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Christina Aguilera diz que “ansiava por liberdade” no The Voice

Cantora estampa capa da nova edição da Billboard e fala sobre retorno à música

por Redação em 03/05/2018

Seis anos depois do lançamento de seu último álbum, Lotus, Christina Aguilera finalmente retornou à música, um momento muito aguardado por seus fãs. Nesta quinta-feira (03/05), ela lançou o primeiro single de sua nova era, “Accelerate”, em parceria com Ty Dolla $ign e 2 Chainz. A cantora estampa a capa da edição mais recente da Billboard e fala sobre como estava “ansiando por liberdade” e como o hip hop inspirou seu retorno musical.

A entrevista foi realizada no estúdio de gravação da mansão da cantora, em Beverly Hills, Estados Unidos. Apesar de ser um dia ensolarado, do lado de dentro as luzes eram fracas, trazendo aconchego ao local. Christina não gosta muito da luz do dia.

Durante esse tempo longe dos estúdios, a cantora não se afastou dos holofotes. De 2011 a 2016, foi jurada do programa The Voice. Agora, ela está livre para focar em sua música. O disco, nomeado Liberation e programado para 15 de junho, será o primeiro da cantora em seis anos. Ao todo, serão 11 faixas, que pendem mais para uma sonoridade R&B e hip hop do que seus trabalhos anteriores. Anderson Paak trabalhou em duas faixas e Kanye West produziu outras duas, incluindo “Maria”, que conta com sample de Michael Jackson e um trecho em que Christina canta A Noviça Rebelde. Julia Michaels compôs uma música e o muito esperado dueto com Demi Lovato também faz parte do projeto.

“Para mim, não há nada mais incrível do que um beat de hip hop”, diz a cantora, enquanto toma chá. Apesar de acusações de apropriação cultural terem sido feitas contra muitas popstars recentemente, Christina confia em seu material. Boa parte, ela co-escreveu. “No fim do dia, sou uma cantora de soul. Quando você descarta o rótulo de popstar e as coisas que eu já fiz, cantar com a alma é onde está meu coração, minha raiz. E como você pode ver, é o que me inspira.” No estúdio, fotos de Etta James, Nina Simone e Sarah Vaughan. Logo ao lado, um retrato de 2Pac sem camiseta.

christinaaguilera-capabillboard

Os hits mais recentes da cantora foram colaborações. Em 2013, ela se juntou com A Great Big World em “Say Something”, balada que chegou ao 4º lugar do Hot 100. Em 2011, o estrondoso sucesso “Moves Like Jagger”, com Maroon 5, que chegou ao 1º lugar do ranking.

Mas o retorno deste ano – que incluirá a primeira turnê da cantora em uma década, uma eternidade para uma estrela do seu calibre – promete. E não apenas porque na sua ausência o R&B e o hip hop cresceram e dominaram os rankings, mas porque após passar cinco anos no The Voice, ela estava ansiando por liberdade. “Voltando do set de filmagem, eu só queria tirar tudo – a maquiagem, tudo, e ouvir hip hop ou Nirvana ou Slayer. Tudo para me tirar daquela vibe da TV”, confessou.

Seu último álbum teve o pior desempenho de vendas, mas ela não está preocupada em conquistar os rankings. No passado, ela diz que foi muito infeliz mesmo em seus momentos mais bem-sucedidos e que não pretende se medir por meio do sucesso comercial. “Especialmente agora, com tantas causas diferente e pessoas expressando suas opiniões, sentindo-se bem em falar sobre assuntos específicos pela primeira vez.” Ela acredita que os ouvintes vão se identificar com a mulher que se encontrou “sufocada e restrita” e que percebeu que precisava se libertar e acordar.

Ela compara este momento de sua carreira com a época em que estava para lançar Stripped, em 2002, quando se liberou do pop chiclete e mostrou um lado mais sexy e provocante. “Eu me sentia dirigida pela gravadora, confinada para ser bem-sucedida comercialmente. E, apesar de parecer ótimo do lado de fora, eu valorizo a verdade e se não estou feliz com algo, não consigo mais fazer aquilo.”

Nesse momento, despir-se de sua imagem significa algo diferente para Christina. Conhecida pelos penteados elaborados e maquiagem impecável, hoje ela usa o cabelo platinado despretensiosamente preso em um coque, com apenas um toque de gloss nos lábios.

“Accelerate”, o primeiro single, foi produzido por Kanye West e gravado no estúdio de Rick Rubin em Malibu meses antes de West lançar o álbum The Life of Pablo, em 2016. Na ocasião, ele mostrou algumas faixas do disco e eles conversaram por um longo tempo. Eles também trabalharam juntos em “Maria”, a faixa favorita de Christina no novo projeto. Os dois perderam o contato quando o rapper entrou em turnê para divulgar The Life of Pablo. A cantora fala sobre ele em tom de reverência. “Sempre fui uma grande fã do Kanye. Fora, é claro, seus aspectos controversos, acho que ele é um grande artista, um grande beatmaker.”

