos naquela noite. 

Nesta apresentação – Camila já passou por Porto Alegre e Uberlândia e ainda vai se apresentar em Curitiba (16/10) –, a cantora surpreendeu os fãs e convidou ninguém menos que Anitta para dividir o palco. Juntas, cantaram e dançaram o hit da brasileira “Paradinha” e “Real Friends”, da norte-americana de origem cubana, para delírio do público. Outro momento de destaque do show foi em “In The Dark”, quando as luzes do palco foram apagadas e Camila foi iluminada pelas lanternas de celulares da plateia. Em “Something’s Gotta Give”, o telão mostrou imagens de inúmeros protestos nos Estados Unidos: contra armas e a favor das vidas dos negros, imigrantes e mulheres. Foi a deixa perfeita para que o público puxasse um coro de “Ele Não”.

Move - Z Festival-3241

Divulgação/Stephan Solon

Acompanhada de banda e de seis dançarinos, Camila apresentou um show dinâmico e divertido, com apoio de playback em poucas faixas. Os vídeos de transição entre músicas, bem produzidos, poderiam ter contado com legendas em português já que tantos shows seriam feitos no país – não eram poucos os fãs que sabiam cantar, mas que na saída conversavam sobre não entender o que a cantora falava. A experiência teria sido mais completa e a mensagem transmitida em sua totalidade. 

Em 1h20, Camila mostrou domínio do palco em um show onde apresentou somente suas músicas solo – incluindo parcerias como “Know No Better”, com Major Lazer, “Sangria Wine”, com Pharrell Williams, e “Bad Things”, com Machine Gun Kelly – e, mesmo assim, trouxe uma apresentação mais completa do que o Fifth Harmony que, apesar de tantas passagens pelo país, nunca pareceu trazer algo com estrutura para este hemisfério, sempre mostrando adaptações do que era feito lá fora. 

Camila encanta, como outras da sua geração que já vieram ao Brasil, mas se destaca pela interação com os fãs. Senta no palco e dá conselhos para um público de milhares como se estivesse conversando com a irmã mais nova. E faz parte da seleta lista de artistas que transmitem para a plateia o quanto estão se divertindo ao fazer o que fazem. Talvez seja porque está vivendo um sonho que não acreditava ser possível, como disse durante a apresentação. Camila demonstra que não se perdeu com o muito que conquistou em pouco tempo e usou a oportunidade para mostrar aos fãs brasileiros o quanto é grata pelo carinho e apoio que recebe fazendo o que faz de melhor.

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Jovem cantora foi a atração principal do Z Festival, realizado neste domingo (14)

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Esta não foi a primeira passagem de Camila Cabello por um palco paulistano. Mas a apresentação deste domingo (14/10), no Z Festival, teve um gostinho especial: foi o seu primeiro show solo na cidade.

Essa experiência prévia em terras brasileiras se mostrou necessária. Os anos que passou no Fifth Harmony não prepararam Camila somente para ter segurança para iniciar carreira solo, mas também para conhecer o público brasileiro como poucos artistas.

Isso já era demonstrado desde a época em que Camila fazia parte do grupo e se destacava no palco. Agora, solo, atingiu o ápice. O carisma da jovem é tamanho que ela conseguiu com que os que já eram seus fãs se apaixonassem mais e ainda conquistou os pais e convidados que estavam no Allianz Parque, até então como meros acompanhantes. Apesar de seguir o roteiro básico de artistas internacionais que vêm ao Brasil – que consiste em falar algumas frases em português e pegar a bandeira do país em algum momento do show – a diferença de Camila é a forma como ela o segue.

camilashow2
Divulgação/Stephan Solon

O português rolou durante todo o show, desde os primeiros segundos da primeira música da setlist, “Never Be The Same”, que dá nome à turnê. Camila, inclusive, brinca que é “secretamente meia brasileira”. Também diz que brasileiros são “fofos e gostosas”, com a concordância típica e divertida dos estrangeiros. Sua espontaneidade e jeito desprendido de ser geram conexão com as pessoas. E, em um momento em que os artistas estão cada vez mais descendo de seus pedestais, ela se destaca por ser “gente como a gente”. Os fãs, é claro, piram. “Estou passando mal” e “meu coração está muito acelerado” foram algumas das frases ouvidas na pista, em meio a muitos gritos e, é claro, lágrimas. Em dado momento, ela pede para que os fãs cantem até perder a voz, dancem até sentir dor no corpo, façam amizade com quem está ao lado e se sintam livres para serem eles mesmos naquela noite. 

Nesta apresentação – Camila já passou por Porto Alegre e Uberlândia e ainda vai se apresentar em Curitiba (16/10) –, a cantora surpreendeu os fãs e convidou ninguém menos que Anitta para dividir o palco. Juntas, cantaram e dançaram o hit da brasileira “Paradinha” e “Real Friends”, da norte-americana de origem cubana, para delírio do público. Outro momento de destaque do show foi em “In The Dark”, quando as luzes do palco foram apagadas e Camila foi iluminada pelas lanternas de celulares da plateia. Em “Something’s Gotta Give”, o telão mostrou imagens de inúmeros protestos nos Estados Unidos: contra armas e a favor das vidas dos negros, imigrantes e mulheres. Foi a deixa perfeita para que o público puxasse um coro de “Ele Não”.

Move - Z Festival-3241

Divulgação/Stephan Solon

Acompanhada de banda e de seis dançarinos, Camila apresentou um show dinâmico e divertido, com apoio de playback em poucas faixas. Os vídeos de transição entre músicas, bem produzidos, poderiam ter contado com legendas em português já que tantos shows seriam feitos no país – não eram poucos os fãs que sabiam cantar, mas que na saída conversavam sobre não entender o que a cantora falava. A experiência teria sido mais completa e a mensagem transmitida em sua totalidade. 

Em 1h20, Camila mostrou domínio do palco em um show onde apresentou somente suas músicas solo – incluindo parcerias como “Know No Better”, com Major Lazer, “Sangria Wine”, com Pharrell Williams, e “Bad Things”, com Machine Gun Kelly – e, mesmo assim, trouxe uma apresentação mais completa do que o Fifth Harmony que, apesar de tantas passagens pelo país, nunca pareceu trazer algo com estrutura para este hemisfério, sempre mostrando adaptações do que era feito lá fora. 

Camila encanta, como outras da sua geração que já vieram ao Brasil, mas se destaca pela interação com os fãs. Senta no palco e dá conselhos para um público de milhares como se estivesse conversando com a irmã mais nova. E faz parte da seleta lista de artistas que transmitem para a plateia o quanto estão se divertindo ao fazer o que fazem. Talvez seja porque está vivendo um sonho que não acreditava ser possível, como disse durante a apresentação. Camila demonstra que não se perdeu com o muito que conquistou em pouco tempo e usou a oportunidade para mostrar aos fãs brasileiros o quanto é grata pelo carinho e apoio que recebe fazendo o que faz de melhor.