NOTÍCIAS

Campanha lançada na Inglaterra quer acabar com assédio na música

Movimentos parecidos também surgiram na Suécia, na Austrália e nos Estados Unidos

por Redação em 20/12/2017

Logo após a reportagem especial da BBC sobre abuso e assédio sexual na indústria musical, exibida nesta segunda-feira (18/12), algumas das mulheres que participaram do programa lançaram uma campanha para divulgar o assunto.

A campanha Stop2018 foi lançada pela musicista Chloe Howl, pela empresária Yasmin Lajoie e pela supervisora Michelle de Vries – todas participaram da reportagem – assim como a compositora Helienne Lindvall para “acabar com a tóxica cultura do silêncio sobre o assunto”, como diz o comunicado publicado no site oficial da campanha.

KAROL CONKA PRESENCIA – E DENUNCIA – ASSÉDIO EM HOTEL NO RIO DE JANEIRO

“Somos empoderadas porque sabemos das muitas histórias de abuso severo. São histórias de comportamento predatório, estupro e agressões de pessoas vulneráveis por outros em posição de poder. Como a jornalista disse no programa, ela entrevistou muitos indivíduos na indústria com experiência horrendas e todos tinham medo da repercussão caso se pronunciassem”.

As organizadoras da campanha pedem mudanças na indústria musical, listando quatro demandas específicas:

 

BJÖRK RELEMBRA ASSÉDIO SEXUAL QUE SOFREU DE DIRETOR DINAMARQUÊS

1. Que as organizações da indústria, como a UK Music, estabeleçam um espaço seguro para que qualquer um trabalhando com música se sinta confiante para falar, sabendo que não serão aqueles que sofrerão com repercussões.

2. Todas as companhias de música devem repensar suas estratégias e parar de trabalhar com indivíduos ou outras companhias que exibam comportamento predatório ou bullying com empregados, artistas, produtores, empresários, advogados, assessores, agentes ou qualquer um associado, independentemente de quão poderoso e bem-sucedido for. Temos consciência que as organizações promovem indivíduos que foram acusados de assédio sexual. Isso precisa acabar.

3. Acreditamos que a falta de respeito pelas mulheres começa no início de suas carreiras e queremos que elas sejam pagas assim como os homens e recebam os mesmos benefícios no ambiente de trabalho. Queremos ver o fim da prática comum de que homens e mulheres são contratados ao mesmo tempo, mas o homem comumente recebe mais assistência e melhores oportunidades lhe são oferecidas para crescer na carreira – queremos que as mulheres tenham as mesmas oportunidades de promoção.

4. Queremos que empresários e gravadoras deixem de dizer às artistas que elas precisam usar roupas provocantes e flertar com executivos para ter sucesso.

A campanha Stop2018 se assemelha a esforços feitos por mulheres na Suécia e na Austrália, onde cartas abertas foram divulgadas falando sobre assédio sexual e diferença entre gêneros.

TAYLOR SWIFT GANHA PROCESSO CONTRA RADIALISTA QUE A ASSEDIOU

Nos Estados Unidos, o movimento #MeToo fez barulho em Hollywood após dezenas de denúncias sobre abuso sexual contra o produtor Harvey Weinstein. Na música, acusações de estupro e assédio foram feitas contra o cofundador da Def Jam, Russell Simmons.

 

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A campanha Stop2018 foi lançada pela musicista Chloe Howl, pela empresária Yasmin Lajoie e pela supervisora Michelle de Vries – todas participaram da reportagem – assim como a compositora Helienne Lindvall para “acabar com a tóxica cultura do silêncio sobre o assunto”, como diz o comunicado publicado no site oficial da campanha.

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“Somos empoderadas porque sabemos das muitas histórias de abuso severo. São histórias de comportamento predatório, estupro e agressões de pessoas vulneráveis por outros em posição de poder. Como a jornalista disse no programa, ela entrevistou muitos indivíduos na indústria com experiência horrendas e todos tinham medo da repercussão caso se pronunciassem”.

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1. Que as organizações da indústria, como a UK Music, estabeleçam um espaço seguro para que qualquer um trabalhando com música se sinta confiante para falar, sabendo que não serão aqueles que sofrerão com repercussões.

2. Todas as companhias de música devem repensar suas estratégias e parar de trabalhar com indivíduos ou outras companhias que exibam comportamento predatório ou bullying com empregados, artistas, produtores, empresários, advogados, assessores, agentes ou qualquer um associado, independentemente de quão poderoso e bem-sucedido for. Temos consciência que as organizações promovem indivíduos que foram acusados de assédio sexual. Isso precisa acabar.

3. Acreditamos que a falta de respeito pelas mulheres começa no início de suas carreiras e queremos que elas sejam pagas assim como os homens e recebam os mesmos benefícios no ambiente de trabalho. Queremos ver o fim da prática comum de que homens e mulheres são contratados ao mesmo tempo, mas o homem comumente recebe mais assistência e melhores oportunidades lhe são oferecidas para crescer na carreira – queremos que as mulheres tenham as mesmas oportunidades de promoção.

4. Queremos que empresários e gravadoras deixem de dizer às artistas que elas precisam usar roupas provocantes e flertar com executivos para ter sucesso.

A campanha Stop2018 se assemelha a esforços feitos por mulheres na Suécia e na Austrália, onde cartas abertas foram divulgadas falando sobre assédio sexual e diferença entre gêneros.

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Nos Estados Unidos, o movimento #MeToo fez barulho em Hollywood após dezenas de denúncias sobre abuso sexual contra o produtor Harvey Weinstein. Na música, acusações de estupro e assédio foram feitas contra o cofundador da Def Jam, Russell Simmons.