Demi Lovato, que participa de Liberation, credita Christina como uma de suas maiores influências. “Sempre a admirei. Lembro de ir a um show dela e cantar virada para o público em vez do palco, sabendo que era exatamente o que eu queria fazer na vida. Ela fala sobre o que acredita e passa uma mensagem positiva, que são duas coisas que eu acho extremamente importantes quando temos a sorte de ter uma plataforma”, diz a jovem.

Christina não faz parcerias com outras cantoras desde “Lady Marmalade”, em 2001, ao lado de Lil Kim, Mya e P!nk, que revelou que desavenças durante o processo de gravação causou uma briga entre ela e Xtina, mas que, em 2017, elas fizeram as pazes. Sobre isso, Christina diz: “Sempre apreciei mulheres e odiava como a indústria coloca uma contra a outra”.

Quando perguntada sobre um possível retorno ao The Voice, ela torce o nariz e diz que gostaria de discutir “coisas positivas”, mas fala sobre o que a desagradou no programa. “Eu sentia que não tinha assinado contrato para fazer determinadas coisas. Você percebe que não é sobre música. É sobre fazer bons momentos para a TV, criando uma história. Não entrei na indústria para ser apresentadora de televisão e seguir todas essas regras. Especialmente como mulher: você não pode vestir isso, não pode falar aquilo. Eu me encontrava desesperadamente tentando me expressar pelo figurino, pelo penteado, pela maquiagem. Eram minhas válvulas de escape.”

Hoje, Christina está mais animada com sua carreira do que esteve há anos. Ela está considerando fazer um álbum latino, mais algumas atuações para o cinema e até algo na Broadway, além da turnê. Essa será a sua primeira vez na estrada desde que se tornou mãe de Max, 10 anos, e Summer Rain, três anos. “Entrar em turnê é assustador para mim porque, antes de tudo, sou mãe. É parte do motivo pelo qual fiquei no The Voice. É fácil ficar confortável no mesmo lugar e não precisar se preocupar com a criação de seus filhos. Mas agora precisa acontecer. Estou ansiosa para voltar e mostrar aos meus filhos o que a mãe deles realmente faz.”

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Christina Aguilera diz que “ansiava por liberdade” no The Voice

Cantora estampa capa da nova edição da Billboard e fala sobre retorno à música

por Redação em 03/05/2018

Seis anos depois do lançamento de seu último álbum, Lotus, Christina Aguilera finalmente retornou à música, um momento muito aguardado por seus fãs. Nesta quinta-feira (03/05), ela lançou o primeiro single de sua nova era, “Accelerate”, em parceria com Ty Dolla $ign e 2 Chainz. A cantora estampa a capa da edição mais recente da Billboard e fala sobre como estava “ansiando por liberdade” e como o hip hop inspirou seu retorno musical.

A entrevista foi realizada no estúdio de gravação da mansão da cantora, em Beverly Hills, Estados Unidos. Apesar de ser um dia ensolarado, do lado de dentro as luzes eram fracas, trazendo aconchego ao local. Christina não gosta muito da luz do dia.

Durante esse tempo longe dos estúdios, a cantora não se afastou dos holofotes. De 2011 a 2016, foi jurada do programa The Voice. Agora, ela está livre para focar em sua música. O disco, nomeado Liberation e programado para 15 de junho, será o primeiro da cantora em seis anos. Ao todo, serão 11 faixas, que pendem mais para uma sonoridade R&B e hip hop do que seus trabalhos anteriores. Anderson Paak trabalhou em duas faixas e Kanye West produziu outras duas, incluindo “Maria”, que conta com sample de Michael Jackson e um trecho em que Christina canta A Noviça Rebelde. Julia Michaels compôs uma música e o muito esperado dueto com Demi Lovato também faz parte do projeto.

“Para mim, não há nada mais incrível do que um beat de hip hop”, diz a cantora, enquanto toma chá. Apesar de acusações de apropriação cultural terem sido feitas contra muitas popstars recentemente, Christina confia em seu material. Boa parte, ela co-escreveu. “No fim do dia, sou uma cantora de soul. Quando você descarta o rótulo de popstar e as coisas que eu já fiz, cantar com a alma é onde está meu coração, minha raiz. E como você pode ver, é o que me inspira.” No estúdio, fotos de Etta James, Nina Simone e Sarah Vaughan. Logo ao lado, um retrato de 2Pac sem camiseta.

