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Cleo quer quebrar tabus e ver poesia na tristeza com novo projeto

Apesar de estar no elenco da novela das sete, artista segue investindo na carreira de cantora e lançou o segundo EP, Melhor Que Eu, mais introspectivo que o anterior

por Rebecca Silva em 12/09/2018

No início deste ano, Cleo chamou atenção ao anunciar que estava lançando um EP e investindo na carreira de cantora. Aposentou o sobrenome da mãe, Pires, e entrou em estúdio. O resultado foi o EP Jungle Kid, produzido por Guto Guerra. O projeto rendeu dois clipes: “Jungle Kid” e “Bandida”.

Agora, menos de seis meses após seu lançamento oficial como cantora, Cleo divulga o novo EP, Melhor Que Eu, ao mesmo tempo em que divide a agenda com os trabalhos de atriz na novela das sete exibida pela Globo, O Tempo Não Para, em que vive a vilã Betina.

O clipe do primeiro single do novo EP, “Trapped”, destacou-se nas redes pelas cenas gráficas, envolvendo uma banheira e muito sangue. No projeto, outras três inéditas: “King”, “War Paint” e “Melhor Que Eu”.

Billboard Brasil conversou com Cleo sobre o balanço inicial da carreira como cantora, depressão e próximos passos, que envolvem uma parceria com Karol Conka e Gloria Groove:

Meses depois do início dessa nova fase da carreira, apresentando-se ao grande público como cantora, qual o balanço inicial?

Faço um balanço que envolve um crescimento profissional enorme, a realização de um sonho, superação do meu medo do palco e a continuação de um trabalho que sempre quis fazer. Foi uma grata surpresa que tudo, desde o início, saiu melhor do que eu esperava. Tive muito apoio, não só familiar, mas de toda a equipe que embarcou comigo nesse projeto. Consegui realizar parcerias com artistas com os quais me identifico, como a Alice Caymmi, por exemplo. É muito mais do que eu imaginei que seria, fico extremamente feliz com os resultados que temos tido. Agora é focar nos próximos passos.

Você está no ar na novela O Tempo Não Para e o ritmo de gravações é intenso. Como foi o planejamento para conciliar os compromissos da Cleo atriz com a Cleo cantora?

Não é um planejamento fácil! No ano passado soube que estaria na próxima novela, então sabia que, a partir do momento que começasse a gravar, isso seria a minha prioridade, por isso minha equipe e eu nos organizamos para termos conteúdo musical pronto mesmo com a novela no ar. Quando gravamos o primeiro EP, Jungle Kid, aproveitamos para gravar também outras músicas para o próximo projeto, que hoje é o EP Melhor Que Eu. As gravações dos clipes foram mais complicadas, pois tivemos que encaixar conforme as brechas de gravação da novela, mas todo mundo trabalhou duro para que fosse possível. O que procuro sempre fazer é aproveitar as minhas folgas das gravações para tocar esse e outros projetos que tenho. Por exemplo: fiz um acampamento criativo em julho com toda a minha equipe e passamos os finais de semanas produzindo música e criando bastante.

Por que um lançamento tão rápido de outro EP?

Nós já estávamos planejando soltar um novo EP no segundo semestre desde que finalizamos o Jungle Kid. Eu estou sempre pensando em novidades e me movimentando. Não gosto de ficar parada. Eu amo cantar e estou muito feliz com a carreira musical indo tão bem, então crio o tempo todo e, consequentemente, quero soltar as minhas criações, quero que o meu público também acompanhe e veja o resultado de tudo. O processo de produção foi bastante similar ao de Jungle Kid, pois em Melhor Que Eu também faço a produção musical e composição das letras em parceria com o Guto Guerra e com o pessoal da BMT, que é do Rodrigo Gorky. O que pensamos de diferente para esse novo projeto foi o tom que ele teria. Jungle Kid tem uma pluralidade musical mais forte e faixas com diferentes gêneros, enquanto Melhor Que Eu está um pouco mais introspectivo.

Como foi a escolha de “Trapped” para primeiro single?

A faixa “Trapped” tem um ritmo que curto bastante e é uma música que achei que fazia mais sentido para lançar como o primeiro single. Todas as canções têm uma mensagem por trás, mas “Trapped” é mais profunda, eu acho, alcança praticamente todo mundo, pois fala sobre essas ondas erradas de pensamentos que, às vezes, nós temos e, por mais que sejam passageiras, colocam a gente em uma vibe melancólica.

A faixa fala sobre depressão e melancolia, um tabu que ainda precisa ser derrubado. Muitas pessoas podem olhar para você e não enxergar uma mulher que também tem momentos ruins por ser famosa, reconhecida, bonita. Como é isso para você?

Sim, é um tabu e muitas pessoas não entendem ainda como isso é real. As pessoas podem achar que eu só quis chocar com o clipe, mas, na verdade, eu quis mostrar que a pessoa pode ser feliz e bem-sucedida, mas tem momentos de depressão, tristeza, bad trip, em que não se consegue ficar positivo e superar sentimentos que são maiores do que você. Justamente por isso tivemos a ideia de mostrar o meu corpo daquela forma, que ficasse como uma boneca. É como se fosse uma outra versão de mim, uma representação distante minha e do meu corpo. No clipe tudo é muito subjetivo e simbólico. A depressão é muito mais comum do que se imagina, mas como todos os sentimentos na nossa vida, ela tem espaço para poetizar também. 

O que pode adiantar sobre a parceria com Karol Conka e Gloria Groove?

É mais um sonho realizado. São artistas incríveis e que levantam uma bandeira com a qual me identifico muito. Ainda não posso revelar muito, mas pode ter certeza que vai ser especial.