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Os hits mais recentes da cantora foram colaborações. Em 2013, ela se juntou com A Great Big World em “Say Something”, balada que chegou ao 4º lugar do Hot 100. Em 2011, o estrondoso sucesso “Moves Like Jagger”, com Maroon 5, que chegou ao 1º lugar do ranking.

Mas o retorno deste ano – que incluirá a primeira turnê da cantora em uma década, uma eternidade para uma estrela do seu calibre – promete. E não apenas porque na sua ausência o R&B e o hip hop cresceram e dominaram os rankings, mas porque após passar cinco anos no The Voice, ela estava ansiando por liberdade. “Voltando do set de filmagem, eu só queria tirar tudo – a maquiagem, tudo, e ouvir hip hop ou Nirvana ou Slayer. Tudo para me tirar daquela vibe da TV”, confessou.

Seu último álbum teve o pior desempenho de vendas, mas ela não está preocupada em conquistar os rankings. No passado, ela diz que foi muito infeliz mesmo em seus momentos mais bem-sucedidos e que não pretende se medir por meio do sucesso comercial. “Especialmente agora, com tantas causas diferente e pessoas expressando suas opiniões, sentindo-se bem em falar sobre assuntos específicos pela primeira vez.” Ela acredita que os ouvintes vão se identificar com a mulher que se encontrou “sufocada e restrita” e que percebeu que precisava se libertar e acordar.

Ela compara este momento de sua carreira com a época em que estava para lançar Stripped, em 2002, quando se liberou do pop chiclete e mostrou um lado mais sexy e provocante. “Eu me sentia dirigida pela gravadora, confinada para ser bem-sucedida comercialmente. E, apesar de parecer ótimo do lado de fora, eu valorizo a verdade e se não estou feliz com algo, não consigo mais fazer aquilo.”

Nesse momento, despir-se de sua imagem significa algo diferente para Christina. Conhecida pelos penteados elaborados e maquiagem impecável, hoje ela usa o cabelo platinado despretensiosamente preso em um coque, com apenas um toque de gloss nos lábios.

“Accelerate”, o primeiro single, foi produzido por Kanye West e gravado no estúdio de Rick Rubin em Malibu meses antes de West lançar o álbum The Life of Pablo, em 2016. Na ocasião, ele mostrou algumas faixas do disco e eles conversaram por um longo tempo. Eles também trabalharam juntos em “Maria”, a faixa favorita de Christina no novo projeto. Os dois perderam o contato quando o rapper entrou em turnê para divulgar The Life of Pablo. A cantora fala sobre ele em tom de reverência. “Sempre fui uma grande fã do Kanye. Fora, é claro, seus aspectos controversos, acho que ele é um grande artista, um grande beatmaker.”

Demi Lovato, que participa de Liberation, credita Christina como uma de suas maiores influências. “Sempre a admirei. Lembro de ir a um show dela e cantar virada para o público em vez do palco, sabendo que era exatamente o que eu queria fazer na vida. Ela fala sobre o que acredita e passa uma mensagem positiva, que são duas coisas que eu acho extremamente importantes quando temos a sorte de ter uma plataforma”, diz a jovem.

Christina não faz parcerias com outras cantoras desde “Lady Marmalade”, em 2001, ao lado de Lil Kim, Mya e P!nk, que revelou que desavenças durante o processo de gravação causou uma briga entre ela e Xtina, mas que, em 2017, elas fizeram as pazes. Sobre isso, Christina diz: “Sempre apreciei mulheres e odiava como a indústria coloca uma contra a outra”.

Quando perguntada sobre um possível retorno ao The Voice, ela torce o nariz e diz que gostaria de discutir “coisas positivas”, mas fala sobre o que a desagradou no programa. “Eu sentia que não tinha assinado contrato para fazer determinadas coisas. Você percebe que não é sobre música. É sobre fazer bons momentos para a TV, criando uma história. Não entrei na indústria para ser apresentadora de televisão e seguir todas essas regras. Especialmente como mulher: você não pode vestir isso, não pode falar aquilo. Eu me encontrava desesperadamente tentando me expressar pelo figurino, pelo penteado, pela maquiagem. Eram minhas válvulas de escape.”

Hoje, Christina está mais animada com sua carreira do que esteve há anos. Ela está considerando fazer um álbum latino, mais algumas atuações para o cinema e até algo na Broadway, além da turnê. Essa será a sua primeira vez na estrada desde que se tornou mãe de Max, 10 anos, e Summer Rain, três anos. “Entrar em turnê é assustador para mim porque, antes de tudo, sou mãe. É parte do motivo pelo qual fiquei no The Voice. É fácil ficar confortável no mesmo lugar e não precisar se preocupar com a criação de seus filhos. Mas agora precisa acontecer. Estou ansiosa para voltar e mostrar aos meus filhos o que a mãe deles realmente faz.”