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Apesar de estar no elenco da novela das sete, artista segue investindo na carreira de cantora e lançou o segundo EP, Melhor Que Eu, mais introspectivo que o anterior

por Rebecca Silva em 12/09/2018

No início deste ano, Cleo chamou atenção ao anunciar que estava lançando um EP e investindo na carreira de cantora. Aposentou o sobrenome da mãe, Pires, e entrou em estúdio. O resultado foi o EP Jungle Kid, produzido por Guto Guerra. O projeto rendeu dois clipes: “Jungle Kid” e “Bandida”.

Agora, menos de seis meses após seu lançamento oficial como cantora, Cleo divulga o novo EP, Melhor Que Eu, ao mesmo tempo em que divide a agenda com os trabalhos de atriz na novela das sete exibida pela Globo, O Tempo Não Para, em que vive a vilã Betina.

O clipe do primeiro single do novo EP, “Trapped”, destacou-se nas redes pelas cenas gráficas, envolvendo uma banheira e muito sangue. No projeto, outras três inéditas: “King”, “War Paint” e “Melhor Que Eu”.

Billboard Brasil conversou com Cleo sobre o balanço inicial da carreira como cantora, depressão e próximos passos, que envolvem uma parceria com Karol Conka e Gloria Groove:

Meses depois do início dessa nova fase da carreira, apresentando-se ao grande público como cantora, qual o balanço inicial?

Faço um balanço que envolve um crescimento profissional enorme, a realização de um sonho, superação do meu medo do palco e a continuação de um trabalho que sempre quis fazer. Foi uma grata surpresa que tudo, desde o início, saiu melhor do que eu esperava. Tive muito apoio, não só familiar, mas de toda a equipe que embarcou comigo nesse projeto. Consegui realizar parcerias com artistas com os quais me identifico, como a Alice Caymmi, por exemplo. É muito mais do que eu imaginei que seria, fico extremamente feliz com os resultados que temos tido. Agora é focar nos próximos passos.

Você está no ar na novela O Tempo Não Para e o ritmo de gravações é intenso. Como foi o planejamento para conciliar os compromissos da Cleo atriz com a Cleo cantora?

Não é um planejamento fácil! No ano passado soube que estaria na próxima novela, então sabia que, a partir do momento que começasse a gravar, isso seria a minha prioridade, por isso minha equipe e eu nos organizamos para termos conteúdo musical pronto mesmo com a novela no ar. Quando gravamos o primeiro EP, Jungle Kid, aproveitamos para gravar também outras músicas para o próximo projeto, que hoje é o EP Melhor Que Eu. As gravações dos clipes foram mais complicadas, pois tivemos que encaixar conforme as brechas de gravação da novela, mas todo mundo trabalhou duro para que fosse possível. O que procuro sempre fazer é aproveitar as minhas folgas das gravações para tocar esse e outros projetos que tenho. Por exemplo: fiz um acampamento criativo em julho com toda a minha equipe e passamos os finais de semanas produzindo música e criando bastante.

Por que um lançamento tão rápido de outro EP?

Nós já estávamos planejando soltar um novo EP no segundo semestre desde que finalizamos o Jungle Kid. Eu estou sempre pensando em novidades e me movimentando. Não gosto de ficar parada. Eu amo cantar e estou muito feliz com a carreira musical indo tão bem, então crio o tempo todo e, consequentemente, quero soltar as minhas criações, quero que o meu público também acompanhe e veja o resultado de tudo. O processo de produção foi bastante similar ao de Jungle Kid, pois em Melhor Que Eu também faço a produção musical e composição das letras em parceria com o Guto Guerra e com o pessoal da BMT, que é do Rodrigo Gorky. O que pensamos de diferente para esse novo projeto foi o tom que ele teria. Jungle Kid tem uma pluralidade musical mais forte e faixas com diferentes gêneros, enquanto Melhor Que Eu está um pouco mais introspectivo.

Como foi a escolha de “Trapped” para primeiro single?

A faixa “Trapped” tem um ritmo que curto bastante e é uma música que achei que fazia mais sentido para lançar como o primeiro single. Todas as canções têm uma mensagem por trás, mas “Trapped” é mais profunda, eu acho, alcança praticamente todo mundo, pois fala sobre essas ondas erradas de pensamentos que, às vezes, nós temos e, por mais que sejam passageiras, colocam a gente em uma vibe melancólica.

A faixa fala sobre depressão e melancolia, um tabu que ainda precisa ser derrubado. Muitas pessoas podem olhar para você e não enxergar uma mulher que também tem momentos ruins por ser famosa, reconhecida, bonita. Como é isso para você?

Sim, é um tabu e muitas pessoas não entendem ainda como isso é real. As pessoas podem achar que eu só quis chocar com o clipe, mas, na verdade, eu quis mostrar que a pessoa pode ser feliz e bem-sucedida, mas tem momentos de depressão, tristeza, bad trip, em que não se consegue ficar positivo e superar sentimentos que são maiores do que você. Justamente por isso tivemos a ideia de mostrar o meu corpo daquela forma, que ficasse como uma boneca. É como se fosse uma outra versão de mim, uma representação distante minha e do meu corpo. No clipe tudo é muito subjetivo e simbólico. A depressão é muito mais comum do que se imagina, mas como todos os sentimentos na nossa vida, ela tem espaço para poetizar também. 

O que pode adiantar sobre a parceria com Karol Conka e Gloria Groove?

É mais um sonho realizado. São artistas incríveis e que levantam uma bandeira com a qual me identifico muito. Ainda não posso revelar muito, mas pode ter certeza que vai ser especial.